{"id":122382,"date":"2025-02-16T14:43:48","date_gmt":"2025-02-16T17:43:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=122382"},"modified":"2025-02-16T14:43:48","modified_gmt":"2025-02-16T17:43:48","slug":"algodao-oeste-da-bahia-e-responsavel-por-20-da-producao-do-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2025\/02\/16\/algodao-oeste-da-bahia-e-responsavel-por-20-da-producao-do-brasileira\/","title":{"rendered":"Algod\u00e3o: Oeste da Bahia \u00e9 respons\u00e1vel por 20% da produ\u00e7\u00e3o do Brasileira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00a0<strong>Camila Sampaio<br \/>\n<\/strong>Estudante de Jornalismo da UNIFACS<\/p>\n<p class=\"has-drop-cap\" style=\"text-align: justify;\">OBrasil possui uma hist\u00f3ria de pioneirismo e empreendedorismo quando se trata do cultivo do algod\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o no Brasil come\u00e7ou em 1918 no estado de S\u00e3o Paulo, devido a revolu\u00e7\u00e3o industrial. Nesse per\u00edodo, o cultivo era de algod\u00e3o herb\u00e1ceo, onde as fibras s\u00e3o mais curtas e de ciclo anual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um per\u00edodo de expans\u00e3o de cultivo no Estado, o plantio de algod\u00e3o foi deslocado para o Paran\u00e1 onde em 1931 imigrantes oriundos do Jap\u00e3o iniciaram o plantio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NA BAHIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Bahia j\u00e1 era um grande produtor, no entanto, a produ\u00e7\u00e3o do estado era feita no litoral. Ap\u00f3s an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es do algod\u00e3o foi visto que o clima daquela regi\u00e3o n\u00e3o favorece a cultura. Assim, o algod\u00e3o migrou para o semi\u00e1rido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1980, o algod\u00e3o passou a ser plantado nas lavouras do Vale do Iui\u00fa, no sudoeste do estado. O munic\u00edpio de Guanambi chegou a ter 331 hectares de lavouras. Pr\u00e1ticas como reformas da produ\u00e7\u00e3o e o implemento da grade aradora foram prejudicando o plantio, o que favoreceu o alastramento de pragas como o bicudo-do-algodoeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, a cotonicultura ainda existe no munic\u00edpio de Guanambi, mas de forma familiar. Vale ressaltar, que o bicudo ocupa a primeira posi\u00e7\u00e3o no ranking de pragas de maior relev\u00e2ncia econ\u00f4mica para a cultura do algod\u00e3o na Am\u00e9rica, seguidas por outras como a lagarta falsa-medideira e o pulg\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 um problema s\u00e9rio em uma cultura que tem alta competitividade no mercado e que, por isso mesmo, exige custos muito controlados, para garantir rentabilidade ao produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s passar por diversas crises, a cotonicultura passou a ser refer\u00eancia no Oeste da Bahia. O cerrado, com seus terrenos planos, mecaniza\u00e7\u00e3o do processo de produ\u00e7\u00e3o, per\u00edodos bem definidos com chuvas, s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es ideais para o cultivo do algod\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1990, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), passou a desenvolver pesquisas de desenvolvimento de cultivares de algodoeiro adaptando \u00e1s condi\u00e7\u00f5es para o cerrado brasileiro, regi\u00f5es do Mato Grosso, Goi\u00e1s e Bahia.<\/p>\n<p><strong>SEGUNDA MAIOR SAFRA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Bahia \u00e9 o segundo maior produtor de algod\u00e3o do pa\u00eds. Cerca de 40% \u00e9 exportado para pa\u00edses asi\u00e1ticos, como China, Indon\u00e9sia, Jap\u00e3o e Coreia do Sul, Vietn\u00e3, s\u00e3o os principais compradores do algod\u00e3o brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A previs\u00e3o para o ano de 2019 \u00e9 um crescimento de 15% na safra, de acordo com dados da Abapa. No \u00faltimo cultivo da safra para esse ano, \u00e9 previsto 1,5 milh\u00f5es de toneladas de caro\u00e7os e plumas.<\/p>\n<p>Esse crescimento \u00e9 baseado no incremento de 25,5% da \u00e1rea cultivada, dando prioridade na regi\u00e3o do oeste do estado, com 331.028 mil hectares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o presidente da Abapa, J\u00falio C\u00e9zar Busato, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o conta com sistemas modernos. Nos \u00faltimos anos, os cotonicultores investiram em m\u00e1quinas e tecnologias para aumentar a produtividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, os piv\u00f4s de irriga\u00e7\u00e3o contam com sistemas inteligentes de sensores que permitem verificar a necessidade de irriga\u00e7\u00e3o \u2013 s\u00e3o 180 mil hectares. \u00c9 com essa estrutura que os agricultores devem colher a segunda maior safra de algod\u00e3o da regi\u00e3o do oeste da Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil fornece cerca de 29% do algod\u00e3o mundial, pretendendo ultrapassar esta taxa para 2,1 milh\u00f5es de toneladas. O foco da Abapa \u00e9 \u201cfornecer algod\u00e3o de qualidade, com transpar\u00eancia e seguran\u00e7a\u201d, querendo conquistar ainda mais espa\u00e7o no mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cultivo no Oeste baiano \u00e9 realizado por 150 produtores, que colhem 330 arrobas por hectare, empregando cerca de 30 mil pessoas. Representa um incremento de mais US$300 milh\u00f5es por ano na balan\u00e7a comercial. O Brasil gera US$1,7 bilh\u00f5es por ano em exporta\u00e7\u00e3o com a cotonicultura.<\/p>\n<p><strong>PLANEJAMENTO E QUALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Os agricultores costumam montar at\u00e9 for\u00e7as-tarefas nas fazendas para monitorar as \u00e1reas contra infesta\u00e7\u00f5es. Para refor\u00e7ar ainda mais a prote\u00e7\u00e3o, s\u00e3o usados produtos mais resistentes contra pragas e ervas-daninhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da lavoura at\u00e9 as ind\u00fastrias, cada etapa do cultivo \u00e9 planejada com detalhes. O cultivo do algod\u00e3o \u00e9 considerado um dos mais vulner\u00e1veis, por isso a grande preocupa\u00e7\u00e3o no seu cultivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oitenta e sete por cento do algod\u00e3o produzido no Oeste baiano possui o certificado de sustentabilidade, atestado pelo Programa de Algod\u00e3o Brasileiro Respons\u00e1vel (ABR) e pela entidade internacional Better Cotton Initiative (BCI).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para obter o certificado, as fazendas precisam cumprir mais de 180 exig\u00eancias, como m\u00e3o-de-obra legalizada, trabalho justo, sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho, boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, preserva\u00e7\u00e3o e qualidade da \u00e1gua, gest\u00e3o sustent\u00e1vel da propriedade e retorno financeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio atingir 100% de conformidade nos crit\u00e9rios m\u00ednimos de produ\u00e7\u00e3o. Vale lembrar que o produtor pode ter os dois selos de qualidade, ou optar apenas pelo selo nacional (ABR).<\/p>\n<p><strong>INCENTIVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, ainda existe resist\u00eancia ao utilizar tecidos de 100% algod\u00e3o. A maior parte da produ\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 voltada para a exporta\u00e7\u00e3o. Pensando aumentar o consumo de roupas feitas exclusivamente do material, o movimento \u201cSou de Algod\u00e3o\u201d foi lan\u00e7ada pelos produtores, incentivando o uso da fibra natural pelas ind\u00fastrias de roupa, cama, mesa e banho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A campanha est\u00e1 h\u00e1 3 anos ganhando for\u00e7a e destaque, v\u00e1rias parcerias foram criadas nesse per\u00edodo. Esses parceiros est\u00e3o aderindo ao uso da fibra em suas confec\u00e7\u00f5es. Eventos como S\u00e3o Paulo Fashion Week (SPFW), j\u00e1 tiveram ao menos uma cole\u00e7\u00e3o feita exclusivamente de produtos feitos de algod\u00e3o, assinada pelo estilista Jo\u00e3o Pimenta, em 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Camila Sampaio Estudante de Jornalismo da UNIFACS OBrasil possui uma hist\u00f3ria de pioneirismo e empreendedorismo quando se trata do cultivo do algod\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o no Brasil come\u00e7ou em 1918 no estado de S\u00e3o Paulo, devido a revolu\u00e7\u00e3o industrial. Nesse per\u00edodo, o cultivo era de algod\u00e3o herb\u00e1ceo, onde as fibras s\u00e3o mais curtas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122383,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[79,72],"tags":[1629,5206],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122382"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122382"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":122384,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122382\/revisions\/122384"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}