“Exército não matou ninguém”, afirma Bolsonaro após músico ser alvejado por militares no RJ; mesmo que o morto fosse ele, não seria ninguém


Presidente hipócrita, classificou a ação como um “incidente” e afirmou “lamentar a morte de um cidadão trabalhador e honesto”

Foto: Flickr/Palácio do Planalto

Cinco dias após a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou pela primeira vez sobre o caso. Ele afirmou nesta sexta-feira (12), no evento de inauguração do aeroporto de Macapá, “lamentar a morte do cidadão trabalhador e honesto”, mas classificou a ação como um “incidente”. Bolsonaro ressaltou ainda que “o Exército não matou ninguém”, que “o Exército é do povo e não se pode acusar o povo de ser assassino”.

No último domingo, o músico foi vítima de, pelo menos, 80 tiros de fuzil disparados por soldados do Exército, que dizem ter confundido o carro de Evaldo com o de criminosos.

Até a declaração desta sexta, o governo federal só havia só havia se manifestado sobre o caso por meio do porta-voz Otávio Rêgo. Na ocasião, ele disse que “não existe essa de jogar para debaixo do tapete” e que o responsável pela morte de Evaldo dos Santos Rosa será responsabilizado.