Vereadores encontram lixo hospitalar no Centro Régis Pacheco e atestam risco à população


A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, visitou o Centro de Saúde Régis Pacheco e encontrou resíduos de materiais resultante de lixo hospitalar armazenados em caixas de papelão e em tonéis, nas caixas é possível ler as indicações de materiais que podem trazer risco a saúde, entretanto não há nenhuma indicação em vermelho ou preto chamando atenção para o perigo.
Recebemos da vereadora Viviane Sampaio o relato a seguir:
“Hoje pela manhã estive com os vereadores Cícero Custódio e Adnilson Pereira, membros da Comissão de Saúde da Câmara, no Centro de Saúde Régis Pacheco para averiguar a denúncia de acúmulo de lixo hospitalar”.

Constatamos que, devido à mudança de sede da Secretaria de Saúde, caixas de material perfuro-cortante contaminados foram encaminhadas para a unidade. As caixas estão empilhadas em um corredor de circulação, expostas a toda a população e funcionários.

Transferir lixo hospitalar de um setor pra outro sem o transporte adequado é um ato de muita irresponsabilidade!
De onde vem o risco?

De acordo com um estudo feito pelo Hospital Albert Einstein, o maior risco ambiental a partir dos resíduos hospitalares é representado pelo chamado lixo infectante. Caracteriza-se pela presença de agentes biológicos como sangue e derivados, secreções e excreções humanas, tecidos, partes de órgãos, peças anatômicas; além de resíduos de laboratórios de análises e de microbiologia, de áreas de isolamento, de terapias intensivas, de unidades de internação, assim como materiais perfurocortantes.

Uma vez que esses materiais entrem em contato com o solo ou a água, podem causar sérias contaminações no ambiente e causar danos à vegetação. Também podem haver sérios problemas caso esses materiais contaminados entrem em contato com rios, lagos ou até mesmo com lençóis freáticos, pois dessa forma a contaminação irá se espalhar com maior facilidade, prejudicando qualquer ser vivo que entrar em contato com essa água.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *