{"id":107972,"date":"2022-03-14T16:55:17","date_gmt":"2022-03-14T19:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=107972"},"modified":"2022-03-14T16:55:17","modified_gmt":"2022-03-14T19:55:17","slug":"bahia-tem-potencial-para-a-producao-de-fertilizantes-minerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2022\/03\/14\/bahia-tem-potencial-para-a-producao-de-fertilizantes-minerais\/","title":{"rendered":"Bahia tem potencial para a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes minerais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A guerra entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia est\u00e1 trazendo diversas consequ\u00eancias por todo o mundo. Dentre elas, a depend\u00eancia brasileira por fertilizantes \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente para o agroneg\u00f3cio. Na Bahia, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), possui atualmente cinco projetos relacionados \u00e0 pesquisa do fosfato &#8211; base de um dos principais fertilizantes de origem mineral &#8211; e s\u00e3o a\u00e7\u00f5es como essa que podem ajudar a amenizar o grande volume de importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje, tanto a produ\u00e7\u00e3o de rocha fosf\u00e1tica como a produ\u00e7\u00e3o de fosfato s\u00e3o lideradas pela China, e o Brasil, importante consumidor, ocupa apenas a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o entre os produtores, com um volume produzido de cerca de 1,8 milh\u00f5es de toneladas, tendo importado 3,4 milh\u00f5es de toneladas em 2021, para suprir o consumo interno. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao pot\u00e1ssio, o pa\u00eds produziu apenas 210 mil toneladas em 2021, n\u00e3o ocupando posi\u00e7\u00e3o de destaque entre os produtores, tendo que importar mais de 250 mil toneladas para suprir o mercado interno. A lideran\u00e7a mundial da produ\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio no ano passado ficou com o Canad\u00e1, a R\u00fassia, a Bielor\u00fassia e a China, que juntas, produziram cerca de 37 milh\u00f5es de toneladas em 2021, o que representou 80% da produ\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A CBPM, \u00fanica empresa estatal brasileira de pesquisa mineral, possui, atualmente, cinco projetos relacionados \u00e0 pesquisa fosfato, sendo que tr\u00eas j\u00e1 est\u00e3o licitados e dois novos projetos est\u00e3o em fase inicial de pesquisa. Em 2021, a empresa iniciou dois projetos que tamb\u00e9m tem o fosfato como subst\u00e2ncia de interesse: o Projeto Verifica\u00e7\u00e3o e Alvos Geof\u00edsicos &#8211; Oeste da Bahia (Fase II), localizado no contexto dos munic\u00edpios de Correntina, Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es e Barreiras, principal corredor agr\u00edcola do estado; e o Projeto Reavalia\u00e7\u00e3o das Potencialidades Minerais &#8211; Bacia de Irec\u00ea (Fase II), ambos em fase de identifica\u00e7\u00e3o de alvos para evolu\u00e7\u00e3o do programa de pesquisa mineral.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm, o investimento em pesquisa \u00e9 essencial para que o Brasil reduza a necessidade de importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes, produto que \u00e9 essencial para o agroneg\u00f3cio e consequentemente para a economia do pa\u00eds. \u201cInvestimentos como os que est\u00e3o sendo feitos pela CBPM s\u00e3o de grande import\u00e2ncia para a amplia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes. Essa depend\u00eancia brasileira \u00e9 inadmiss\u00edvel e insustent\u00e1vel e precisamos reverter essa situa\u00e7\u00e3o investindo pol\u00edticas p\u00fablicas &#8211; de m\u00e9dio e longo prazo &#8211; eficientes, em pesquisa, em tecnologia e aproveitando de forma sustent\u00e1vel a nossa diversidade mineral\u201d, pontuou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, a \u00fanica empresa mineradora de fosfatos em opera\u00e7\u00e3o \u00e9 a Galvani Fertilizantes, que produziu pouco mais de 210 mil toneladas de rocha fosf\u00e1tica no munic\u00edpio de Campo Alegre de Lourdes-BA, em 2021. J\u00e1 no que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes, a companhia produziu e comercializou 595 mil toneladas de fertilizantes, em 2021, a partir do Complexo Industrial de Produ\u00e7\u00e3o de Fertilizantes, localizado no munic\u00edpio baiano de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o em Campo Alegre de Lourdes, a empresa possui dois contratos com a CBPM, um de arrendamento no munic\u00edpio de Irec\u00ea-BA, com capacidade para produzir cerca de 200 mil toneladas\/ano de concentrado fosf\u00e1tico e um contrato de pesquisa complementar, mais recente, onde est\u00e1 previsto uma produ\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 80 mil toneladas\/ano de concentrado fosf\u00e1tico no munic\u00edpio de Caracol-PI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a produ\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 longe de suprir o mercado interno no que se refere aos produtos como por exemplo o nitrog\u00eanio, pot\u00e1ssio e fosfato. Conforme dados do sistema Comex Stat, da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (SECEX), do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), o Brasil \u00e9 o maior importador de fertilizantes do mundo, sendo que, 23% dos adubos ou fertilizantes qu\u00edmicos importados em 2021 vieram da R\u00fassia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 muito diferente em nosso estado, onde de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), aproximadamente 65% dos fertilizantes utilizados no estado v\u00eam do exterior. Em nota, o titular da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Irriga\u00e7\u00e3o, Pesca e Aquicultura da Bahia (SEAGRI), Jo\u00e3o Carlos Oliveira, disse que &#8220;houve um erro na pol\u00edtica federal de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional de adubos e fertilizantes. Ficamos na m\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es e isso n\u00e3o \u00e9 bom, est\u00e1 longe de ser estrat\u00e9gico. Agora, com a guerra, esse fato externo, teremos que fazer uma arruma\u00e7\u00e3o de rota para minimizar os impactos em nossa agropecu\u00e1ria\u201d. Ele ressalta, que por esse motivo, a SEAGRI montou um grupo de trabalho para buscar sa\u00eddas r\u00e1pidas para esse impasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inova\u00e7\u00f5es em pesquisa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre atenta \u00e0s novidades tecnol\u00f3gicas e com o intuito de ampliar ainda mais o conhecimento geol\u00f3gico do estado, a CBPM iniciou, este ano, mais um ciclo de levantamento aerogeof\u00edsico utilizando sistemas aerotransportados eletromagn\u00e9ticos. De acordo com o diretor t\u00e9cnico da CBPM, Rafael Avena, \u201cestes levantamentos s\u00e3o os mais modernos da atualidade e importantes para a descoberta de novos dep\u00f3sitos minerais, pois coletam v\u00e1rios conjuntos de dados que, certamente, servir\u00e3o como subs\u00eddio para um novo programa de explora\u00e7\u00e3o no Estado da Bahia\u201d, pontua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inicialmente, o mapeamento acontecer\u00e1 na Prov\u00edncia Metalogen\u00e9tica do Norte da Bahia &#8211; PMNEB, especialmente na regi\u00e3o de Campo Alegre de Lourdes, localizada no extremo norte do Estado da Bahia. Este novo trabalho, al\u00e9m de aplicar m\u00e9todos mais modernos, obt\u00e9m um detalhamento bastante expressivo para a descoberta de novas \u00e1reas mineralizadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A guerra entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia est\u00e1 trazendo diversas consequ\u00eancias por todo o mundo. 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