Primeiro ano de Bolsonaro e Guedes provoca saída recorde de dólares do Brasil


Embora prometessem trazer de volta a confiança ao país, Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia) provocaram o efeito inverso com um governo incapaz de gerar crescimento. Segundo dados oficiais, a fuga de capitais do Brasil em 2019 é a maior da história: o fluxo cambial em outubro ficou negativo em US$ 8,49 bi, elevando o déficit no ano

(Foto: Reuters | Carolina Antunes/PR)

O fluxo cambial em outubro ficou negativo em US$ 8,49 bilhões, elevando o déficit no ano a US$ 21,46 bilhões. O número já é maior que os US$ 16,18 bilhões registrados em 1999, até então o pior ano da série histórica do Banco Central, iniciada em 1982. Os dados publicados pelo jornal Valor Econômico refletem a incapacidade de Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia) de atrair investidores em quase um ano de governo.

Alguns fatores explicam o fracasso do Brasil no fluxo cambial, como queda das receitas com exportações. O resultado também foi atingido pelos juros baixos e pelas incertezas na guerra comercial entre Estados Unidos e China. Outro detalhe é que as empresas aproveitaram a queda do juro e o crescimento do mercado doméstico de debêntures para captar recursos e pagar compromissos no exterior.

Exportadores optaram, ainda, por manter parte de suas receitas fora do País com o objetivo de pagar suas operações e amortizações ou antecipar o pagamento de dívidas em moeda estrangeira. Foi o caso, por exemplo, da Petrobrás, que responde por grande parte da dívida corporativa brasileira no exterior. De acordo com dados fornecidos pela estatal, foram gastos US$ 14,72 bilhões entre pré-pagamentos, recompras de bonds e amortizações no exterior.

As estatísticas demonstram, que apesar de Bolsonaro e Guedes, adotarem o entreguismo como um dos princípios para guiarem o Brasil, os dois ainda são incapazes de atrair investidores. Sem mercado consumidor aquecido, com empregos precários e corte de direitos trabalhistas, e uma economia estagnada, a confiança de retorno de investimentos não alavanca.

Um país só pode crescer se, num primeiro momento conseguir educar de forma crescente sua população como um todo e não só parte dessa;  se a renda mínima for compartilhada com o total da população; se esse total da população for suprida  dos requisitos básicos, como alimentação, transporte regular, saúde e trabalho. Mais adiante a parte mais qualificada dessa  população deve ser aproveitada na educação mais elevada,  ou seja na pesquisa, principalmente tecnológica, nenhum país rico, ficou rico sem passar por esse caminho.

Propositalmente, deixei para o fim, algo que os mais intelectualizados que estão lendo essa matéria diria, ele esqueceu do crédito. Como diz o poço na sua infinita sabedoria, apois,  O crédito é a mola propulsora da economia de um país,  se a sociedade empresarial tem crédito todos ganham, principalmente o país, um governo tem que liberar e fomentar empreendimentos que visem em primeiro plano alimentar a população, garantir moradia digna, saúde, educação e transporte, não há razão para distribuir crédito apenas à grandes empresas,muito pelo contrário, esse deve ter seu ponto principal nas pequenas empresas, no nosso caso, fundamentalmente ao produtor rural e as  pequenas indústrias de transformação que agreguem valor  ao produto, um litro de leito custa  R$1,50, por outro lado  um litro de doce de leite custa  R$ 70 reais.

Nosso blog, não pode abrir mão da informação instrutiva, sabemos que a maior parte da população na maioria das vezes não consegue compreender, ou se interessar por matérias como esta, todavia, sempre escreveremos para quem possa compreender e levar a mensagem adiante. Consideramos um crime jornalístico dizer à população que o país está bem, e que apenas com a troca de governo os problemas se resolvem: Antes da troca de governo, deve-se buscar se for o caso a troca de visão do governo.

Antes dissemos que o crédito é fundamental, é uma verdade absoluta, mas se não temos o  ” dinheiro” como conceder o crédito? atraindo capital externo, essa operação é por demais complicada, para o capital externo especulativo, temos que oferecer juros atraentes, se fazemos isso, penalizamos os empresário e o povo nativos, então qual o caminho? na minha visão produzir para vender mais caro.

O Brasil mudou de governo e adotou uma política que não engloba 150 milhões de brasileiros, a economia ficou concentrada apenas na parte mais rica da população e o chamado “miúdo” ficou fora do bolo, dessa forma, onde chegaremos? o  país não consegue captar recursos externos,mesmo tendo herdado uma reserva garantidora de 380 bilhões de dólares, a parte miúda da população, contente com os ganhos proporcionados nos últimos anos, não  se preocupa com os 20 anos futuros e imagina que esteja tudo bem.

Enfim, não conseguindo captar dólares,mesmo com as reformas feitas e outras em andamento, mesmo assim, os investidores internacionais preferem outros  países e começam a investir seu capital onde tenha maior segurança do lucro.