{"id":121031,"date":"2024-09-22T18:07:30","date_gmt":"2024-09-22T21:07:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=121031"},"modified":"2024-09-22T18:07:30","modified_gmt":"2024-09-22T21:07:30","slug":"o-tapete-vermelho-e-a-aposta-do-pt-na-militancia-para-vencer-as-eleicoes-municipais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2024\/09\/22\/o-tapete-vermelho-e-a-aposta-do-pt-na-militancia-para-vencer-as-eleicoes-municipais\/","title":{"rendered":"O \u201cTapete Vermelho\u201d e a aposta do PT na milit\u00e2ncia para vencer as elei\u00e7\u00f5es municipais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\nPor Herberson Sonkha<br \/>\nPara entender o \u201ctapete vermelho\u201d do PT que tomou conta das principais ruas de Vit\u00f3ria da Conquista (21), \u00e9 preciso compreender o PT como uma organiza\u00e7\u00e3o de esquerda que ainda mobiliza atividades de rua como fen\u00f4meno de massas. Diferentemente do partido da atual prefeita (Uni\u00e3o), que investe pesado na contrata\u00e7\u00e3o de cabos eleitorais e cargos de confian\u00e7a, dificilmente alcan\u00e7ar\u00e1 o mesmo desempenho de seus apoiadores nas ruas que sinaliza crescimento nas disputas eleitorais.<br \/>\nIndependente das cr\u00edticas ideol\u00f3gicas necess\u00e1rias, n\u00e3o h\u00e1 como refutar que o Partido dos Trabalhadores (PT) ainda \u00e9 o maior partido de massas, e sua maior express\u00e3o talvez esteja nas grandes manifesta\u00e7\u00f5es de rua tomadas pelo vermelho das blusas, bandeiras e materiais de campanha. O vermelho simbolicamente sinaliza um campo historicamente reconhecido como de for\u00e7as de esquerda. Da mesma forma, a direita se identifica com o azul. Nessas elei\u00e7\u00f5es de 2024, o vermelho e o azul v\u00e3o se enfrentar nas urnas.<br \/>\nA not\u00e1vel diferen\u00e7a entre a participa\u00e7\u00e3o em uma atividade pol\u00edtica de milit\u00e2ncia de esquerda e a atua\u00e7\u00e3o de um cabo eleitoral de direita pode ser entendida a partir de diversas perspectivas: ideol\u00f3gica, organizacional e sociol\u00f3gica. Historicamente, as distin\u00e7\u00f5es entre esquerda e direita refletem diverg\u00eancias profundas em rela\u00e7\u00e3o ao papel do Estado, da sociedade e das for\u00e7as produtivas.<br \/>\nA ideia de milit\u00e2ncia organizada em torno da luta de classes pode ser associada \u00e0 obra de Karl Marx e Friedrich Engels em O Manifesto Comunista (1848). Neste texto, Marx e Engels afirmam: \u201cA hist\u00f3ria de todas as sociedades at\u00e9 hoje \u00e9 a hist\u00f3ria das lutas de classes\u201d (MARX; ENGELS, 1848, p. 1).<br \/>\nNesse sentido, do ponto de vista ideol\u00f3gico, a milit\u00e2ncia de esquerda est\u00e1 geralmente ligada a uma vis\u00e3o transformadora da sociedade. A milit\u00e2ncia de esquerda busca a constru\u00e7\u00e3o de uma nova ordem social que privilegie a igualdade, a justi\u00e7a social, a redistribui\u00e7\u00e3o de riquezas e a supera\u00e7\u00e3o das desigualdades.<br \/>\nA partir de uma vis\u00e3o marxista, por exemplo, a milit\u00e2ncia se organiza em torno da luta de classes, questionando o sistema capitalista e suas estruturas de domina\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, a milit\u00e2ncia de esquerda se caracteriza por mobiliza\u00e7\u00f5es de base e pelo engajamento coletivo, muitas vezes dentro de movimentos populares ou sindicais, com foco em demandas de trabalhadores, minorias oprimidas e causas sociais mais amplas.<br \/>\nA vis\u00e3o mais aceita sobre a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da direita, por outro lado, tende a se concentrar no apoio a candidatos e partidos que defendem a manuten\u00e7\u00e3o ou o fortalecimento do status quo. A direita, tradicionalmente, valoriza o livre mercado, a propriedade privada e uma estrutura social hierarquizada.<br \/>\nA associa\u00e7\u00e3o entre a direita e o liberalismo econ\u00f4mico pode ser encontrada em obras como A Riqueza das Na\u00e7\u00f5es (1776) de Adam Smith. Smith defende a propriedade privada e o mercado livre como base para o desenvolvimento econ\u00f4mico: \u201cA riqueza de uma na\u00e7\u00e3o \u00e9 medida pela produtividade e pelas atividades econ\u00f4micas de seu povo\u201d (SMITH, 1776, p. 23).<br \/>\nO cabo eleitoral de direita muitas vezes opera de forma mais instrumental, buscando angariar votos e fortalecer campanhas que defendem a ordem econ\u00f4mica e pol\u00edtica vigente. Sua fun\u00e7\u00e3o pode estar mais voltada para a propaganda pol\u00edtica direta, menos engajada em discuss\u00f5es de fundo sobre a transforma\u00e7\u00e3o social.<br \/>\nExiste uma diferen\u00e7a hist\u00f3rica que essa disputa na qual a esquerda surge das lutas oper\u00e1rias, sindicalistas e de movimentos populares que resistem \u00e0 explora\u00e7\u00e3o capitalista. Desde o s\u00e9culo XIX, com o advento das ideias de Karl Marx e Friedrich Engels, a esquerda se organiza de forma revolucion\u00e1ria ou reformista para enfrentar a explora\u00e7\u00e3o do trabalhador e a concentra\u00e7\u00e3o de riquezas. Exemplo disso s\u00e3o os movimentos socialistas e comunistas que surgem em rea\u00e7\u00e3o ao liberalismo econ\u00f4mico e \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o. A milit\u00e2ncia de esquerda, portanto, est\u00e1 associada \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o popular, como sindicatos, movimentos de moradia e partidos que lutam por reformas estruturais.<br \/>\nEssa no\u00e7\u00e3o remete \u00e0s obras de autores marxistas, como A Ideologia Alem\u00e3 (1846), em que Marx e Engels discutem a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e a necessidade de uma revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria (MARX; ENGELS, 1846, p. 65). A esquerda \u00e9 historicamente associada \u00e0 luta oper\u00e1ria e \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o capitalista.<br \/>\nJ\u00e1 a direita tem sua origem em um pensamento conservador, como expresso por Edmund Burke, defensor das tradi\u00e7\u00f5es e da manuten\u00e7\u00e3o da ordem social. Com o tempo, a direita se alinha ao liberalismo econ\u00f4mico, priorizando o livre mercado e a propriedade privada como pilares da sociedade. A atua\u00e7\u00e3o do cabo eleitoral de direita, nesse sentido, historicamente serve para fortalecer essas estruturas, seja apoiando candidatos conservadores ou liberais que prometem preservar ou aprofundar a ordem capitalista.<br \/>\nA ideia de que a direita valoriza a manuten\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica e pol\u00edtica vigente pode ser associada a Edmund Burke, em &#8220;Reflex\u00f5es sobre a Revolu\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a&#8221; (1790). Burke defende a preserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es e a manuten\u00e7\u00e3o de uma estrutura hier\u00e1rquica. Para Burke, \u201cA sociedade \u00e9 um contrato&#8230; entre aqueles que est\u00e3o vivos, aqueles que est\u00e3o mortos e aqueles que ainda est\u00e3o por nascer\u201d (BURKE, 1790, p. 194).<br \/>\nNo campo da sociologia, essa diferen\u00e7a vai se expressar a partir da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de milit\u00e2ncia de esquerda, que tende a ser mais horizontal e participativa, com foco na cria\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia de classe e no envolvimento comunit\u00e1rio. O soci\u00f3logo Pierre Bourdieu poderia destacar que a milit\u00e2ncia de esquerda busca transformar as disposi\u00e7\u00f5es sociais e o habitus que refor\u00e7am as desigualdades. Sociologicamente, a milit\u00e2ncia se organiza de forma mais org\u00e2nica, muitas vezes baseada na luta por direitos coletivos, sendo comum o uso de assembleias, reuni\u00f5es abertas e comit\u00eas populares para decis\u00f5es coletivas.<br \/>\nA ideia de que a milit\u00e2ncia de esquerda busca transformar as disposi\u00e7\u00f5es sociais pode ser associada \u00e0 teoria do habitus de Bourdieu. Em A Distin\u00e7\u00e3o: Cr\u00edtica Social do Julgamento (1979), ele afirma que o habitus \u00e9 uma estrutura internalizada que reflete as desigualdades sociais. Segundo Bourdieu, \u201cO habitus \u00e9 uma disposi\u00e7\u00e3o dur\u00e1vel e transpon\u00edvel, estruturada pela experi\u00eancia social\u201d (BOURDIEU, 1979, p. 72).<br \/>\nEm contrapartida, a atua\u00e7\u00e3o de cabos eleitorais de direita costuma ser mais vertical e hier\u00e1rquica. Max Weber, ao discutir os tipos de domina\u00e7\u00e3o, poderia identificar a atua\u00e7\u00e3o de cabos eleitorais de direita como uma forma de domina\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica ou racional-legal, onde a atividade pol\u00edtica se submete a regras institucionais e um planejamento mais tecnocr\u00e1tico de campanha. O cabo eleitoral \u00e9 um executor de ordens que segue as estrat\u00e9gias estabelecidas pelo comando da campanha, voltado para a obten\u00e7\u00e3o de votos e fortalecimento de candidatos que, muitas vezes, representam interesses de elites ou de setores que buscam manter privil\u00e9gios econ\u00f4micos e sociais.<br \/>\nA descri\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do cabo eleitoral de direita como uma forma de domina\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica remete \u00e0s ideias de Weber em Economia e Sociedade (1922). Weber define a domina\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica como um sistema de regras racionais-legais, onde o poder \u00e9 exercido de forma hier\u00e1rquica e organizada (WEBER, 1922, p. 217).<br \/>\nNa pr\u00e1tica, isso se expressa da seguinte forma: a milit\u00e2ncia de esquerda atuou durante o per\u00edodo da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Muitos militantes de esquerda participaram da resist\u00eancia ao regime, organizando movimentos clandestinos, manifesta\u00e7\u00f5es estudantis e sindicais, buscando engajar setores populares na luta pela redemocratiza\u00e7\u00e3o e pelo fim da repress\u00e3o.<br \/>\nA resist\u00eancia de militantes de esquerda ao regime militar brasileiro pode ser referenciada na obra de Daniel Aar\u00e3o Reis, Ditadura Militar, Esquerdas e Sociedade (2000). A obra descreve as estrat\u00e9gias de luta clandestina e mobiliza\u00e7\u00e3o popular durante o regime ditatorial. Para Reis, \u201cOs movimentos de resist\u00eancia se organizaram em torno de pautas de redemocratiza\u00e7\u00e3o e direitos civis\u201d (REIS, 2000, p. 89).<br \/>\nHoje, militantes de esquerda participam ativamente de movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), lutando por uma reforma agr\u00e1ria e urbana que beneficie a popula\u00e7\u00e3o mais pobre e trabalhadora.<br \/>\nDo ponto de vista da direita, isso se expressa na figura controversa do cabo eleitoral de direita, que s\u00f3 atua durante as elei\u00e7\u00f5es. Em per\u00edodos eleitorais recentes, como a campanha de Jair Bolsonaro em 2018, muitos cabos eleitorais de direita tiveram um papel de propaga\u00e7\u00e3o massiva de pautas conservadoras e de defesa do livre mercado. A mobiliza\u00e7\u00e3o focou em garantir votos por meio do uso intensivo de redes sociais, al\u00e9m de discursos voltados \u00e0 defesa da fam\u00edlia tradicional, ao combate ao comunismo e ao apoio irrestrito ao liberalismo econ\u00f4mico.<br \/>\nA mobiliza\u00e7\u00e3o da direita durante a campanha de Bolsonaro pode ser analisada \u00e0 luz de estudos recentes, como os de Esther Solano em O \u00d3dio Como Pol\u00edtica: A Reinven\u00e7\u00e3o das Direitas no Brasil (2018). Solano argumenta que a campanha foi marcada pela utiliza\u00e7\u00e3o massiva de redes sociais e pelo discurso conservador: \u201cAs redes sociais se tornaram o principal campo de batalha da campanha, onde temas como o combate ao comunismo e a defesa da fam\u00edlia tradicional foram centrais\u201d (SOLANO, 2018, p. 134).<br \/>\nTanto as for\u00e7as de esquerda quanto de direita est\u00e3o sob a vig\u00eancia de uma fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica. A participa\u00e7\u00e3o de militantes de esquerda pode ser compreendida a partir das teorias marxistas, que veem a pol\u00edtica como um campo de luta de classes. Karl Marx e Friedrich Engels, em &#8220;O Manifesto Comunista&#8221;, defendem que os trabalhadores devem se organizar politicamente para a supera\u00e7\u00e3o da sociedade capitalista. A milit\u00e2ncia busca a conscientiza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria, sendo uma pr\u00e1tica revolucion\u00e1ria em seu \u00e2mago.<br \/>\nIgualmente, a participa\u00e7\u00e3o de direita tamb\u00e9m est\u00e1 sob a \u00e9gide de uma teoria liberal que orienta essa pr\u00e1xis pol\u00edtica. Joseph Schumpeter, em sua obra &#8220;Capitalismo, Socialismo e Democracia&#8221;, argumenta que a pol\u00edtica democr\u00e1tica moderna \u00e9 marcada por uma competi\u00e7\u00e3o de elites, onde os eleitores escolhem representantes, e o papel do cabo eleitoral de direita se encaixaria nessa l\u00f3gica de apoio a candidatos que representam interesses econ\u00f4micos e sociais de uma classe espec\u00edfica, sem necessariamente envolver uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural do sistema.<br \/>\nA vis\u00e3o de Schumpeter sobre a pol\u00edtica democr\u00e1tica como uma competi\u00e7\u00e3o de elites \u00e9 descrita em Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942). Ele afirma que a pol\u00edtica moderna \u00e9 guiada pela escolha de representantes que competem por votos, refor\u00e7ando a l\u00f3gica eleitoral: \u201cA democracia \u00e9 o m\u00e9todo institucional pelo qual as elites s\u00e3o escolhidas pelos eleitores\u201d (SCHUMPETER, 1942, p. 269).<br \/>\nMax Weber, ao discutir o papel da domina\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica, tamb\u00e9m fundamenta essa l\u00f3gica de atua\u00e7\u00e3o organizada e voltada para o pragmatismo eleitoral da direita. A organiza\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica e tecnocr\u00e1tica das campanhas eleitorais de direita tamb\u00e9m \u00e9 tratada por Weber em Economia e Sociedade (1922), onde ele discute o papel das elites burocr\u00e1ticas na domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e no planejamento eleitoral: \u201cA burocracia moderna \u00e9 a forma mais eficiente de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, onde os cargos s\u00e3o preenchidos de acordo com regras racionais e t\u00e9cnicas\u201d (WEBER, 1922, p. 241).<br \/>\nNesse sentido, a milit\u00e2ncia de esquerda \u00e9 impulsionada por uma vis\u00e3o cr\u00edtica e transformadora da sociedade, organizada em torno de demandas coletivas e de base. J\u00e1 o cabo eleitoral de direita, historicamente, desempenha um papel mais burocr\u00e1tico, focado na manuten\u00e7\u00e3o da ordem social e econ\u00f4mica existente, atuando como um executor de estrat\u00e9gias eleitorais que priorizam a perpetua\u00e7\u00e3o das estruturas de poder dominantes.<br \/>\nA participa\u00e7\u00e3o de militantes de esquerda em lutas pol\u00edticas \u00e9 explicada por Marx e Engels em O Manifesto Comunista (1848), onde afirmam que os trabalhadores devem se organizar para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade capitalista: \u201cO proletariado, a classe dos trabalhadores assalariados, deve tomar a iniciativa de revolucionar a sociedade\u201d (MARX; ENGELS, 1848, p. 25).<br \/>\nRefer\u00eancias<br \/>\nBOURDIEU, Pierre. A Distin\u00e7\u00e3o: Cr\u00edtica Social do Julgamento. S\u00e3o Paulo: Zouk, 1979.<br \/>\nBURKE, Edmund. Reflections on the Revolution in France. London: J. Dodsley, 1790.<br \/>\nMARX, Karl; ENGELS, Friedrich. O Manifesto Comunista. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 1848.<br \/>\nREIS, Daniel Aar\u00e3o. Ditadura Militar, Esquerdas e Sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.<br \/>\nSCHUMPETER, Joseph. Capitalismo, Socialismo e Democracia. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1942.<br \/>\nSMITH, Adam. A Riqueza das Na\u00e7\u00f5es. S\u00e3o Paulo: Martins\u00a0Fontes,\u00a01776.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Herberson Sonkha Para entender o \u201ctapete vermelho\u201d do PT que tomou conta das principais ruas de Vit\u00f3ria da Conquista (21), \u00e9 preciso compreender o PT como uma organiza\u00e7\u00e3o de esquerda que ainda mobiliza atividades de rua como fen\u00f4meno de massas. 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