“Trump me pediu para mediar com o Irã e depois assassinou meu convidado”, diz Primeiro Ministro do Iraque


A declaração do primeiro-ministro iraquiano em exercício, Abdul-Mahdi, destrói a alegação dos EUA de que eles tomaram “ação defensiva decisiva” para impedir um ataque supostamente orquestrado pelo general iraniano Qasem Soleimani

Primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi
Primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi (Foto: REUTERS/Khalid al-Mousily)

O primeiro-ministro iraquiano em exercício, Adel Abdul-Mahdi, recomendou que tropas dos Estados Unidos saiam do país. Em discurso ao Parlamento, Abdul-Mahdi afirmou que o general iraniano Qasem Soleimani tinha viajado para Bagdá com o objetivo de entregar uma mensagem do Irã à Arábia Saudita sobre uma proposta para diminuir as tensões na região.

Soleimani deveria se encontrar com o primeiro-ministro na manhã em que foi assassinado. As informações foram publicadas no Et Urbs Magna.

A revelação destrói a alegação dos EUA de que eles tomaram “ação defensiva decisiva” para impedir um ataque supostamente orquestrado por Soleimani.

O assassinato pode gerar conflitos de proporções incalculáveis, até porque o Irã disse que não vai mais respeitar limites para o enriquecimento de urânio.

Por sua vez, o Itamaraty afirmou que é preciso combater o terrorismo, numa clara submissão aos Estados Unidos, do governo Donald Trump. A posição de Jair Bolsonaro pode prejudicar o comércio com o Irã, o principal importador de milho do Brasil.