Uma Vitória Anunciada ou a Consagração de uma luta política?


Olá Senhores Leitores, [Marielle, Presente✓] É Isso mesmo, independente do dever de ofício nosso, a narrativa se faz presente, sempre, e essa escola, a Estação Primeira da Mangueira representa a história de superação da invisibilidade do {Ser}, representa as catacumbas, ou o interior dos navios tumbeiros a atravessar parte do Atlântico, com Ori Orum Ashé Yayá, Rei na África, que aqui virou Francisco dos Santos, invisibilizando a sua memória, não apenas a desse Monarca Preto, mas de vários outros Urins Orums, também Monarcas. A vitória dessa Escola, hoje um grande movimento, transcende a própria escola. Essa Vitória, é a Vitória de homens e mulheres, de pele Preta, que, embaixo de imensos carros alegóricos, não vêem o carnaval passar, não vê a multidão em Frisson, gritando pela escola, cantando o samba enredo criado muitas vezes por esses de pele preta. Veja que a grande maioria de passistas, malabares, tocadores de vários instrumento, são de pele preta. Eles, os de baixo, apenas levam nas costas os de cima, os da pele branca. Veja como tem sido a história, a história de heróis, pra uns esquecidos, pra nós jamais, Marielle, Luiz Gama, Luther King, Cartola, Mussum, Dandara, Milton Santos, Evaldo Braga, Zumbi, Bob Marley, a minha Mãe Dona Rosa, Mãe Stela, José Novaes, e tantos outros heróis, heroínas, que sempre estiveram, estão aqui, a exemplo de Elza Soares, Elisa Lucinda, Edson Gomes, Gil, Spike Lee, Wagner Moura, Arlindo Polvinthay, O Ilê, a Banda Didá, Mariene de Castro, e tantos outros próximos a nós a inspirar, a ver no outro essa possibilidade de Vitória. Ela veio. Mas veja como são os movimentos envolvendo a política, a luta, os desafios junto com seus dissabores, a resistência e a destruição de pessoas. Quis o Brasil, uma parte do Brasil, que a [Mangueira] num movimento de introspecção coletiva se levantasse, se insurgisse, pesquisasse contra os ódios disseminados com arminhas em mãozinhas voltadas pra si mesmos, se auto-destruindo.

A vitória da Escola, trouxe à tona, a superfície, a superação de governos, a subversão da ordem, fazendo se curvar as organizações da TV-Oficial do golpe, onde se fazia visível, risível a cara de preocupação de seus narradores, a ponto de se dirigir às outras escola, como a [Paraíso Tuiuti], outra Escola Grande, revolucionaria, de Alas crítica, não ao governo, na visão desses, mas contra os políticos, ora, ora, ora, os políticos. Não é engraçado? Esse movimento coletivo, a mangueira, reverberou, que o Carnaval é resistência, é criatividade, é trabalho de um ano inteiro, de mobilização, de pesquisa, leitura, leituras da história, pra enfim, nos brindar com a maravilhosa possibilidade concreta de dizer ao Brasil, ao mundo, que por mais que tentem nos aviltar, nos destruir, nos humilhar, não conseguirão, afinal, esse afeto, o da felicidade, da resistência, de nossos heróis, principalmente, os do cotidiano, nos fez, nos fazem grandes. É bem isso: a escola campeã foi clara, ordem só pode ser progresso tratando com respeito e integridade, índios, pretas, pobres, idosos, crianças. Recuperou os heróis negligenciados pelos livros da História do Brasil. Em curso: a história não oficial do Brasil. Veja como foi grande Sêo Lula e Dona Marielle grandes e sorridentes numa avenida em êxtase gritando: lute como Marielle. E aqui, eu digo: lute como herói sem precisar de heróis construídos por uma elite que, no Brasil, está em pavorosa com suas riquezas se diluindo não aqui, mas lá fora, afinal, essa elite nem aqui reside, apenas usa o Brasil de forma rentista, a$$a$$ina, matando sonhos, destruindo afetos. A escola vencedora disse em alto som: “Ditadura Assassina”, e mostraram ex-presidentes como Floriano Peixoto pisando em cadáveres” na verdade Zumbis, prontos a destruir a todos, literalmente. Repito -, Carnaval é resistência popular. A mangueira na direção certa. Pra fechar a tampa: me parece que a aposta em fiscalizar o ” nus Alheio, tarefa que executava com maestria quando era parlamentar, mas também durante a campanha eleitoral, [e até mesmo os seus apoiadores, se sentiram traídos]. Talvez inspirado por esotéricos filósofos, que demonstram fixação anal em suas interações nas redes sociais, parece que Bolsonaro resolveu aproveitar o carnaval para se aprofundar nesse caminho”. Não deu certo. Não dará certo. Talvez, se continuasse escondido no parlamento a conspirar no submundo da política, fosse mais feliz. Os dias desse rapaz serão de solidão, de mentiras, de sombras, com Sêo Lula à espreita. A Escola deu o aviso…. Mas quem matou Marielle. Hoje, foram presos dois policiais, segundo a narrativa jornalesca, dois suspeitos desse brutal assassinato contra o Brasil. Estamos atentos. A Comuna que Pariu e Cest Fini. Professor Joilson Bergher.