{"id":109641,"date":"2022-06-22T00:36:10","date_gmt":"2022-06-22T03:36:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=109641"},"modified":"2022-06-21T22:37:45","modified_gmt":"2022-06-22T01:37:45","slug":"o-fundo-eleitoral-bilionario-e-o-brasil-no-mapa-da-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2022\/06\/22\/o-fundo-eleitoral-bilionario-e-o-brasil-no-mapa-da-fome\/","title":{"rendered":"O fundo eleitoral bilion\u00e1rio e o Brasil no mapa da fome"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0(Prof. Dirl\u00eai A Bonfim)*<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse pa\u00eds continente, com tantas possibilidades, com tanta riqueza, mas tamb\u00e9m, com tanta concentra\u00e7\u00e3o da renda, nas m\u00e3os de poucos, provoca\u00e7\u00e3o de tanta mis\u00e9ria e da mais profunda desigualdade social, sem limites, vergonhosa, recorrente, tenebrosa e desumana.\u00a0 J\u00e1 denunciada, relatada, discutida e apresentada por tantos, por v\u00e1rios pensadores, pesquisadores, professores em v\u00e1rios artigos, ensaios, trabalhos cient\u00edficos, a triste realidade social brasileira e agora mais recentemente, o <strong><em><u>Brasil voltou a entrar no\u00a0<\/u><\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/brasil\/2021\/12\/4971553-fome-supermercados-do-brasil-sao-ocupados-por-familias-em-busca-de-cestas-basicas.html\"><strong><em>mapa da fome<\/em><\/strong><\/a><strong><em><u>(global), com mais de 33 milh\u00f5es de pessoas\u00a0 passando fome(oficialmente)<\/u><\/em><\/strong>,\u00a0 em que o governo alega falta de recursos para atender os mais pobres&#8230; Na verdade, os recursos existem e muito recurso&#8230; N\u00e3o existe a vontade pol\u00edtica, nem o respeito, \u00e9tica e bom senso, com as popula\u00e7\u00f5es, especialmente os mais (pobres e vulner\u00e1veis), os classificados de exclu\u00eddos, na verdade, o termo exclu\u00eddo, nos remete imediatamente ao conceito do pensador camaron\u00eas, <strong>Professor<\/strong> <strong><em><u>Achille Mbembe(2011) da \u201cNecropol\u00edtica\u201d a pol\u00edtica da morte,<\/u> <\/em><\/strong>que vai nos questionar: \u201cQuais s\u00e3o os limites da soberania para chegar aos fins almejados, at\u00e9 que ponto o Estado pode interferir na vida do seu povo, at\u00e9 mesmo decidindo sobre quem deve viver, ou tentar sobreviver, ou sobre quem deve morrer para conseguir garantir o status de Estado soberano&#8230;?\u201d At\u00e9 onde vai a inapet\u00eancia, a irresponsabilidade, ou mesmo os atos criminosos praticados pelo Estado, (seus representantes), em nome de que pol\u00edticas, em nome de que conceitos ou convic\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas ou da necropol\u00edtica, que vai submeter milh\u00f5es de pessoas a inani\u00e7\u00e3o, a fome, \u00e0 morte&#8230;? Na verdade a uma parcela enorme da popula\u00e7\u00e3o, nunca houve boa vontade, nem respeito, nem cuidado, nem interesse, o povo sempre foi atendido com migalhas e discursos demag\u00f3gicos. Contudo, sendo ele povo, o principal protagonista, o contribuinte, quem paga todas as contas com o recolhimento dos impostos, seja nas pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas(empresas). <strong><em>A sociedade que gera o or\u00e7amento, para a manuten\u00e7\u00e3o do Estado, mas historicamente, est\u00e1 exclu\u00edda dele, na medida, em que os governos negligenciam as pol\u00edticas p\u00fablicas sociais, <\/em><\/strong>de seguran\u00e7a alimentar, da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, da seguran\u00e7a p\u00fablica, habita\u00e7\u00e3o e tantas outras. <strong><em><u>O fato, \u00e9 que o Congresso aprovou o\u00a0aumento no fundo eleitoral, para 2022 de R$ 2,1 bilh\u00f5es para R$ 5,7 bilh\u00f5es.<\/u><\/em><\/strong> Na sess\u00e3o do Congresso, deputados e senadores se posicionaram em peso para manter o fundo eleitoral turbinado, com raras exce\u00e7\u00f5es todos os parlamentares votaram pelo aumento gigantesco do tal fundo eleitoral. Alguns poucos parlamentares se posicionaram contra o aumento do fundo eleitoral, se colocaram contra o aumento do fundo eleitoral. Alguns disseram que&#8230;&#8221;Eu n\u00e3o escuto uma palavra dos l\u00edderes partid\u00e1rios no sentido de baratear a campanha, reduzir custos, se aproximar do eleitor; s\u00f3 essa conversa de que s\u00e3o necess\u00e1rios bilh\u00f5es de reais do nosso bolso para financiar candidaturas espalhadas pelo pa\u00eds, sem crit\u00e9rio claro de distribui\u00e7\u00f5es dos recursos aos candidatos&#8221;. A maioria dos parlamentares, n\u00e3o quiseram falar e ou se manifestar sobre o tema, alguns disseram apenas que: \u201cNosso conceito em rela\u00e7\u00e3o ao fundo eleitoral \u00e9 de que ele \u00e9 necess\u00e1rio, sim, convictamente, para o exerc\u00edcio da democracia no nosso pa\u00eds. (&#8230;) Hoje, precisamos do financiamento p\u00fablico com as suas limita\u00e7\u00f5es, mas democraticamente acess\u00edvel aos candidatos sem ou com posses financeiras&#8221;, o fato \u00e9 que o chamado or\u00e7amento eleitoral, tamb\u00e9m n\u00e3o chega a todos os membros dos partidos pol\u00edticos, fica restrito aos Caciques, aos donos das legendas e ou siglas, muitas delas inclusive, legendas de aluguel&#8230; Na C\u00e2mara, algumas poucas siglas partid\u00e1rias se posicionaram, o PSol defendeu a necessidade do financiamento p\u00fablico, mas criticou os novos valores. &#8220;N\u00f3s, diferentemente do Novo, com todo o respeito, defendemos fundo p\u00fablico para campanha, financiamento p\u00fablico de campanha, porque isso \u00e9 fortalecer a democracia. (&#8230;) Mas n\u00f3s divergimos do valor direcionado ao fundo de campanha. <strong><em><u>O valor que est\u00e1 colocado, hoje, gira em torno de quase R$ 6 bilh\u00f5es&#8221;, \u00e9 um absurdo, com tanta gente passando fome neste pa\u00eds.<\/u><\/em><\/strong> Com quase R$ 6 bilh\u00f5es, os pol\u00edticos ter\u00e3o o maior fundo eleitoral da hist\u00f3ria. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, partidos receberam R$ 1,7 bilh\u00e3o para as campanhas. Segundo a avalia\u00e7\u00e3o de Gil Castello Branco, secret\u00e1rio-geral da ONG Contas Abertas\/Transpar\u00eancia, a derrubada do veto evidencia que o Congresso est\u00e1 muito mais preocupado com a quest\u00e3o eleitoral do que com a responsabilidade fiscal e muito menos com a situa\u00e7\u00e3o de mendic\u00e2ncia de uma parte expressiva da sociedade. Ali\u00e1s quando foi que o Congresso Nacional esteve realmente preocupado com as quest\u00f5es de cunho social, como por exemplo, a quest\u00e3o da fome e a seguran\u00e7a alimentar do povo&#8230;??? &#8220;Como forma de compara\u00e7\u00e3o, <strong><em>os <\/em><\/strong><strong><em><u>R$ 5,7 bilh\u00f5es correspondem \u00e0 soma dos or\u00e7amentos integrais do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (R$ 3,1 bilh\u00f5es) e do Turismo (R$ 2,4 bilh\u00f5es). Os valores constam do projeto de lei do Or\u00e7amento da Uni\u00e3o para 2022&#8243;, pontuou. O economista classificou o movimento como um &#8220;acinte&#8221; e &#8220;esc\u00e1rnio&#8221;, j\u00e1 que a estrat\u00e9gia foi votar o aumento na reta final do ano<\/u><\/em><\/strong><strong><em>.<\/em><\/strong> &#8220;Aprovam esse valor absurdo \u00e0s v\u00e9speras do Natal e do recesso do Congresso, para que a repercuss\u00e3o seja a menor poss\u00edvel&#8221;, reprovou. &#8220;Na pr\u00f3xima semana, provavelmente, ser\u00e3o incorporados ao Or\u00e7amento de 2022 cerca de R$ 16 bilh\u00f5es de emendas do relator, que ser\u00e3o distribu\u00eddos sem qualquer crit\u00e9rio t\u00e9cnico e socioecon\u00f4mico, <strong><em>o chamado or\u00e7amento secreto&#8230;&#8221; <u>Gente, or\u00e7amento secreto com o dinheiro p\u00fablico&#8230;???<\/u><\/em><\/strong><u> <strong><em>Num pa\u00eds, onde milh\u00f5es de pessoas passam fome&#8230;<\/em><\/strong><\/u> <strong><em><u>Isso \u00e9 um crime de lesa-p\u00e1tria, no m\u00ednimo falta de \u00e9tica, de respeito e transpar\u00eancia<\/u><\/em><\/strong> com a sociedade brasileira, que foi, quem gerou todo esse or\u00e7amento gigante. E est\u00e1 mesma popula\u00e7\u00e3o, boa parte dela est\u00e1 morrendo \u00e0 mingua.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que continuemos a conviver com isso, sem indignar-se, sem manifestar-se, como se isso tudo, <strong><em>pudesse ser algo \u201cnormal\u201d, e tenhamos que conviver com esse quadro desolador (ad-eternum), me recuso a acreditar nisso&#8230; <\/em><\/strong>O mais esquisito, \u00e9 o fato de que, boa parte da sociedade brasileira, sequer, tem ideia ou no\u00e7\u00e3o desse descalabro que se imp\u00f5e a todo o povo, sem que haja, nenhum tipo de manifesta\u00e7\u00e3o, nenhum tipo de resist\u00eancia e ou protesto, \u00e9 como uma esp\u00e9cie de banaliza\u00e7\u00e3o do mal e ningu\u00e9m mais reage a todas as atrocidades cometidas pelo estado e seus representantes. <strong><em>No tocante ao processo de inseguran\u00e7a alimentar&#8230; A situa\u00e7\u00e3o vem se agravando muito rapidamente, nos \u00faltimos anos deu um salto enorme no per\u00edodo da pandemia devido ao desemprego, \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, \u00e0 falta de pol\u00edticas p\u00fablicas<\/em><\/strong> espec\u00edficas e ao desmonte dos programas de combate \u00e0 fome pelo atual governo. <strong><em><u>Segundo o Professor Jess\u00e9 Souza (2018),<\/u><\/em><\/strong><u> <strong><em>\u201c&#8230;Essas classes populares s\u00e3o odiadas e desprezadas, como os escravos eram. Voc\u00ea pode matar um pobre no Brasil, que n\u00e3o acontece nada. A pol\u00edcia mata com requintes de crueldade e ningu\u00e9m se comove porque os pobres s\u00e3o percebidos de modo desumanizado&#8230;\u201d<\/em><\/strong><\/u> Com o desemprego crescente, a infla\u00e7\u00e3o e os efeitos da pandemia n\u00e3o explicam a volta da fome. Pois se houvesse pol\u00edtica para impedir que ela se alastrasse, n\u00e3o haveria fila do osso. Quando pessoas apareceram na TV disputando lugar na fila do osso para obter algum alimento, ficou evidente que algo estava muito errado no pa\u00eds. Foi ent\u00e3o que a imprensa e a popula\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a prestar mais aten\u00e7\u00e3o nos resultados das a\u00e7\u00f5es do governo. <strong><em>Mas as pol\u00edticas p\u00fablicas de combate a fome foram desmontadas uma a uma pelo governo. Ele destruiu os estoques reguladores de oferta e pre\u00e7os de alimentos. Privilegiou o agroneg\u00f3cio exportador e desmantelou o programa de agricultura familiar, respons\u00e1vel por produzir o alimento que vai para a mesa do brasileiro, e o programa nacional de alimenta\u00e7\u00e3o escolar. Incentivou o desmatamento e criou pol\u00edticas para os grandes fazendeiros, enquanto ignorou as necessidades da popula\u00e7\u00e3o em geral,<\/em><\/strong> culminando com os aumentos exorbitantes dos alimentos que comp\u00f5em a cesta b\u00e1sica, al\u00e9m do processo de infla\u00e7\u00e3o e da estagna\u00e7\u00e3o da economia, ou seja, uma combina\u00e7\u00e3o perfeita para aumentar a fome e a trag\u00e9dia social. Diante desse quadro desolador, me coloco a questionar&#8230;(?) <strong><em><u>O que nos apresenta a Constitui\u00e7\u00e3o Federal\/1988. Art. 3\u00ba da\u00a0\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o Federal do Brasil: &#8220;Constituem objetivos fundamentais da Rep\u00fablica Federativa do Brasil: <\/u><\/em><\/strong><strong><em><u>III \u2013 erradicar a pobreza e a marginaliza\u00e7\u00e3o e reduzir as desigualdades sociais e regionais;\u00a0IV \u2013 promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, ra\u00e7a, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o.\u201d<\/u><\/em><\/strong><strong><em><u>Art. 5\u00ba Constitui\u00e7\u00e3o Federal do Brasil.<\/u><\/em><\/strong><strong><em><u> &#8220;Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade.&#8221;<\/u><\/em><\/strong> Atualmente no Brasil, do total de 211,7 milh\u00f5es de brasileiros(as), 116,8 milh\u00f5es conviviam com algum grau de Inseguran\u00e7a Alimentar (IA) e, \u00a0\u00a0a fome em 2021. <strong><em><u>E agora em junho de 2022, esses 19 milh\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o 33 milh\u00f5es. \u00c9 o que mostrou a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), com a divulga\u00e7\u00e3o dos dados do Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil,<\/u><\/em><\/strong> realizado pelo Instituto Vox Populi entre novembro de 2021 e abril de 2022. Para o levantamento foram visitados 2.180 domic\u00edlios brasileiros, em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. Constatou-se que 55,2% se encontravam em Inseguran\u00e7a Alimentar, 9% conviviam com a fome, ou seja, estavam em situa\u00e7\u00e3o de IA grave, sendo pior essa condi\u00e7\u00e3o nos domic\u00edlios de \u00e1rea rural (12%). \u00c9 chocante saber que 15,5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira passa fome. E que mais da metade convive com algum tipo de inseguran\u00e7a alimentar, ou seja, se j\u00e1 n\u00e3o passa fome, n\u00e3o sabe se ter\u00e1 alimento no futuro imediato. As fam\u00edlias chefiadas por mulheres s\u00e3o as mais atingidas, assim como as regi\u00f5es Norte e Nordeste do pa\u00eds. Nesta \u00faltima, nada menos que 12 milh\u00f5es vivem no pior n\u00edvel de inseguran\u00e7a alimentar, o grave, sin\u00f4nimo de n\u00e3o ter o que comer. T\u00e3o chocante quanto isso \u00e9 saber que milh\u00f5es de crian\u00e7as s\u00e3o atingidas por esse flagelo, e que quanto menor a faixa et\u00e1ria da fome, mas preju\u00edzos para a sa\u00fade e para a vida haver\u00e1 no futuro. Essa preocupa\u00e7\u00e3o deve estar na mente de todos nos pr\u00f3ximos meses, de campanha eleitoral para as elei\u00e7\u00f5es de outubro, quando um novo governo ser\u00e1 eleito pelo povo. \u00c9 preciso respirar fundo para superar o misto de tristeza e indigna\u00e7\u00e3o que nos provocam esses indicadores, e enfrentar racionalmente esse tema. <strong><em><u>Para o Professor Darcy Ribeiro (2006) \u201cO Brasil, \u00faltimo pa\u00eds a acabar com a escravid\u00e3o tem uma perversidade intr\u00ednseca na sua heran\u00e7a, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso, nunca houve preocupa\u00e7\u00e3o real, com o homem comum, com a popula\u00e7\u00e3o mais necessitada\u201d.<\/u><\/em><\/strong>\u00a0 \u00c9 fundamental ir al\u00e9m das apar\u00eancias para entender tamanha irracionalidade e dor que apenas <strong><em>o mundo do capital com sua \u201cca\u00e7a apaixonada do valor\u201d pode nos proporcionar em seu tempo de crise e decad\u00eancia, como ademais o tem feito a partir de v\u00e1rios sinais: o fracasso da COP26 e a crise ecol\u00f3gica; as montanhas de roupas desperdi\u00e7adas pelo consumo consp\u00edcuo no Deserto do Atacama; a aus\u00eancia de cobertura vacinal <\/em><\/strong><em>para todo o mundo, quando h\u00e1 abund\u00e2ncia de vacinas contra a COVID 19; dentre tantos outros sinais<\/em>. Essa <strong>decad\u00eancia da sociedade burguesa, no Brasil e no mundo, o ultraneoliberalismo, e o resultado est\u00e1 por toda<\/strong> parte em todas as cidades sob os viadutos, sob as marquises e nos sinais de tr\u00e2nsito da cena urbana: <strong><em>uma multid\u00e3o de pessoas jogadas \u00e0 pr\u00f3pria sorte em situa\u00e7\u00e3o de pauperismo absoluto, com todos os desdobramentos humanos, f\u00edsicos, ps\u00edquicos e b\u00e1rbaros da\u00ed decorrentes<\/em><\/strong><strong><em>. <\/em><\/strong>Nem a a\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, ou mesmo da solidariedade e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, nem a pol\u00edtica social que deveria em tese, ser um mecanismo seguro de prote\u00e7\u00e3o social, sobretudo quando tornada sem efeito, p\u00edfia e insuficiente, com sua orienta\u00e7\u00e3o malthusiana de deixar as pessoas, na pr\u00e1tica, jogadas \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte, t\u00eam sido capazes de alterar esse quadro m\u00f3rbido, esse Brasil aos prantos, desencantado, dilacerado, com profundas dicotomias quase intranspon\u00edveis \u00e0 realidade social nua e crua apontando <strong><em>para o vale dos desvalidos e renegados, numa sociedade marcada pela gan\u00e2ncia, arrog\u00e2ncia, prepot\u00eancia, presun\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia de todas as formas e aparatos, sem compaix\u00e3o, num processo acelerado da desumaniza\u00e7\u00e3o do humano.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>**contribui\u00e7\u00e3o do <\/em><em><strong>Professor DsC. Dirl\u00eai A Bonfim<\/strong><\/em><em>, <strong>Doutor em Desenvolvimento Econ\u00f4mico<\/strong><\/em><em><strong> e Ambiental<\/strong><\/em><em>,\u00a0 <\/em><em><strong>Professor de Sociologia da SEC\/BA**<\/strong><\/em><em><strong>E no Curso\/Plano de Forma\u00e7\u00e3o Continuada SEC\/IAT\/BA.*06\/2022.1**<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Prof. Dirl\u00eai A Bonfim)* Nesse pa\u00eds continente, com tantas possibilidades, com tanta riqueza, mas tamb\u00e9m, com tanta concentra\u00e7\u00e3o da renda, nas m\u00e3os de poucos, provoca\u00e7\u00e3o de tanta mis\u00e9ria e da mais profunda desigualdade social, sem limites, vergonhosa, recorrente, tenebrosa e desumana.\u00a0 J\u00e1 denunciada, relatada, discutida e apresentada por tantos, por v\u00e1rios pensadores, pesquisadores, professores em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[97,71],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109641"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109641"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":109642,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109641\/revisions\/109642"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}