Dívida Pública Federal sobe para R$ 4,39 trilhões em junho, informa o Tesouro


Endividamento externo cresceu 9,65%, resultado de uma emissão no mercado internacional de US$ 3,5 bilhões

Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil

 

A dívida pública federal subiu 3,27% em termos nominais em junho, no comparativo com maio, segundo informou nesta quarta-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em valores, o passivo da União – somando débitos internos e no exterior – pulou de R$ 4,251 trilhões para R$ 4,39 trilhões.

Segundo a Agência Brasil, a dívida mobiliária interna – correspondente aos títulos públicos emitidos – passou de R$ 4,033 trilhões para R$ 4,151 trilhões (alta de 2,93%). A alta deve-se, conforme o Tesouro, à emissão líquida de R$ 99,18 bilhões. Houve incorporação de juros ao montante total de R$ 18,8 bilhões.

A emissão no mercado internacional no início de junho de US$ 3,5 bilhões – em torno de R$ 18 bilhões na cotação de terça – fez o estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe) subir 9,65%. O débito total passou de R$ 218 bilhões em maio para R$ 239,03 bilhões em junho.

As instituições financeiras foram as principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 27,47% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 25,79%, e os fundos de pensão, com 24,47%, aparecem em seguida.

Com a retirada de recursos de investidores internacionais do Brasil, decorrente da crise econômica, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu, atingindo 9,09% em junho. Este é o menor percentual de estrangeiros na dívida interna desde 2009. Os demais grupos somam 13,19% de participação, segundo os dados apurados no mês.