{"id":123787,"date":"2025-06-13T14:31:31","date_gmt":"2025-06-13T17:31:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=123787"},"modified":"2025-06-13T14:31:31","modified_gmt":"2025-06-13T17:31:31","slug":"um-a-cada-20-brasileiros-nao-sabe-ler-ou-escrever-mostra-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2025\/06\/13\/um-a-cada-20-brasileiros-nao-sabe-ler-ou-escrever-mostra-ibge\/","title":{"rendered":"Um a cada 20 brasileiros n\u00e3o sabe ler ou escrever, mostra IBGE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil registrou, em 2024, 9,1 milh\u00f5es de pessoas com 15 anos ou mais que n\u00e3o sabem ler nem escrever \u2014uma taxa de analfabetismo de 5,3%. Os dados s\u00e3o da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o 2024, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<br \/>\n<strong>O que aconteceu<\/strong><\/p>\n<p>A taxa de analfabetismo caiu de 6,7%, em 2016, para 5,3%, em 2024, redu\u00e7\u00e3o de 1,4 ponto percentual, segundo o IBGE. O indicador mostra que o Brasil atendeu parcialmente \u00e0 Meta 9 do PNE (Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o), em vigor at\u00e9 dezembro de 2025, no que diz respeito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais para 6,5% at\u00e9 2015. No entanto, n\u00e3o cumpriu a meta de erradica\u00e7\u00e3o total at\u00e9 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maior parte dos analfabetos est\u00e1 na Regi\u00e3o Nordeste (55,6% do total): 5,1 milh\u00f5es de indiv\u00edduos. O Sudeste aparece em seguida (22,5%), com 2,1 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analfabetismo no Brasil ainda est\u00e1 fortemente associado \u00e0 idade. Em 2024, 5,1 milh\u00f5es de analfabetos tinham 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de 14,9% nesse grupo. Entre os mais jovens, os percentuais diminuem progressivamente: 9,1% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 6,3% entre aquelas com 25 anos ou mais, e 5,3% na popula\u00e7\u00e3o com 15 anos ou mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A desigualdade de g\u00eanero tamb\u00e9m aparece nos dados. A taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 5,0%, enquanto entre os homens foi de 5,6%. Entre os idosos, o percentual de mulheres analfabetas (15,0%) superou levemente o dos homens (14,7%). Para o instituto, &#8220;apesar da leve oscila\u00e7\u00e3o, essa diferen\u00e7a segue como uma das menores da s\u00e9rie hist\u00f3rica, indicando uma tend\u00eancia de equil\u00edbrio entre os sexos&#8221;<br \/>\nA an\u00e1lise por cor ou ra\u00e7a escancara desigualdades educacionais. Entre as pessoas de 15 anos ou mais, 3,1% dos brancos eram analfabetos, enquanto a taxa foi de 6,9% entre pretos ou pardos. A disparidade \u00e9 ainda mais acentuada entre os idosos: 21,8% das pessoas pretas ou pardas com 60 anos ou mais n\u00e3o sabiam ler nem escrever, frente a 8,1% dos brancos. Mesmo com uma queda de 0,9 p.p. entre os idosos pretos ou pardos em rela\u00e7\u00e3o a 2023, &#8220;a taxa permanece quase tr\u00eas vezes superior \u00e0 observada entre pessoas brancas da mesma faixa et\u00e1ria, evidenciando um legado estrutural de exclus\u00e3o educacional&#8221;, destaca o IBGE.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades no n\u00edvel de escolaridade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSegundo o IBGE, 56% da popula\u00e7\u00e3o com 25 anos ou mais havia conclu\u00eddo, no m\u00ednimo, o ensino m\u00e9dio. &#8220;Destaca-se o percentual de pessoas com o ensino m\u00e9dio completo, que passou de 29,9%, em 2022, para 31,3%, em 2024&#8221;, aponta a pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os que n\u00e3o completaram o ciclo b\u00e1sico, 5,5% n\u00e3o tinham instru\u00e7\u00e3o alguma. Outros 26,2% tinham ensino fundamental incompleto, 7,4% haviam conclu\u00eddo o fundamental e 4,9% interromperam os estudos no m\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A desigualdade por g\u00eanero permanece. Em 2024, 57,8% das mulheres com 25 anos ou mais haviam completado a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica obrigat\u00f3ria, contra 54,0% entre os homens. Os dois grupos apresentaram crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o que revela &#8220;uma tend\u00eancia positiva no acesso \u00e0 escolariza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disparidade entre brancos e pretos se mant\u00e9m. &#8220;63,4% das pessoas de cor branca haviam conclu\u00eddo o ciclo b\u00e1sico educacional, contra 50,0% das pessoas de cor preta ou parda, resultando em uma diferen\u00e7a de 13,4 p.p. entre esses grupos&#8221;, aponta a pesquisa. O n\u00famero \u00e9 praticamente o mesmo de 2023, quando a diferen\u00e7a era de 13,5 pontos percentuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero m\u00e9dio de anos de estudo da popula\u00e7\u00e3o com 25 anos ou mais foi de 10,1 em 2024, frente a 9,9 em 2023. As mulheres seguem com maior escolaridade m\u00e9dia (10,3 anos) do que os homens (9,9 anos). A diferen\u00e7a por ra\u00e7a ou cor tamb\u00e9m persiste: pessoas brancas alcan\u00e7aram 11 anos de estudo, enquanto pretas ou pardas atingiram 9,4 anos. A desigualdade, embora ainda significativa, caiu em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando era de 2 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou, em 2024, 9,1 milh\u00f5es de pessoas com 15 anos ou mais que n\u00e3o sabem ler nem escrever \u2014uma taxa de analfabetismo de 5,3%. Os dados s\u00e3o da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o 2024, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica). 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