Nome de Glauber Rocha para novo aeroporto conquistense é aprovado na CCJ


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou hoje (14) o projeto de Lei que dá ao novo aeroporto de Vitória da Conquista o nome do cineasta Glauber Rocha, para homenagear um dos filhos mais ilustres do município. Como membro da CCJ e autor do projeto de lei sobre o nome do novo aeroporto conquistense, o deputado Zé Raimundo (PT) comemorou a aprovação, por unanimidade, neste colegiado da Assembleia Legislativa, que significa a porta de entrada para a proposta virar lei, já que aprecia justamente a sua constitucionalidade, condição decisiva para a apreciação em plenário.

Zé Raimundo divide a autoria da proposta da denominação do aeroporto conquistense com o deputado Fabrício Falcão (PCdoB). Eles foram motivados a apresentá-la não só pelas suas preferências pessoais, como também pelo estímulo que receberam de pessoas dos vários segmentos sociais do município e teve especial incentivo do governador Rui Costa.

Com amplo conhecimento sobre denominação de logradouros públicos, por ser professor de história e buscar o significado das homenagens, Zé Raimundo se debruçou sobre a proposta para a denominação do aeroporto e produziu justificativa consistente que ressalta a importância da figura de Glauber Rocha para a memória, história e contribuição para cultura cinematográfica nacional.

Glauber Rocha (1939-1981) foi cineasta brasileiro. Um dos responsáveis pelo movimento de vanguarda intitulado Cinema Novo. Produziu filmes de grande repercussão como “Terra em Transe” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”.

Glauber Rocha (1939-1981) nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, no dia 14 de março de 1939. Filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e de Lúcia Mendes de Andrade Rocha. Iniciou seus estudos em casa, com sua mãe. Ingressou no colégio do padre Palmeira.

Mudou-se com a família para Salvador, em 1947. Estudou no Colégio 2 de Julho, instituição presbiteriana. Em 1959, ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, hoje Universidade Federal da Bahia. Seu primeiro contato com o cinema foi na produção dos documentários “O Pátio”, em 1959 e “Cruz na Praça”, em 1960. Abandonou o curso de Direito em 1961, para trabalhar como crítico de cinema. Casou-se com sua colega de faculdade, Helena Ignez.

Em 1961 produziu seu primeiro longa-metragem ”Barravento”, que foi premiado na Checoslováquia. Em 1964, foi reconhecido internacionalmente com o filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, quando recebeu prêmio do Festival de Cinema Livre, da cidade de Porretta, na Itália. Ganhou também a Palma de Ouro, do Festival de Cannes. O filme mostra, numa estética inovadora, as visões e alucinações provocadas pela situação vivida pelo povo no sertão brasileiro.

Glauber produziu outros filmes que tiveram grande destaque, como “Terra em Transe” (1967), que foi indicado para a Palma de Ouro, e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, também com a mesma indicação. Com o primeiro recebeu o troféu Luís Buñuel, no Festival de Cannes. O filme conta a vida de um jornalista que se alia a um político, num lugar imaginário, para tentar mudar a ordem político-social.

Nos anos 70, Glauber Rocha produziu o “Leão de Sete Cabeças”, que foi gravado no Quênia, e “Cabeças Cortadas”, produzido na Espanha. O seu último filme foi “Idade da Terra”.

 

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