Transporte Coletivo: Relação incestuosa entre Prefeitura, Sindicato, Vanzeiros e Viação Vitória ( Parte 28)


Vitória da Conquista enfrenta problemas de mobilidade; moradores têm duas opções de transporte público, uma legal e a outra clandestina, o prefeito prefere trabalhar ao arrepio da lei veja aqui aparte 27)

Quando você fala em mobilidade, as pessoas pensam sempre em trânsito, ou transporte público lotado, no tempo que se gasta dentro do transporte público com o trânsito, no movimento moradia trabalho no início do dia e final da tarde, dificuldades encontradas nas grandes e médias cidades, destaca o especialista em mobilidade Willian Rigon, pesquisador sobre do tema e diretor da empresa Urban Systems.

Segundo ele, nas cidades pequenas, os problemas de mobilidade não são menores, mas apenas diferentes. “Você tem outros tipos de problema, que é a falta de acesso ao transporte público, o tempo de demora para o transporte público chegar, a qualidade desse transporte público, porque as frotas antiquadas das grandes cidades são vendidas para cidades pequenas”, destaca.

Se em uma cidade grande, os ônibus passam nos pontos lotados, em uma cidade média ou pequena, o transporte coletivo chega normalmente com lugares sobrando, porém, em frequência menor, dois ou quatro horários por dia. E não há alternativas, como as encontradas em uma capital: metrôs, trens e veículos leves sobre trilhos (VLT). “Cidades pequenas, quando são atendidas por modais de transporte de massa, como metrô e trem, é apenas porque fazem parte de alguma região metropolitana”.

Rigon foi o responsável em 2017 pela pesquisa sobre mobilidade da Connected Smart Cities, uma plataforma que visa a colaborar para que as cidades brasileiras possam tornar-se mais inteligentes e conectadas. O estudo, lançado no ano passado, classificou as cidades de acordo com as melhores soluções de mobilidade.

“Quando a gente fala em cidade conectadas é que o prefeito tenha um bom planejamento e que ele busque soluções condizentes com os problemas que existem na própria cidade. Eu não preciso, em uma cidade pequena, trabalhar com semáforos inteligentes se ela não tem problema de trânsito, se ela não tem problema de pico de horário”.
Na cidade de Vitória da Conquista, apesar de ter semáforos inteligentes e um sistema de transporte coletivo avançado, implantado em 2014, o elemento que causa dificuldade está exatamente no atual gestor municipal, esse, infelizmente entende que deve quebrar contratos CELEBRADOS por gestores anteriores, apenas para beneficiar a casta do transporte clandestino, que o ajudou a vencer as eleições, colocando a República em último plano e buscando apenas e tão somente o prazer de sua vaidade pessoal em detrimento do usuário.

No Brasil, a gente nunca teve uma política forte, a nível federal ou estadual, que fortalecesse essas cidades menores, que investisse em infraestrutura para torná-las mais atrativas. Os investimentos acabaram concentrando-se em cidades grandes, que concentraram também os problemas, talvez até com maior nível de gravidade pela dinâmica de concentração industrial e demográfica que a gente teve nessas localidades.

Entendemos que o transporte público urbano, carece de isenção total de impostos, desde os equipamentos até os insumos, isso seria suficiente para o barateamento das passagens, mesmo porque, como é esse transporte, que conduz a grande mão de obra da cidade, indiretamente os valores dos impostos gerados pelo trabalho e consumo dessas pessoas seriam suficiente para constar como abatimento nos impostos que acabei de citar.

Nos últimos anos, tem ocorrido um certo deslocamento de população de algumas metrópoles para cidades intermediárias. Mas o processo está se dando mais pelos fatores negativos das grandes cidades do que pelo investimento nas médias. Nesse contexto Vitória da conquista tem atraído pessoas de diversas localidades do país, ora em busca de uma vida menos estressante, ora em busca de sucesso nos segmentos da saúde e da educação, haja vista o sistema de saúde avançado, com hospitais de primeira linha, ou em busca de aperfeiçoamento educacional, haja a vista a grande quantidade de faculdades e Universidades existentes, fazendo com isso a necessidade cada vez maior de um transporte coletivo de qualidade.

Enfim, como dissemos anteriormente, a política de transporte adotada pelo município na atual gestão, não visa o bem público, visa um gueto político que trabalha na clandestinidade e trafega conduzindo pessoas, com preço de tarifa inferior ao oficial e nada dá em garantia ao usuário: a pressa, as dificuldades financeiras, fazem com que as pessoas optem por trafegar com esses veículos, o grupo político dominante ganha com a promessa de distribuição de sua propaganda política nos veículos clandestinos, simplesmente porque, nos veículos legalizados essa prática é proibida e os condutores esperam a concretização da promessa que serão legalizados, assim poderão ganhar dinheiro, sem qualquer obrigação social ou trabalhista.

O ex- líder do atual governo na Câmara Municipal, usando uma rede social chamou de “bandidos” os responsáveis pelo transporte legal da cidade, mas no entanto, deixou a entender que honestos são os que transportam clandestinamente as pessoas, entendemos que esse também seja o pensamento do atual governo municipal, o vereador tem um sobrinho que explora o transporte clandestino, cuja mãe, que é irmão do vereador, afirma que foi autorizado pelo prefeito.
A cidade de Vitória da Conquista experimento o governo do ímpio, onde qualquer coisa correta não prospera, vale a lei do mais forte, vale o interesse do prefeito , não como prefeito, enquanto agente da República, mais muito principalmente como pessoa particular.

Enfim, agora o prefeito Pereira resolveu administrar uma empresa de ônibus, apesar de alugar alguns veículos da Viação ” ROSA”, uma empresa mágica, afinal consegue fazer desaparecer ônibus, mesmo assim  o prefeito quer administrar os veículos alugados, mas esse será assunto da parte 29 dessa série.