POR QUE TANTAS PENALIDADES MÁXIMAS?


Nessa segunda fase do campeonato brasileiro de todas as séries, temos notado que os árbitros não hesitam em marcar penalidades máximas, mesmo quando a bola bate na mão ou braço do jogador. Em princípio, seguindo a regra 12, dizia-se que havendo intenção delibera do atleta em colocar a mão na bola, desviando sua trajetória. As polêmicas surgiram, principalmente após o jogo entre CORINTHIANS X SÃO PAULO, que o árbitro Flávio Oliveira, assinalou uma penalidade contra o São Paulo e que comentaristas de arbitragens deram suas opiniões contra e outros favoráveis, ratificando a marcação da penalidade, pelo árbitro da partida. Só que os analistas e telespectadores têm as imagens, de diversos ângulos, para analisa-las e opinar, enquanto que o árbitro tem apenas alguns segundos para decidir, então a questão da intencionalidade fica muito subjetiva.

Para privilegiar os atacantes e, desespero dos torcedores, jogadores e treinadores, a FIFA, endossada, pela CBF, após a Copa do Mundo, reuniu os principais árbitros de seu quadro e os orientou a que a decisão seja sempre de beneficiar os atacantes. Inclusive, determinando que “SE A BOLA BATER NO BRAÇO COLADO AO CORPO, NÃO SERÁ PENALTI. SE O BRAÇO ESTIVER ESTENDIDO, DE MODO A IMPEDIR A PASSAGEM DA BOLA OU AUMENTAR A ÁREA DE CONTATO, DESSE MODO SIM, SERÁ PENALIDADE MÁXIMA”. Baseados nessa determinação, os árbitros não estão pensando duas vezes em contribuir para o grande número de penalidades máximas nos jogos e, com isso aumentando a média de gols.

Na primeira fase tínhamos uma média de 1,9 penalidades por rodada, já nesta fase essa média subiu para 3.7, fazendo com que aumente desespero dos defensores. Leonardo Gaciba, escreveu e comentou o seguinte: “O surpreendente é que o livro de regras não mudou seu texto uma linha sequer, e dentro de campo tudo mudou. O pior, as orientações da FIFA foram dadas dentro de quatro paredes e, repetindo um erro secular, não foram informadas ao público, aos atletas nem aos analistas’. Aí está a causa de tantas polêmica e discussões. Com a palavra a CBF que sempre diz amém para as trapalhadas da FIFA.

De; Ubaldino Figueiredo