Por 11 reuniões, Rogério Marinho recebeu R$ 189 mil em jetons, fora o salário; sentiu a moralização Arnaldo?


Novo ministro do Desenvolvimento Regional, que toma posse nesta terça-feira, ganhou montante após participar de eventos no Sesc

Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados

 

O novo ministro do Desenvolvimento Regional, o ex-deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), recebeu pelo menos R$ 189 mil em jetons por participar de 11 reuniões no Sesc (Serviço Social do Comércio). Trata-se de uma entidade do sistema “S” e da CNC (Confederação Nacional do Comércio) que recebeu R$ 3,4 bilhões em recursos públicos só nos primeiros oito meses de 2018. Os valores fizeram dobrar o salário do ex-deputado, que era secretário de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, subordinado a Paulo Guedes.

As informações foram reveladas nesta terça-feira (11) em reportagem do portal UOL.

Marinho toma posse como ministro na tarde desta terça-feira (11). Como secretário, ele trabalhou em medidas de austeridade nos gastos públicos com servidores e de redução de direitos trabalhistas para jovens pela, como a reforma da Previdência e “Carteira Verde e amarela”, entre outras.

A assessoria do futuro ministro disse à reportagem do UOL que a remuneração é justa, “pelos trabalhos desenvolvidos na qualidade de membro do conselho nos termos da legislação em vigor” .

Marinho foi nomeado para o cargo em fevereiro do ano passado. A assessoria da CNC explicou que o então secretário “participou de todas as reuniões ordinárias do Conselho Fiscal do Sesc, que são realizadas mensalmente, desde a sua nomeação”.

De acordo com o UOL, em quase todos os meses a partir de março passado, foram depositados R$ 21 mil a mais na conta do ministro por conta das reuniões no Sesc, entidade vinculada à CNC, dirigida por José Roberto Tadros. Os jetons fizeram, por exemplo, o rendimento de Marinho saltar de cerca de R$ 22 mil brutos para R$ 43 mil em outubro do ano passado, ou seja, praticamente o dobro. O limite constitucional salarial no Brasil é de R$ 39 mil mensais, mas há exceções que permitem furar essa restrição.

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