{"id":123258,"date":"2025-05-13T23:42:45","date_gmt":"2025-05-14T02:42:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=123258"},"modified":"2025-05-13T23:42:45","modified_gmt":"2025-05-14T02:42:45","slug":"13-de-maio-abolicao-para-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2025\/05\/13\/13-de-maio-abolicao-para-quem\/","title":{"rendered":"13 de maio: aboli\u00e7\u00e3o para quem?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ademar Cirne<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Treze de maio de 1888, envolto em um conturbado cen\u00e1rio pol\u00edtico interno \u2013 <em>face <\/em>\u00e0 transi\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio para a Rep\u00fablica \u2013 e diante das paralelas transforma\u00e7\u00f5es externas ocorridas na Europa, que consolidavam as estruturas capitalistas, via a Inglaterra, refor\u00e7ando o desejo de aumentar o n\u00famero da sua m\u00e3o de obra assalariada, o Brasil foi testemunha de um importante fato hist\u00f3rico: a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2025\u00a0se comemora cento e trinta e sete\u00a0anos da hist\u00f3rica data em que a Princesa Isabel, filha do Imperador Pedro II, assinou a Lei \u00c1urea, que decretou o fim do secular per\u00edodo de escravid\u00e3o no Brasil. \u00c9 desta maneira que, tradicionalmente, se propaga esta importante passagem da hist\u00f3ria brasileira nos bancos das escolas espalhadas pelo pa\u00eds: a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o como uma d\u00e1diva concedida pelos senhores e governantes por estes entenderem que era chegada a hora de todos sermos iguais. \u00a0De acordo com o ensinamento repetido dia ap\u00f3s dia, o ato da Princesa Isabel foi respons\u00e1vel por equiparar os negros libertos aos brancos, inserindo os antigos escravos em um contexto social igualit\u00e1rio, onde n\u00e3o haveria descrimina\u00e7\u00e3o e racismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, n\u00e3o foi isto que aconteceu. As teorias cientificas introduzidas no Brasil a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX e consolidadas durante o s\u00e9culo XX, muito bem recebidas por pensadores como Nina Rodrigues, Jo\u00e3o Batista Lacerda e S\u00edlvio Romero, que acreditavam e defendiam o embranquecimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira, demonstravam\u00a0que, apesar de liberta, a popula\u00e7\u00e3o negra estava em condi\u00e7\u00e3o de inferioridade e com o tempo deveria desaparecer.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O branqueamento, todavia, n\u00e3o poderia deixar de ser entendido tamb\u00e9m coma uma press\u00e3o cultural exercida pela hegemonia branca, sobretudo ap\u00f3s a Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura, para que o negro negasse a si mesmo, no seu corpo e na sua mente, como uma esp\u00e9cie de condi\u00e7\u00e3o para se integrar (ser aceito e ter mobilidade social) na nova ordem social (YARI E BENTO, 2012, p. 6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do Brasil est\u00e1 vivendo um momento de grande transforma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica devido \u00e0 crise da monarquia e \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica em 1889, um ano ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, o que poderia parecer um momento para constru\u00e7\u00e3o de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para os negros, n\u00e3o foi o se verificou, pois, a rep\u00fablica foi proclamada por uma elite agr\u00e1ria e militares do ex\u00e9rcito que tinham, em alguns momentos, posi\u00e7\u00f5es mais radicais que os conservadores do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre que, diverso do que \u00e9 difundido, o ato formalizado pela Princesa em 1888 serviu, muitas vezes, para mascarar um contexto de sofrimento, racismo e humilha\u00e7\u00e3o vivenciado pelos negros, por longos tempos. Muito pouco (ou quase nada) mudou na vida daqueles que, por s\u00e9culos, foram ref\u00e9ns de um sistema atroz e desumano, que at\u00e9 os dias atuais se veem deixados em segundo plano no momento em que se discute a hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A campanha abolicionista, em fins do s\u00e9culo XIX, mobilizou vastos setores da sociedade brasileira. No entanto, passado o 13 de maio de 1888, os negros foram abandonados \u00e0 pr\u00f3pria sorte, sem a realiza\u00e7\u00e3o de reformas que os integrassem socialmente. Por tr\u00e1s disso, havia um projeto de moderniza\u00e7\u00e3o conservadora que n\u00e3o tocou no regime do latif\u00fandio e exacerbou o racismo como forma de discrimina\u00e7\u00e3o.<strong><b>\u00a0<\/b><\/strong>Gilberto Marigone 2012,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, em poucos bancos de salas de aula tem-se a oportunidade de aprender que a liberta\u00e7\u00e3o do povo negro foi resultado de um permanente e incessante conjunto de lutas travadas contra o regime e contra os escravocratas, por mais de tr\u00eas s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os africanos passaram pelo processo de escraviza\u00e7\u00e3o imposto pelos colonizadores europeus que, de forma violenta, retiraram os negros do continente africano, romperam seus la\u00e7os familiares, submeteram estes a p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida durante a viagem nos navios negreiros, e durante quase 400 anos de escravid\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A retirada violenta de africanos de suas comunidades, conduzidos para trabalhar como escravos em terras distantes, foi a solu\u00e7\u00e3o encontrada pelas pot\u00eancias coloniais europeias para povoar e explorar as riquezas tropicais e minerais das col\u00f4nias no Novo Mundo. A col\u00f4nia portuguesa (o Brasil) dependia de grande suprimento de africanos para atender \u00e0s necessidades crescentes de uma economia carente de m\u00e3o-de-obra. A migra\u00e7\u00e3o transatl\u00e2ntica for\u00e7ada foi a principal fonte de renova\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o cativa no Brasil, especialmente nas \u00e1reas ligadas \u00e0 agricultura de exporta\u00e7\u00e3o, como cana-de-a\u00e7\u00facar. Submetida a p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida e maus-tratos, a popula\u00e7\u00e3o escrava n\u00e3o se reproduzia na mesma propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o livre. Era alto o \u00edndice de mortalidade infantil e baix\u00edssima a expectativa de vida. (ALBUQUERQUE e FILHO, 2006, p. 39).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de toda essa vida angustiante, se viam impelidos a agirem de forma violenta como na Revolta dos B\u00fazios (Conjura\u00e7\u00e3o Baiana), em 1789 e Revolta dos Mal\u00eas, em 1835, nas constru\u00e7\u00f5es de quilombos, ou nas a\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m violentas, dentro dos engenhos contra os seus senhores, feitores e capit\u00e3es do mato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de tudo isso, o povo escravizado resistiu e reconstruiu sua identidade cultural e religiosa, utilizando os espa\u00e7os sagrados (terreiros de candombl\u00e9, rodas de capoeira) nos quais iam reconstruindo as bases sociais dos grupos africanos, no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Haviam tamb\u00e9m pr\u00e1ticas de resist\u00eancia mais estrat\u00e9gicas como a pr\u00e1tica de abortos, para que seus filhos n\u00e3o nascessem e viessem a ser mais um instrumento de acumula\u00e7\u00e3o primitiva do capital dos senhores, por meio do trabalho escravo, v\u00edtimas do processo de di\u00e1spora africana que chegou a trazer para o Brasil, via tr\u00e1fico negreiro, mais de quatro milh\u00f5es de negros que, escravizados, eram utilizados em v\u00e1rios tipos de fun\u00e7\u00f5es, desde trabalhar na lavoura, nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos e at\u00e9 de ganho, tendo uma carga absurda e desumana de trabalho. Muitos se esquecem (ou preferem omitir) a informa\u00e7\u00e3o que a resist\u00eancia contra \u00e0 escravid\u00e3o iniciava-se ainda nos navios negreiros, quando muitos escravos provocam pr\u00f3pria morte.\u00a0A <em>posteriori<\/em>, quando negociados pelos traficantes, a batalha reiniciava e a tentativa de fuga era imediata, ainda mesmo no transporte para as Senzalas, onde mais uma vez, muitos terminavam morrendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3. N\u00e3o s\u00e3o poucos os casos que relatam os abusos sexuais perpetrados contra as escravizadas\u00a0pelos Senhores de Engenho, que na maior parte das vezes possu\u00eda a compreens\u00e3o clara das duas supostas fun\u00e7\u00f5es da negra: a trabalhadora bra\u00e7al durante o dia e o complemento sexual \u00e0 noite. Outra forma comum de resist\u00eancia \u00e0 escravid\u00e3o que raramente \u00e9 trazida \u00e0 baila \u00e9 o suic\u00eddio, realizado in\u00fameras vezes por aqueles que preferiam escapar em definitivo do sofrimento carnal ao inv\u00e9s de morrer um pouco mais a cada dia, sem dignidade, for\u00e7a e liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alternativa diversa de luta, que foi criando espectro durante o s\u00e9culo XVII, foram as fugas dos nossos irm\u00e3os para as matas e serras distantes na tentativa de reconstru\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o social semelhante as que tinham na \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta pr\u00e1tica nasceram os primeiros dos muitos quilombos que se espalham pelo Brasil ao longo de toda escravid\u00e3o, atuando como verdadeiros locais de prote\u00e7\u00e3o e guetos propagadores das ideias de liberdade, que n\u00e3o demoraram a alcan\u00e7ar os centros urbanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a partir desta propaga\u00e7\u00e3o de ideias de liberdade e igualdade que surgem institui\u00e7\u00f5es, como, por exemplo, as associa\u00e7\u00f5es beneficentes e benem\u00e9ritas que se agrupavam com objetivo se arrecadar fundos para compra de alforria\u00a0e cria previd\u00eancias com o intuito de sustentar os negros mais velhos que mesmo livres\u00a0n\u00e3o tinha como se sustentar. Diz-se, por isso, que a Alforria nunca era uma conquista solit\u00e1ria, uma vez que resultava de uma rede de solidariedade e esfor\u00e7os conjuntos dos companheiros, pais, av\u00f3s, padrinhos e madrinhas que se uniam a fim de conceder liberdade \u00e0queles que se encontravam presos nas malhas da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1751, na cidade do Salvador, Jer\u00f3nimo\u00a0da Concei\u00e7\u00e3o, vi\u00fava, libertou Marcelino, mulato, com dois ou tr\u00eas anos de idade, depois de ter recebido 30 mil contos pago por seu pai, Floriano Alares Pereira. Na mesma cidade, em 1818, a Freira Maria Clara de jesus, do Convento de Santa Clara do Desterro libertou um rec\u00e9m-nascido depois de receber 20 mil r\u00e9is pagos pela m\u00e3e da crian\u00e7a. Os padrinhos concorriam frequentemente com quantias para alforria dos afilhados, em fevereiro de 1871, na cidade de Porto alegre, o pequeno Ernesto, filho de Inoc\u00eancia e neto de Gertrudes, foi liberto ap\u00f3s sua av\u00f3 ter pago 130 mil r\u00e9is a sua senhora. (Valter Fraga Filho 2006)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas estas informa\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias nos remetem a um dado estat\u00edstico\u00a0pouco ensinado nos bancos das escolas: apenas 30% dos negros do Brasil foram beneficiados com a Lei \u00c1urea, j\u00e1 que, quando ela foi assinada pela Senhora Isabel cerca de 70% dos negros do Brasil j\u00e1 estavam livres como resultado de todas essas formas de luta que relatamos acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo antes da aboli\u00e7\u00e3o formal ser assinada, os negros e negras j\u00e1 se utilizavam de estrat\u00e9gias inteligentes para garantir a sobreviv\u00eancia do seu grupo social, ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o que estava prestes a acontecer. Uma destas estrat\u00e9gias pode ser vista, mais uma vez, analisando dados estat\u00edsticos encontrados nos registros dos arquivos p\u00fablicos da Bahia: a maior parte das alforria\u00a0que os grupos familiares negociam e compravam dos senhores e senhoras assim como as compras feitas pelas associa\u00e7\u00f5es protetora dos negros, criadas a partir do s\u00e9culo XIX, sempre deram prioridade aos cativos do sexo feminino, pois se entendia que libertas estas teriam seus filhos j\u00e1 livres o que seria importante para continuar a exist\u00eancia do negro no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante do todo exposto, reside a pergunta: ser\u00e1 que temos realmente algum motivo para continuar ensinado aos nossos alunos esta Hist\u00f3ria que nos foi contada? Por quanto tempo esta vers\u00e3o positivista da Hist\u00f3ria brasileira ser\u00e1 transmitida pelos livros did\u00e1ticos adotados pelo governo? O que motiva a escrita de uma hist\u00f3ria que ainda exalta o treze de maio como marco libertador do povo negro, sem uma vis\u00e3o cr\u00edtica? Porque os livros de hist\u00f3ria omitem o que aconteceu no dia 14 de maio de 1888? Como bem conta, cantando, o compositor Lazzo Matumbi:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 14 de maio, eu sa\u00ed por a\u00ed<br \/>\nN\u00e3o tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir<br \/>\nLevando a senzala na alma, eu subi a favela<br \/>\nPensando em um dia descer, mas eu nunca desci<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia<br \/>\nUm dia com fome, no outro sem o que comer<br \/>\nSem nome, sem identidade, sem fotografia<br \/>\nO mundo me olhava, mas ningu\u00e9m queria me ver.<\/p>\n<p>(Jorge Portugal e Lazzo Matumbi, 2018).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale a pena salientar que em nenhum momento busca-se desprezar o ato formal que p\u00f4s fim a escravid\u00e3o, contudo, em face do modo como at\u00e9 hoje ele \u00e9 encarado e, notadamente em raz\u00e3o da sobrevaloriza\u00e7\u00e3o\u00a0do treze de maio de 1888, nunca \u00e9 demais se questionar: 13 de maio? Para quem, meu povo?<\/p>\n<p><strong>\u00a0Ademar Cirne <\/strong><\/p>\n<p>Mestre em Ensino das Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico- Raciais UFSB<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00f3s-Graduado em Hist\u00f3ria do Brasil pela PUC\/MG<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Graduado em Hist\u00f3ria pela UFBA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenador do CEN \u2013 Coletivo de entidades Negras<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Og\u00e3 de Yemanj\u00e1 do Terreiro Il\u00ea Ax\u00e9 Oxumar\u00ea<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ademar Cirne Treze de maio de 1888, envolto em um conturbado cen\u00e1rio pol\u00edtico interno \u2013 face \u00e0 transi\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio para a Rep\u00fablica \u2013 e diante das paralelas transforma\u00e7\u00f5es externas ocorridas na Europa, que consolidavam as estruturas capitalistas, via a Inglaterra, refor\u00e7ando o desejo de aumentar o n\u00famero da sua m\u00e3o de obra assalariada, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123260,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[103,105],"tags":[5557,5556],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123258"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123258"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":123261,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123258\/revisions\/123261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}