{"id":126108,"date":"2025-10-19T13:08:03","date_gmt":"2025-10-19T16:08:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=126108"},"modified":"2025-10-19T13:08:03","modified_gmt":"2025-10-19T16:08:03","slug":"o-aumento-da-demanda-chinesa-pelo-cafe-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2025\/10\/19\/o-aumento-da-demanda-chinesa-pelo-cafe-brasileiro\/","title":{"rendered":"O aumento da demanda chinesa pelo caf\u00e9 brasileiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\nDesde 2018, a empres\u00e1ria Carla Guindani est\u00e1 de olho no mercado chin\u00eas. Naquele ano, foi convidada pela ApexBrasil, ag\u00eancia do governo dedicada \u00e0 promo\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, para expor produtos da agricultura familiar no Sal\u00e3o Internacional de Alimenta\u00e7\u00e3o de Xangai. Na \u00e9poca \u00e0 frente da Terra Livre, cooperativa de pequenos agricultores, levou itens para um estande de produtos de movimentos sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A receptividade dos chineses surpreendeu Guindani e revelou o potencial exportador para a China. De volta ao Brasil, fundou a Ra\u00edzes do Campo, empresa dedicada a estruturar cadeias produtivas de pequenos agricultores e a comercializar produtos como chocolate, mel, pimenta-do-reino e, sobretudo, caf\u00e9, no mercado nacional e internacional. Ap\u00f3s os atrasos impostos pela pandemia da Covid-19, o neg\u00f3cio ganhou impulso em dezembro de 2023, quando foi habilitado pela Administra\u00e7\u00e3o Geral das Alf\u00e2ndegas da China (GACC) a exportar caf\u00e9 verde \u2014 autoriza\u00e7\u00e3o renovada em julho deste ano e agora v\u00e1lida por mais cinco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A habilita\u00e7\u00e3o da Ra\u00edzes do Campo integra a lista de 183 autoriza\u00e7\u00f5es concedidas\u00a0recentemente pela autoridade chinesa ao caf\u00e9 brasileiro. Desde novembro de 2023, j\u00e1 s\u00e3o 235 permiss\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, segundo\u00a0 levantamento do\u00a0Dialogue Earth\u00a0com base em dados portu\u00e1rios da China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As empresas comp\u00f5em um grupo diverso: de multinacionais como Cofco International, Louis Dreyfus e Mitsui &amp; Co a grandes exportadoras nacionais, como Unicaf\u00e9 e Trist\u00e3o Trading, al\u00e9m de 14 cooperativas de pequenos produtores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Guindani, a tend\u00eancia \u00e9 que os grandes produtores saiam na frente para atender \u00e0 demanda chinesa, j\u00e1 que boa parte do mercado busca altos volumes a pre\u00e7os baixos, com pouca aten\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es socioambientais. Mas ela v\u00ea espa\u00e7o para neg\u00f3cios menores como o dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aposta da Ra\u00edzes do Campo \u00e9 nos caf\u00e9s especiais e certificados, como os org\u00e2nicos e de pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas. A empresa trabalha com cerca de duas mil fam\u00edlias de cooperativas em diferentes regi\u00f5es do Brasil, exportando, anualmente, 120 toneladas de caf\u00e9 ar\u00e1bica para cafeterias chinesas interessadas em gr\u00e3os especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 pouco volume e alto valor agregado para cafeterias muito especializadas\u201d, disse Guindani ao\u00a0Dialogue Earth.<\/p>\n<p><strong>Caf\u00e9 brasileiro ganhando a China<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As novas habilita\u00e7\u00f5es ocorrem em um momento em que Brasil e China aprofundam suas rela\u00e7\u00f5es comerciais, enquanto os consumidores chineses demonstram\u00a0crescente apetite por caf\u00e9, e os Estados Unidos, maior comprador, imp\u00f5em barreiras tarif\u00e1rias ao gr\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos cinco anos, as exporta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 brasileiro para a China mais que quintuplicaram \u2014 passando de menos de 10 mil toneladas em 2020 para mais de 55 mil em 2024, com pico de 79 mil em 2023, segundo an\u00e1lise do\u00a0Dialogue Earth\u00a0em dados do com\u00e9rcio exterior do Brasil. Por enquanto, a China ocupa a 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os principais mercados, distante de l\u00edderes como Estados Unidos e Alemanha, que importaram cada um mais de 440 mil toneladas no ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a guerra comercial iniciada pelo governo Donald Trump pode alterar esse cen\u00e1rio, j\u00e1 que os Estados Unidos\u00a0impuseram\u00a0uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o caf\u00e9. At\u00e9 2024, o pa\u00eds havia liderado as importa\u00e7\u00f5es do gr\u00e3o em sete de dez anos. Em agosto deste ano, por\u00e9m \u2014 quando a medida entrou em vigor \u2014 as compras recuaram ao menor n\u00edvel da d\u00e9cada para o m\u00eas, segundo dados de com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9) afirma que a habilita\u00e7\u00e3o de novas empresas para exportar \u00e0 China n\u00e3o significa, por ora, que o pa\u00eds v\u00e1 suprir uma eventual lacuna deixada pelos Estados Unidos. Em\u00a0comunicado, o presidente da entidade, M\u00e1rcio Ferreira, afirmou que a medida \u201cn\u00e3o necessariamente implica aumento dos embarques\u201d e ressaltou que esse avan\u00e7o deve ocorrer \u201cde forma natural, ao longo dos pr\u00f3ximos anos e d\u00e9cadas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mariana Bahia, diretora-executiva da C\u00e2mara Chinesa de Com\u00e9rcio do Brasil, tamb\u00e9m tem uma vis\u00e3o cautelosa. Ela disse ao\u00a0Dialogue Earth\u00a0que o caf\u00e9 brasileiro j\u00e1 vem se firmando como um \u201citem estrat\u00e9gico\u201d para diversificar as commodities exportadas \u00e0 China. Por outro lado, ela explica que esse ainda \u00e9 um mercado se consolidando no pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA curto e m\u00e9dio prazo, ele n\u00e3o deve alcan\u00e7ar a mesma dimens\u00e3o e import\u00e2ncia que a soja e a carne possuem para o com\u00e9rcio bilateral\u201d, disse ela. A China \u00e9\u00a0l\u00edder em compras\u00a0desses itens do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o caf\u00e9 vem conquistando espa\u00e7o entre os jovens chineses adeptos de um estilo de vida urbano e interessados em novidades, segundo Bahia. Ela explica que, para essa gera\u00e7\u00e3o, a bebida passou a integrar a rotina, associada \u00e0 conveni\u00eancia, socializa\u00e7\u00e3o e status. \u201cAgora, o h\u00e1bito vem se expandindo para outras faixas et\u00e1rias\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos s\u00edmbolos da populariza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 na China \u00e9 a Luckin Coffee. Fundada em 2017, ela se tornou\u00a0a maior rede do pa\u00eds, com mais de 22 mil lojas e receita l\u00edquida de US$ 4,7 bilh\u00f5es em 2024, de acordo com\u00a0relat\u00f3rio\u00a0para seus investidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil passou a fazer parte dessa expans\u00e3o em 2023, quando a empresa\u00a0firmou\u00a0parceria com a ApexBrasil e visitou produtores de Rond\u00f4nia para conhecer e comprar caf\u00e9 produzido na Amaz\u00f4nia. Em junho de 2024, o Brasil assinou um acordo para fornecer 120 mil toneladas anuais de caf\u00e9 e, meses depois, o contrato foi expandido para fornecer 240 mil toneladas at\u00e9 2029, em um total estimado de US$ 3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa parceria \u00e9 apenas o come\u00e7o. No futuro, queremos ampliar ainda mais nossa colabora\u00e7\u00e3o\u201d,\u00a0afirmou\u00a0Jinyi Guo, CEO da Luckin Coffee, durante a assinatura do acordo, em novembro, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o espa\u00e7o dos pequenos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora as grandes empresas tenham vantagens competitivas nos acordos bilaterais, pequenos produtores brasileiros veem com entusiasmo o emergente mercado chin\u00eas do caf\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA China \u00e9 um pa\u00eds com uma popula\u00e7\u00e3o muito grande. Apesar de o caf\u00e9 ser uma coisa muito recente, qualquer 1% de crescimento significa muito para determinado produto\u201d, disse Roberto Carlos do Nascimento, presidente da Cooperativa dos Camponeses Sul Mineiros (Camponesa), ao\u00a0Dialogue Earth.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Camponesa j\u00e1 enviou amostras do seu caf\u00e9 Guai\u00ed \u2014 uma linha org\u00e2nica e agroecol\u00f3gica \u2014 para a Ra\u00edzes do Campo testar no mercado chin\u00eas. Os gr\u00e3os s\u00e3o fornecidos por seu parceiro, o Quilombo Campo Grande, que produz at\u00e9 12 mil sacas de caf\u00e9 ar\u00e1bica por ano. A cooperativa compra mil dessas sacas e destina 10% desse volume \u00e0 Ra\u00edzes do Campo para venda na China. \u201cEstamos descobrindo qual \u00e9 o sabor ou o aroma ideal para o mercado chin\u00eas\u201d, disse Nascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos Estados Unidos, o caf\u00e9 brasileiro tem forte presen\u00e7a no mercado europeu. Entre janeiro e agosto deste ano, quase metade das exporta\u00e7\u00f5es do gr\u00e3o teve como destino o continente,\u00a0segundo\u00a0a Cecaf\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u00e9 o principal mercado da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Po\u00e7o Fundo e Regi\u00e3o (Coopfam), tamb\u00e9m de Minas Gerais, que destina mais de 90% de sua produ\u00e7\u00e3o a Reino Unido, Alemanha e Su\u00ed\u00e7a. Para atender \u00e0s crescentes exig\u00eancias de sustentabilidade dos compradores europeus, seus 500 cafeicultores adquiriram certifica\u00e7\u00e3o\u00a0Fairtrade, que requer a rastreabilidade de cada lote, remunera\u00e7\u00e3o justa e pr\u00e1ticas agr\u00edcolas que n\u00e3o degradem o meio ambiente. Entre eles, cem cafeicultores t\u00eam produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma parcela da renda de cada saca de caf\u00e9 tem que ser revertida em melhoria de produtividade, preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e investimento em projetos sociais na comunidade\u201d, disse Rodrigo Ara\u00fajo, coordenador comercial\u00a0da Coopfam.<\/p>\n<p><strong>Pegada ambiental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2024, a Coopfam deu in\u00edcio ao processo de habilita\u00e7\u00e3o para exportar \u00e0 China. Para Ara\u00fajo, o pa\u00eds representa \u201cum potencial infinito\u201d. Ele pondera, por\u00e9m, que suas certifica\u00e7\u00f5es dificilmente trar\u00e3o vantagem, j\u00e1 que foram \u201ccriadas na Europa para o consumidor europeu\u201d e, segundo Ara\u00fajo, s\u00e3o menos valorizadas pelos chineses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bahia, da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio, ressalta que a habilita\u00e7\u00e3o chinesa para o caf\u00e9 inclui requisitos ambientais: \u201cA GACC define limites m\u00e1ximos de res\u00edduos de pesticidas, exigindo que os exportadores utilizem apenas insumos aprovados e sigam pr\u00e1ticas adequadas de cultivo e aplica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guindani, da Ra\u00edzes do Campo, j\u00e1 passou por esse processo. Ela afirma que, embora seja burocr\u00e1tico, trabalhoso e caro, ele n\u00e3o exige certifica\u00e7\u00f5es ambientais rigorosas. Por isso, teme que o crescimento da demanda chinesa por caf\u00e9, impulsionando o mercado de grandes exportadores, represente \u201cum grande risco ambiental\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guindani acrescenta que essa nova demanda por caf\u00e9 de regi\u00f5es produtoras, como Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, surge em um momento em que elas j\u00e1 est\u00e3o sob press\u00e3o de eventos extremos, levantando quest\u00f5es sobre como se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, e\u00a0potencialmente migrar\u00a0as opera\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ara\u00fajo reconhece que a Coopfam precisaria ampliar a produ\u00e7\u00e3o para atender \u00e0 demanda do mercado chin\u00eas \u2014 um desafio, considerando que os estoques foram afetados por um\u00a0ano de geadas e dois anos de secas\u00a0severas em Minas Gerais. Ainda assim, ele acredita que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 suficiente para conter o desmatamento relacionado ao caf\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2023, a Universidade Federal de Minas Gerais\u00a0observou\u00a0que, ap\u00f3s 2008, n\u00e3o foi detectado desmatamento significativo em 99% das 115 mil fazendas de caf\u00e9 registradas no Cadastro Ambiental Rural do estado mineiro. Os dados foram produzidos pelo programa de monitoramento da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas constata\u00e7\u00f5es qualificam a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 da regi\u00e3o como \u201clivre de desmatamento\u201d, segundo as classifica\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia. Al\u00e9m disso, cerca de um ter\u00e7o das fazendas de caf\u00e9 tinham mais vegeta\u00e7\u00e3o nativa do que o exigido pelo C\u00f3digo Florestal brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascimento, da Camponesa, observa que n\u00e3o seria necess\u00e1rio abrir novas \u00e1reas para suprir a demanda chinesa. Ao contr\u00e1rio, destaca que o governo brasileiro\u00a0lan\u00e7ou\u00a0um plano para recuperar, em dez anos,\u00a040 milh\u00f5es de hectares\u00a0de pastagens degradadas e torn\u00e1-las produtivas, inclusive ao cultivo do caf\u00e9, evitando a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola. Para alcan\u00e7ar a meta, o pa\u00eds\u00a0busca\u00a0parceria com a China.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2018, a empres\u00e1ria Carla Guindani est\u00e1 de olho no mercado chin\u00eas. 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