Transporte Coletivo: Relação incestuosa entre Prefeitura, Sindicato, Vanzeiros e Viação Vitória ( Parte 27)


Nesse vídeo o prefeito entrega o território da cidade aos vanzeiros apoiadores de sua campanha

Passagem por valores inferiores ao que é praticado pelo sistema regular de transporte urbano ou interestadual é o principal atrativo para os passageiros que usam o transporte clandestino. Esses preços são mais baixos devido à falta de compromisso dos infratores com questões regulamentadas, tais como inspeção veicular prévia, antecedência criminal dos motoristas, itens e equipamentos obrigatórios (pneus, extintor de incêndio, cinto de segurança) e, principalmente, a não observância aos direitos dos usuários, colocando em risco a vida dos passageiros. O não cumprimento a essas exigências ainda dificulta alguma indenização da empresa ou proprietário do veículo em caso de acidentes, já que a informalidade prejudica a obtenção de informações.

Por isso tudo, o transporte clandestino coloca em risco a vida dos passageiros. A ANTT tem intensificado suas operações de combate ao transporte clandestino, desde as novas medidas instituídas pela Resolução nº 4.770/2015, que prevê a apreensão, por 72 horas, de veículo flagrado realizando transporte clandestino, além de multa de R$ 6.744,48. Segundo a ANTT, só nos últimos dois anos, aumentou em 59% a efetividade na repressão ao transporte não autorizado de passageiros, comparando os primeiros semestres de 2016 (com 1.505 autuações) e 2017 (com 2.552 autuações). Essas operações são de extrema importância para conscientizar os cidadãos sobre os riscos de usar esse serviço.

Portanto, o passageiro precisa ficar atento e fazer a escolha pelo transporte regular, que tem garantia de um deslocamento mais seguro e amparado em regulamentação formal. Sendo assim, os passageiros podem denunciar qualquer irregularidade pelos seguintes canais:

Aqui os vanzeiros  informam quem manda no pedaço

A opção pela legalidade tem ônus, todavia, o custo benefício é sentindo principalmente quando ocorre um acidente, fato, na maioria das vezes inevitável, quando isso ocorre, o passageiro, usuário do transporte clandestino sente a realidade dura em suas costas, O município de Vitória da Conquista elegeu  na última eleição municipal, um  cidadão que prometeu legalizar o transporte clandestino de passageiro através de ” VANS”, com essa atitude bestial, atraiu para a cidade cerca de seiscentos chamados  “Vanzeiros” desorganizando o sistema municipal de transporte e provocando a falência de uma das empresas concessionárias do transporte coletivo urbano, no caso, a  empresa denominada, Viação Vitória. em várias matérias cumprindo nosso dever de informar alertamos à população.  Veja aqui a  (Parte 26)

Vanzeiros protestam na porta da Prefeitura

O prefeito de Vitória da Conquista, Sr. Pereira num dos seus primeiros atos, ordenou aos servidores fiscais de trânsito, que não  multasse e nem apreendesse qualquer veículo que efetuasse transporte ilegal de passageiros no município de Vitória da Conquista, se colocando assim, acima da Lei vigente no país. Essa determinação foi feita internamente na Prefeitura Municipal e ratificada nos programas de rádio do prefeito, em duas emissoras de rádio da cidade.

Com essa medida populista, o alcaide começou a governar como um imperador, introduziu uma indústria de multas, onde os veículos particulares deveriam ser multados de forma contínua, até que a Prefeitura pudesse alcançar 13 milhões de arrecadação; em contrapartida nenhuma instrução normativa foi divulgada na Imprensa como forma de educar ou reeducar a população sobre as novas  normas rigorosas de  fiscalização, mesmo gastando 3 milhões de reais em propaganda pública ao ano. A ideia é multar para arrecadar

Com a saída da Viação Vitória, responsável pelo chamado  LOTE 1, do transporte coletivo urbano da cidade, o prefeito estendeu sua preocupação com as pessoas que utilizam o pagamento do valor da metade da passagem, notadamente os estudantes, os portadores de cartões pré-pagos, os idosos e portadores de alguma deficiência que não pagam transporte por determinação legal,  E sem condições de autorizar os chamados  “vanzeiros”  a praticar essas benesses, teve que requerer aos préstimos da outra concessionária para emergencialmente operar as linhas do LOTE 1, entretanto, garantiu a essa empresa uma constância mínima de transporte de 1.300.000 passageiros pagantes ao mês. Com isso, a empresa diluiria no preço da passagem regular, os  beneficiados com tarifa reduzida e os outros passageiros que não pagam passagem por força de lei. E, fundamentalmente o combate ao transporte clandestino nas linhas outorgadas.

Câmara Municipal se reúne tarde demais; não há cura para o doente

No entanto, o prefeito Pereira, nada fez  na direção de resolver o problema, é necessário esclarecer que a tarifa que falamos o valor da passagem em epígrafe seria de R$ 4,20. isso, baseado em  análise profunda de todos os custos  para se manter um ônibus transportando passageiros por 18 horas na área urbana de Vitória da Conquista, essa planilha deveria ser pública ( esse ano de 2019, a Prefeitura de Vitória da Conquista, foi apontada como a gestão mais transparente do Nordeste) os critérios de tal avaliação não é do conhecimento público, entretanto para atender a sociedade conquistense, seria de bom alvitre  que a Prefeitura divulgasse a planilha de custos  do transporte coletivo para que a população entendesse o mecanismo, por que esconde isso? Que transparência é essa?

Vanzeiros fechando o Terminal de ônibus da Cidade

Enfim, o Prefeito de  Vitória da Conquista se reuniu várias vezes com o Sindicato dos Rodoviários, representantes do transporte clandestino, não para solucionar as necessidades da sociedade em ter um transporte público regular, legal e seguro, mas, muito principalmente para pagar sua promessa de campanha junto aos clandestinos, promessa essa que legalizaria o transporte clandestino, tirando uma fatia do transporte coletivo legal, outorgado no ano de 2014,; esse fato sempre tirou da mesa de negociações o transporte legal.

Agora a  ” bomba”  estourou de vez, depois de acumular um prejuízo mensal de de meio milhão de reais a empresa  Cidade Verde, que socorreu o prefeito,  após a saída da empresa Vitória do sistema, Não suportou mais, e começou a entregar parte do Lote 1, por total  falta condição de pagar ao menos o custo do combustível no transporte dos passageiros, cabe a Prefeitura criar as condições  operacionais para a empresa operar, entretanto, a Prefeitura faz vistas grossas na fiscalização da clandestinidade que pratica um preço de passagem inferior ao regular, primeiro fato de desequilíbrio  do sistema, como citamos no início do texto. Mesmo assim, o alcaide quer obrigar a empresa a operar com prejuízo  contumaz, até que alcance a falência.

ônibus da concessionária incendiado

Tardiamente, a Câmara de Vereadores resolveu se reunir, tentando uma solução, embora a solução esteja na frente dos olhos de todos, não só dos vereadores, mas de todo o governo municipal, mas o caminho mais fácil é obrigar a empresa a perder dinheiro, e tirar a responsabilidade de quem tem que gerir o sistema, com segurança  para os dois lados: população e empresa concessionária,  Nesse calibre, o vereador Gilmar  Ferraz entrou com uma ação na Justiça contra a empresa concessionária, quando na verdade deveria ter entrado contra o município de Vitória da Conquista, como aliado do prefeito, o parlamentar não teve coragem de atacar o ponto central e  preferiu atacar a periferia, a ação está eivadas  de erros, mas não vale a pena discutir o assunto neste momento, veja aqui

 

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