{"id":123426,"date":"2025-05-23T06:21:27","date_gmt":"2025-05-23T09:21:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=123426"},"modified":"2025-05-23T06:26:35","modified_gmt":"2025-05-23T09:26:35","slug":"professor-de-portugues-eleodoro-lanca-primeiro-livro-hoje-as-19-horas-no-centro-de-cultura-camilo-de-jesus-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2025\/05\/23\/professor-de-portugues-eleodoro-lanca-primeiro-livro-hoje-as-19-horas-no-centro-de-cultura-camilo-de-jesus-lima\/","title":{"rendered":"Fernando Eleodoro lan\u00e7a primeiro livro hoje, \u00e0s 19 horas, no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ele ensinou nos cursinhos de pr\u00e9-vestibular por mais de 40 anos e agora debuta como escritor em livro que valoriza amizade, afeto e la\u00e7os familiares<\/strong><\/p>\n<figure class=\"relative rounded-full h-11 w-11 truncate\"><img loading=\"lazy\" class=\"relative w-full z-20\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2024\/02\/28\/250x250\/roberto-midlej-2027933.jpg\" alt=\"Foto do(a) author(a) Roberto Midlej\" width=\"45px\" height=\"45px\" \/> <strong>Por Roberto Midlej<\/strong><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem fez pr\u00e9-vestibular nos cursinhos mais disputados de Salvador entre os anos 1980 e 2010 tem grandes chances de ter sido aluno desta figura que \u00e9 Fernando Eleodoro, professor de l\u00edngua portuguesa que marcou algumas gera\u00e7\u00f5es. Basta perguntar a algu\u00e9m que foi seu aluno, que, muito provavelmente, ter\u00e1 alguma hist\u00f3ria para contar ou vai se lembrar de algum caso divertido em sala de aula que ele tenha contado.<\/p>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-g16rapc4bb\" style=\"text-align: justify;\">O jornalista que assina este texto, por exemplo, teve a sorte de ser aluno de Eleodoro por dois anos e se lembra bem de uma li\u00e7\u00e3o sobre o uso de crase h\u00e1 30 anos, quando o professor disse algo mais ou menos assim: \u201cSe voc\u00ea vai a uma festa e o convite n\u00e3o informa qual o traje adequado, melhor n\u00e3o ir de black-tie. \u00c9 que, se todo mundo for com traje esporte, voc\u00ea vai ficar bem rid\u00edculo! Mas, se voc\u00ea for de esporte e todo mundo estiver de black-tie, n\u00e3o vai pegar t\u00e3o mal\u201d. E o que isso tem a ver com o uso da crase? Na d\u00favida, n\u00e3o a aplique. \u00c9 que, se us\u00e1-la onde n\u00e3o existe, vai parecer esnobe. Mas, se n\u00e3o us\u00e1-la onde deveria ter usado, talvez nem percebam o erro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-tld5vxoqwk\" style=\"text-align: justify;\">Em suas aulas, Eleodoro, que hoje tem 80 anos, sempre tinha uma postura muito cr\u00edtica \u00e0s institui\u00e7\u00f5es. As cr\u00edticas eram, por exemplo, \u00e0s igrejas, aos pol\u00edticos, ao capitalismo e ao trabalho. Por outro lado, valorizava as rela\u00e7\u00f5es humanas, a solidariedade, a amizade, os amores\u2026 Ent\u00e3o, quem foi seu aluno vai, inevitavelmente, lembrar de tudo isso quando estiver lendo Os Colares de V\u00f3 Doc\u00e9u (Sendas Edi\u00e7\u00f5es\/ 340 p\u00e1gs\/ R$ 65), primeiro romance publicado por ele.<\/p>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-zndhwhnnn4\"><b>O Livro<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-njfdaenl3i\" style=\"text-align: justify;\">Como bem diz o jornalista Marcos Navarro no pref\u00e1cio, o livro tem \u201ccheiro de mato\u201d e deve ser \u201cdegustado com calma, longe do tumulto digital do que se tornou a vida cotidiana\u201d. Os Colares de V\u00f3 Doc\u00e9u conta a hist\u00f3ria de duas fam\u00edlias bem diferentes em suas origens que acabam se encontrando por causa de um casamento entre dois personagens de cada uma das fam\u00edlias: F\u00e1tima e Vitorino.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-3wfwiweukx\" style=\"text-align: justify;\">F\u00e1tima \u00e9 filha dos portugueses Alexandre e Doc\u00e9u. O casal enriqueceu depois que Alexandre se tornou um grande empres\u00e1rio na Bahia. Por outro lado, Vitorino, filho de Zito e Sabina, \u00e9 de origem muito simples, mas que, com esfor\u00e7o, conseguiu se formar em direito.<\/p>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-5tcyjuoskt\" style=\"text-align: justify;\">F\u00e1tima e Vitorino se conheceram na faculdade e, apesar de origens muito diferentes &#8211; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao car\u00e1ter dos dois -, acabaram se apaixonando. Ou, talvez, nem fossem t\u00e3o apaixonados assim, conforme alguns leitores desconfiar\u00e3o ao ler o livro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-bt6pu253k7\" style=\"text-align: justify;\">E, apesar de tamb\u00e9m serem muito diferentes um do outro, Alexandre e Zito &#8211; pais de F\u00e1tima e Vitorino &#8211; se tornam grandes amigos. Enquanto o primeiro \u00e9 materialista e preocupado em acumular riqueza, o outro cultiva as rela\u00e7\u00f5es humanas e as amizades, al\u00e9m de revelar uma grande preocupa\u00e7\u00e3o social com os mais pobres.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-jb0gjues9z\" style=\"text-align: justify;\">Zito foi inspirado num taxista &#8220;de verdade&#8221; que tinha esse nome e eventualmente servia a Eleodoro: \u201cUm dia, perguntei se ele tinha casa. Ele disse que tinha uma na Vasco da Gama, com dois quartinhos. E tinha uma outra perto de mim\u201d, lembra-se o professor, que mora num condom\u00ednio em Lauro de Freitas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-92qeolrix0\"><b>Esperan\u00e7a<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-di5dy7brxg\" style=\"text-align: justify;\">A surpresa veio em seguida, quando Eleodoro soube o fim daquela segunda casa que Zito tinha: \u201cEle alugava a casa para um homem e um dia, quando foi pegar o dinheiro do aluguel, descobriu que o inquilino tinha doze filhos. Ent\u00e3o, me disse: \u2018professor, esse homem precisava da casa mais que eu. Ent\u00e3o, dei minha casa para ele\u201d. Do epis\u00f3dio, Eleodoro guarda uma li\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<div class=\"flex flex-col w-full\">\n<div id=\"citacao-destaque-md4xf72mvf\" class=\"component--citacao destaque\">\n<div class=\"citacao-content\">\n<h2 class=\"destaque\">&#8220;Esse cara \u00e9 que era gente. Ele era humano de verdade e eu quero pessoas assim, como Zito, que s\u00e3o bem melhores que n\u00f3s.&#8221;<\/h2>\n<div class=\"citacao-autor\">\n<p class=\"autor-nome\"><strong>Fernando Eleodoro<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u2022<span class=\"autor-ocupacao empty:hidden\">autor de Os Colares de V\u00f3 Doc\u00e9u<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"citacao-icon-container fecha\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-l7r21dqakd\" style=\"text-align: justify;\">O afeto \u00e9 outra marca dos personagens do livro, com uma \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, que \u00e9 F\u00e1tima. \u201cSe a vida n\u00e3o tem afeto, n\u00e3o vale a pena\u201d, sentencia Eleodoro. Mas F\u00e1tima, uma mulher amarga que n\u00e3o nutria amor &#8211; nem era amada &#8211; por ningu\u00e9m, era ainda mais materialista que o pai e tudo o que desejava era tomar o lugar dele na presid\u00eancia na empresa. Mas nem isso consegue: para a infelicidade dela, \u00e9 a pr\u00f3pria filha, Am\u00e1lia, que \u00e9 preparada para ocupar o posto desejado pela m\u00e3e. Ao contr\u00e1rio de F\u00e1tima, \u2018Lalinha\u2019 \u00e9 uma pessoa afetuosa, querida e bem resolvida profissionalmente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-otn9mcej9m\" style=\"text-align: justify;\">Os Colares de V\u00f3 Doc\u00e9u \u00e9 tamb\u00e9m um manifesto a favor do perd\u00e3o e da conviv\u00eancia entre as diferen\u00e7as numa \u00e9poca em que a tal \u201cpolariza\u00e7\u00e3o\u201d tanto afasta amigos e familiares. Um exemplo disso \u00e9 que Alexandre e Zito, mesmo com personalidades e ambi\u00e7\u00f5es t\u00e3o diferentes, se tornam amigos. \u201cAs pessoas que t\u00eam grandeza s\u00e3o assim. N\u00e3o \u00e9 todo capitalista que \u00e9 filho da p\u2026 Acho que a humanidade \u00e9 boa e tem jeito, com certeza absoluta\u201d, diz o escritor.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\" style=\"text-align: justify;\">\n<p id=\"paragrafo-8ul5r9oifx\">E n\u00e3o se choque com o palavr\u00e3o dito por um senhor de 80 anos e professor de l\u00edngua portuguesa. Na boca &#8211; e no livro &#8211; de Eleodoro, nenhum palavr\u00e3o soa agressivo, porque ele defende que esse vocabul\u00e1rio est\u00e1 na linguagem do povo e n\u00e3o tem nada de pornogr\u00e1fico. E este jornalista assegura isso, por experi\u00eancia pr\u00f3pria, tanto que, quando telefonou para o ex-professor para marcar a conversa sobre o livro, ouviu um \u201coi, seu vagabundo!\u201d. E tenha certeza: ele diz isso com o afeto que tem de sobra pelas pessoas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\" style=\"text-align: justify;\">\n<p id=\"paragrafo-fhgbaqf7sr\"><b>Livro<\/b>: Os Colares de V\u00f3 Doc\u00e9u\/ Autor: Fernando Eleodoro\/ Editora: Sendas Edi\u00e7\u00f5es\/ Pre\u00e7o: R$ 65 | 340 p\u00e1gs.\/ \u00c0 venda: no site\u00a0<a class=\"link\" href=\"https:\/\/kotter.com.br\/loja\/os-colares-de-vo-doceu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">kotter.com.br<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"container-publicidade-single-bot w-full flex items-center justify-center overflow-hidden\">\n<div id=\"single_bot_piano\">\n<p class=\"banner-assine\" style=\"text-align: justify;\">Junte-se \u00e0 nossa comunidade de leitores comprometidos com o jornalismo local de qualidade.<a href=\"https:\/\/assine.correio24horas.com.br\/cadastro\/1\/digital-com-clube\/primeira-etapa?utm_source=Site+Texto+fim+Mat%C3%A9rias+1+&amp;utm_medium=Site+Texto+fim+Mat%C3%A9rias+1+\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Assine agora<\/a>, apoie nossa equipe premiada e tenha acesso a an\u00e1lises exclusivas. Fa\u00e7a parte do melhor do jornalismo baiano!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele ensinou nos cursinhos de pr\u00e9-vestibular por mais de 40 anos e agora debuta como escritor em livro que valoriza amizade, afeto e la\u00e7os familiares Por Roberto Midlej Quem fez pr\u00e9-vestibular nos cursinhos mais disputados de Salvador entre os anos 1980 e 2010 tem grandes chances de ter sido aluno desta figura que \u00e9 Fernando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123427,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[103,72],"tags":[2538,5623,1705,1703,1816],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123426"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123426"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123426\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":123432,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123426\/revisions\/123432"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}