{"id":121729,"date":"2024-12-18T11:17:17","date_gmt":"2024-12-18T14:17:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=121729"},"modified":"2024-12-18T11:17:17","modified_gmt":"2024-12-18T14:17:17","slug":"quem-e-a-mulher-que-vai-liderar-140-produtores-de-algodao-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2024\/12\/18\/quem-e-a-mulher-que-vai-liderar-140-produtores-de-algodao-na-bahia\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 a Mulher Que Vai Liderar 140 Produtores de Algod\u00e3o na Bahia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alessandra Zanotto, aos 39 anos, assume em 1\u00ba de janeiro a presid\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A agricultora Alessandra Zanotto tem uma vis\u00e3o clara sobre o legado que deseja construir: \u201cQuero olhar para tr\u00e1s em quatro anos e saber que conectei pessoas, ideias e prop\u00f3sitos. Quero que a Abapa seja reconhecida n\u00e3o apenas pela sua representatividade, mas pela capacidade de colaborar e inovar.\u201d Ela tamb\u00e9m deseja impulsionar a participa\u00e7\u00e3o feminina no agroneg\u00f3cio. \u201cH\u00e1 muitas mulheres capacitadas no setor, mas falta coragem e oportunidade. Espero ser um exemplo e encoraj\u00e1-las a assumir espa\u00e7os de lideran\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 1\u00ba de janeiro de 2025, ela, Alessandra Zanotto, ser\u00e1 a nova presidente da Associa\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa). Aos 39 anos, n\u00e3o apenas enfrenta o desafio de liderar uma das entidades mais importantes do agroneg\u00f3cio baiano, mas tamb\u00e9m de equilibrar as demandas dessa nova fun\u00e7\u00e3o com a gest\u00e3o do neg\u00f3cio familiar, uma propriedade de 5.500 hectares dedicada ao cultivo de algod\u00e3o e soja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o 140 produtores na entidade e o cultivo da fibra na regi\u00e3o representa uma saga. Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o Oeste da Bahia passou de uma produ\u00e7\u00e3o modesta, de uma terra desconhecida e sem valor, para se firmar como uma das principais regi\u00f5es produtoras da fibra no Brasil. Anteriormente, o cultivo se concentrava-se no sudoeste, especialmente no Vale do Iui\u00fa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a migra\u00e7\u00e3o para o cerrado baiano, o Oeste da Bahia tornou-se a principal regi\u00e3o produtora do estado e a segunda mais importante do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas de Mato Grosso. Em 2023, a regi\u00e3o produziu cerca de 1,6 milh\u00e3o de toneladas, com uma produtividade m\u00e9dia de 330 arrobas por hectare.\u00a0 Para a safra 2024\/25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produ\u00e7\u00e3o para a Bahia de 1,7 milh\u00e3o de toneladas de algod\u00e3o, 0,9% acima da safra passada, cultivada em 357,4 mil hectares, 3,3% acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pragm\u00e1tica, Alessandra inaugura uma nova fase para a Abapa.\u00a0 \u201cO algod\u00e3o transformou a Bahia e quero garantir que ele continue sendo um motor de desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Alessandra com a Abapa come\u00e7ou h\u00e1 oito anos, quando foi convidada a integrar a diretoria como tesoureira durante a gest\u00e3o de J\u00falio Busato. Ela define essa experi\u00eancia como um aprendizado: \u201cCuidar do caixa \u00e9 a melhor forma de entender uma organiza\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, dediquei todas as minhas sextas-feiras \u00e0 associa\u00e7\u00e3o, revisando documentos e entendendo os detalhes financeiros.\u201d Essa aten\u00e7\u00e3o aos pormenores moldou sua forma\u00e7\u00e3o como gestora e pavimentou seu caminho para cargos de maior responsabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro anos depois, j\u00e1 como vice-presidente, Alessandra enfrentou um per\u00edodo de resist\u00eancia e desafios dentro da diretoria. \u201cFoi um momento dif\u00edcil. Meus primeiros anos como vice foram marcados por rejei\u00e7\u00f5es \u00e0s minhas propostas e sugest\u00f5es. Muitas vezes pensei em desistir\u201d, relembra. Contudo, ela n\u00e3o desistiu. Sabia que a diplomacia e firmeza em suas convic\u00e7\u00f5es era o caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chegada de Alessandra \u00e0 presid\u00eancia da Abapa marca um momento hist\u00f3rico: ela ser\u00e1 a segunda mulher a liderar a associa\u00e7\u00e3o desde a sua funda\u00e7\u00e3o. \u201cNa d\u00e9cada de 2010, Isabel da Cunha foi a primeira mulher a assumir a presid\u00eancia. Agora, como parte da segunda gera\u00e7\u00e3o de produtores, quero honrar esse legado e abrir caminho para mais mulheres\u201d, destaca. Alessandra tamb\u00e9m fala da import\u00e2ncia de trazer uma nova energia para a Abapa. \u201cQuero conectar pessoas e ideias. Meu objetivo \u00e9 dar continuidade ao excelente trabalho feito at\u00e9 aqui, mas tamb\u00e9m incorporar empatia e inova\u00e7\u00e3o ao setor.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como ocorre em cargos c-level nas empresas, a presen\u00e7a de mulheres em cargos de presidente nas associa\u00e7\u00f5es do setor ainda representa uma pequena parcela. Mas elas v\u00eam chegando. Por exemplo, na Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Ind\u00fastrias Processadoras de Cacau (AIPC), Anna Paula Losi assumiu o cargo de presidente executiva em janeiro de 2023, tornando-se a primeira mulher a ocupar essa posi\u00e7\u00e3o na entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos sindicatos rurais, elas tamb\u00e9m come\u00e7am se destacar, embora ainda representem cerca de 5% do total de total de 1.941 sindicatos listados na Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA). Exemplos s\u00e3o Greice Kelli Klein, \u00e0 frente do sindicato de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (BA), desde 2022; Adriana Menezes, em Itu (SP); Luanna In\u00e1cio, em Buriti Alegre (GO), entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o por acaso, para Alessandra, a lideran\u00e7a na Abapa exige um comprometimento que vai muito al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es administrativas. \u201cA presid\u00eancia demanda presen\u00e7a constante, principalmente em agendas de governo e eventos do setor. No primeiro ano, minha prioridade ser\u00e1 consolidar alian\u00e7as\u201d, afirma. E ela sabe que precisar\u00e1 de tempo. Em busca dessa agenda, ela destinou parte da gest\u00e3o do neg\u00f3cio familiar ao marido, que h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos destina parte de seu tempo \u00e0 fazenda e que assumir\u00e1 algumas responsabilidades operacionais . \u201cTemos uma rela\u00e7\u00e3o de parceria e planejamento. Sem esse suporte, seria muito mais dif\u00edcil conciliar tudo\u201d, afirma Alessandra, que aposta sempre nos modelos de parcerias e bandeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre essa bandeiras, no grupo das principais est\u00e1 a sustentabilidade. No neg\u00f3cio familiar, ela j\u00e1 implementou a mensura\u00e7\u00e3o da pegada de carbono nas fazendas, tanto para soja quanto para algod\u00e3o, e pretende expandir essas pr\u00e1ticas na Abapa. \u201cQuero que a associa\u00e7\u00e3o seja exemplo em sustentabilidade e contribua para a constru\u00e7\u00e3o de um setor mais consciente.\u201d Ela tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia das particularidades do algod\u00e3o baiano, como sua alta qualidade por causa da exposi\u00e7\u00e3o prolongada ao sol. \u201cNosso algod\u00e3o \u00e9 diferenciado. Precisamos promover essas qualidades e fortalecer a imagem do produto no mercado internacional.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Abapa \u00e9 hoje uma entidade com uma agenda extensa e uma estrutura que poucas entidades tem no pa\u00eds. Por exemplo, um Centro de Treinamento Parceiros da Tecnologia, destinado \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o dentro e fora das propriedades rurais. S\u00e3o tr\u00eas unidades, a sede em Eduardo Magalh\u00e3es e duas outras unidades, uma em Barreiras e outra em Ros\u00e1rio. A entidade tamb\u00e9m \u00e9 dona de um Centro de An\u00e1lise de Fibras, o maior da Am\u00e9rica Latina, com capacidade para processar 30 mil amostras de algod\u00e3o, por dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o mais significativo,\u00a0 e que justifica todas as a\u00e7\u00f5es: a execu\u00e7\u00e3o do do programa Algod\u00e3o Brasileiro Respons\u00e1vel (ABR), projeto de parceria internacional com a Better Cotton Initiative (BCI), que atua em 22 pa\u00edses.\u00a0 \u201cO algod\u00e3o \u00e9 uma cultura excepcional, uma cultura exigente\u201d, diz Alessandra. \u201cE a gente tamb\u00e9m tem hoje um outro perfil de de ouvintes, um outro perfil de mundo. Que nos julga, que\u00a0 enxerga agricultura e que consome o nosso algod\u00e3o. E nisso eu seu que posso agregar.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alessandra Zanotto, aos 39 anos, assume em 1\u00ba de janeiro a presid\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o A agricultora Alessandra Zanotto tem uma vis\u00e3o clara sobre o legado que deseja construir: \u201cQuero olhar para tr\u00e1s em quatro anos e saber que conectei pessoas, ideias e prop\u00f3sitos. 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