Lula Livre: expedido o alvará de soltura do ex-presidente

Depois de 580 dias preso politicamente, o ex-presidente Lula foi beneficiado nesta sexta-feira 8 pela decisão do juiz federal titular da 12ª Vara de Execuções Penais, Danilo Pereira Júnior, um dia após o STF concluir o julgamento que determinou a liberdade do réu até que se esgotem todos os recursos. Confira a íntegra da decisão … Leia Mais


Urgente: juiz comunica PF que mandará soltar Lula ainda hoje

O ex-presidente Lula deverá ser colocado em liberdade ainda nesta sexta-feira 8. Segundo o jornalista Marcelo Auler, do Jornalistas pela Democracia, que está em Curitiba, a decisão foi comunicada à Polícia Federal pelo juiz federal titular da 12ª Vara de Execuções Penais, Danilo Pereira Júnior (Foto: Ricardo Stuckert) Segundo o jornalista Marcelo Auler, do Jornalistas pela … Leia Mais




Carlos Bolsonaro divulgou voz de outro porteiro – e não o que disse ter falado com “Seu Jair”


Carlos Bolsonaro rebate versão de porteiro do condomínio de seu pai, Jair Bolsolnaro
Carlos Bolsonaro rebate versão de porteiro do condomínio de seu pai, Jair Bolsolnaro

247 – Uma das grandes contradições da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), especialmente no envolvimento do nome de Jair Bolsonaro, é a anotação feita por um porteiro do condomínio Vivendas da Barra – onde o atual chefe do Planalto tem duas residências – de que o ex-PM Élcio de Queiroz teria anunciado a casa 58 (de Jair Bolsonaro) para entrar no local no dia do crime.

Élcio de Queiroz é apontado como motorista do veículo que operou os assassinatos de Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018. Horas antes dos assassinatos, chegou ao condomínio e, de acordo com uma anotação feita num caderno por um dos porteiros, que prestou depoimento no caso, chamou pela casa 58, mas ao entrar, se direcionou para a residência de Ronnie Lessa, outro ex-PM acusado de ser o autor dos disparos.

Em seu depoimento à polícia, o porteiro declarou que, ao ligar para a casa 58, teve a liberação de “seu Jair” para a entrada de Élcio. Neste dia, Jair Bolsonaro, então deputado federal, estava em Brasília.

No dia seguinte a uma reportagem do Jornal Nacional revelando o envolvimento do nome de Bolsonaro na investigação, por meio do depoimento do porteiro, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, divulgou um vídeo nas redes sociais demonstrando que, de acordo com os registros da portaria do condomínio, o porteiro telefonou para a casa 65 (de Ronnie Lessa) e teve a liberação do próprio para que o veículo de Élcio pudesse entrar.

Novidades na investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro agora revelam, de acordo com o colunista Lauro Jardim, que “o porteiro que prestou depoimento e anotou no livro o número 58 (o da casa de Jair Bolsonaro) não é o mesmo que fala com o PM reformado Ronnie Lessa (dono da casa 65) no áudio divulgado por Carlos Bolsonaro e periciado em duas horas pelo Ministério Público. Trata-se de outro porteiro”.

“O porteiro que prestou os dois depoimentos em outubro — e disse ter ouvido o o.k. do ‘seu Jair’ quando Élcio Queiroz quis entrar no condomínio — ainda está de férias”, informa ainda o colunista.


Globo revela armação bolsonarista antes da reportagem sobre o caso Marielle e a ligação do porteiro do “seu Jair”


Em nota interna, Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, revela que a emissora foi procurada por fonte próxima a Jair Bolsonaro antes da publicação da reportagem sobre o caso Marielle Franco e a ligação do porteiro do condomínio Vivendas da Barra para a casa do “seu Jair”. Segundo ele, havia interesse em empurrar a Globo para uma narrativa que rapidamente seria desmentida pelo bolsonarismo, abrindo a discussão sobre a cassação da concessão da emissora

(Foto: Reuters | Reprodução | Mídia Ninja)

247 – Uma nota interna da Globo, distribuída pelo jornalista Ali Kamel, revela que a polêmica reportagem sobre o caso Marielle Franco, que revelou a ligação de um porteiro para a casa do “seu Jair”, pode ter sido estimulada pelo próprio bolsonarismo, para depois ser contestada – e gerar uma discussão sobre a cassação da concessão da Globo. Confira a íntegra:

Nota de Ali Kamel, distribuída ao jornalistmo da Globo – Há momentos em nossa vida de jornalistas em que devemos parar para celebrar nossos êxitos.

Eu me refiro à semana passada, quando um cuidadoso trabalho da editoria Rio levou ao ar no Jornal Nacional uma reportagem sobre o Caso Marielle que gerou grande repercussão. A origem da reportagem remonta ao dia 1° de outubro, quando a editoria teve acesso a uma página do livro de ocorrências do condomínio em que mora Ronnie Lessa, o acusado de matar Marielle. Ali, estava anotado que, para entrar no condomínio, o comparsa dele, Elcio Queiroz, dissera estar indo para a casa 58, residência do então deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da República. Isso era tudo, o ponto de partida.

Um meticuloso trabalho de investigação teve início: aquela página do livro existiu, constava de algum inquérito? No curso da investigação, a editoria confirmou que o documento existia e mais: comprovou que o porteiro que fez a anotação prestara dois depoimentos em que afirmou que ligara duas vezes para a casa 58,  tendo sido atendido, nas palavras dele, pelo “seu Jair”. A investigação não parou. Onde estava o então deputado Jair Bolsonaro naquele dia? A editoria pesquisou os registros da Câmara e confirmou que o então deputado estava em Brasilia e participara de duas votações, em horários que tornavam impossível a sua presença no Rio. Pesquisou mais, e descobriu vídeos que o então deputado gravara na Câmara naquele dia e publicara em suas redes sociais. A realidade não batia com o depoimento do porteiro.

Em meio a essa apuração da Rio (que era feita de maneira sigilosa, com o conhecimento apenas de Bonner, Vinicius, as lideranças da Rio e os autores envolvidos, tudo para que a informação não vazasse para outros órgãos de imprensa), uma fonte absolutamente próxima da família do presidente Jair Bolsonaro (e que em respeito ao sigilo da fonte tem seu nome preservado), procurou nossa emissora em Brasilia para dizer que ia estourar uma grande bomba, pois a investigação do Caso Marielle esbarrara num personagem com foro privilegiado e que, por esse motivo, o caso tinha sido levado ao STF para que se decidisse se a investigação poderia ou não prosseguir. A editoria em Brasilia, àquela altura, não sabia das apurações da editoria Rio. Eu estranhei: por que uma fonte tão próxima ao presidente nos contava algo que era prejudicial ao presidente? Dias depois, a mesma fonte perguntava: a matéria não vai sair?

Isso nos fez redobrar os cuidados. Mandei voltar a apuração quase à estaca zero e checar tudo novamente, ao mesmo tempo em que a Editoria Rio foi informada sobre o STF. Confirmar se o caso realmente tinha ido parar no Supremo tornava tudo mais importante, pois o conturbado Caso Marielle poderia ser paralisado. Tudo foi novamente rechecado, a editoria tratou de se cercar de ainda mais cuidados sobre a existência do documento da portaria e dos depoimentos do porteiro. Na terça-feira, dia 29 de outubro, às 19 horas, a editoria Rio confirmou, sem chance de erro, que de fato o MP estadual consultara o STF.

De posse de todas esses fatos, informamos às autoridades envolvidas nas investigações que a reportagem seria publicada naquele dia, nos termos em que foi publicada. Elas apenas ouviram e soltaram notas que diziam que a investigação estava sob sigilo. Informamos, então, ao advogado do presidente Bolsonaro, Frederick Wassef, sobre o conteúdo da reportagem e pedimos uma entrevista, que prontamente aceitou dar em São Paulo. Nela, ele desmentiu o porteiro e, confirmando o que nós já sabíamos, disse que o presidente estava em Brasília no dia do crime. Era madrugada na Arábia Saudita e em nenhum momento o advogado ofereceu entrevista com o presidente. 

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Condomínio de Bolsonaro não tem interfone; pode um careca passar por uma porta sem cabê-lo?


Com as repercussões sobre o caso Marielle Franco, o jornalista Luis Nassif também afirma que, “no caso de Bolsonaro, as ligações são para o próprio celular de Bolsonaro”. “E é ele quem atende. O que significa que a versão do porteiro não era descabida. Ou seja, o fato de estar em Brasilia não o impedia de atender o telefone”

O jornalista Luis Nassif alerta para os erros de cobertura da Globo sobre as investigações do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e revela que o condomínio onde mora Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, não tem interfone. “O condomínio abriu mão de interfones, por ser caro e por problemas de instalação. Optou-se por telefonar ou para o celular ou para o telefone fixo de cada proprietário”, diz ele no Jornal GGN.

“No caso de Bolsonaro, as ligações são para o próprio celular de Bolsonaro. E é ele quem atende. O que significa que a versão do porteiro não era descabida. Ou seja, o fato de estar em Brasilia não o impedia de atender o telefone”, acrescenta.

De acordo com matéria publicada na terça-feira (29) pelo Jornal Nacional, o porteiro afirmou à polícia que um dos responsáveis pelo crime Élcio de Queiroz entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília no dia.

O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, havia atestad, no entanto, que o então parlamentar tinha passagem marcada para o Rio (confira). Segundo o Ministério Público (MP-RJ), o porteiro mentiu (veja aqui).

Nassif destaca, ainda, que o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) “também recebe os recados pelo celular. Em geral, fica pouco no condomínio, pois prefere permanece em seu apartamento na zona sul. Mas porteiros ouvidos por moradores sustentam que, naquele dia, ele estava no condomínio”.

“O porteiro do depoimento está de férias. Mas moradores do condomínio foram, por conta própria, conversar com os demais porteiros. E eles garantiram que a ligação foi feita para Bolsonaro mesmo.”


Deltan usou igreja para instituto que captou dinheiro de empresária investigada e blindada na Lava Jato


O capítulo mais recente da Vaza Jato revela que o Instituto Mude, usado pelo procurador Deltan Dallagnol para captar recursos de empresários, inclusive de Patrícia Coelho, que foi blindada pela Lava Jato, teve como primeira sede a igreja Batista de Bacacheri, ou seja, o mesmo templo frequentado pelo chefe da operação. A conta da igreja Batista de Bacacheri também foi usada para custear o site do Insituto Mude

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Do Conjur – Diálogos em poder do The Intercept Brasil e analisados pela Agência Pública revelam que o procurador Deltan Dallagnol captou recursos de uma empresária citada na “lava jato”, que foram destinados a financiar o Instituto Mude – Chega de Corrupção.

Como o nome sugere, a organização foi criada para promover a pauta de combate a corrupção e exaltar os feitos da da força-tarefa. As mensagens analisadas pela agência apontam que Deltan se reuniu com empresários, em muitas ocasiões a portas fechadas, para buscar recursos para a entidade.

Uma das financiadoras da organização foi a advogada Patrícia Tendrich Pires Coelho. Ela seria depois investigada pela “lava jato”, mas não foi denunciada pelo Ministério Público Federal. (mais…)


Acordo sobre “condições mínimas” propõe unificar candidaturas no PT baiano


Candidatos a presidente do PT da Bahia, Elen Coutinho, deputado estadual Jacó e Martiniano Costa realizaram evento na manhã dessa segunda-feira (2) para divulgar um manifesto que propõe unidade de todas as chapas na disputa pela direção estadual.

Para a composição, todavia, eles indicam algumas “condições mínimas”, como o estabelecimento de calendário fixo de reuniões do diretório estadual (a atual gestão realizou apenas duas em dois anos), a criação de um conselho político com a participação dos movimentos sociais, o respeito a autonomia dos diretórios municipais, a construção conjunta para definição de tática eleitoral em 2020, e a melhoria dos “instrumentos de controle, acompanhamento e transparência das finanças partidária”. Ao todo, o documento elenca 20 compromissos.

“A unidade que propomos não é a paz dos cemitérios. Hoje, mais que nunca, precisamos de debate, honesto, duro. Mas se nós temos um compromisso comum em dar transparência e ampliar os espaços de participação na decisão política, de renovar os métodos do PT, então o que nos une é maior, as portas se abrem para podemos ir ao Congresso com chapa unificada”, defende Elen.

Também participaram da reunião os deputados federais Jorge Solla e Josias Gomes, o deputado estadual Marcelino Galo e a ex-vice-prefeita Bete Wagner. O senador Jaques Wagner (PT) e o atual presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, também têm pregado a unidade entre as candidaturas em entrevistas à imprensa.

A eleição para a direção estadual do PT não é direta. Os filiados votarão no dia 8 de setembro para a eleição de delegados estaduais. Os grupos políticos terão a quantidade de delegados proporcionais ao número de votos que receberam. No Congresso do partido, em outubro, a candidatura que tiver o apoio de maior número de delegados se elege para dirigir o partido por um mandato de quatro anos.

No documento, os candidatos defendem que a composição da chapa única se dê após a eleição dos delegados e antes Congresso, com os cargos de presidência e demais postos da chapa distribuídos “a partir da votação das chapas e campos no dia 08 de setembro”. Assim como no diretório municipal, é possível a divisão dos quatro anos de mandato entre duas presidências.


Deltan usou partido político para mover ação contra Gilmar Mendes no STF


 Igor Mello, Gabriel Sabóia, Silvia Ribeiro e Paula Bianchi

Do UOL, no Rio, e do The Intercept Brasil

O procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato em Curitiba, usou a Rede Sustentabilidade como uma espécie de laranja para extrapolar suas atribuições e propor uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ministro Gilmar Mendes, segundo revelam mensagens privadas de integrantes da força-tarefa enviadas por fonte anônima ao site The Intercept Brasil e analisadas em parceria com o UOL.

A articulação, que envolveu o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), resultou na apresentação de uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) no Supremo para impedir que Gilmar soltasse presos em processos que ele não fosse o juiz da causa.

A negociação foi relatada por Dallagnol a outros integrantes da força-tarefa a partir de 9 de outubro de 2018 –dois dias depois, a Rede de fato protocolou a ADPF.

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Vaza Jato mostra Deltan e Fux em reuniões clandestinas com banqueiros


O jornalista Reinaldo Azevedo divulgou nesta sexta-feira (26) mais uma reportagem da Vaza Jato, em parceria com Leandro Demori, do site The Intercepet Brasil, em que mostra o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, atuando como consultor privado de banqueiros a convite da XP Investimentos

Deltan Dallagnol e Luiz Fux
Deltan Dallagnol e Luiz Fux

“Deltan e, antes dele, o ministro Luiz Fux, do Supremo, participaram de reuniões privadas com banqueiros e investidores para discorrer sobre o tema “Lava Jato e eleições”. Os encontros devem ser chamadas, sem exagero, de clandestinos”, escreve Reinaldo.

A conversa foi em maio de 2018, quando Débora Santos, assessora da XP Investimentos, e casada com o procurador Eduardo Pelella, ex-número dois do ex-PGR, Rodrigo Janot, convidou Dallagnol para uma reunião privada com o compromisso de que não sairia na imprensa. E ela diz que Fux, na semana anterior, havia estado na XP e elogia o evento por sua “clandestinidade”.

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