{"id":112653,"date":"2023-01-27T12:26:15","date_gmt":"2023-01-27T15:26:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=112653"},"modified":"2023-01-27T12:26:15","modified_gmt":"2023-01-27T15:26:15","slug":"militares-do-exercito-tinham-grupo-de-whatsapp-com-garimpeiros-para-avisar-sobre-acoes-no-territorio-yanomami","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2023\/01\/27\/militares-do-exercito-tinham-grupo-de-whatsapp-com-garimpeiros-para-avisar-sobre-acoes-no-territorio-yanomami\/","title":{"rendered":"Militares do Ex\u00e9rcito tinham grupo de WhatsApp com garimpeiros para avisar sobre a\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio Yanomami"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-content--autor\">\n<div class=\"el-autor\">\n<div>\n<header class=\"main-article--header\">\n<h4 class=\"bajada\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Relat\u00f3rios mostram a ina\u00e7\u00e3o de Marcelo Xavier, al\u00e7ado ao comando da Funai por Sergio Moro, e o conluio de militares da regi\u00e3o. Em 1992, Bolsonaro apresentou decreto para impedir a demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio Yanomami.<\/strong><\/h4>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"margen-top1\"><\/div>\n<div>\n<div class=\"main-article--body\"><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"foto-autor\" style=\"text-align: justify;\"><a class=\"nota-link-autor\" title=\"Ir al perfil de Plinio Teodoro\" href=\"https:\/\/revistaforum.com.br\/autor\/plinioteodoro.html\"><img class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/revistaforum.com.br\/u\/aps\/noticias\/fotografias\/autor-213_m.jpg\" alt=\"Plinio Teodoro\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"nombre-autor\" style=\"text-align: justify;\"><a class=\"nota-link-autor\" title=\"Ir al perfil de  Plinio Teodoro\" href=\"https:\/\/revistaforum.com.br\/autor\/plinioteodoro.html\">Por\u00a0<span class=\"post-author-name change-utf\">Plinio Teodoro<\/span><\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"share-group\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article-content--cuerpo\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O conluio de parte signinficativa do Ex\u00e9rcito com o projeto predat\u00f3rio de Jair Bolsonaro (PL) se estendeu ao territ\u00f3rio Yanomami, onde centenas de crian\u00e7as morreram e muitas est\u00e3o sendo resgatadas para tratamento m\u00e9dico diante das ina\u00e7\u00f5es do ex-governo para promover um genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Dois relat\u00f3rios preliminares de intelig\u00eancia da Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (FUNAI) feitos em 2019 &#8211; e divulgados nesta quinta-feira (26) pela Folha de S.Paulo &#8211; revelam que militares do S\u00e9timo Batalh\u00e3o de Infantaria da Selva (BIS), do Ex\u00e9rcito, estavam em um grupo de Whatsapp com garimpeiros para avisar sobre a\u00e7\u00f5es que seriam desencadeadas na regi\u00e3o Yanomami.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parentes de garimpeiros, os militares do batalh\u00e3o do Ex\u00e9rcito chegaram a flagrar tr\u00e1fico de ouro, crack, pasta base de coca\u00edna e armas, que teriam sido liberadas, sem a abertura de nenhum inqu\u00e9rito pra aprofundar as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os relat\u00f3rios ainda mostram a atua\u00e7\u00e3o de integrantes da fac\u00e7\u00e3o criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC, no territ\u00f3rio Yanomami, atuando com tr\u00e1fico de drogas e transporte de minerais retirados ilegamente da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Folha, relatos de ind\u00edgenas e garimpeiros listam nomes, patentes e at\u00e9 o n\u00famero de telefone celulgar dos militares que recebiam propina para avisar sobre as a\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;[Meu chefe] possui diversos militares comprados que trabalham como informantes. [Eles] permanecem passando informa\u00e7\u00f5es das opera\u00e7\u00f5es para ele, oriundas de Manaus&#8221;, diz um dos depoimentos, que aponta a atua\u00e7\u00e3o de um terceiro sargento do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro depoimento, h\u00e1 o relato de que um homem separa dez gramas de ouro por m\u00eas para pagar &#8220;militares que entregam informa\u00e7\u00f5es sobre as opera\u00e7\u00f5es&#8221; e avisam &#8220;quando [os soldados] entram [na TI] e quando saem, e como entram e quantos s\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os relatos s\u00e3o de julho e agosto de 2019, quando o delegado da Pol\u00edcia Federal Marcelo Xavier, ligado a ruralistas, foi escalado pelo ent\u00e3o ministro da Justi\u00e7a, Sergio Moro (Uni\u00e3o), para presidir a Funai.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Projeto de exterm\u00ednio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reportagem de Carlos Madeiro, no portal Uol nesta quinta-feira (26), revela que o anseio pelo exterm\u00ednio do povo Yanomami \u00e9 um projeto antigo de Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1992, quando ainda perambulava pelas margens do Congresso Nacional, Bolsonaro apresentou um decreto legislativo que pretendia revogar portaria do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a que demarcou a Terra Ind\u00edgena Yanomami.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base nas informa\u00e7\u00f5es de militares, Bolsonaro justificou o decreto dizendo que seria necess\u00e1rio, para &#8220;defesa do territ\u00f3rio nacional&#8221;, uma faixa de 150 km de dist\u00e2ncia da fronteira \u2014\u00e1rea do territ\u00f3rio ind\u00edgena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como no livro A Farsa Yanomami, publicado em 1995 &#8211; quando o decreto foi arquivado pela C\u00e2mara &#8211; pela Biblioteca do Ex\u00e9rcito, Bolsonaro questiona at\u00e9 mesmo a exist\u00eancia de Yanomamis no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O total de \u00edndios encontrado pela Funai \u00e9 realmente brasileiro ou venezuelano? Afinal a \u00e1rea demarcada \u00e9 fronteira demarcada, e o \u00edndio tem atividade n\u00f4made&#8221;, afirmou na justificativa do projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro, o coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto diz que o Ex\u00e9rcito tinha medo de perder soberania em \u00e1reas da Amaz\u00f4nia brasileira e classifica os ind\u00edgenas como fict\u00edcios \u2018ianom\u00e2mis\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tese defendida \u00e9 que h\u00e1 um conluio entre ONGs e for\u00e7as estrangeiras para \u201cseparar do Brasil\u201d o territ\u00f3rio ind\u00edgena, &#8220;ced\u00ea-lo aos fict\u00edcios \u2018ianom\u00e2mis\u2019 e \u201cpreparar a domina\u00e7\u00e3o futura da Amaz\u00f4nia [&#8230;] para a posterior cria\u00e7\u00e3o de pa\u00edses ind\u00edgenas independentes, sob a tutela das Na\u00e7\u00f5es Unidas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rios mostram a ina\u00e7\u00e3o de Marcelo Xavier, al\u00e7ado ao comando da Funai por Sergio Moro, e o conluio de militares da regi\u00e3o. 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