Bolsonaro acerta com centrão a volta da CPMF


Justificativa oficial será de que recursos ajudarão a bancar a desoneração da folha de pagamentos. Em 2015, Bolsonaro fez campanha contra o imposto que agora irá recriar

Bolsonaro, Marco Feliciano, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Bolsonaro contra a CPMF em 2015
Bolsonaro, Marco Feliciano, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Bolsonaro contra a CPMF em 2015 (Foto: Arquivo)

Depois de produzir o maior rombo fiscal da história do Brasil, em razão dos gastos com a pandemia, mas também por conta do baixo crescimento desde que chegou ao poder, Jair Bolsonaro vai recriar a CPMF, o imposto incidente em todas as transações financeiras. O acerto foi fechado ontem com líderes do centrão.

“Líderes do governo negociam a apresentação ainda esta semana de proposta de criação de um tributo de transações digitais com cobrança semelhante à extinta CPMF. Uma das propostas é aprovar o um novo tributo temporário para começar a desoneração da folha de pagamentos (a redução nos encargos que as empresas pagam sobre os salários dos funcionários)”, aponta reportagem de Adriana Fernandes e Camila Turtelli, no jornal Estado de S.Paulo.

“A CPMF foi um imposto que existiu até 2007 para cobrir gastos do governo federal com projetos de saúde – a alíquota máxima foi de 0,38% sobre cada operação. Em 2015, o governo, então sob comando da presidente Dilma Rousseff, chegou a propor a volta do tributo, mas isso acabou não acontecendo”, lembram as jornalistas. Naquele momento, o governo Dilma era sabotado por Eduardo Cunha e Aécio Neves, para que fossem criadas as condições para o golpe de 2016.