Sobre o Lomantão e outras; vale a pena a verdade


*Paulo Nunes

Para entrar no assunto do gramado do Lomantão, é preciso partir de um ponto sobre o qual, não pode haver qualquer dúvida ou versão diferente da verdade: toda e qualquer espécie de grama, seja numa área verde, seja numa arena esportiva, aqui ou em qualquer parte do planeta, é fundamental a manutenção. Até a grama sintética (sintética!) que o Esporte Clube Bahia, sonha para a Fonte Nova, precisa de manutenção, quanto mais uma planta. Como qualquer ser vivo, qualquer variedade de grama está sujeita à ação de agentes físicos como o clima e a movimentação dos atletas, alé


A entrega da obra foi festejada pelos desportistas e o gramado era um tapete até 31 de dezembro de 2016. O governo passado investiu corretamente pouco mais de R$ 1 milhão para uma empresa reconhecida nacionalmente executar a obra. Empresa contratada com licitação, diga-se de passagem.
Foi essa empresa,  a mesma  contratada  pelo prefeito Pereira e seu secretário leal, para tentar salvar o estádio, ainda no ano passado, depois de um fungo se espalhar após o gramado ficar encharcado pela chuva e coberto para o show de “Roberto Carlos”. Nenhuma recomendação dos técnicos da Greenleaf foi seguida. Manutenção? Zero!
A Greenleaf cuida da Fonte Nova desde a construção da nova arena. Planejou a troca do gramado depois do show da banda Pink Floyd. Claro! A cobertura colocada sobre o campo, o peso do público, a umidade e a ausência de luz afetam a grama e criam, por exemplo, a oportunidade de algum fungo se espalhar… entendeu? Os serviços foram programados para o intervalo dos jogos do Bahia, que só precisou jogar em outro estádio  uma vez.
Sim, é verdade que o novo tapete traz uma outra espécie de grama. Mas nem a Fonte Nova e outras arenas que trocaram a Bermuda tiffway, fizeram isso porque as ervas daninhas, o mato, os buracos e os tufos tomaram conta de seus gramados.
Uma prefeitura não tem, como os consórcios que administram as grandes arenas esportivas, condições para trocar um gramado e deixá-lo em condições de uso em competições oficiais em cerca de 30 dias. Foi o que a Greenleaf fez na Fonte Nova.
Uma prefeitura não tem o direito de deixar um equipamento público da importância do estádio  Lomantão, abandonado aos cuidados da chuva, como Hérzem Pereira  faz. Jogar dinheiro fora é abandonar por quase dois anos, o gramado que ele recebeu como o melhor do interior e o segundo melhor da Bahia, no mesmo padrão das grandes arenas brasileiras. O Lomantão até pode ser um espetáculo, mas como um pasto. E é preciso dizer com todas as letras: isso se deve exclusivamente à falta de manutenção com o gramado e à falta de respeito com o dinheiro público e com o desporto conquistense.

*Paulo Nunes é jornalista

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