{"id":115020,"date":"2023-07-25T04:37:13","date_gmt":"2023-07-25T07:37:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=115020"},"modified":"2023-07-25T04:37:13","modified_gmt":"2023-07-25T07:37:13","slug":"do-recuo-do-porteiro-do-vivendas-aos-tiros-em-lessa-suel-e-macale-perguntas-sem-respostas-no-caso-marielle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2023\/07\/25\/do-recuo-do-porteiro-do-vivendas-aos-tiros-em-lessa-suel-e-macale-perguntas-sem-respostas-no-caso-marielle\/","title":{"rendered":"Do recuo do porteiro do Vivendas aos tiros em Lessa, Suel e Macal\u00e9: perguntas sem respostas no caso Marielle"},"content":{"rendered":"<h3><a href=\"https:\/\/www.brasil247.com\/authors\/joaquim-de-carvalho\">Joaquim de Carvalho<\/a><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colunista do 247, foi subeditor de Veja e rep\u00f3rter do Jornal Nacional, entre outros ve\u00edculos. Ganhou os pr\u00eamios Esso (equipe, 1992), Vladimir Herzog e Jornalismo Social (revista Imprensa). E-mail:\u00a0joaquim@brasil247.com.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apenas o anexo 2 do acordo de dela\u00e7\u00e3o de \u00c9lcio Queiroz foi liberado e este n\u00e3o d\u00e1 as respostas essenciais ao crime de 14 de mar\u00e7o de 2018<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas principais envolvidos na execu\u00e7\u00e3o de Marielle Franco e Anderson Gomes sofreram atentados depois do crime. Um deles, Edmilson Oliveira da Silva, o Macal\u00e9, morreu. Esses eventos s\u00e3o ind\u00edcios de que houve um plano de queima de arquivo. Elcio Queiroz, que foi o motorista do PM reformado Ronnie Lessa, n\u00e3o sofreu atentado, mas, pelo que mostra a investiga\u00e7\u00e3o e a sua dela\u00e7\u00e3o, ele n\u00e3o teve papel central na trama homicida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ex-policial do Bope Ronnie Lessa e o bombeiro Maxwell Sim\u00f5es Correa, o Suel, receberam tiros em 27 de abril de 2018, um m\u00eas e meio depois do assassinato de Marielle. O autor dos disparos foi Alessandro Carvalho Neves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O inqu\u00e9rito policial e a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico classificaram o crime como latroc\u00ednio tentado, e Alessandro recebeu pena de 13 anos e quatro meses de reclus\u00e3o. O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro considerou que Alessandro atirou em Ronnie e Maxwell para roubar um rel\u00f3gio que estava no pulso de Ronnie.<\/p>\n<p>Chamou a aten\u00e7\u00e3o do juiz Roberto Camara Lace Brand\u00e3o a n\u00edtida inten\u00e7\u00e3o de Alessandro de matar os dois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Trata-se de crime patrimonial, com emprego de viol\u00eancia real praticada contra as v\u00edtimas Ronnie (alvo da rapina) e Maxwell (que tentou resguardar o patrim\u00f4nio visado, agindo em leg\u00edtima defesa de terceiro), sendo ineg\u00e1vel o dolo de matar, visto que pesco\u00e7o (\u00e1rea do corpo na qual Ronnie foi atingido) e t\u00f3rax (\u00e1rea do corpo na qual Maxwell foi atingido, por duas vezes) s\u00e3o pontos vitais. O evento morte n\u00e3o ocorreu, por circunst\u00e2ncias alheias \u00e0 vontade do autor dos fatos, ou seja, o pronto e eficaz atendimento m\u00e9dico ao qual as v\u00edtimas foram submetidas. O evento se adequa, assim, \u00e0 figura de um duplo latroc\u00ednio tentado, praticado mediante uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o, em concurso formal de crimes homog\u00eaneos&#8221;, diz a senten\u00e7a assinada pelo magistrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca, Ronnie n\u00e3o era investigado pelo assassinato, e o crime, por n\u00e3o ter v\u00edtimas fatais, nem sequer foi noticiado. A vers\u00e3o que consta no boletim de ocorr\u00eancia \u00e9 que Lessa estacionou o carro em frente ao restaurante Varandas, na Avenida do Pep\u00ea, 52, Barra da Tijuca, e quando desceu foi abordado por Alessandro, que estava armado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo essa vers\u00e3o, enquanto Lessa entregava o rel\u00f3gio de ouro, Maxwell chegou em outro carro, e sacou a arma, para que o ladr\u00e3o se rendesse. Foi quando Alessandro atirou no pesco\u00e7o de Lessa e deu dois tiros em Maxwell, ambos no t\u00f3rax. Maxwell revidou e acertou as costas de Alessandro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo ferido, o ladr\u00e3o conseguiu fugir em uma moto que tinha estacionado ali perto, mas acabou se internando no hospital Miguel Couto, onde duas testemunhas o reconheceram como autor dos tiros na Barra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m que Alessandro n\u00e3o morava no Rio. Ele era de Tabo\u00e3o da Serra, na Grande S\u00e3o Paulo, onde tinha passagem por roubo. Teria ido ao Rio de Janeiro para roubar? Ou foi contratado para executar os principais envolvidos no caso Marielle? Quando compareceu \u00e0 Justi\u00e7a para prestar depoimento, Alessandro ficou em sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o de 2019, quando Lessa foi apresentado como um dos autores do assassinato de Marielle, a Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro j\u00e1 tinha a informa\u00e7\u00e3o do tiroteio em frente ao restaurante Varandas, mas descartou a hip\u00f3tese de queima de arquivo. Prevaleceu a vers\u00e3o do latroc\u00ednio tentado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro de 2021, o policial militar reformado Edmilson Oliveira da Silva, o Macal\u00e9, que era ligado \u00e0 Lessa, foi assassinado na avenida Santa Cruz, em Bangu, quando caminhava em dire\u00e7\u00e3o a seu carro, uma BMW, com duas gaiolas. Um autom\u00f3vel parou, a porta de tr\u00e1s se abriu e uma pessoa fez v\u00e1rios disparos. Edmilson morreu no local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso chegou \u00e0s p\u00e1ginas policiais e houve men\u00e7\u00e3o de que Edmilson teria liga\u00e7\u00e3o com Lessa, que na \u00e9poca j\u00e1 estava em pres\u00eddio de seguran\u00e7a m\u00e1xima. Mas n\u00e3o se cogitou de seu envolvimento no caso Marielle. Edmilson tinha sido citado no relat\u00f3rio da CPI das Mil\u00edcias elaborado em 2008 pelo ent\u00e3o deputado estadual Marcelo Freixo, que era do PSOL e hoje est\u00e1 no PT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No relat\u00f3rio, ele apareceu como um dos chefes da mil\u00edcia no Campinho-Comunidade do Fub\u00e1 e Pedra Rachada, no bairro de Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio de Janeiro. O relat\u00f3rio registrou a influ\u00eancia pol\u00edtica que era exercida na regi\u00e3o pelo deputado Domingos Braz\u00e3o e pelo vereador Chiquinho Braz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2012, Edmilson foi preso no inqu\u00e9rito que apurou o assassinato do jovem Michael do Nascimento Lannes Ramos, de 19 anos. Na investiga\u00e7\u00e3o, os investigadores descobriram que Edmilson tinha patrim\u00f4nio incompat\u00edvel com a renda, provavelmente fruto da corrup\u00e7\u00e3o e das atividades milicianas. O PM voltou \u00e0s ruas e, em 2017, segundo a dela\u00e7\u00e3o de \u00c9lcio, participou das articula\u00e7\u00f5es do assassinato de Marielle.Segundo o depoimento de Elcio Queiroz, foi Edmilson quem intermediou a contrata\u00e7\u00e3o de Ronnie Lessa para assassinar Marielle. &#8220;Sim, da vigil\u00e2ncia, o Edimilson Macal\u00e9 esteve presente em todas, inclusive foi atrav\u00e9s do Edmilson que trouxe, vamos dizer, esse trabalho para eles. Essa miss\u00e3o para eles foi atrav\u00e9s do Macal\u00e9, que chegou at\u00e9 o Ronnie&#8221;, afirmou \u00c9lcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os trechos da dela\u00e7\u00e3o divulgados at\u00e9 agora s\u00e3o do anexo 2 do acordo de \u00c9lcio. Todos os outros anexos s\u00e3o mantidos em sigilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ponto da investiga\u00e7\u00e3o que se tornou p\u00fablico em 2019, quando \u00c9lcio negava a participa\u00e7\u00e3o dele e de Ronnie Lessa nos assassinatos de Marielle e Anderson, precisa de esclarecimentos cabais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num primeiro depoimento, o porteiro do condom\u00ednio Vivendas da Barra Alberto Jorge Mateus declarou que \u00c9lcio, ao se apresentar na portaria para encontrar Ronnie Lessa, no dia do crime, informou que iria \u00e0 casa de n\u00famero 58, que \u00e9 de Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O porteiro afirmou ainda que interfonou para o dono da casa e foi atendido pelo &#8220;seu Jair&#8221;. Um dos delegados que ouviram o porteiro foi Ant\u00f4nio Ricardo Lima Nunes. No final do ano passado, no podcast &#8220;Fala, Glauber&#8221;, Ant\u00f4nio Ricardo recordou o epis\u00f3dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O porteiro, a gente interrogou ele, a gente conversou com ele, ele foi categ\u00f3rico em afirmar aquilo. S\u00f3 que tomou uma dimens\u00e3o que n\u00e3o d\u00e1 mais para voltar atr\u00e1s&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ant\u00f4nio Ricardo Lima Nunes disse que tentou manter a informa\u00e7\u00e3o sob sigilo enquanto fazia outras investiga\u00e7\u00f5es, mas foi surpreendido quando a not\u00edcia saiu na TV Globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00f3s mantivemos aquela informa\u00e7\u00e3o sob sigilo total porque n\u00f3s sab\u00edamos da gravidade da situa\u00e7\u00e3o, do problema. E depois, quando saiu na imprensa, n\u00f3s vimos ali que tudo o que aconteceu depois foi muito ruim&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca ministro da Justi\u00e7a, Sergio Moro representou ao procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, pela abertura de um inqu\u00e9rito contra o porteiro com base na Lei de Seguran\u00e7a Nacional. Ouvido pela Pol\u00edcia Federal, o porteiro recuou da declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Wilson Witzel, que era governador na \u00e9poca, houve coa\u00e7\u00e3o de testemunha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO ministro Moro, logo ap\u00f3s o porteiro, uma pessoa simples, prestar depoimento \u00e0 Pol\u00edcia Civil, logo depois o ministro Moro, de forma criminosa, lamentavelmente, requisita um inqu\u00e9rito para investigar crime de Seguran\u00e7a Nacional porque o porteiro prestou um depoimento para dizer que o executor da Marielle teria chegado no condom\u00ednio e mencionado o nome do presidente\u201d, afirmou Witzel na CPI da Covid, onde ele e Bolsonaro eram investigados, mas por outra raz\u00e3o: a m\u00e1 gest\u00e3o durante a pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O delegado Ant\u00f4nio Ricardo garantiu, no mesmo podcast, que Witzel n\u00e3o interferiu no inqu\u00e9rito. &#8220;Surgiu ali um ti-ti-ti de que o ex-governador tinha determinado de que fosse feito dessa forma. E n\u00e3o tinha nada&#8221;, disse ele ao policial penal federal Glauber Mendon\u00e7a, que apresenta o podcast.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Uma coisa que foi muito boa na gest\u00e3o do ex-governador, e ele teve l\u00e1 os seus problemas, mas ele nunca interferiu na nossa atividade policial. N\u00e3o falou: faz isso ou faz aquilo. S\u00f3 que a gente \u2013 ele estava falando anteriormente \u2013, no inqu\u00e9rito busca a verdade real. O que \u00e9 a verdade real? \u00c9 o mais pr\u00f3ximo do que aconteceu naquele fato. Ent\u00e3o, se uma pessoa presta um depoimento, como \u00e9 que voc\u00ea vai desconsiderar aquilo? N\u00e3o tinha como desconsiderar&#8221;, prosseguiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bolsonaro se defendeu do depoimento do porteiro publicamente, sem prestar depoimento. Ele disse que n\u00e3o estava no Rio de Janeiro naquele dia, mas em Bras\u00edlia, onde exercia o mandato de deputado federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso deveria ter sido investigado, mas, depois que Moro amea\u00e7ou o porteiro com a Lei de Seguran\u00e7a Nacional, houve recuo e a pista foi descartada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00ednimo que se espera agora \u00e9 que os novos investigadores, que negociaram a dela\u00e7\u00e3o premiada com \u00c9lcio Queiroz, tenham feito as perguntas corretas sobre o primeiro depoimento do porteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E mais importante, tenham perguntado a raz\u00e3o pela qual, em 14 de mar\u00e7o, horas antes do assassinato de Marielle, o porteiro escreveu no livro do condom\u00ednio que a entrada de \u00c9lcio no Vivendas da Barra tinha sido autorizada pelo &#8220;seu Jair&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele dia, Elcio saiu do condom\u00ednio com Ronnie Lessa, e o destino era tirar a vida de uma mulher que se destacava pela combatividade na pol\u00edtica. \u00a0Quem mandou matar Marielle?<\/p>\n<div class=\"embed-block\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tcrWO5xasn8\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joaquim de Carvalho Colunista do 247, foi subeditor de Veja e rep\u00f3rter do Jornal Nacional, entre outros ve\u00edculos. 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