CPI mira no ‘gabinete do ódio’ em investigação sobre disseminação de fake news


O terceiro andar do Palácio do Planalto entrou na mira das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) das Fake News. Nas próximas semanas, a comissão deve solicitar acesso aos IPs (uma espécie de identidade do aparelho) e dados dos computadores usados por servidores que integram o chamado “gabinete do ódio”, que atuam no mesmo andar no qual o presidente da República, Jair Bolsonaro, despacha diariamente.

Como mostrou o Estado em setembro, “gabinete do ódio” é como internamente integrantes do governo passaram a se referir ao grupo formado por três servidores ligados ao vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho “02” do presidente. Os assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz produzem relatórios diários, com suas interpretações, sobre fatos do Brasil e do mundo e são responsáveis pelas redes sociais da Presidência da República.

A decisão de pedir acesso aos IPs e dados dos computadores desses servidores foi tomada depois que a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, prestou depoimento na CPI, na quarta-feira, 4, acusando os assessores do presidente de disseminar notícias falsas durante o horário de serviço.

“Vamos pedir a quebra dos IPs para localizar as máquinas. Se por um acaso tiver requerimento, e tiver provas concretas que existe computador dentro do Palácio do Planalto que faz a divulgação, claro que pode ser quebrado. Não podemos quebrar se não tiver prova. Tendo provas, nós vamos correr atrás”, afirmou, ao Estado, o presidente da CPI, senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Ainda segundo Coronel, a CPI vai apurar se há dinheiro público bancando a disseminação de notícias falsas a partir do Palácio do Planalto. “Obviamente, nós vamos correr atrás para ver se é dinheiro público que está sendo investido nessa prática. Se for, nós vamos indiciar os culpados e encaminhar para o Ministério Público Federal. E que aí se puna os verdadeiros culpados”, disse.

Quase 80% dos brasileiros rejeitam o retorno de um regime autoritário


Pesquisa exclusiva VEJA/FSB mostra que a grande maioria da população, apesar de preferir a democracia, vê risco de retrocesso

A democracia no Brasil é uma criança que teima em crescer em um terreno acidentado, daqueles que dificultam uma caminhada sem tropeços. Desde a independência, em 1822, a nação passou mais da metade do tempo sob regimes totalitários, considerando-se a monarquia e as ditaduras do Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-1945) e militar (1964-1985), em que a tônica foi a repressão, a perseguição política, a censura, o esfacelamento das instituições, os assassinatos e as torturas. Os anos de chumbo pareciam enterrados com a chamada “Constituição cidadã”, de 1988, e o retorno das eleições diretas, em 1989. Pouco mais de três décadas depois, no entanto, o país se vê às voltas com esse fantasma, na forma de discursos que louvam figuras indesejáveis do passado, citações ameaçadoras de instrumentos totalitários como o abominável Ato Institucional Nº 5, o AI-5 — ferramenta responsável pelo endurecimento da repressão nos anos 60 —, gestos de aparelhamento que eliminam de órgãos públicos pessoas não alinhadas com o pensamento dos poderosos de plantão, combate furioso à imprensa e desprezo a instituições como o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Boa parte da onda é comandada pelo próprio Jair Bolsonaro, que não faz questão nenhuma de esconder seu apreço a tudo isso, com o apoio de gente do seu entorno, como o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o deputado mais votado do país em 2018, de alguns ministros e de seguidores radicais do governo. O coro é engrossado por uma parcela da população que inunda as redes sociais com palavras de ódio e, nas ruas, protagoniza gestos como atirar tomates em cartazes com fotos de ministros do STF. Ironicamente, é a democracia que garante ao presidente e a todas essas pessoas o direito de se expressar sem amarras, mesmo que seja para louvar os tempos em que não havia essa mesma liberdade.

O consolo diante desse panorama vem de uma constatação: a grande maioria do país não compactua com essa recaída autoritária, como demonstra a pesquisa exclusiva VEJA/FSB, que ouviu por telefone 2 000 eleitores de 26 estados e do Distrito Federal entre 29 de novembro e 2 de dezembro. Quase 80% dos entrevistados acreditam que a democracia é sempre, ou na maior parte das vezes, o melhor sistema de governo. Apenas 10% apontaram a ditadura como uma alternativa ideal. O mesmo levantamento, porém, também trouxe um alerta: 40% dos consultados acham que é média, grande ou muito grande a possibilidade de o Brasil virar novamente uma ditadura. Outros 28% acreditam que essa possibilidade é pequena — e só 26% estão razoavelmente tranquilos nesse aspecto. Em resumo, embora a população continue professando a fé na democracia, uma fração considerável dela enxerga o risco de nuvens negras no horizonte.

Como explicar esse temor em um país que não tem nenhum clima de agitação nos quartéis, onde as instituições funcionam e há liberdade de expressão? Infelizmente, a conhecida fixação de Bolsonaro pela ditadura militar tem parte da responsabilidade pelo fenômeno. Quando ainda era um inexpressivo deputado federal, todos os anos, em 31 de março, ele cumpria religiosamente um rito. Subia à tribuna da Câmara para celebrar o aniversário do golpe militar — nas palavras dele, a “segunda independência do Brasil”. O plenário geralmente estava às moscas e pouca gente se importava com o que ele dizia. Hoje, como presidente, suas palavras são ouvidas por todos e têm muito mais peso. Em março, ele orientou os quartéis a comemorar o dia do golpe de 1964. A ordem não pegou bem nem entre a cúpula militar, que vê a ditadura como uma página virada. Em agosto, recebeu em Brasília Maria Joseíta Silva, viúva do coronel e torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, a quem chamou de “herói nacional”. Em setembro, o filho Zero Dois, vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), tuitou que, “por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade almejada”. Em outubro, foi a vez de o Zero Três, Eduardo, declarar em uma entrevista que se a esquerda radicalizasse uma resposta possível seria a edição de “um novo AI-5”. Em seguida, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, falando sobre a mesma hipótese, acrescentou que “tem de estudar como vai fazer, como conduzir”. Há duas semanas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o AI-5 era “inconcebível”, mas que “não se assustem se alguém pedi-lo”. “Já não aconteceu?”, perguntou. Todas essas manifestações receberam críticas pesadas e merecidas da imprensa, do Congresso e do STF. Diante disso, o governo tentou amenizar o estrago. “Acho que se exagerou na reação à fala dele”, afirmou o ministro Sergio Moro. “Guedes falava contra o radicalismo, não a favor de medidas de exceção.” O.k., mas por que razão esse assunto retorna repetidas vezes?

 FLERTE PERIGOSO – Heleno apoiou Eduardo Bolsonaro, que em entrevista a Leda Nagle citou a hipótese de um novo AI-5

FLERTE PERIGOSO – Heleno apoiou Eduardo Bolsonaro, que em entrevista a Leda Nagle citou a hipótese de um novo AI-5 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Por motivos eleitorais, a verdade é que tem muita gente interessada nesse clima de radicalização. O discurso bolsonarista se alimenta do ódio à esquerda — e vice-­versa —, e ambos saem ganhando desse jogo perigoso de polarização. Exemplo mais recente disso é a nova projeção para as eleições presidenciais de 2022, na qual o presidente e o seu rival Lula aparecem com destaque (veja o quadro). Portanto, nada é por acaso. Ao acusar o petismo de ter feito um governo comunista quando comandou o país, entre 2003 e 2016, Bolsonaro sabe que a retórica contra a foice e o martelo rende apoio, mesmo três décadas após a queda do Muro de Berlim. Enquanto as referências estão na esfera da estratégia eleitoral, sem menções específicas a medidas de força, vá lá. A direita é livre para apontar os problemas da esquerda, assim como as críticas na direção oposta são legítimas. O problema é quando o capitão e seus seguidores começam a invocar esse espectro de gaveta em suas redes sociais para justificar ações extremadas, entre elas as citações ao AI-5 como um instrumento para conter possíveis protestos violentos dos inimigos vermelhos. Aí uma fronteira perigosa é ultrapassada. “O anticomunismo virou uma palavra-valise, é oca, dá para colocar o que se quiser lá dentro”, diz a historiadora Heloisa Starling.

Uesb cria solução que combate parasita de abelha sem ferrão


Em até 24 horas, um enxame inteiro de abelhas sem ferrão pode ser extinto por moscas parasitas que invadem suas colônias. Comumente chamadas de “moscas cleptoparasitas”, esses inimigos naturais são uma das principais barreiras na criação das abelhas. E se uma solução homeopática puder combater esse parasita?

Pensando nisso, o grupo de pesquisa Abelha sem Ferrão da Universidade preparou o nosódio. Essa substância serve para o controle e combate desses parasitas, denominados de “Pseudohypocera kerteszi”, e é elaborada a partir do próprio agente causador. A pesquisa foi desenvolvida por meio do projeto de extensão “Criação Racional de Abelhas Sem Ferrão”.

De acordo com a bióloga Generosa Ribeiro, coordenadora do Projeto, as moscas utilizam o pólen, que é coletado pelas abelhas, para a sua alimentação e, ao infestar uma colônia, podem levar à sua destruição em até um dia. “A utilização do nosódio beneficiará a todos os meliponicultores, tendo em vista a facilidade na aplicação e o excelente retorno. Assim, a ampliação da criação das abelhas é importantíssima para a polinização das plantas nativas para manutenção da biodiversidade”, explicou.

Nesse sentido, a pesquisadora publicou uma Nota Técnica com o objetivo de contribuir com os meliponicultores da região e do país. Com isso “os meliponicultores poderão fazer o manejo de multiplicação e transferência de enxames sem se preocuparem com esses inimigos, que são o maior problema e que limitam a atividade”, pontuou Ribeiro.

Em vídeo de 2018, Carla Zambelli mostra comitê eleitoral ilegal de Bolsonaro em Belo Horizonte


Denúncia da Folha nesta sexta-feira 6 revelou que o comitê da capital de Minas, estratégico para a campanha presidencial, não foi declarado à Justiça Eleitoral. “Gente, olha que coisa mais linda o que o pessoal de BH fez aqui”, diz a hoje deputada do PSL Carla Zambelli

(Foto: Reprodução)

Após denúncia publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira 6, que revela omissão de gastos da campanha de Jair Bolsonaro à Justiça Eleitoral, o que configura um novo crime eleitoral do atual presidente, circula nas redes sociais imagens do comitê eleitoral de Belo Horizonte, justamente o que não foi declarado na relação de despesas.

Em um dos vídeos de 2018 resgatados pelos internautas, Carla Zambelli, que se elegeu deputada federal pelo PSL na onda bolsonarista, exibe o espaço: “Gente, olha que coisa mais linda o que o pessoal de BH fez aqui. Olha isso, adesive o seu veículo grátis aqui. Drive Trhu17. Tem um luminoso BH17”.

“Aqui em Belo Horizonte já foram mais de 5.000 veículos adesivados”, acrescenta Zambelli. O empresário mineiro Abraão Veloso, que também aparece no vídeo, chama o local de “um centro de convivência Bolsonaro”.

Um documento da Prefeitura de BH mostra que o imóvel pertence a uma empresa, a concessionária de veículos Brasvel. Um dos donos, Eduardo Brasil, confirmou à Folha que o imóvel foi “cedido” a um grupo de bolsonaristas. Mas desde 2015 as doações de empresas para campanhas eleitorais são proibidas, o que mostra que Bolsonaro violou a lei.

Rubens Valente

@rubensvalente

neste vídeo da campanha de 2018 a hoje deputada Carla Zambelli apresenta o QG eleitoral pró-Bolsonaro que não foi declarado à Justiça Eleitoral:

614 pessoas estão falando sobre isso

William De Lucca

@delucca

Foi esse espaço de campanha que Bolsonaro escondeu de sua prestação de contas, o que configura crime eleitoral. https://twitter.com/GentilMarcos1/status/1051194833052798977 

276 pessoas estão falando sobre isso

Vitória da Conquista: Falso advogado é preso ao prestar consultoria jurídica previdenciária


Vitória da Conquista: Falso advogado é preso ao prestar consultoria jurídica previdenciária

Foto: Divulgação

Um homem que atuava ilegalmente como advogado foi preso nesta quinta-feira (5), em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. De acordo com a subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Victor Jeronimo Barros Dias Guimarães, de 27 anos, foi preso em flagrante em um escritório/coworking localizado Avenida Vivaldo Mendes, Recreio.

A ação foi executada pela Polícia Militar e acompanhada por representantes da OAB, diante da presença dos clientes atendidos. O suspeito foi encaminhado para o Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), onde está à disposição da Justiça. A OAB recebeu denúncia sigilosa sobre suposto exercício irregular da profissão, através de ações de panfletagens e mala direta na cidade. A divulgação era direcionada aos aposentados e pensionistas do INSS, voltada a orientações jurídicas no âmbito do Direito Previdenciário.

Ao ser exigida a carteira profissional, ele declinou, negando ser advogado e confessando apenas a consultoria jurídica, o que legalmente constitui a prática do exercício ilegal da profissão. Foi quando a representante da OAB verbalizou a prisão em flagrante. Ao suspeito, foi imputada infração ao artigo 47 da Lei das Contravenções Penais: “Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício”.

Em Vitória da Conquista, Victor prestava o atendimento exclusivamente no dia do flagrante em nome do “GrupoBrasil de revisões previdenciárias”. A empresa inexistente que anunciava o serviço, já tinha sido alvo de ação civil pública proposta pela OAB Seccional Rio de Janeiro, ajuizada na Justiça Federal e praticava os mesmos atos ilegais em todo país.

Com residência fixa em São Bernardo do Campo-SP, o suspeito praticou os mesmos atos no dia anterior em Porto Seguro e planejava atender em Salvador e Camaçari ainda nesta semana. Em seu depoimento, Victor alegou que integrava o referido grupo há três anos. A ação contou com a colaboração da 77ª Companhia Independente de Polícia Milita e foi operacionalizada pelas Comissões de Combate ao Exercício Ilegal da Profissão, de Defesa das Prerrogativas e de Ética e Disciplina da OAB Subseção Vitória da Conquista.

Os possíveis advogados (as) envolvidos (as) nas atividades ilícitas serão encaminhados ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. A OAB Subseção Vitória da Conquista continuará acompanhando o caso e analisará viabilidade do ajuizamento de ação com pedido liminar, para que o referido grupo se abstenha de praticar quaisquer atos inerentes e privativos a advocacia, ou qualquer forma de angariação ou captação de clientela.

Alta do preço das carnes puxa inflação em novembro no país, diz IBGE


Frigorífico de Vitória da Conquista

A alta de 8,09% no preço das carnes foi o item que mais influenciou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em novembro deste ano. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,51% em novembro, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%).

Os alimentos e bebidas tiveram uma alta de preços de 0,72%. Além das carnes, também contribuíram para a inflação os cereais, leguminosas e oleaginosas (1,65%), óleos e gorduras (1,33%), os produtos panificados (0,71%) e as carnes industrializadas (0,69%). Com isso, se alimentar em casa ficou 1,01% mais caro em novembro.

“A alimentação no domicilio vinha caindo há seis meses. A alta de agora foi puxada pelas carnes. Para ter uma ideia do peso do aumento das carnes, o grupo alimentação e bebidas sem as carnes teriam um resultado de deflação de 0,18%”, disse o pesquisador do IBGE Pedro Kislanov.

A alimentação fora de casa teve alta de preços de 0,21% no período. Por outro lado, tiveram queda de preços alimentos como tubérculos, raízes e legumes (-12,15%), hortaliças (-2,20%) e leites e derivados (-0,93%).

Alguns itens não alimentícios também tiveram impacto importante sobre a inflação neste mês, como as loterias (24,35%), a energia elétrica (2,15%), o plano de saúde (0,59%) e o etanol (2,46%).

Grupos de despesas
Entre os grupos de despesas, os principais impactos vieram da alimentação (0,72%), despesas pessoais (1,24%) e habitação (0,71%). Também tiveram inflação os grupos transportes (0,30%), vestuário (0,35%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e educação (0,08%).

Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesas artigos de residência (-0,36%) e comunicação (-0,02%).

Bahia aprova primeiro manifesto “Por Mais Mulheres no Poder”


Um dia histórico para as mulheres baianas e brasileiras. Assim pode ser definida a realização do primeiro Parlamento Feminista do Brasil, que aconteceu na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta quinta-feira (05/12).

Com a presença de mulheres brasileiras e de outros países, o encontro teve por objetivo fortalecer a participação feminina na política e aprovar o manifesto Mais Mulheres no Poder, documento construído com as sugestões das mulheres presentes no evento, que defende a paridade de gênero e cotas na política. Posteriormente, o manifesto será enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Senado, Câmara Federal, ONU Mulheres e PNUD.

Realizado pela Comissão dos Direitos das Mulheres da Alba, o encontro foi inspirado no Parlamento Feminista que aconteceu na cidade de La Plata, Argentina, em 2018, parte das atividades da 4ª edição do ELLA – Encontro Latino Americano de Feminismos.

Presidenta da Comissão dos Direitos das Mulheres da Alba, Olívia Santana declarou que o Parlamento Feminista foi aprovado por unanimidade pelas deputadas da Casa. “Entendemos que mesmo sendo de partidos diferentes, sabemos da importância em estarmos unidas em torno do empoderamento feminino e defesa dos direitos das mulheres”.

A titular da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), Julieta Palmeira, parabenizou a realização do evento e em especial, a Comissão dos Diretos da Mulher da Assembleia. “Quando falamos em parlamento feminista precisamos ressaltar o papel das deputadas, prefeitas e vereadoras. Não posso deixar de registar que em sete dias, quatro mulheres foram mortas por feminicídio. Essa cultura machista afeta, inclusive, a participação feminina nos espaços de poder e decisão, inclusive a política”.

A mesa de abertura do evento contou com uma grande representatividade feminina. Presente, a deputada cubana Anabel Treto declarou que os direitos das mulheres cubanas foram conquistados com muita luta e que o governo cubano incentiva a presença da mulher na política.

A deputada estadual pelo Rio de Janeiro, Mônica Francisco falou sobre a importância em mudar o atual sistema político. “Não dá para fazer política sem as mulheres. É impossível um país que não represente e nem respeite as nossas formas de vida. É impossível que os parlamentos no Brasil e na América Latina continuem com esses projetos que não representam nossa diversidade”, destacou.

Dríade Aguiar, da Mídia Ninja e do ELLA, falou da satisfação em participar do primeiro Parlamento Feminista brasileiro. “Ninguém convida a mulher para a discussão política, por isso entramos sem pedir licença. Ano passado na Argentina, conseguimos reunir mulheres eleitas entre nós para falar de política para nós”.

A advogada trans e deputada estadual da mandata coletiva Juntas, de Pernambuco, Robeyoncé Lima, reafirmou a importância da união das mulheres para combater o sistema machista, homofóbico, racista e lgbtfóbico. “Nós precisamos ocupar os espaços e não podemos permitir mais retrocessos na política. Precisamos exigir dos partidos a nossa presença nas campanhas e nas eleições.”

Para a deputada estadual carioca Leci Brandão, é importante olhar para todas as mulheres reais, são elas que precisam estar inclusas na política. “Precisamos ouvir os coletivos, as pessoas que estão na ponta. Que esse Parlamento Feminista realizado aqui na Bahia seja exemplo para todo o Brasil.”

O evento seguiu com as falas das mulheres durante a tarde, em uma grande Assembleia Feminista, onde as inscritas tiveram vez e voz na realização do Parlamento Feminista.

O evento contou com a presença de Milena Caridad, cônsul de Cuba no Brasil, da deputada federal Alice Portugal, das secretárias estaduais Fabya Reis (Sepromi) e Cibele Carvalho (Serin), prefeitas, deputadas estaduais e federal, vereadoras e mulheres dos mais diversos movimentos sociais.

Carta da Bahia

 

Mirante e Jussiape recebem aparelhos de Raio X e Ultrassom


Equipamentos de exame de diagnóstico por imagem foram entregues na segunda-feira (02) aos representantes dos municípios de Jussiape, prefeito Dr. Éder, e de Mirante, Leandro Gonçalves Lima, secretário municipal de saúde. Eles estiveram acompanhados do deputado federal Waldenor Pereira, autor de emenda parlamentar destinando os equipamentos adquiridos através da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), representada no ato de assinatura de doação pela chefe de gabinete, Nelma Carneiro Araújo.

Para Jussiape foi entregue um aparelho de Raio X, enquanto Mirante foi beneficiado com um aparelho de exame de Ultrassonografia, ambos considerados de grande utilidade para os serviços de saúde nos municípios, por facilitar a realização de exames de prevenção e de diagnóstico de doenças. De acordo com o deputado Waldenor Pereira, a destinação desses aparelhos integra uma ação estratégica que ele desenvolve em parceria com o deputado estadual Zé Raimundo, visando o apoio e o fortalecimento dos serviços municipais de saúde das suas regiões de atuação política.

Por dia, 20 crianças são diagnosticadas com câncer pelo SUS; BA soma 325 casos em 2019


por Jade Coelho

Por dia, 20 crianças são diagnosticadas com câncer pelo SUS; BA soma 325 casos em 2019

Foto: Divulgação

A cada dia mais de 20 crianças e adolescentes com idades de zero a 19 anos são diagnosticadas com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A constatação foi feita pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base no Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico (Painel-Oncologia), do Ministério da Saúde.

A entidade aproveitou a informação para chamar a atenção para a necessidade do diagnóstico precoce da doença que mais mata nesta faixa etária. Ao analisar os dados a SBP identificou que mais de 41 mil crianças e adolescentes receberam resultados positivos de exames para identificar neoplasias entre 2013 e novembro deste ano.

Na Bahia nesse período foram diagnosticados 2.348 casos. Em 2019, somente entre janeiro e novembro o número foi de 325 casos. No país o total chegou aos 6.289 casos diagnosticados neste ano.

A presidente da Sociedade Brasileira de Pediatri, Luciana Rodrigues Silva, avalia que os números confirmam a importância da detecção do câncer em seus estágios iniciais. Ela ressalta que o diagnóstico cedo melhora as chances de cura, aumenta a possibilidade de sobrevida e impacta na qualidade de vida dos pacientes. “É importante valorizar as queixas das crianças e levá-las regularmente ao pediatra. Na maioria das vezes, elas sinalizam para doenças comuns da infância, mas em alguns casos pode ser uma condição mais séria”, argumentou.

Carla Zambelli rebate Joice: até que ponto pode chegar a crueldade de uma pessoa?


Deputada Carla Zambelli rebatia, na CPMI das Fake News, xingamento de ‘abortista’ feito pela também deputada Joice Hasselmann no Twitter (vídeo)

(Foto: Reprodução | Gustavo Bezerra)

 O embate entre as deputadas federais do PSL paulista Joice Hasselmann e Carla Zambelli durante sessão da CPMI das Fake News nesta quarta-feira 4 continua gerando repercussões.

Na noite de ontem, Carla Zambelli postou um trecho da discussão entre as duas, em que ela rebate um xingamento feito por Joice, via Twitter, que usou, entre os ataques, a palavra ‘abortista’.

“Quando ela me chama de abortista, ela tá me acusando de um crime. Eu fico até emocionada porque eu acabei de perder um bebê”, disse Carla Zambelli, que chegou a se afastar das atividades parlamentares por conta da gravidez, mas perdeu o bebê.

Depois da fala, a parlamentar bebe um copo de água, aparentemente emocionada, e Joice não se convence, indicando que ela estaria fingindo.

Confira a postagem:

Carla Zambelli

@CarlaZambelli17

Até que ponto pode chegar a crueldade de uma pessoa?

Às vezes, são pequenos momentos que, por mais difíceis que sejam, servem para mostrar quem é quem.

Agradeço – e muito – pelas mensagens de apoio.

5.818 pessoas estão falando sobre isso

Potência instalada de GD cresceu 158% na Bahia nos últimos 12 meses


Dados foram apresentados no Bahia Energy Meeting

A Bahia cresceu 158% em potência instalada de Geração Distribuída (GD) nos últimos 12 meses. O termo GD é utilizado para a energia elétrica gerada próxima ou no local de consumo. São 36,6 MW de potência instalada, 3,4 mil unidades geradoras, 4,7 mil unidades que recebem créditos e mais de 151,7 mil módulos fotovoltaicos. Só em 2019 foram mais de R$ 60 milhões investidos no setor na Bahia. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), durante o painel “As potenciais mudanças para a Regulação da Geração Distribuída”, que ocorreu nesta quarta-feira (04), no Bahia Energy Meeting, maior evento de energia renovável realizado no Nordeste.

De acordo com a diretora de Interiorização do Desenvolvimento da SDE, Laís Maciel Lafuente, a atuação do governo baiano em GD este ano mudou a realidade do setor. “Já existe geração distribuída no interior do estado e é muito maior do que nós apresentávamos há cerca de quatro meses. Isso é fruto da nossa atuação com o Sebrae e com as empresas do setor. Queremos seguir articulando e fomentando o setor, atraindo indústrias, gerando empregos e fazendo encadeamento produtivo”, afirma.

Os dados da secretaria mostram que na Bahia 43,8% da potência instalada pertence à classe comercial. Revelam ainda que 28,06% das unidades geradoras estão localizadas em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari. A diretora explica que a principal meta para 2020 é sensibilizar ainda mais os gestores municipais. “Vai ser um ano fundamental de transição e a gente entende que o gestor municipal é referência. Se a prefeitura começa a aderir a uma política solar distribuída, isso prolifera com maior velocidade, mostrando que é possível para as micro, pequenas e grandes empresas. Esse é o nosso maior objetivo: interiorizar investimentos e gerar empregos no interior do Estado”.

Joice a Carla Zambelli: “Quem me perguntou se você era prostituta foi o presidente”


Confira o vídeo do momento em que a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) relembra a conversa com Jair Bolsonaro sobre o suposto passado da também deputada Carla Zambelli (PSL-SP)

 

Da revista Fórum – As deputadas federais Joice Hasselmann (PSL-SP) e Carla Zambelli (PSL-SP), apesar de serem do mesmo partido, trocaram farpas de forma intensa na noite desta quarta-feira (4), já no final da sessão da CPMI das Fake News no Congresso.

De acordo com o jornalista George Marques, que acompanhou toda a sessão, Hasselmann disparou para Zambelli: “Quem me perguntou se você era prostituta foi o presidente”.

Confira o vídeo:

William De Lucca

@delucca

Joice Hasselmann: Quem me perguntou, textualmente, olhando no meu olho, na sala do Presidente, depois de eleito, se você tinha sido prostituta na Espanha foi o presidente. Ele me perguntou.

Carla Zambelli: (…)

810 pessoas estão falando sobre isso