Ex-chefe de reportagem de A TARDE, jornalista Eliezer Varjão morre aos 80 anos


O empresário, jornalista e ex-chefe de reportagem do jornal A TARDE, Eliezer Varjão morreu nesta terça-feira, 6, os 80 anos. Ele passou por complicações após dar entrada no Hospital Aliança, em Salvador, com um quadro de apendicite. Neste período contraiu a Covid-19 e foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, passando a ter cuidados intensivos desde então.

Na sua trajetória profissional, Eliezer também atuou como assessor de imprensa da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), da Secretaria de Recursos Hídricos e da Universidade Católica do Salvador (UCSal).

Ele é pai de Léo Varjão e Elane Varjão, que atuavam junto a ele na empresa Varjão Comunicação. Elane também coordena a comunicação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e possui a coluna De Olho na Saúde’ em A TARDE.

Ainda não há informações sobre o horário e local do velório do jornalista.

Eliezer Varjão também atuou na assessoria da Embasa e UCsal | Foto: Arquivo A TARDE
Eliezer Varjão também atuou na assessoria da Embasa e UCsal | Foto: Arquivo A TARDE

Nas redes sociais, a neta Bruna Varjão comentou a morte de Eliezer. “[…] pude rezar ao seu lado e fazer carinho na sua cabecinha antes de ele partir. Que Deus e os espíritos de luz lhe recebam em paz, meu curico!”.

Colega de redação

A jornalista e colunista do jornal A TARDE, Cleidiana Ramos, comentou com pesar a morte de Eliezer. Cleidiane explica que foi uma decisão do jornalista que garantiu que ela fizesse o teste e conseguisse uma vaga na redação, mesmo tendo apenas 15 dias de graduada.

“Eliezer Varjão era o chefe de reportagem quando entrei em A TARDE, em 1998.  Ele foi quem deu a decisão final para que eu fizesse um teste com apenas 15 dias de graduada. Na época não havia estágio em A TARDE. Esse teste virou 17 anos de atuação como repórter do jornal. Varjão era rígido. Tomei várias broncas, mas aprendi lições preciosas e que guardo até hoje como a de que não há pauta perdida, mas apenas uma correção da abordagem. Ao mesmo tempo tinha doçura e, passado o tempo em que, inclusive disse que me testou de todas as formas, sempre manteve comigo uma relação de carinho. Lembro que um ano depois de contratada tive uma crise aguda de gastrite e fiquei em observação na emergência de um hospital. O quadro era meio complicado porque eu corri risco de hemorragia gástrica.  Quando ele soube, ligou, me deu uma bronca porque disse que eu agi como se estivesse sozinha, mas que ele era meu colega antes de ser meu chefe; disse ainda que até meus pais chegarem do interior, eu estava sob a responsabilidade dele, ou seja, que decisão sobre cirurgia ou outro procedimento invasivo eu só deveria tomar após ouvi-lo porque ele era mais velho e mais experiente. Era essa pessoa que tinha uma gentileza e generosidades enormes, na maioria das vezes escondidas na capa de “chefe bravo’. Ele, com certeza, é alguém por cuja memória eu sempre terei muito carinho”, comentou Cleidiana.

Eliezer comandava a empresa Varjão Comunicação junto com a filha Eliane | Foto: Reprodução | Instagram
Eliezer comandava a empresa Varjão Comunicação junto com a filha Eliane | Foto: Reprodução | Instagram

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