Palestra educativa reuniu a comunidade de Belo Campo para discutir os perigos da carne clandestina


O diálogo aconteceu nesta última quarta-feira e contou com a presença de órgãos públicos e a comunidade.

Foi dada a largada da campanha “Carne Clandestina, saúde em risco” que iniciou oficialmente suas atividades nesta quarta-feira, 14, em Belo Campo, região sudoeste da Bahia. A palestra educativa contou com a presença da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia – ADAB, da Vigilância Sanitária, das secretarias da cidade, de sindicatos, de lideranças e da população.

O objetivo da reunião foi alertar a comunidade para os problemas que a carne de origem clandestina pode causar. Além dos problemas de saúde, o abate e o comércio ilegal de carne infringem leis ambientais e trabalhistas – uma vez que contribui com a degradação do meio ambiente e manutenção de empregos informais.

“Muitas vezes o pessoal não sabe o que é errado ou o que é certo. Por isso, é importante reuniões como essa, em que mostramos o porquê da fiscalização. Não é só fiscalizar e punir, é mostrar o motivo”, diz Alex Dantas, veterinário da ADAB.

Também foram revisadas legislações tanto para o produtor, quanto comerciante. Os palestrantes se mostraram à disposição quanto às orientações.

A palestra ainda abriu espaço para ouvir os sindicatos e as demandas do povo, discutindo problemas e buscando soluções para as carências da comunidade. Segundo Alex, a população tem o direito de cobrar os órgãos responsáveis.

Caso, você consumidor, identifique estabelecimentos com irregularidades, João Paulo, coordenador da Vigilância Sanitária, orienta:

“Ligue para o número de atendimento (77) 3437-2016, ao entrar em contato, especifique o estabelecimento e o endereço. Se tiver algum produto lesado pode levar até à Vigilância. A denúncia é anônima.”

Lembre-se: você é o principal fiscal nesta luta.

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