Procurador-geral da República defende pronunciamento criminoso de Bolsonaro; nem todo baiano é sábio


Augusto Aras, procurador-geral da República indicado diretamente por Jair Bolsonaro, publicou ofício em que manifesta a licitude do pronunciamento em cadeia nacional do presidente da República, alvo de críticas severas no mundo todo

Jair Bolsonaro e Augusto Aras
Jair Bolsonaro e Augusto Aras (Foto: Reuters | STF)

O procurador-geral da República Augusto Aras disse que Jair Bolsonaro não cometeu crime no pronunciamento da última terça, 24. A manifestação arquivou a recomendação elaborada por procuradores contra a Presidência.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “no ofício, Aras afirma que não há ‘indícios de eventual prática de ilícito de natureza criminal’ por parte do presidente em seu pronunciamento à nação, no qual atacou a imprensa, minimizou o avanço do coronavírus e se manifestou pela reabertura do comércio em um esquema de ‘isolamento vertical’.”

O ofício prossegue: “em um ambiente crítico marcado pelo reconhecimento da pandemia do COVID-19 e pela existência de incertezas científicas que decorrem naturalmente da excepcionalidade vivenciada, não cabe ao Ministério Público a tarefa de definir a melhor estratégia para implementação dos planos de ação de governo e dos serviços de saúde adequados às circunstâncias geopolíticas e socioculturais brasileiras.”