Expansão do agronegócio e a formação das cidades


O agronegócio tem papel fundamental para a economia brasileira e a tendência é de crescimento impulsionado, principalmente, pela produção de grãos, como a soja. O PIB (Produto Interno Bruto) do Agronegócio brasileiro cresceu 0,65% em maio de 2019, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea* (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

O IBGE* (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também divulgou projeções otimistas para o setor e calculou que, em março deste ano, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 230,1 milhões de toneladas, 1,6% acima da safra de 2018.

Cultura da soja

O Brasil está entre os maiores produtores de soja do mundo (atrás apenas dos Estados Unidos) e o cultivo de soja tem sido considerado a melhor opção por parte dos produtores nas últimas safras. Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) computados pela Embrapa Soja* a área de plantio de soja em 2019 está estimada em mais de 35,8 milhões de hectares e produção de 114 milhões de toneladas.

Com esses números é de se esperar que essa cultura mude, não apenas a vida de centenas de milhares de pessoas, mas também a estrutura das cidades. Os polos de desenvolvimento e as áreas com maior incremento da produção de soja geram empregos e empresas, atraindo o desenvolvimento urbano.

Formação de cidades

No Brasil, o agronegócio não apenas levou desenvolvimento para cidades já existentes como foi responsável pelo nascimento de novos municípios. Tudo começa quando um grande latifundiário compra uma fazenda e começa a produzir e gerar receitas a partir do agronegócio. Com o passar do tempo, a agricultura passa a ser intensiva – modalidade de produção agrícola que utiliza intensivamente insumos e tecnologia para o aumento da produtividade e redução nos prazos – e surge a necessidade de o latifundiário arrendar parte das terras em módulos rurais com o intuito de trazer mão-de-obra e serviços essenciais para a sua produção.

Quando os módulos rurais começam a ser ocupados, são criadas demandas, oportunidades de negócios e infraestrutura. O fluxo de pessoas e mercadorias gera uma dinâmica econômica que resulta na formação de uma cidade.

Um exemplo é o município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A cidade, com 19 anos de emancipação, se destaca no cenário nacional pelo desempenho no agronegócio. Quando se emancipou de Barreiras, no ano 2000, o então povoado de Mimoso do Oeste tinha 18 mil habitantes. A cidade cresceu junto com o agronegócio e hoje tem uma população de quase 85 mil pessoas*.

Com a expansão, principalmente, da cultura da soja, chegaram indústrias, muitas multinacionais, lojas e grandes revendedoras. Grande parte da paisagem agora é urbana: são ruas asfaltadas, prédios e empreendimentos imobiliários de alto padrão.

Planejamento de longo prazo

Com todas essas informações em mãos, o que cabe aos proprietários de grandes áreas rurais? Planejamento de longo prazo. As boas perspectivas do mercado agrícola possivelmente resultarão em novas dinâmicas territoriais. Por isso é essencial planejar além da agricultura e da expansão da fazenda, fomentar o desenvolvimento de áreas com características urbanas que poderão sustentar, melhorar e dinamizar a distribuição da produção.

Especialista em inteligência de mercado, a Urban Systems tem toda a expertise necessária para avaliar o potencial agropecuário e de urbanização da sua propriedade. A empresa acumula, em seus 20 anos de atuação, 900 projetos, 700 cidades analisadas e mais de 300 indicadores de desenvolvimento econômico sustentável que ajudam a minimizar riscos e sinalizam oportunidades de negócios.

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André Cruz, sócio e diretor de planejamento urbano da Urban Systems

*Fontes:

Cepea: https://bit.ly/2BB4Goi

IBGE: https://bit.ly/2G4q5sN

Embrapa: https://bit.ly/2g7rlRE

Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães: https://bit.ly/2lIcq4a