{"id":116296,"date":"2023-10-05T00:06:05","date_gmt":"2023-10-05T03:06:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=116296"},"modified":"2023-10-04T18:11:20","modified_gmt":"2023-10-04T21:11:20","slug":"argentina-produtores-de-leite-recebem-o-menor-preco-do-mundo-por-sua-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2023\/10\/05\/argentina-produtores-de-leite-recebem-o-menor-preco-do-mundo-por-sua-producao\/","title":{"rendered":"Argentina: produtores de leite recebem o menor pre\u00e7o do mundo por sua produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Durante sua visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ExpoSuipacha 2022, na cidade de Buenos Aires, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Nicol\u00e1s Pino, apresentou os dados de um relat\u00f3rio feito pela entidade segundo o qual &#8220;<strong>o produtor de leite argentino recebe hoje o pre\u00e7o mais baixo do mundo e \u00e9 4% menor do que h\u00e1 um ano&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, e com dados do primeiro trimestre deste ano e medidos em d\u00f3lares, o pre\u00e7o recebido na Argentina pelos produtores de leite por litro de leite foi de US$ 0,38, enquanto no Brasil o pre\u00e7o atingiu US$ 0,41, no Uruguai, US$ 0,42, na Nova Zel\u00e2ndia, US$ 0,51 e nos Estados Unidos, US$ 0,55.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, a pesquisa destacou que em um contexto inflacion\u00e1rio e com um acordo de pre\u00e7os vigente, os valores ao consumidor de abril perdem em termos reais. Al\u00e9m disso, os\u00a0<strong>custos de produ\u00e7\u00e3o locais cresceram a uma taxa superior \u00e0 receita<\/strong>, principalmente devido \u00e0 tend\u00eancia de alta das commodities internacionais nos \u00faltimos meses, como resultado do ataque da R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 muito falamos da necessidade de trabalhar com uma agenda de quest\u00f5es que ordenem o setor, para que n\u00e3o haja distor\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os e planejar adequadamente as diferentes situa\u00e7\u00f5es, tanto da conjuntura quanto dos problemas estruturais, que amea\u00e7am contra o crescimento\u201d, comentou Nicol\u00e1s Pino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E acrescentou: \u201cA lenta resposta da demanda local incentiva as empresas a\u00a0<strong>fortalecer a produ\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o,\u00a0<\/strong>com um pre\u00e7o internacional que caiu 17% no \u00faltimo m\u00eas. N\u00e3o esque\u00e7amos tamb\u00e9m os efeitos da estiagem do in\u00edcio do ano que condicionou as reservas, como \u00e9 o caso do milho que teve que ser cortado com menor qualidade e rendimento, fazendo com que o produtor incorresse em mais gastos com alimenta\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o dirigente sustentou que com uma condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica mais favor\u00e1vel, a\u00a0<strong>produ\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos aumentou 1,6% no primeiro trimestre do ano<\/strong>, deixando para tr\u00e1s um momento complexo ocorrido em janeiro passado com a forte estiagem e altas temperaturas que atingiram o setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o Ministro do Desenvolvimento Agr\u00e1rio da prov\u00edncia de Buenos Aires, Javier Rodr\u00edguez, comentou que, embora atualmente \u201cexistam dificuldades, o panorama \u00e9 diferente de anos atr\u00e1s\u201d. Nesse sentido, sustentou que a produ\u00e7\u00e3o leiteira \u201cconseguiu inverter a tend\u00eancia negativa entre 2015 e 2019, onde caiu 14% e teve mais de 500 fazendas leiteiras fechadas. Em 2020 e 2021 crescemos e em 2020 as proje\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m nos posicionam em um cen\u00e1rio de aumento, que no acumulado fica entre 12 e 14%\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Oeste de Buenos Aires<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, os produtores de leite do oeste de Buenos Aires expressaram sua\u00a0<strong>preocupa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o tensa que a produ\u00e7\u00e3o de leite deve enfrentar<\/strong>\u00a0devido \u00e0 &#8220;m\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas e altos custos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a\u00a0<strong>produ\u00e7\u00e3o de leite tenha crescido 2,5% com rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior em mar\u00e7o de 2022<\/strong>, os efeitos da crise internacional, somados a fatores internos que colocam os balan\u00e7os dos produtores no vermelho, tiveram um impacto total na ind\u00fastria de latic\u00ednios no in\u00edcio de ano, j\u00e1 que a produ\u00e7\u00e3o caiu 6% no m\u00eas contra fevereiro de 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a C\u00e2mara de Produtores de Leite do Oeste da Prov\u00edncia de Buenos Aires (Carolecoba), ficou claro as\u00a0<strong>diferen\u00e7as de impacto do cen\u00e1rio atual proposto pelo neg\u00f3cio de latic\u00ednios<\/strong>. As fazendas leiteiras com maior escala, com maiores desvios e volume de vendas, al\u00e9m de obter melhores pre\u00e7os de mercado, conseguem manter uma tend\u00eancia de crescimento dentro de suas estruturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a situa\u00e7\u00e3o de crise continuar, com aumentos cont\u00ednuos nos valores dos principais insumos como gr\u00e3os e alimentos, surgem d\u00favidas de\u00a0<strong>como os pequenos e m\u00e9dios estabelecimentos produtores de leite v\u00e3o lidar com isso.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Caprolecoba, &#8220;ao contr\u00e1rio do que poder\u00edamos supor com base nas m\u00e1s rela\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os e altos custos das fazendas leiteiras nos dias de hoje, o\u00a0<strong>primeiro trimestre de 2022 apresentou uma produ\u00e7\u00e3o 1,6% superior a 2021<\/strong>. Enquanto em mar\u00e7o de 2022 apresentou um aumento de 2,5% em rela\u00e7\u00e3o no mesmo m\u00eas de 2021\u2033. O impacto do aumento de custos foi totalmente sentido no neg\u00f3cio de produ\u00e7\u00e3o de leite, al\u00e9m de outras quest\u00f5es relacionadas ao clima, j\u00e1 que na compara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 2022 com fevereiro anterior, a produ\u00e7\u00e3o de leite nas fazendas leiteiras apresentou queda de 6% , conforme informado pela entidade de Buenos Aires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao neg\u00f3cio de l\u00e1cteos, essa situa\u00e7\u00e3o foi avaliada ap\u00f3s ter uma\u00a0<strong>infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 6,7% em mar\u00e7o passado,<\/strong>\u00a0e com um pre\u00e7o do d\u00f3lar que subiu quase 3%. Da mesma forma, os valores do leite pagos pela ind\u00fastria apresentaram aumento m\u00e9dio de 7,3% no terceiro m\u00eas do ano. Em mar\u00e7o passado, de acordo com o Sistema Integrado de Gesti\u00f3n de la Lecher\u00eda Argentina (SIGLEA), as pequenas propriedades leiteiras receberam 39,30 pesos (US$ 0,34) por litro pelo leite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agrositio.com.ar\/noticia\/222818-los-tamberos-argentinos-reciben-el-precio-mas-bajo-del-mundo-por-su-produccion\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Agrositio<\/a>, traduzida e adaptadas pela equipe MilkPoint<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante sua visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ExpoSuipacha 2022, na cidade de Buenos Aires, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Nicol\u00e1s Pino, apresentou os dados de um relat\u00f3rio feito pela entidade segundo o qual &#8220;o produtor de leite argentino recebe hoje o pre\u00e7o mais baixo do mundo e \u00e9 4% menor do que h\u00e1 um ano&#8221;. 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