{"id":109751,"date":"2022-06-27T00:45:26","date_gmt":"2022-06-27T03:45:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=109751"},"modified":"2022-07-01T03:45:35","modified_gmt":"2022-07-01T06:45:35","slug":"edigar-mao-branca-vai-receber-o-titulo-de-cidadao-conquistense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2022\/06\/27\/edigar-mao-branca-vai-receber-o-titulo-de-cidadao-conquistense\/","title":{"rendered":"Edigar M\u00e3o Branca vai receber o T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Conquistense"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\nO forrozeiro Edigar M\u00e3o Branca, como \u00e9 conhecido o ex-deputado federal Edigar Evangelista dos Anjos, vai receber o T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Conquistense. A honraria \u00e9 de autoria do vereador Lu\u00eds Carlos Batista de Oliveira, o Dud\u00e9. \u201cO T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Conquistense \u00e9 um reconhecimento de personalidades que colaboram com o progresso, que honram o nome de Vit\u00f3ria da Conquista, e o nosso amigo Edigar M\u00e3o Branca tem feito isso duarante toda a sua trag\u00e9t\u00f3ria e vida como forrozeiro, poeta, cantador e pol\u00edtico. Nasceu l\u00e1 em Macarani e escolheu Vit\u00f3ria da Conquista para viver\u201d, destacou Dud\u00e9 ao BLOG DO ANDERSON na noite do domingo (26), quando Edigar M\u00e3o Branca se preparava para o grande espetaculo no Arrai\u00e1 da Conquista, que aconteceu no Centro Cultural Glauber Rocha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BIOGRAFIA EDIGAR M\u00c3O BRANCA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edigar M\u00e3o Branca \u00e9 o nome de guerra de Edigar Evangelista dos Anjos, brasileiro, cantador, poeta, radialista e forrozeiro. Assumidamente um cabra de p\u00e9 de serra, de vaquejada e tirada de leite, Edigar nasceu em 14 de janeiro de 1959, no Lodo das jegas, regi\u00e3o da Mata Fria, distrito de Macarani na Bahia. Esse \u00e9 o fi de seu Exup\u00e9rio e Dona Dalva que aos 5 (cinco) anos de idade j\u00e1 era espantalho de passarim, nos brejos de arrois l\u00e1 na fazenda de Moura.<br \/>\nDava pra ver o brilho nos olhos quando ele ouvia uma m\u00fasica no r\u00e1dio de seu I\u00f4i\u00f4zinho o \u00fanico que possu\u00eda um aparelho de r\u00e1dio naquela regi\u00e3o. \u2013 \u201cDepois pai comprou um, era um Motor\u00e1dio onde a gente ouvia Z\u00e9 Betio, Osvaldo Betio, Delmario \u00e9 o espet\u00e1culo dentre outros\u201d. Era um encanto que tinha por aquela situa\u00e7\u00e3o festiva, pelos sanfoneiros, os cantadores, zabumbeiros, triangueiros e rezeiros. Olhar aquilo tudo sem medo, era sentir como se fosse um deles, um cantador. Um menino amante da vida, sonhando com a m\u00fasica como se j\u00e1 soubesse que um dia seria um forrozeiro, um poeta, um artista consagrado. Esse universo de coisas simples, puras e verdadeiras da cultura de nosso povo era o habitat de Edigar, foi a\u00ed que ele se formou um ser humano vivente, no dia a dia da terra de sua regi\u00e3o, uma rotina comum, por\u00e9m cheia de significado e, a sua alma de artista, captava a ess\u00eancia da poesia escondida na riqueza daqueles dias cheios de uma magia, um mist\u00e9rio que s\u00f3 ele via.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filho de fam\u00edlia agricultora, veio para a cidade Itapetinga pela primeira vez com apenas seis anos de idade trazido por sua tia, Dona Zita, que lhe conduziu \u00e0 escola, da qual fugiu v\u00e1rias vezes, pra brincar no campo, tomar banho de rio, farras de ferra, festas de reisado, noitadas de forr\u00f3, ca\u00e7adas de tatu, esperas de macuco, mansas de brabos, etc. Lidas que hoje contribuem para a autenticidade do que canta o violeiro Edigar M\u00e3o Branca, nome-apelido que veio do vitiligo das m\u00e3os, mas ao contr\u00e1rio de Michael Jacson que aproveitou a doen\u00e7a para embranquecer de vez, Edigar utilizou para assumir uma identidade forte e original no meio art\u00edstico. Foi por a\u00ed que o menino Edigar foi crescendo e se tornando moleque travesso, depois rapaz, depois homem e durante toda essa trajet\u00f3ria foi se tornando cada vez mais artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia, com seus 14 anos participou de um concurso de calouro promovido pela Mercearia Moderna e seu servi\u00e7o de alto falante que cobria com suas bocas SEDANS boa parte do Bairro Camac\u00e3 em Itapetinga, o apresentador era Valmir Silva (Cal\u00e7a boca de sino, camisa de volta ao mundo e o seu famoso kichute preto). Na verdade ele s\u00f3 queria cantar no microfone, porque h\u00e1 muito tempo ele s\u00f3 pensava nisso: \u201cm i c r o f o n e\u201d e, n\u00e3o contou dois tempos, correu, e foi cantar. (A m\u00fasica era do finado Paulo S\u00e9rgio\u2026 Vou contar na cidade onde eu nasci\u2026) Um menino simples cantando com toda alma uma m\u00fasica simples na frente de um microfone \u201cm a r a v i l h o so\u201d, sem vergonha, sem medo, sem timidez, n\u00e3o que ele tivesse essa coragem toda, mas foi o microfone que apagou a plateia e ele ficou sozinho com o seu mundo e o seu mundo agradou, resultado, ele ganhou o concurso, \u00e9 claro. Pronto, foi<br \/>\na conta, poderia se dizer que foi a \u00faltima gota d\u2019\u00e1gua do copo, do resto dos seus dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed a vida tomou outro rumo,a fam\u00edlia grande, a tia Zita, o finado Tio Otavio, a escola, a descoberta do som do viol\u00e3o comprado escondido, e o menino rebelde, liberto de ra\u00edzes, curioso e dono de um talento raro. Do boi nas parambeiras, das fofocas nas portas de venda, das farinhadas, agora era s\u00f3 saudade afogada no pe\u00e3o, na pipa, na ponga nos caminh\u00f5es, a roubada na lona do circo, o jogo de gude, sem nunca esquecer o p\u00e9 da serra, a ca\u00e7a \u00e0s capivaras, tatus, pacas, o badoque de pereira que o vov\u00f4 fazia, a \u00e1gua correndo rio abaixo, onde ser\u00e1 que vai dar? Porque o peixe n\u00e3o voa e o passarinho n\u00e3o nada? Porque todo mundo n\u00e3o \u00e9 feliz? Perguntas intrigantes na cabe\u00e7a de um menino musical.<br \/>\nEdigar estava enchendo o seu ba\u00fa cultural, onde a vida e o ar dos sert\u00f5es se escondem, para depois aparecerem bem vivos em sua poesia. mem\u00f3rias s\u00e3o o cimento de sua arte. Das montanhas verdes do L\u00f4do das Jegas pouco se ouvia falar e poucos artistas cantavam no r\u00e1dio aquela lida que<br \/>\nlhe causava tanta saudade. Mas, custou pouco e o destino acabou lhe conduzindo ao encontro de mestres que lhe ajudaram a solidificar a certeza de que aquele viver era<br \/>\nrealmente belo e de se orgulhar sempre de ter sido o que foi. Os mestres a quem se refere, s\u00e3o tantos que orgulham o Brasil e podemos citar alguns: Elomar Figueira Melo, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e tantos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio desse caminho Edigar conheceu o R\u00e1dio, e atuou por dez anos na radiofonia, onde fez de tudo. Este foi um cap\u00edtulo \u00e0 parte, e outra vez o \u201cm i c r o f o n e\u201d lhe pregou uma pe\u00e7a. No microfone do calouro ele cantava para uma plateia, agora fala para uma regi\u00e3o inteira, e gera \u00edndices de audi\u00eancia pelas ondas do r\u00e1dio.<br \/>\nFoi paix\u00e3o \u00e0 primeira vista. Come\u00e7ou h\u00e1 muito tempo e ainda hoje \u00e9 sucesso, radialista famoso, contador de trovas e causos, cantador de folia e forr\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro o concurso de calouro depois o r\u00e1dio e no entremeio de tudo isso muita m\u00fasica, muita musicalidade, muita inspira\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o o mundo se abriu para sua passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edigar se torna Edigar M\u00e3o Branca. A sua m\u00e3o tornou-se sua marca. A mesma m\u00e3o que toca o viol\u00e3o, que pega na enxada, que segura o boi, ao lado de sua performance nos palcos, formou-se a sua imagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua fama come\u00e7ou a correr frouxo e logo surge o seu 1\u00ba trabalho, que com a compreens\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o das pessoas que acreditaram no seu talento veio a se concretizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O forrozeiro Edigar M\u00e3o Branca, como \u00e9 conhecido o ex-deputado federal Edigar Evangelista dos Anjos, vai receber o T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Conquistense. 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