{"id":111513,"date":"2022-11-15T00:05:49","date_gmt":"2022-11-15T03:05:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=111513"},"modified":"2022-11-15T00:05:49","modified_gmt":"2022-11-15T03:05:49","slug":"sarau-a-estrada-valorizando-a-nossa-cultura-ha-12-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2022\/11\/15\/sarau-a-estrada-valorizando-a-nossa-cultura-ha-12-anos\/","title":{"rendered":"Sarau  A Estrada valorizando a nossa cultura h\u00e1 12 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com o tema \u201cEscravid\u00e3o II\u201d e subtema \u201cA Marchar dos Abolicionistas e os Confederados Norte-Americanos\u201d, os amigos do \u201cSarau Colaborativo A Estrada\u201d fizeram neste s\u00e1bado (dia 12\/11), uma noite sublime de valoriza\u00e7\u00e3o da nossa cultura, com cantorias, declama\u00e7\u00f5es de poemas e causos. Tivemos uma parada de dois anos por causa da pandemia, mas retornamos com toda for\u00e7a.<br \/>\nOs trabalhos foram abertos com os informes do portugu\u00eas Luis Alt\u00e9rio sobre o lan\u00e7amento, em breve, do livro de textos po\u00e9ticos do jornalista Jeremias Mac\u00e1rio e o an\u00fancio do artista Dorinho Chaves do pr\u00f3ximo sarau, no dia 10 de dezembro pr\u00f3ximo, com o tema \u201cTropicalismo\u201d. O evento ser\u00e1 realizado em sua mans\u00e3o no Bairro Brasil.<br \/>\nEm seu bate papo, Jeremias Mac\u00e1rio destacou os quatro principais abolicionistas \u2013 o baiano e advogado r\u00e1bula Luiz Gama, o pernambucano advogado graduado Joaquim Nabuco, o carioca farmac\u00eautico Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio e o baiano de Cachoeira, engenheiro militar Andr\u00e9 Rebou\u00e7as.<br \/>\nCada um com seu papel (em comum todos foram jornalistas) dentro do contexto da escravid\u00e3o, todos desempenharam sua fun\u00e7\u00e3o para o avan\u00e7o da Aboli\u00e7\u00e3o em 1888, principalmente a partir de 1870 com o fim da Guerra do Paraguai, a Lei do Ventre Livre, em 1871, e a dos Sexagen\u00e1rios, em 1885.<!--more--><br \/>\nLuiz Gama, o \u00fanico de origem social pobre que amargou o cativeiro durante oito anos, conseguiu com suas defesas libertar mais de quinhentos negros das garras dos senhores fazendeiros. Joaquim Nabuco, o branco \u201cQuincas, o Belo\u201d, era mais moderado e achava que a Aboli\u00e7\u00e3o era coisa para os pol\u00edticos e as institui\u00e7\u00f5es. Em sua opini\u00e3o, os negros n\u00e3o deveriam se envolver nessa luta da liberta\u00e7\u00e3o. Foi tamb\u00e9m um reformador do Imp\u00e9rio.<br \/>\nJos\u00e9 do Patroc\u00ednio, o sarar\u00e1, mais afoito e brig\u00e3o, fazia a popula\u00e7\u00e3o delirar em seus com\u00edcios e movimentos. Sofreu muito com o preconceito. Monarquista, foi ele quem deu o t\u00edtulo \u00e0 princesa Isabel de \u201cA Redentora\u201d. Andr\u00e9 Rebou\u00e7as foi um dos que mais se atormentou com a discrimina\u00e7\u00e3o racial, especialmente quando esteve nos Estados Unidos (Nova York) e foi barrado nos hot\u00e9is e restaurantes. Isso lhe fez entrar num processo profundo de depress\u00e3o. Foi para \u00c1frica do Sul e de l\u00e1 para a Ilha das Madeiras onde faleceu. Num certo dia, seu corpo apareceu boiando no rio.<br \/>\nSob a batuta do diretor \u00b4musical Mano Di Souza, que trouxe seus instrumentos e equipamentos, foi montado um palco onde Marta Moreno, Cleide, Dorinho, Aurel\u00edcio Oliveira Amorim, cantando de sua autoria \u201cM\u00e3e Preta\u201d, e outros abriram a voz para prestigiar a m\u00fasica popular brasileira. Foi mais uma noite fraternal e memor\u00e1vel. At\u00e9 o nosso professor Itamar Aguiar, o maior frequentador do nosso sarau, se revelou numa cantoria acompanhando Mano e outros.<br \/>\nO sarau, como sempre, abriu espa\u00e7o tamb\u00e9m para os poetas e contadores de causos (Dorinho Chaves) que declamaram poemas de suas autorias, como a poetisa Regina Chaves. No mais, o papo rolou com a troca de ideias sempre no \u00e2mbito da cultura, sem essa discuss\u00e3o de pol\u00edtica partid\u00e1ria que procuramos sempre evitar.<br \/>\nA anfitri\u00e3 do \u201cEspa\u00e7o Cultural a Estrada\u201d, Vandilza Silva Gon\u00e7alves a todos recebeu com muita dedica\u00e7\u00e3o, brindando os participantes do encontro com uma deliciosa dobradinha que, segundo Jos\u00e9 Carlos, o atrasado, foi de rezar e lamber os bei\u00e7os, no que os demais concordaram.<br \/>\nOdete Alves Marlini, representante da Casa da Cultura (ol\u00e1 Poliana, sentimos sua aus\u00eancia) a tudo registrou nas redes sociais e foi uma aut\u00eantica assessora de imprensa e rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Participaram ainda do nosso evento cultural colaborativo, a professora da Uesb, L\u00eddia Nunes Cunha, Humberto Lima de Oliveira, S\u00f4nia, Ros\u00e2ngela de Oliveira, Con\u00e7a Andrade, Alexsandra, Rodrigo Celino e outros convidados. Para finalizar, as cantorias e as declama\u00e7\u00f5es vararam a madrugada num ambiente cordial, divertido e de interc\u00e2mbio de conhecimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o tema \u201cEscravid\u00e3o II\u201d e subtema \u201cA Marchar dos Abolicionistas e os Confederados Norte-Americanos\u201d, os amigos do \u201cSarau Colaborativo A Estrada\u201d fizeram neste s\u00e1bado (dia 12\/11), uma noite sublime de valoriza\u00e7\u00e3o da nossa cultura, com cantorias, declama\u00e7\u00f5es de poemas e causos. 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