Ex-pastores denunciam Igreja Universal por esterilizações em massa


Reprodução/Facebook

 

Ex-pastores da Igreja Universal do Reino de Deus declararam em ações na justiça que cirurgias de vasectomia estavam sendo pagas pela instituição religiosa; há relatos de que as esterilizações em massa foram feitas em mutirões; a Igreja responde a processos movidos por religiosos na Justiça do Trabalho que dizem ter sido forçados a passar por esterilização como forma de ingressar, permanecer ou ascender no rol de pastores da igreja

Ex-pastores da Igreja Universal do Reino de Deus declararam em ações na justiça que cirurgias de vasectomia estavam sendo pagas pela instituição religiosa. Há relatos de que as esterilizações em massa foram feitas em mutirões. A Igreja responde a processos movidos por religiosos na Justiça do Trabalho que dizem ter sido forçados a passar por esterilização como forma de ingressar, permanecer ou ascender no rol de pastores da igreja.

Clarindo Oliveira, ex-pastor, afirma: “quando eu fiz [a cirurgia], chamávamos [o médico] de ‘o açougueiro’, porque havia uma fila de 30 pessoas. Fiz [a cirurgia] em 12 minutos, nem deu tempo de pegar a anestesia.”

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “o ex-pastor venceu o mais recente processo julgado por três desembargadoras do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo). A igreja foi condenada, em segunda instância, a pagar R$ 115 mil em indenizações por danos morais e materiais. A Universal recorre da decisão. No acórdão, a relatora do caso, desembargadora Silvana Ariano, citou dois relatos de outros religiosos que foram ouvidos pela Justiça do Trabalho como testemunhas. O caso foi julgado em abril deste ano.”

A matéria ainda acrescenta que “um deles disse que ‘teve de fazer vasectomia […], que o problema de ter filho é o aumento de gastos e a impossibilidade de transferência […], que a reclamada [Universal] pagou a cirurgia’. A igreja negou as acusações, disse que venceu uma série de ações movidas pelos ex-pastores e afirmou estimular o planejamento familiar. A Universal apresentou à reportagem 13 sentenças e acórdãos nos quais foi vencedora. A igreja negou também que tenha pago por cirurgias.”

 

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