Academia do papo: 9 de Novembro, dia da Cidade


Paulo Pires
Paulo Pires

Meninos eu vi! Eu vi João Gonçalves da Costa, descendo pela encosta do Rio Verruga logo abaixo da casa que viria a ser de dona Henrique Prates. Os meninos de outrora no Arraial da Vitória, andavam desconfiados de ainda ter índio por perto. Coisa do pensamento, nada de verdade, estória.

Vi também uma porção de gente chamada Lopes, conversando com outros que se chamavam Correia. Santos Silva tinha de pau. Depois vieram os Gusmões com Plácido e o pessoal de Justino. Ao mesmo

tempo os Fernandes e os Sales de outro lugar. Andrades chegaram muitos, antes do padre Manuel Januário e daí prá frente, foram Mendes, misturados com Fonsecas, que se juntaram com o povo de Tremedal, território dos Ferraz. De Anagé vieram os Soares e da Barra da Choça também, que mandou um pouco dos Leites, um povo alto e forte, dourado que nem xerém.

Foi tanta gente chegando, que a Terra que era boa, ficou melhor de morar. Veio também do norte, do nordeste, Pernambuco, Paraíba, Ceará. E assim foi chegando, mais gente chegando cá. Enfim deu-se a vitória que depois de muitas glórias, batizou-se nas conquistas, era terra de Adão, de Deusdete bom de vista.

Os seus dias vão correndo, com Bebé e Cabeção, Lilita, Medonho, Mirréis, Glauber Rocha e o outro Adão, tudo numa Alameda que a gente passa alegre qual motor sem caminhão.

Nossos dias são floridos, nossa Terra tem mais rosa, nossa praça tem mais velhos, encantados com a prosa e Vitória da Conquista, chama forte sudoeste tem Bahia, outros nortes, como um eixo de metal na bonança do Nordeste. Parabéns à Cidade pelos seus 176 anos de muitas vitórias, muitas conquistas, acontecimentos.