{"id":121643,"date":"2024-12-04T15:57:00","date_gmt":"2024-12-04T18:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=121643"},"modified":"2024-12-04T15:57:00","modified_gmt":"2024-12-04T18:57:00","slug":"efeito-lula-brasil-registra-menor-indice-de-pobreza-e-miseria-da-serie-historica-do-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2024\/12\/04\/efeito-lula-brasil-registra-menor-indice-de-pobreza-e-miseria-da-serie-historica-do-ibge\/","title":{"rendered":"Efeito Lula: Brasil registra menor \u00edndice de pobreza e mis\u00e9ria da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>No primeiro ano do governo Lula, 8,7 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da pobreza e 3,1 milh\u00f5es da extrema pobreza, resultando no menor contingente desde 2012, quando o IBGE iniciou os estudos<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) revelam que em 2023, primeiro ano do governo Lula, o Brasil atingiu o menor \u00edndice de pobreza e mis\u00e9ria da s\u00e9rie hist\u00f3ria do levantamento, iniciado em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o estudo, de 2022 a 2023, o percentual da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds abaixo da linha de pobreza adotada pelo Banco Mundial (US$ 6,85 por pessoa por dia ou R$ 665 por m\u00eas) caiu de 31,6% para 27,4% &#8211; a menor propor\u00e7\u00e3o desde 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro ano do terceiro mandato de Lula, 8,7 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da pobreza no pa\u00eds. Numericamente, essa popula\u00e7\u00e3o recuou de 67,7 milh\u00f5es para 59,0 milh\u00f5es, seu menor contingente desde 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo per\u00edodo, a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na extrema pobreza (US$ 2,15 por pessoa por dia ou R$ 209 por m\u00eas) recuou de 5,9% para 4,4%, o menor percentual desde 2012. Pela primeira vez, esse indicador ficou abaixo dos 5,0%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IBGE revela ainda que cerca de 3,1 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da extrema pobreza, no pa\u00eds. A popula\u00e7\u00e3o na extrema pobreza recuou de 12,6 milh\u00f5es para 9,5 milh\u00f5es, menor contingente desde 2012.<\/p>\n<p class=\"image-align-center\"><img class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/revistaforum.com.br\/u\/fotografias\/m\/2024\/12\/4\/f768x1-141100_141227_5050.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso n\u00e3o existissem os programas sociais implementados pelo governo federal, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas na extrema pobreza em 2023 teria subido de 4,4% para 11,2%. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na pobreza teria subido de 27,4% para 32,4%.<\/p>\n<h2>Freio na desigualdade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o IBGE, em 2023 o \u00edndice de Gini (0,518) manteve o mesmo valor de 2022, indicando que n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o na desigualdade de rendimento frente ao ano anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Por atuarem mais na base da estrutura de rendimentos, os efeitos dos benef\u00edcios de programas sociais impediram que o Gini aumentasse, pois sem esses benef\u00edcios, o Gini teria passado de 0,518 para 0,555&#8221;, explica Andr\u00e9 Sim\u00f5es, que integra a equipe respons\u00e1vel pela S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, em 2023, a renda total apropriada pelos 10% com os maiores rendimentos foi 3,6 vezes maior do que a renda dos 40% com os menores rendimentos. N\u00e3o houve varia\u00e7\u00e3o frente a 2022, em conson\u00e2ncia com os resultados do \u00cdndice de Gini.<\/p>\n<h2>Emprego<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados mostram ainda que entre as pessoas que trabalham menos de 1% foram consideradas extremamente pobres em 2023, enquanto entre os desocupados essa propor\u00e7\u00e3o chegou a 14,6%. Da mesma forma, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas pobres (14,2%) foi bem inferior \u00e0 dos desocupados pobres (54,9%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Esses indicadores mostram que h\u00e1 pobreza entre a popula\u00e7\u00e3o ocupada, provavelmente relacionada \u00e0 vulnerabilidade social de alguns segmentos do mercado de trabalho. No entanto, a pobreza e a extrema pobreza entre os trabalhadores s\u00e3o menos intensas do que na popula\u00e7\u00e3o desocupada\u201d, diz Sim\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os projetos sociais atingem, sobretudo, as pessoas que moram na zona rural &#8211; esse \u00edndice subiu de 25,8% para 27,9% no per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2023, cerca de 51% das pessoas em \u00e1reas rurais viviam em domic\u00edlios beneficiados por programas sociais. Em \u00e1reas urbanas, essa propor\u00e7\u00e3o era de 24,5%.<\/p>\n<h2>Jovens nem-nem atingem menor \u00edndice<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2023, o total de jovens de 15 a 29 anos que n\u00e3o estudavam e n\u00e3o estavam ocupados &#8211; os chamados &#8220;nem-nem&#8221; &#8211; atingiu o menor n\u00famero (10,3 milh\u00f5es) e a menor taxa (21,2%) desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Esta redu\u00e7\u00e3o se deve \u00e0 melhora do mercado de trabalho, ao aumento no n\u00famero de jovens que estudavam e estavam ocupados e tamb\u00e9m \u00e0s mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas que levam a uma gradual diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mais jovem no pa\u00eds\u201d, diz Denise Guichard, analista do IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto menor a faixa de rendimento, maior a propor\u00e7\u00e3o de jovens de 15 a 29 anos fora do sistema de ensino e sem trabalho. Em 2023, cerca de 21,2% dos jovens n\u00e3o estudavam nem estava trabalhando. No entanto, entre os 10% dos domic\u00edlios do pa\u00eds com os maiores rendimentos, 6,6% dos jovens estavam nessa condi\u00e7\u00e3o, enquanto nos 10% dos domic\u00edlios com os menores rendimento, 49,3% dos jovens (praticamente a metade) n\u00e3o estudavam e n\u00e3o estavam ocupados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 10,3 milh\u00f5es de jovens de 15 a 29 anos que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados no Brasil em 2023, as desigualdades de g\u00eanero e de cor ou ra\u00e7a persistem: as mulheres pretas ou pardas eram 4,6 milh\u00f5es (ou 45,2% do total de jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam trabalhando), enquanto as mulheres brancas eram 1,9 milh\u00e3o (ou 18,9%). J\u00e1 os homens pretos ou pardos eram 2,4 milh\u00f5es (23,4%) e os homens brancos, 1,2 milh\u00e3o (11,3%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quantidade de jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam trabalhando recuou 4,9% entre 2022 e 2023. No entanto, as maiores redu\u00e7\u00f5es no per\u00edodo foram entre as mulheres brancas (11,9%) e entre os homens pretos ou pardos (9,3%). Para os homens brancos o recuo foi menos expressivo (6,5%) e as mulheres de cor ou ra\u00e7a preta ou parda apresentaram a menor redu\u00e7\u00e3o do per\u00edodo (1,6%).<\/p>\n<p class=\"image-align-center\"><img class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/revistaforum.com.br\/u\/fotografias\/m\/2024\/12\/4\/f768x1-141102_141229_5050.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"tags-cloud\">\n<div class=\"row\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro ano do governo Lula, 8,7 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da pobreza e 3,1 milh\u00f5es da extrema pobreza, resultando no menor contingente desde 2012, quando o IBGE iniciou os estudos Dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) revelam que em 2023, primeiro ano do governo Lula, o Brasil [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":121644,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[130,105],"tags":[507,171,138,1307],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121643"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=121643"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121643\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":121645,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121643\/revisions\/121645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/121644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=121643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=121643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=121643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}