{"id":126185,"date":"2025-10-24T12:02:33","date_gmt":"2025-10-24T15:02:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=126185"},"modified":"2025-10-24T12:02:33","modified_gmt":"2025-10-24T15:02:33","slug":"nordeste-amplia-cultivo-de-algodao-e-desafia-eixo-centro-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2025\/10\/24\/nordeste-amplia-cultivo-de-algodao-e-desafia-eixo-centro-oeste\/","title":{"rendered":"Nordeste amplia cultivo de algod\u00e3o e desafia eixo Centro-Oeste"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O cultivo do algod\u00e3o vive um novo ciclo de expans\u00e3o no Nordeste, impulsionado por investimentos p\u00fablicos, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e pela recupera\u00e7\u00e3o da cotonicultura em estados como Piau\u00ed e Maranh\u00e3o. A regi\u00e3o deve alcan\u00e7ar, em 2025, uma produ\u00e7\u00e3o recorde de 942,7 mil toneladas, um aumento de 16,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior, segundo o Escrit\u00f3rio T\u00e9cnico de Estudos Econ\u00f4micos do Nordeste (ETENE), \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Banco do Nordeste. Esse resultado consolida o Nordeste como a segunda maior regi\u00e3o produtora do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas do Centro-Oeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Nordeste foi pioneiro na produ\u00e7\u00e3o brasileira de algod\u00e3o no s\u00e9culo XVIII, com o estado do Maranh\u00e3o liderando exporta\u00e7\u00f5es para a Europa nos anos de 1760. No s\u00e9culo XIX, o algod\u00e3o j\u00e1 havia ultrapassando o a\u00e7\u00facar e se tornado a principal cultura da regi\u00e3o. Por\u00e9m, na segunda metade do s\u00e9culo XX, problemas como a praga do bicudo-do-algodoeiro e outras crises deslocaram a lideran\u00e7a para o Centro-Oeste brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, Bahia, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o \u2014 especialmente na regi\u00e3o do Matopiba \u2014 t\u00eam retomado o protagonismo no cultivo de algod\u00e3o em larga escala, com uso intensivo de tecnologia e irriga\u00e7\u00e3o. Recentemente, o Cear\u00e1 lan\u00e7ou o Programa Estadual de Revitaliza\u00e7\u00e3o da Cotonicultura, buscando reativar o cultivo familiar com sementes de qualidade e apoio t\u00e9cnico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todo o Brasil, a \u00e1rea destinada ao algod\u00e3o cresceu 6,7% na safra 2024\/2025, ultrapassando 2,15 milh\u00f5es de hectares. No caso da Bahia, a utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas de irriga\u00e7\u00e3o e o uso de sementes de alto rendimento t\u00eam permitido o aumento da produtividade, mesmo em per\u00edodos de estiagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-intext-processed=\"true\">O crescimento da cultura do algod\u00e3o, outrora chamado de \u201couro branco\u201d, vem colocando o Brasil em destaque no cen\u00e1rio internacional. Ap\u00f3s d\u00e9cadas de retra\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds voltou a ocupar posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a mundial na exporta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, ultrapassando os Estados Unidos em 2024. O desempenho do Nordeste, com seus recordes recentes e o fortalecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas estaduais, tem papel estrat\u00e9gico nesse resultado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o Nordeste ampliou suas exporta\u00e7\u00f5es em 28,4% em volume e 8,6% em valor, superando a m\u00e9dia nacional. A Bahia e o Piau\u00ed foram os estados com maiores avan\u00e7os. O Piau\u00ed, por exemplo, mais que dobrou suas exporta\u00e7\u00f5es em peso (+106,2%), embora com queda no pre\u00e7o m\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nova fase da cotonicultura nordestina demonstra que o setor pode voltar a ser um dos pilares da economia regional, gerando emprego, renda e promovendo o desenvolvimento sustent\u00e1vel no campo.<\/p>\n<p><strong>Folha de Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-intext-processed=\"true\">.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cultivo do algod\u00e3o vive um novo ciclo de expans\u00e3o no Nordeste, impulsionado por investimentos p\u00fablicos, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e pela recupera\u00e7\u00e3o da cotonicultura em estados como Piau\u00ed e Maranh\u00e3o. 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