Pereira expõe servidores à possibilidade de contágio, além da humilhação pública


 

 

Protagonista de cenas desagradáveis junto aos servidores públicos municipais, o prefeito Pereira, ao vender a folha de pagamentos dos servidores municipais ao baco Itaú, não se preocupou com a falta de estrutura da instituição financeira no município, em relação a tamanha demanda, pois trata-se de 9 mil servidores. O banco cadastrou os servidores e utilizou as dependências da Prefeitura, logo deveria fazer o mesmo para validar as senhas das respectivas conta. Todavia tal atitude sensata não foi efetivada e o prefeito não deu qualquer importância para o assunto.

Dessa maneira os servidores receberam os cartões pelos Correios, entretanto teriam que se deslocarem para as insalubres agências do banco na cidade de Vitória da Conquista,para ali, validarem as respectivas senhas, ou seja, provocar uma aglomeração de 9 mil pessoas. Não procede a afirmação bestial de alguns que ônus dessa lambança pereiral recaia sobre a agilidade dos  servidores em providenciar a respectiva validação dos cartões, mesmo porque, além de validar cartão, existem o labor de cada cada servidor, outras atividades pertinentes a vida de qualquer pessoa. Ademais a Prefeitura  teria que providenciar a mesma condição de que deu a instituição financeira  por ocasião da abertura das contas.

veja abaixo a matéria do Blog do Sena:

Fila, chuva, aglomeração, muita insatisfação e até ocorrência policial na fila do banco Itaú nos últimos dias. Os servidores municipais tiveram que esperar por muitas horas para abrir as contas, cadastrar a biometria e desbloquear os cartões nas duas agências da instituição em Vitória da Conquista, uma vez que os salários dos mais de 9 mil servidores começaram a ser pagos pagos pelo referido banco.

O Blog do Sena esteve no local registrando a situação e falando com os servidores. A diretora do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (SIMMP), Ana Cláudia Santana, falou sobre o desgaste e a humilhação aos quais os servidores estão sendo submetidos.

“Nós já sofremos o desrespeito ao longo de 4 anos praticamente, desvalorização e muito desrespeito. Temos aqui professores que vão receber metade do salário, porque o salário foi cortado. Estamos sendo obrigados a vir para a fila de um banco privado, em plena pandemia, porque o prefeito Herzem Gusmão não respeita servidor público. Então nós estamos aqui pedindo um pingo de valorização”, afirmou a servidora.

Na noite de ontem, vários servidores precisaram ter as senha reagendadas para hoje, porque devido ao contingente de pessoas, não foi possível atender todos no mesmo dia. Por volta das 22h, a Polícia Militar foi chamada para conter um discussão entre funcionários do banco e servidores que ficaram indignados ao saber que não seriam atendidos mesmo após uma dia inteiro de espera.