{"id":118009,"date":"2024-02-12T13:10:00","date_gmt":"2024-02-12T16:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=118009"},"modified":"2024-02-12T13:26:23","modified_gmt":"2024-02-12T16:26:23","slug":"quem-foi-o-almirante-negro-tema-da-paraiso-do-tuiuti-na-marques-de-sapucai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2024\/02\/12\/quem-foi-o-almirante-negro-tema-da-paraiso-do-tuiuti-na-marques-de-sapucai\/","title":{"rendered":"Quem foi o Almirante Negro, tema da Para\u00edso do Tuiuti na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jorge de Souza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na madrugada desta segunda-feira (12), a escola de samba Para\u00edso do Tuiuti leva para a Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed o tema &#8220;Gl\u00f3ria ao Almirante Negro&#8221;, que exp\u00f5e a vida e as injusti\u00e7as cometidas contra um simples marinheiro negro que, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, ousou desafiar o governo brasileiro, exigindo o fim dos castigos f\u00edsicos nos navios da Marinha de Guerra do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, quem foi o tal &#8220;Almirante Negro&#8221;, merecedor de tal homenagem? \u00c9 o que voc\u00ea vai ler aqui.<\/p>\n<p><strong>Contra as chicotadas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Velhos-marinheiros9.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-118012\" src=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Velhos-marinheiros9.png\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"204\" \/><\/a><\/p>\n<p>Imagem: Augusto Malta\/Acervo Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o in\u00edcio do S\u00e9culo 20, a Marinha do Brasil (naquela \u00e9poca chamada Marinha &#8220;de Guerra&#8221; do Brasil), ainda punia com castigos f\u00edsicos, quase sempre chicotadas, os marinheiros que, na vis\u00e3o de seus superiores, tivessem cometido falhas ou irregularidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oficialmente, a abomin\u00e1vel pr\u00e1tica havia sido extinta na corpora\u00e7\u00e3o em 1889 &#8211; 65 anos ap\u00f3s o uso de castigos corporais ter sido proibido na popula\u00e7\u00e3o em geral, pela Constitui\u00e7\u00e3o Imperial de 1824, e um ano ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, na pr\u00e1tica, a bordo dos navios ela persistiu, disfar\u00e7ada sob regras das &#8220;Companhias Correcionais&#8221;, decis\u00f5es arbitr\u00e1rias que davam aos oficiais o direito de aplicar puni\u00e7\u00f5es aos marinheiros de m\u00e1 conduta, &#8220;cujas falhas n\u00e3o fossem t\u00e3o severas a ponto de serem julgadas por um Conselho Militar&#8221; \u2014 pr\u00e1tica que havia sido herdada dos antigos portugueses<\/p>\n<p><strong>Tratados como escravizados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As puni\u00e7\u00f5es eram aplicadas nos conveses dos pr\u00f3prios navios, diante dos demais marinheiros, &#8220;para que servissem de li\u00e7\u00e3o e alerta&#8221; aos demais membros da tripula\u00e7\u00e3o \u2014 uma barbaridade que espelhava o tratamento dedicado aos escravizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquilo sempre incomodou muito um dos marinheiros mais especiais da corpora\u00e7\u00e3o: o jovem negro ga\u00facho Jo\u00e3o C\u00e2ndido Felisberto, que ingressara na Marinha aos 14 anos de idade, levado por um almirante amigo do patr\u00e3o de seus pais, que eram escravizados em uma fazenda no interior do Rio Grande do Sul (naquela \u00e9poca, a totalidade dos marinheiros e grumetes da Marinha do Brasil eram negros, pobres e igualmente tratados como escravos<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/revolta9.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-118011\" src=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/revolta9.png\" alt=\"\" width=\"302\" height=\"176\" \/><\/a><br \/>\nImagem: Acervo Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional<br \/>\n<strong>A semente a revolta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa Marinha, Jo\u00e3o C\u00e2ndido logo se destacou pela facilidade no aprendizado, e no talento natural para a vida no mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em pouco tempo, tornou-se um timoneiro confi\u00e1vel, e sua habilidade o levou a ser inclu\u00eddo na tripula\u00e7\u00e3o brasileira que, em 1906, foi enviada \u00e0 Inglaterra, para ser treinada nos dois mais novos \u2014 e poderosos \u2014 navios encomendados pelo governo brasileiro: os encoura\u00e7ados S\u00e3o Paulo e Minas Geraes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1, al\u00e9m de aprender a movimentar as duas grandes embarca\u00e7\u00f5es, o jovem timoneiro tomou conhecimento de dois fatos: a extin\u00e7\u00e3o das puni\u00e7\u00f5es na Marinha Inglesa, muitos anos antes,\u00a0 e o bem-sucedido motim no encoura\u00e7ado russo Potemkin, ocorrido um ano antes, contra o regime tir\u00e2nico dos oficiais daquele navio. E aquilo fez com que a semente da revolta brotasse dentro dele<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O castigo fez com que o acusado chegasse a desmaiar durante as chicotadas, mas, ainda assim, a puni\u00e7\u00e3o continuou &#8211; para total indigna\u00e7\u00e3o dos demais marinheiros, especialmente Jo\u00e3o C\u00e2ndido, que assistiu tudo calado. Mas revoltado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele dia, o carism\u00e1tico marinheiro \u2014 que j\u00e1 era uma esp\u00e9cie de l\u00edder entre os marujos, todos negros, justamente por se opor aos castigos f\u00edsicos &#8211; decidiu que, a exemplo do que j\u00e1 haviam feito ingleses e russos, era preciso p\u00f4r um ponto final naquela barb\u00e1rie tamb\u00e9m na Marinha do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o C\u00e2ndido, ent\u00e3o com 32 anos de idade, chamou alguns companheiros, que compartilhavam a mesma opini\u00e3o, e marcou para o dia seguinte, 22 de novembro de 1910 ((quando o Minas Geraes, acompanhado de outras embarca\u00e7\u00f5es, estaria na Ba\u00eda de Guanabara, no Rio de Janeiro, ent\u00e3o sede do governo brasileiro), a insurrei\u00e7\u00e3o contra os maus tratos nos navios da corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o C\u00e2ndido se op\u00f4s \u00e0s mortes, e assumiu o controle do motim. Em seguida, enviou uma mensagem ao governo brasileiro, na qual apresentava os motivos do levante, e mandou que seus companheiros nos demais navios participantes da a\u00e7\u00e3o (nada menos que quatro), apontassem seus canh\u00f5es para a cidade. E, como forma de press\u00e3o, autorizou um disparo de advert\u00eancia \u2014 que, no entanto, por acidente, atingiu uma casa e matou duas crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Nascia o &#8220;Almirante Negro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDurante quatro dias, a Capital Federal ficou sob a mira dos canh\u00f5es dos navios da pr\u00f3pria Marinha, mas agora comandados por Jo\u00e3o C\u00e2ndido \u2014 que, com a destreza de um bom timoneiro, e com o que aprendeu na Inglaterra<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">sobre as capacidades do Minas Geraes, manobrava com maestria o grande navio dentro da ba\u00eda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascia o &#8220;Almirante Negro&#8221;, como os jornais da \u00e9poca passaram a chamar o l\u00edder dos revoltosos \u2014 apelido que ficaria para sempre ligado ao seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acuado \u2014 e temeroso de que a aud\u00e1cia daqueles marinheiros levasse ao bombardeio da cidade \u2014, o governo descartou uma retalia\u00e7\u00e3o militar e optou por uma &#8220;alternativa diplom\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Almirante-negro9.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-118010\" src=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Almirante-negro9.png\" alt=\"\" width=\"291\" height=\"257\" \/><\/a><br \/>\nImagem: Correio da Manh\u00e3\/Biblioteca Nacional Digital\u2026 &#8211;<\/p>\n<div class=\"my-250-lg my-50-xs jupiter-ads\" data-v-7943547c=\"\" data-v-ced0282f=\"\">\n<section class=\"solar-ads main has-bg py-150\" data-v-69b4610d=\"\" data-v-7943547c=\"\">\n<div class=\"ads-content\" data-v-69b4610d=\"\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/8804\/uol\/nossa_18__container__\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio presidente Hermes da Fonseca negociou com Jo\u00e3o C\u00e2ndido o fim do levante \u2014 que entraria para a Hist\u00f3ria como a &#8220;Revolta das Chibatas&#8221; \u2014, aceitando banir os castigos f\u00edsicos nas institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, e dando anistia aos revoltosos. Mas n\u00e3o foi bem assim que aconteceu.<\/p>\n<p><strong>Tra\u00eddo pelo governo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTerminado o movimento, mais de 1.200 marinheiros foram expulsos da corpora\u00e7\u00e3o, e outros deles, presos \u2014 especialmente Jo\u00e3o C\u00e2ndido, um dos dois \u00fanicos que sobreviveu \u00e0s insalubres condi\u00e7\u00f5es do c\u00e1rcere privado em uma base da Marinha, na pr\u00f3pria Ba\u00eda de Guanabara, onde 16 companheiros seus morreram na mesma noite, v\u00edtimas de sufocamento pela cal viva usada para desinfetar as celas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, da solit\u00e1ria Jo\u00e3o C\u00e2ndido foi enviado para um hosp\u00edcio, sob a alega\u00e7\u00e3o ter enlouquecido. Quando conseguiu provar n\u00e3o estava maluco, veio outro golpe vingativo: foi mandado para julgamento, pelo levante contra o governo. Julgado, foi absolvido. Mas, em seguida, expulso da Marinha.<\/p>\n<p><strong>Terminou como pescador<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"container grid\" data-v-ced0282f=\"\">\n<aside class=\"col-custom col-lg-3\" data-v-ced0282f=\"\"><\/aside>\n<div class=\"central-column col-lg-6\" data-v-ced0282f=\"\">\n<div class=\"jupiter-paragraph-fragment\" data-v-8b71c5e9=\"\" data-v-ced0282f=\"\">\n<figure class=\"embed-wrapper solar-photo-content embed embed-vertical mt-0\" style=\"text-align: justify;\" data-v-ed79f3d8=\"\" data-v-38ed66e8=\"\" data-v-8b71c5e9=\"\">\n<figure class=\"solar-responsive-image m-0 responsive-image pb-100\" data-v-435ecf33=\"\" data-v-ed79f3d8=\"\"><picture class=\"photo-image\" data-v-435ecf33=\"\"><source srcset=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/3f\/2024\/02\/09\/historias-do-mar---almirante-negro-1707512898444_v2_450x600.png.webp\" type=\"image\/webp\" media=\"(min-width: 1px)\" data-v-435ecf33=\"\" \/><source srcset=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/3f\/2024\/02\/09\/historias-do-mar---almirante-negro-1707512898444_v2_450x600.png\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(min-width: 1px)\" data-v-435ecf33=\"\" \/><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/3f\/2024\/02\/09\/historias-do-mar---almirante-negro-1707512898444_v2_450x600.png\" alt=\"Imagem\" width=\"450\" height=\"600\" data-v-435ecf33=\"\" \/><\/picture><\/figure><figcaption class=\"solar-caption regular-subtext\" data-v-ae23f012=\"\" data-v-ed79f3d8=\"\"><span data-v-ae23f012=\"\">Imagem: Arquivo Edmar Morel\/Biblioteca Nacional<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim foi at\u00e9 sua morte, em 6 de dezembro de 1969, aos 89 anos, de c\u00e2ncer no intestino, quando o &#8220;Almirante Negro&#8221; j\u00e1 havia sido homenageado at\u00e9 com letra de m\u00fasica: o sucesso &#8220;Mestre-Sala dos Mares, de Aldir Blanc e Jo\u00e3o Bosco, imortalizado na voz de Elis Regina, na d\u00e9cada de 1970 \u2014 que, ainda assim, tamb\u00e9m por press\u00e3o dos militares, sofreu altera\u00e7\u00f5es nas express\u00f5es originais &#8220;marinheiro&#8221; (que virou &#8220;feiticeiro&#8221;), &#8220;negros&#8221; (que deu lugar a &#8220;santos&#8221;) e sobretudo &#8220;almirante&#8221; (que foi trocado por &#8220;navegante&#8221;).<\/p>\n<figure class=\"embed-wrapper solar-photo-content row-type embed embed-horizontal\" data-v-ed79f3d8=\"\" data-v-38ed66e8=\"\" data-v-8b71c5e9=\"\">\n<figure class=\"solar-responsive-image m-0 responsive-image pb-100\" style=\"text-align: justify;\" data-v-435ecf33=\"\" data-v-ed79f3d8=\"\"><picture class=\"photo-image\" data-v-435ecf33=\"\"><source srcset=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/e6\/2024\/02\/09\/historias-do-mar---almirante-negro-1707512897175_v2_750x1.jpg.webp\" type=\"image\/webp\" media=\"(min-width: 1px)\" data-v-435ecf33=\"\" \/><source srcset=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/e6\/2024\/02\/09\/historias-do-mar---almirante-negro-1707512897175_v2_750x1.jpg\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(min-width: 1px)\" data-v-435ecf33=\"\" \/><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/e6\/2024\/02\/09\/historias-do-mar---almirante-negro-1707512897175_v2_750x1.jpg\" alt=\"Imagem\" width=\"750\" height=\"100%\" data-v-435ecf33=\"\" \/><\/picture><\/figure><figcaption class=\"solar-caption regular-subtext\" data-v-ae23f012=\"\" data-v-ed79f3d8=\"\"><span data-v-ae23f012=\"\">Imagem: Arquivo Nacional<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Perseguido at\u00e9 hoje<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA persegui\u00e7\u00e3o da Marinha (que, at\u00e9 hoje, se refere ao movimento como a &#8220;Revolta dos Marinheiros&#8221;, e n\u00e3o &#8220;da Chibata&#8221;) persistiu mesmo ap\u00f3s a morte de Jo\u00e3o C\u00e2ndido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2021, ap\u00f3s o Senado brasileiro ter concedido anistia\u00a0<em>post mortem\u00a0<\/em>a ele e demais marinheiros participantes da revolta de 111 anos antes (o que desagradou em cheio os militares), a corpora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se op\u00f4s \u00e0 proposta de que o nome do l\u00edder dos revoltosos fosse inclu\u00eddo na lista dos &#8220;Her\u00f3is da P\u00e1tria&#8221;, como um &#8220;s\u00edmbolo da luta antirracista&#8221;. E, mais uma vez, n\u00e3o conseguiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, al\u00e9m de batizar um grande navio petroleiro brasileiro, e de ter virado est\u00e1tua em um dos principais pontos da cidade do Rio de Janeiro \u2014 n\u00e3o por acaso, bem diante do pal\u00e1cio onde a Princesa Isabel assinou a lei que aboliu a escravid\u00e3o no Brasil, em 1888 \u2014, a vida do marinheiro que entrou para a Hist\u00f3ria por sua bravura e senso de justi\u00e7a, j\u00e1 foi retratada em tr\u00eas filmes, e virou enredo de escola de samba em meia d\u00fazia de oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00faltima delas ser\u00e1 em algumas horas no desfile da Para\u00edso do Tuiuti na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed.<br \/>\nE o povo deve aplaudir de p\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge de Souza Na madrugada desta segunda-feira (12), a escola de samba Para\u00edso do Tuiuti leva para a Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed o tema &#8220;Gl\u00f3ria ao Almirante Negro&#8221;, que exp\u00f5e a vida e as injusti\u00e7as cometidas contra um simples marinheiro negro que, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, ousou desafiar o governo brasileiro, exigindo o fim dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118013,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[113,105],"tags":[3519,3520,3518,3521],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118009"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118009"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118009\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":118017,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118009\/revisions\/118017"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}