O governo Pereira não tem onde cair morto


 

Rafael Nunes é advogado e empresário

Não é novidade para a sociedade conquistense que,  a gestão fracassada do Prefeito Herzem Gusmão,  não tem governado em favor dos vivos. A surpresa agora é o vilipêndio à memória dos mortos, bem como às suas famílias enlutadas.
Esse é, sem nenhuma dúvida, um dos piores conjuntos de governo da história da cidade. É um governo que trabalhou pesado para inviabilizar o consórcio de saúde. Um governo que não concede aumento salarial  aos servidores e não apresenta uma justificativa plausível para essa posição. A lei de responsabilidade fiscal prevê o limite de 54% de gastos com pessoal. O governo gasta menos que 50% com sua folha de pagamento, portanto o reajuste não desobedece o mandamento legal. Quando o argumento é a disposição orçamentária, esse também cai por terra. Os contratos milionários de locação de imóveis e equipamentos, assessorias e consultorias por todos os lados, além de gratificações que chegam a dobrar o salário dos cargos de confiança (leia-se os técnicos de excelência que o Prefeito prometeu colocar no governo), são argumentos para demonstrar que falta apenas vontade politica. Ou seja, é pura má vontade com o servidor.
Agora estamos a ver o episódio do cemitério do Kadija. A gestão, mentirosa contumaz insiste em dizer que está tudo bem. Quando reconhece alguma dificuldade, tenta colocar sobre os ombros da administração anterior. Esta não existe mais. O que existe é o atual governo, que poderia resolver o problema “numa canetada só”, mas prefere fugir e humilhar viúvas e órfãos fragilizados pelo golpe sempre violento da morte, encontrando a porta do cemitério fechada (aconteceu em 2018) ou tendo seus entes queridos vergonhosamente sepultados nos corredores do cemitério.
O certo é que a cidade tem pressa em trocar de comando e o próximo governo encontrará um rombo nos cofres da Prefeitura, por conta também de gastos desnecessários, haja vista, por exemplo, o número de diárias e viagens de  secretários, sem justificativa alguma. Esse governo precisa acabar logo. E quando acabar, não terá onde cair morto.

Rafael Nunes