Vereadores discutem sobre negociação salarial entre professores municipais e Poder Executivo em Sessão Especial


Durante a sessão especial da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) sobre a negociação salarial entre professores municipais e o Executivo Municipal, nesta quarta-feira, 8, os vereadores discutiram sobre a melhor forma de garantir o diálogo e assegurar os direitos históricos já conquistados pela categoria.

Viviane interroga: “Cadê o governo do povo?” – A vereadora Viviane Sampaio (PT) condenou a ausência do prefeito Herzem Gusmão ou um representante na sessão. Ela frisou que o objetivo maior era ouvir o Executivo, especialmente os secretários de Administração, Finanças e Educação e seus posicionamentos sobre o Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 12 de 2018 que prevê reajuste de 6,79% para os professores de nível I, 2,76% para o nível II. “O reajuste não é legitimado por essa categoria [professores]”, falou.

Em sua fala, exigiu respeito do Executivo. Para ela, não se justifica a ausência de agentes da prefeitura no debate, já que a sessão foi marcada na semana passada e amplamente divulgada. Viviane avalia que o discurso eleitoral do atual prefeito que prometia uma gestão aberta à população agora mostra a verdadeira face. “É um governo fechado, autoritário e truculento”, cravou.

Prefeito “liberou geral” o transporte e agora colhe crise – O vereador Valdemir Dias (PT), líder da bancada de Oposição, defendeu a gestão anterior das acusações de ter falido empresas de ônibus coletivo. Segundo Dias, o prefeito não administra as empresas. Ele avalia que a Viação Vitória chegou ao caos por inapetência administrativa. Por outro lado, a liberação das vans sem nenhuma regulamentação pela atual gestão agravou o sistema de transporte coletivo.

Sobre o Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 12/2018 que prevê reajuste salarial para os professores municipais é mais um reflexo do “estelionato eleitoral” praticado pelo atual gestor. Segundo Valdemir, além de não cumprir promessas, o prefeito ataca direitos conquistados pelos educadores. Para ele, não faltam recursos, mas planejamento. “É um total desgoverno”, disse. Dias condenou o que considera discursos populistas na Câmara e afirmou que estar ao lado dos professores requer votar contra o projeto.

Cori exige discurso e ação coerentes – O vereador Professor Cori (PT) defendeu coerência entre os discursos proferidos na Câmara e as ações. Para ele, se a maioria dos professores condena a proposta de reajuste salarial do Executivo (Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 12/2018) a conta na Câmara é simples – a Oposição tem 10 votos e precisa de mais um para ajustar a proposta ao que pedem os professores. “A gente vai fazer a emenda de 6,81% para os dois níveis e vamos colocar o mesmo reajuste para os monitores”, afirmou. A prefeitura oferece 6,79% para professores de nível I e 2,76% para os de nível II. Em sua fala, pediu para se transformar o discurso em ação.

Cori defendeu uma audiência pública para discutir a situação do transporte coletivo. Ele lembrou que há um ano denunciou irregularidades no setor ao Ministério Público. Além da questão salarial, o não pagamento de encargos trabalhistas e outros problemas foram apontados.

Falta de recursos para reajuste de salário de professor não procede – Nildma lamentou a situação dos trabalhadores da Viação Vitória que seguem sem receber salário. Ela frisou que espera soluções da Justiça e do Ministério Público para a garantia dos direitos trabalhistas.

A vereadora se solidarizou com os professores que seguem em greve contra a proposta de reajuste salarial ofertada pelo Executivo, abaixo do piso nacional. “É lamentável ouvir alguns discursos aqui hoje”, disse para lembrar que o repasse do Fundeb é feito desde janeiro. “Como não existe verba para aumento [do salário] dos professores?”, questionou. Nildma lembrou de sua trajetória e agradeceu a formação que teve na educação pública. “A maior arma que nós temos é o nosso título eleitoral. Porque o erro de um dia nós pagamos por quatro anos elegendo pessoas que não tem compromisso com a classe trabalhadora, que não tem compromisso com mulheres, com jovens, com negros”, afirmou.

Governo que amordaçar categoria – O vereador Danillo Kiribamba (PCdoB) disse que o Governo Herzem está tentando calar os professores que estão em busca de melhores condições de trabalho. “O Governo Municipal que amordaçar, quer proibir essa legítima paralisação. Não estão pedindo nada fora da lei”, apontou o parlamentar.

Danillo pediu à população que a população preste atenção nos votos de cada vereador para identificar quem realmente está atuando em defesa do professores e monitores e quem está apenas no discurso.

Diálogo se faz necessário – O vereador Luís Carlos Dudé (PTB), líder do Prefeito na Câmara, garantiu que buscará trabalhar para assegurar o direito dos professores ao diálogo com o Executivo Municipal. “Não haverá nenhum problema de sentar e chamar a Secretaria de Educação”, disse Dudé. “Isso é o que nós precisamos fazer. Isso é o que nós vamos fazer”, disse ele.

 

Diálogo se faz necessário – O vereador Luís Carlos Dudé (PTB), líder do Prefeito na Câmara, garantiu que buscará trabalhar para assegurar o direito dos professores ao diálogo com o Executivo Municipal. “Não haverá nenhum problema de sentar e chamar a Secretaria de Educação”, disse Dudé. “Isso é o que nós precisamos fazer. Isso é o que nós vamos fazer”, disse ele.

Sobre os monitores, Dudé destacou a necessidade de discutir melhor a situação. “Em relação aos monitores, é necessária uma discussão em separado para que a gente possa ter o valor devido aos monitores”, disse.

 

“Agora tá na hora do voto” – dispara Jacaré sobre reajuste salarial dos professores – O vereador Fernando Jacaré (PT) acredita que a Casa seguirá unida pelos professores. Ele lembrou que a atuação da Câmara, em 2017, garantiu a mediação entre o Executivo e o SIMMP e um acordo de reajuste. A votação do Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 12/2018 que reajusta o salário dos professores demonstrará que a “Casa do povo está ao lado do povo”. Segundo ele, a categoria conta com o apoio incondicional dos vereadores, inclusive na hora de votar as propostas.

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