Por que um brasileiro deve celebrar o nascimento de Bolívar?


Telmário Mota*

Muito antes de existirem o Brasil, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Argentina, Uruguai, Paraguai, os povos que habitavam na região que hoje constitui os territórios desses países se comunicavam através de trocas comerciais primitivas e intercâmbios culturais. Um exemplo notável é o Império Inca.

O surgimento dos Estados nacionais na América do Sul, através das guerras de independência, modificou essa realidade apenas parcialmente. Introduziu-se a cultura europeia, suas línguas, suas formações econômicas e políticas e o território sul-americano foi incorporado ao movimento econômico mundial, primeiro pelo colonialismo, depois pelo mercado capitalista.

Essas mudanças históricas, todavia, se observadas com o olhar no futuro, resultam no inevitável aprofundamento dos nossos laços. Os nossos povos são filhos da geografia, somos sul-americanos, compartilhamos um destino comum. É nosso dever construirmos na América do Sul um território de integração econômica e social, paz e prosperidade.

A união entre os nossos povos e a paz que almejamos deve ser construída no dia-a-dia. Um elemento fundamental para a harmonia e a paz na América do Sul é o respeito à história de cada povo, aos seus valores culturais e às suas escolhas políticas. Cada povo escolhe o seu caminho para a libertação nacional e para buscar o pleno desenvolvimento de suas potencialidades.

Na construção de sua identidade nacional, cada povo honra os seus heróis. Os heróis nacionais são chamados de Libertadores na América Espanhola. A Argentina honra a San Martín como o Pai da Pátria; o Uruguai tem a José Artigas como o seu Libertador; o Paraguai honra a Rodríguez de Francia, Carlos Antonio López e Francisco Solano López; a Colômbia a Antonio Nariño, Camilo Torres Tenorio, Bolívar e Santander; o Perú a Tupac Amaru, José de San Martín e Simon Bolívar; a Bolívia, como o nome do país indica, considera Bolívar o Pai da Pátria. A Venezuela honra o legado libertador de Francisco de Miranda e Bolívar.

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