Com identidade revelada, porteiro que citou Bolsonaro diz que tem medo de morrer


De acordo com familiares, ele se recusa a falar sobre o assunto

Redação
Foto: Reprodução / Veja
Foto: Reprodução / Veja

 

Uma reportagem da revista Veja revelou a identidade do porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro nas investigações da morte de Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

Alberto Jorge Ferreira Mateus estava de férias quando disse em depoimento que “seu Jair” havia liberado a entrada de Élcio de Queiroz, um dos suspeitos dos homicídios, no dia do crime ao condomínio onde Bolsonaro tem casa.

Segundo a revista, o porteiro está “feito um animal acuado” e afastado do trabalho. De acordo com familiares, ele está “com muito medo de perder o emprego e até morrer”.

Procurado pela reportagem, ele se recusou a falar. “Eu não estou podendo falar nada. Não posso falar nada”, disse.

Um cunhado de Mateus diz que ele não fala sobre o caso com ninguém. “Não sei se alguém importante mandou ele não falar. Quando alguma pessoa chega perto e toca no assunto, ele foge”, falou. Falar a verdade na ditadura, sempre foi algo muito perigoso.

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