{"id":125639,"date":"2025-09-23T11:52:23","date_gmt":"2025-09-23T14:52:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=125639"},"modified":"2025-09-23T11:52:23","modified_gmt":"2025-09-23T14:52:23","slug":"valor-da-producao-da-pecuaria-e-da-aquicultura-chega-a-r-1328-bilhoes-em-2024-com-recorde-nas-producoes-de-leite-ovos-de-galinha-e-mel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2025\/09\/23\/valor-da-producao-da-pecuaria-e-da-aquicultura-chega-a-r-1328-bilhoes-em-2024-com-recorde-nas-producoes-de-leite-ovos-de-galinha-e-mel\/","title":{"rendered":"Valor da produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria e da aquicultura chega a R$ 132,8 bilh\u00f5es em 2024, com recorde nas produ\u00e7\u00f5es de leite, ovos de galinha e mel"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<ul class=\"resumo-noticia\">\n<li>\n<h4>Destaques<\/h4>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"resumo-noticia\">\n<li style=\"text-align: justify;\">O valor de produ\u00e7\u00e3o dos principais produtos de origem animal alcan\u00e7ou R$ 121,1 bilh\u00f5es em 2024, enquanto a aquicultura respondeu por R$ 11,7 bilh\u00f5es, crescimentos de 8,2% e 15,4%, respectivamente.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds contabilizou 238,2 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado, queda de 0,2%, mas segundo maior n\u00famero da s\u00e9rie hist\u00f3rica, superado apenas por 2023.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o de leite atingiu 35,7 bilh\u00f5es de litros, novo recorde, movimentando R$ 87,5 bilh\u00f5es. Apesar disso, o n\u00famero de vacas ordenhadas caiu para o menor n\u00edvel desde 1979, indicando aumento da produtividade. Castro (PR) lidera entre os munic\u00edpios na produ\u00e7\u00e3o de leite.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">O efetivo nacional de galin\u00e1ceos chegou a 1,6 bilh\u00e3o e de galinhas a 277,5 milh\u00f5es, ambos recordes. Santa Maria de Jetib\u00e1 (ES) lidera em ambos os efetivos.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Com predomin\u00e2ncia do Nordeste, os rebanhos de caprinos e ovinos alcan\u00e7aram recordes hist\u00f3ricos em 2024: 13,3 milh\u00f5es e 21,9 milh\u00f5es de animais, respectivamente, com destaque para Bahia e Pernambuco. O munic\u00edpio de Casa Nova (BA) lidera os dois efetivos.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds produziu 5,4 bilh\u00f5es de d\u00fazias de ovos, alta de 8,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2023. Trata-se do maior volume desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1999. Santa Maria do Jetib\u00e1 (ES) lidera entre os munic\u00edpios;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o nacional de mel atingiu 67,3 milh\u00f5es de quilos, maior valor j\u00e1 registrado, com o Nordeste respondendo por 39,4% do total. O Piau\u00ed, segundo maior produtor, atr\u00e1s do Paran\u00e1,lidera a produ\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o. Santa Luzia do Paru\u00e1 (MA) lidera entre os munic\u00edpios;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A piscicultura cresceu 10,3%, somando 724,9 mil toneladas, com a til\u00e1pia representando quase 70% da produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o atingiu 146,8 mil toneladas. Morada Nova de Minas (MG) \u00e9 o munic\u00edpio com a maior produ\u00e7\u00e3o de peixes, enquanto Aracati (CE) lidera na produ\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O valor de produ\u00e7\u00e3o na PPM 2024 chegou \u00e0 marca de R$ 132,8 bilh\u00f5es, alta de 8,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Os produtos de origem animal levantados na pesquisa (leite de vaca, ovos de galinha e de codorna, mel, casulos-do-bicho-da-seda. ) atingiram R$ 121,1 bilh\u00f5es, alta de 8,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, e os itens da aquicultura foram respons\u00e1veis por R$ 11,7 bilh\u00f5es, aumento de 15,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O efetivo bovino atingiu 238,2 milh\u00f5es de cabe\u00e7as em 2024, o segundo maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1974, sendo superado apenas pelo total registrado em 2023. No ano, o Brasil alcan\u00e7ou recordes no abate de bovinos, su\u00ednos e frangos, de acordo com a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE, bem como das exporta\u00e7\u00f5es de carnes\u00a0<em>in natura\u00a0<\/em>destas esp\u00e9cies, segundo resultados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior &#8211; Secex, do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o a varia\u00e7\u00e3o negativa em 0,2% no efetivo de bovinos de um ano para outro, a analista da PPM, Mariana Oliveira explica: \u201cNesse caso, a queda de bovinos, ocorreem fun\u00e7\u00e3o do ciclo pecu\u00e1rio. H\u00e1 alguns anos o abate de f\u00eameas est\u00e1 elevado, em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do bezerro e da arroba, que desestimularam a reten\u00e7\u00e3o de f\u00eameas para reprodu\u00e7\u00e3o, sendo assim era esperada uma redu\u00e7\u00e3o no rebanho.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal 2024, divulgada hoje (18) pelo IBGE, trouxe essas e outras informa\u00e7\u00f5es sobre os efetivos, produtos de origem animal e a aquicultura no pa\u00eds, que tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina da pesquisa no Portal do IBGE e no Sidra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os munic\u00edpios, S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (Par\u00e1), segue na lideran\u00e7a entre os bovinos, com um rebanho estimado em 2,5 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, o que representa 1,1% do total brasileiro. Na sequ\u00eancia, aparecem Corumb\u00e1 (Mato Grosso do Sul), Porto Velho (Rond\u00f4nia), C\u00e1ceres (Mato Grosso) e Marab\u00e1 (Par\u00e1). Somados, esses cinco munic\u00edpios respondem por 3,9% do rebanho bovino nacional, totalizando 9,2 milh\u00f5es de animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o de leite atingiu novo recorde ao atingir 35,7 bilh\u00f5es de litros, um aumento de 1,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Ao passo que a produ\u00e7\u00e3o de leite subiu, o n\u00famero de vacas ordenhadas decresceu. Foram contabilizadas 15,1 milh\u00f5es de vacas ordenhadas, 2,8% a menos do que em 2023, sendo esse total de vacas ordenhadas o menor j\u00e1 registrado desde 1979.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2025_09\/grficos-PPM_2024_animais.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de leite cresce pelo segundo ano consecutivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2024, a produ\u00e7\u00e3o estimada de leite de vaca foi de 35,7 bilh\u00f5es de litros. O resultado corresponde a uma alta de 1,4% na produ\u00e7\u00e3o nacional. O valor de produ\u00e7\u00e3o do leite contabilizado em 2024 foi de R$ 87,5 bilh\u00f5es, alta de 9,4% frente a 2023. O pre\u00e7o m\u00e9dio estimado pago ao produtor foi de R$ 2,45 por litro de leite, um aumento de 7,9% em compara\u00e7\u00e3o aos R$ 2,31 pagos no ano anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAo longo dos anos existe uma altern\u00e2ncia entre as regi\u00f5es Sul e Sudeste na lideran\u00e7a entre as Grandes Regi\u00f5es com a maior produ\u00e7\u00e3o de leite no pa\u00eds. Atualmente, o Sudeste lidera ap\u00f3s tr\u00eas anos de lideran\u00e7a da Regi\u00e3o Sul\u201d, explicou Mariana Oliveira. No Sul, a produtividade \u00e9 o diferencial, a Regi\u00e3o possui a maior produ\u00e7\u00e3o de leite por vaca no pa\u00eds. O Sudeste lidera no n\u00famero de vacas ordenhadas, com destaque para Minas Gerais, que \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de um quarto da produ\u00e7\u00e3o nacional de leite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O munic\u00edpio de Castro (Paran\u00e1) liderou o ranking, mais uma vez, com 484,4 milh\u00f5es de litros, alta de 6,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Carambe\u00ed (Paran\u00e1) manteve a segunda posi\u00e7\u00e3o, com 293,1 milh\u00f5es de litros, e Patos de Minas (Minas Gerais) ocupou a terceira posi\u00e7\u00e3o, com 226,9 milh\u00f5es de litros.<\/p>\n<p><strong>Impulsionado pela regi\u00e3o Sul, quantidade de galin\u00e1ceos e galinhas atinge novo recorde<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estimou-se 1,6 bilh\u00e3o de cabe\u00e7as de galin\u00e1ceos no Brasil, um aumento de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, equivalente a 26,8 milh\u00f5es de animais a mais. Em 2024, o abate de frangos tamb\u00e9m registrou novo recorde em 2024, segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, IBGE, com aumentos de 2,7% em cabe\u00e7as e 2,4% em peso de carca\u00e7a. O efetivo nacional de galinhas tamb\u00e9m atingiu um recorde, com 277,5 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, um aumento de 6,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Regi\u00e3o Sul mant\u00e9m sua posi\u00e7\u00e3o como a maior detentora do efetivo desde 1983, respondendo por 47,3% do total em 2024. Essa lideran\u00e7a \u00e9 impulsionada pela relev\u00e2ncia dos estados sulistas, em especial o Paran\u00e1, que lidera a cria\u00e7\u00e3o de galin\u00e1ceos desde 2006, e contribuiu com 28,8% do total desta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa. Rio Grande do Sul e Santa Catarina figuram como o terceiro e o quarto maiores efetivos, com 9,8% e 8,7%, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo, com o segundo maior efetivo estadual (13,0% do total nacional), e Minas Gerais, com o quinto (8,2%), juntos, contribu\u00edram com um incremento de 14,9 milh\u00f5es de cabe\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa Maria de Jetib\u00e1 (Esp\u00edrito Santo), munic\u00edpio com o maior efetivo de galin\u00e1ceos, registrou um aumento de mais de 2 milh\u00f5es de animais em 2024. Desse incremento, 90,7% foram galinhas, o que refor\u00e7a a sua lideran\u00e7a municipal nesse efetivo desde 2015, totalizando 14,9 milh\u00f5es de galinhas em 2024. S\u00e3o Bento do Una (Pernambuco), Bastos (S\u00e3o Paulo), Toledo (Paran\u00e1) e Uberl\u00e2ndia (Minas Gerais) completam o\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0dos cinco maiores munic\u00edpios em galin\u00e1ceos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0de galinhas, Bastos (S\u00e3o Paulo) e S\u00e3o Bento do Una (Pernambuco) tamb\u00e9m se destacam, invertendo posi\u00e7\u00f5es para segundo e terceiro, respectivamente. Primavera do Leste (Mato Grosso) e Beberibe (Cear\u00e1) ocupam o quarto e quinto lugares.<\/p>\n<p><strong>Com destaque da regi\u00e3o Nordeste, rebanho de caprinos e ovinos apresentam novos recordes na s\u00e9rie hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O efetivo de caprinos aumentou 3,1% no ano de 2024, chegando a 13,3 milh\u00f5es de animais, enquanto o n\u00famero de ovinos aumentou 0,3%, atingindo 21,9 milh\u00f5es de animais. Os dois valores s\u00e3o recordes hist\u00f3ricos da pesquisa. A regi\u00e3o Nordeste foi a principal respons\u00e1vel por este aumento, j\u00e1 que possui 96,3% do total de caprinos e 73,5% dos ovinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bahia e Pernambuco respondem pelo primeiro e segundo maior efetivo, respectivamente, em ambas as cria\u00e7\u00f5es: a Bahia \u00e9 respons\u00e1vel por 31,6% do rebanho caprino e 23,5% do rebanho ovino do Pa\u00eds; enquanto 25,7% e 18,0% desses efetivos, respectivamente, est\u00e3o em Pernambuco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em n\u00edvel municipal, os maiores efetivos de caprinos est\u00e3o localizados em Casa Nova (Bahia), Juazeiro (Bahia), Floresta (Pernambuco), Cura\u00e7\u00e1 (Bahia) e Petrolina (Pernambuco). Para ovinos, Casa Nova (Bahia) tamb\u00e9m se destaca como principal Munic\u00edpio produtor, seguido de Juazeiro (Bahia), Dormentes (Pernambuco), Remanso (Bahia) e Afr\u00e2nio (Pernambuco) &#8211; em sexto lugar vem Sant\u2019Ana do Livramento (Rio Grande do Sul), diferenciando aqui do dom\u00ednio nordestino para caprinos devido, justamente, \u00e0 apontada cria\u00e7\u00e3o de ovinos destinada \u00e0 l\u00e3 no Sul do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de ovos cresce em 24 das 27 UFs e atinge novo recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o total de 5,4 bilh\u00f5es de d\u00fazias, a produ\u00e7\u00e3o brasileira de ovos de galinha apresentou um crescimento de 8,6% para o ano de 2024, resultando em um novo recorde para a s\u00e9rie hist\u00f3rica, que estima que a produ\u00e7\u00e3o de ovos vem aumentando ininterruptamente desde 1999. Importante mencionar que a produ\u00e7\u00e3o de ovos levantada pela pesquisa possui tanto a finalidade consumo quanto incuba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cinco principais munic\u00edpios produtores foram: Santa Maria de Jetib\u00e1 (Esp\u00edrito Santo), Bastos (S\u00e3o Paulo), S\u00e3o Bento do Una (Pernambuco), Primavera do Leste (Mato Grosso) e Beberibe (Cear\u00e1).<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2025_09\/grficos-PPM_2024_produtoss.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Em ano recorde de abate e exporta\u00e7\u00f5es,rebanho de su\u00ednos apresentou crescimento<\/strong><\/p>\n<p>Foram contabilizados 43,9 milh\u00f5es de su\u00ednos nesta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa. No \u00faltimo dia de 2024 havia, no pa\u00eds, 1,8% de animais a mais se comparado ao ano anterior. Paralelo a isso, com um aumento de 0,6%, o total de matrizes de su\u00ednos se mostrou praticamente est\u00e1vel, sendo 5,0 milh\u00f5es de animais contabilizados, o maior registro para este efetivo. Tamb\u00e9m foi observado um aumento de 1,2% no abate de su\u00ednos, alcan\u00e7ando um recorde em 2024, por\u00e9m demonstrando uma desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento do setor. Houve recorde ainda nas exporta\u00e7\u00f5es de carne su\u00edna\u00a0<em>in natura<\/em>.<\/p>\n<p>Toledo (Paran\u00e1) manteve sua posi\u00e7\u00e3o na lideran\u00e7a municipal para a cria\u00e7\u00e3o, dentre as 5 487 municipalidades que registraram alguma cria\u00e7\u00e3o, com 2,2% do efetivo nacional, ou 950,0 mil animais. Uberl\u00e2ndia (Minas Gerais) aparece em seguida, com 1,4% do total nacional, ou 623,9 mil animais, seguido de Marechal C\u00e2ndido Rondon (Paran\u00e1), com 1,3% ou 576,0 mil su\u00ednos.<\/p>\n<p><strong>Impulsionada pela regi\u00e3o Nordeste, produ\u00e7\u00e3o de mel atinge recorde<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o nacional de mel cresceu 4,9% em 2024, totalizando 67,3 milh\u00f5es de quilos, o mais alto valor j\u00e1 registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, que desde 2016 apresenta crescimentos consecutivos e, desde 2018, a cada ano, alcan\u00e7a recordes na estimativa.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Nordeste manteve o primeiro lugar entre as Grandes Regi\u00f5es, com um aumento de 3,5% no seu resultado, sendo respons\u00e1vel em 2024 por 39,4% do total nacional. Nela destaca-se o Piau\u00ed, com 12,8% da produ\u00e7\u00e3o nacional, seguido por Cear\u00e1, Bahia e Maranh\u00e3o. O maior produtor nacional, no entanto, \u00e9 o Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios com a maior produ\u00e7\u00e3o de mel foram, em ordem, Santa Luzia do Paru\u00e1 (Maranh\u00e3o), Arapoti (Paran\u00e1), Santana do Cariri (Cear\u00e1), S\u00e3o Raimundo Nonato (Piau\u00ed) e Ortigueira (Paran\u00e1).<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o de peixes e\u00a0<\/strong><strong>camar\u00e3o atinge recorde<\/strong><\/p>\n<p>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de peixes em 2024 mostrou um aumento de 10,3%, chegando a 724,9 mil toneladas, o que resultou em um valor de produ\u00e7\u00e3o de 7,7 bilh\u00f5es de reais, crescimento de 15,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>O peixe mais produzido no Brasil, desde o in\u00edcio do levantamento da piscicultura, \u00e9 a til\u00e1pia. Em 2024, sua produ\u00e7\u00e3o correspondeu a 68,9% do total de peixes. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, foi um aumento de 12,8%, resultando em 499,4 mil toneladas. Quase metade desse total (47,5%) \u00e9 proveniente da Regi\u00e3o Sul, devido principalmente ao Paran\u00e1, respons\u00e1vel por 38,2% da produ\u00e7\u00e3o nacional, ou 190,5 milh\u00f5es de quilos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o brasileira de camar\u00e3o criado em cativeiro atingiu 146,8 mil toneladas, um crescimento de 15,2% com rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O valor de produ\u00e7\u00e3o foi de R$ 3,1 bilh\u00f5es, equivalente a um aumento de 16,3%. Essa estimativa corresponde a um recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica da produ\u00e7\u00e3o, que vem crescendo continuamente desde 2017.<\/p>\n<p>Do total, 99,7% s\u00e3o provenientes da Regi\u00e3o Nordeste, principalmente do Cear\u00e1 (57,1%) e do Rio Grande do Norte (21,5%). Ambos os Estados registraram aumentos que, somados, resultam em cerca de 18,0 milh\u00f5es de quilos. Os maiores produtores municipais est\u00e3o concentrados nesses dois Estados, come\u00e7ando por Aracati (Cear\u00e1), que, com produ\u00e7\u00e3o de 18,0 mil toneladas, \u00e9 origem de 12,2% da produ\u00e7\u00e3o nacional e 21,4% da produ\u00e7\u00e3o estadual. Na sequ\u00eancia, aparecem Jaguaruana (Cear\u00e1), com 8,8% e Pend\u00eancias (Rio Grande do Norte), com 6,5% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>Mais sobre a pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal &#8211; PPM investiga, anualmente, informa\u00e7\u00f5es sobre os principais efetivos das esp\u00e9cies animais criadas e as produ\u00e7\u00f5es de leite de vaca, ovos de galinha e de codorna, mel de abelha, l\u00e3 bruta, casulos do bicho-da-seda, al\u00e9m da aquicultura (piscicultura, carcinicultura e malacocultura), constituindo, assim, a principal fonte de estat\u00edsticas desse segmento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Ela fornece informa\u00e7\u00f5es sobre os efetivos da pecu\u00e1ria existentes no munic\u00edpio na data de refer\u00eancia do levantamento, bem como a produ\u00e7\u00e3o de origem animal, e o valor da produ\u00e7\u00e3o durante o ano de refer\u00eancia. Os efetivos incluem bovinos, su\u00ednos, matrizes de su\u00ednos, galin\u00e1ceos, galinhas, codornas, equinos, bubalinos, caprinos e ovinos. A produ\u00e7\u00e3o de origem animal, por sua vez, contempla a produ\u00e7\u00e3o de leite, ovos de galinha, ovos de codorna, mel, l\u00e3 bruta e casulos do bicho-da-seda; as quantidades de vacas ordenhadas e ovinos tosquiados; e a aquicultura, que engloba as produ\u00e7\u00f5es da piscicultura, carcinicultura e malacocultura.<\/p>\n<p>A periodicidade da pesquisa \u00e9 anual. Sua abrang\u00eancia geogr\u00e1fica \u00e9 nacional, com resultados divulgados para Brasil, Grandes Regi\u00f5es, Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, Mesorregi\u00f5es, Microrregi\u00f5es e Munic\u00edpios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Destaques O valor de produ\u00e7\u00e3o dos principais produtos de origem animal alcan\u00e7ou R$ 121,1 bilh\u00f5es em 2024, enquanto a aquicultura respondeu por R$ 11,7 bilh\u00f5es, crescimentos de 8,2% e 15,4%, respectivamente. O pa\u00eds contabilizou 238,2 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado, queda de 0,2%, mas segundo maior n\u00famero da s\u00e9rie hist\u00f3rica, superado apenas por 2023. 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