{"id":114918,"date":"2023-07-17T12:45:58","date_gmt":"2023-07-17T15:45:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=114918"},"modified":"2023-07-17T12:45:58","modified_gmt":"2023-07-17T15:45:58","slug":"uesb-utiliza-contacao-de-historias-para-valorizar-identidade-afro-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2023\/07\/17\/uesb-utiliza-contacao-de-historias-para-valorizar-identidade-afro-brasileira\/","title":{"rendered":"Uesb utiliza conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias para valorizar identidade afro-brasileira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A escola \u00e9 um espa\u00e7o educativo e que, tamb\u00e9m, desempenha papel formativo. Nesse sentido, a literatura infantil pode ser utilizada para valoriza\u00e7\u00e3o da cultura, identidade e beleza afro-brasileira, por exemplo. Nessa perspectiva, \u00e9 que atua o projeto de extens\u00e3o \u201cContando Africanidades\u201d, coordenado pela professora Let\u00edcia Azevedo, vinculada ao Departamento de Ci\u00eancias Humanas Educa\u00e7\u00e3o e Linguagem (Dchel), campus de Itapetinga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto realiza sess\u00f5es de conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias em institui\u00e7\u00f5es de ensino, utilizando a literatura infantil para valorizar as matrizes culturais e \u00e9tnicas brasileiras. De acordo com Azevedo, a proposta surgiu de um desejo de inf\u00e2ncia de se sentir representada na literatura. \u201cA minha inf\u00e2ncia foi marcada pela invisibilidade dentro da literatura escolar, do meu corpo enquanto representante de um povo negligenciado historicamente, do meu povo negro, da minha negritude. Eu n\u00e3o conseguia me ver na literatura, dentro do espa\u00e7o escolar\u201d, comentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora conta que foi no \u00d3rg\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnicas (Odeere) da Uesb, na \u00e9poca em que ainda era estudante, onde teve contato com literaturas que ressaltam a cultura africana e seus valores. \u201cFoi l\u00e1 que eu tive contato com a primeira hist\u00f3ria, \u2018As tran\u00e7as de Bintou\u2019, e me recordo que tomei posse dessa hist\u00f3ria e trouxe para o \u2018Contando\u2019. Eu me encantei\u201d, relembrou.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de atender as institui\u00e7\u00f5es de ensino p\u00fablico e privado, bem como entidades civis do munic\u00edpio de Itapetinga, atualmente, o projeto ampliou sua atua\u00e7\u00e3o e atende convites de espa\u00e7os educativos de toda regi\u00e3o, abrangendo tamb\u00e9m a zona rural. Assim, a iniciativa tem levado \u201cessa hist\u00f3ria de reconhecimento para que esse aluno negro, que tenha essa ancestralidade, se reconhe\u00e7a na literatura, que veja, atrav\u00e9s das sess\u00f5es, a import\u00e2ncia de se enxergar, de ter esse pertencimento\u201d, sublinhou.<\/h4>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A\u00e7\u00f5es do projeto \u2013<\/strong>\u00a0Um dos frutos do projeto foi a realiza\u00e7\u00e3o do \u201c1\u00ba Semin\u00e1rio Contando Africanidades: saberes invisibilizados no M\u00e9dio Sudoeste baiano\u201d, realizado entre os dias 11 e 12 de julho, em Itapetinga. A a\u00e7\u00e3o teve como um dos objetivos promover espa\u00e7os formativos, por meio de confer\u00eancias e oficinas. A proposta foi contribuir para a reflex\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais na literatura infantojuvenil escolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poliana Reijane Sousa, professora da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica no munic\u00edpio de Anag\u00e9, atua na coordena\u00e7\u00e3o dos anos finais de uma escola que atende estudantes quilombolas e do\/no campo. Para ela, o Semin\u00e1rio \u00e9 essencial para pensar a decoloniza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo escolar, entendendo a responsabilidade de debater e descontruir muitas pr\u00e1ticas. \u201cA gente precisa renovar esse pensamento, esse olhar, e mudar as nossas pr\u00e1ticas; pensar em curr\u00edculos n\u00e3o t\u00e3o urbanoc\u00eantricos, euroc\u00eantricos, curr\u00edculos que atendam, justamente, essa diversidade. \u00c9 o que o projeto vem trazer\u201d, pontuou Sousa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manuel Neto, assessor especial para Assuntos Educacionais da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Itapetinga, igualmente, destacou a import\u00e2ncia do projeto para a transforma\u00e7\u00e3o social. \u201cNo momento em que fomos procurados pela professora Let\u00edcia, para que pud\u00e9ssemos apoiar esse projeto bel\u00edssimo, n\u00e3o pensamos duas vezes. Entendemos o tanto que \u00e9 importante formar nossos profissionais que atuam na educa\u00e7\u00e3o para poder discutir, inclusive, em sala de aula, esse tema que \u00e9 t\u00e3o importante. Ent\u00e3o, a gente ter uma comunidade voltada e pronta para combater o racismo \u00e9 mais que necess\u00e1rio e urgente\u201d, avaliou Neto.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escola \u00e9 um espa\u00e7o educativo e que, tamb\u00e9m, desempenha papel formativo. Nesse sentido, a literatura infantil pode ser utilizada para valoriza\u00e7\u00e3o da cultura, identidade e beleza afro-brasileira, por exemplo. 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