Suco de fruta aumenta risco de câncer, alerta estudo

Ingerir mais de 100 ml de suco industrializado ou natural por dia eleva o risco de câncer. Segundo pesquisadores, o principal vilão é o açúcar Suco de frutas vermelhas (Thinkstock/VEJA/VEJA) Para aqueles que gostam de tomar suco durante as refeições, aqui vai uma má notícia: beber suco de fruta diariamente, incluindo o 100% natural, pode elevar o risco … Leia Mais





Frango com salmonela é revendido legalmente no Brasil; como se proteger?

  Frango cru pode hospedar tipos de salmonelaImagem: iStock Gabriela Ingrid Do UOL VivaBem, em São Paulo A carne de frango brasileira rejeitada no Reino Unido entre abril de 2017 e novembro de 2018 por contaminação de salmonela voltou ao Brasil e foi revendida no mercado nacional, de acordo com investigação feita pela Repórter Brasil em parceira … Leia Mais


CAXUMBA: Saiba o que é e como se prevenir contra a doença


Atletas, comissão técnica e demais membros da delegação brasileira de futebol masculino foram vacinados contra as doenças sarampo, caxumba e rubéola.

Atletas, comissão técnica e demais membros da delegação brasileira de futebol masculino foram vacinados contra as doenças sarampo, caxumba e rubéola. A medida foi adotada como prevenção, depois que o jogador Richarlison teve de ser afastado com diagnostico de caxumba. E você sabe o que é? A caxumba é uma infecção contagiosa e que, normalmente, atinge as glândulas que produzem a saliva ou as próximas ao ouvido. O diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Júlio Croda, explica quais os sintomas dessa doença.

“Associado a esse inchaço das glândulas salivares, que pode ocorrer em um lado só ou nos dois lados, a pessoa pode ter febre, dor de garganta, cansaço, falta de apetite e dor ao mastigar e engolir por conta do inchaço da glândula salivar”.

A doença é altamente contagiosa e a única forma de evitar é se protegendo com as vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral, que são aplicada gratuitamente no Sistema Único de Saúde. Por isso a importância de ficar atento ao calendário de vacinação, como afirma Júlio Croda.

“A gente vem no momento do Movimento Vacina Brasil, e é importante que todas as pessoas entendam e valorizem a ação de vacinação, principalmente nas crianças, onde a maioria do calendário nosso vacinal é adotado. Nesse caso, a gente tem a vacinação de sarampo, caxumba e rubéola aos 12 meses aos 15 meses”.

A transmissão da caxumba ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, de uma pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Não existe um tratamento específico, por isso é recomendado apenas repouso, uso de medicamentos para aliviar a febre e dor local e observação cuidadosa de aparecimento de complicações.


Privatização do saneamento pode levar a aumento na tarifa e diminuição da qualidade da água


Novo marco regulatório para os serviços de água e esgoto está na Câmara desde o dia 12. Proposta é alvo de críticas do geógrafo Wagner Ribeiro

Senado aprovou PL no dia 6 de junho, em regime de urgência. Projeto abre espaço para iniciativa privada

São Paulo – Depois de aprovado pelo Senado, em regime de urgência, o Projeto de Lei (PL) 3.261/2019  chegou à Câmara dos Deputados no último dia 12. O texto abrirá espaço para a privatização dos serviços de água e esgoto no país. A proposta reproduz o conteúdo da Medida Provisória (MPV) 868/2018, editada durante o governo de Michel Temer, mas que havia perdido a validade no dia 3 de junho. Na data de vencimento, no entanto, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresentou o PL, aprovado no dia seguinte pela Comissão de Serviços de Infraestrutura e dois dias depois no plenário do Senado.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP) Wagner Ribeiro não só considerou a movimentação do projeto estranha, como também afirmou ser o PL uma medida do interesse de grandes indústrias de bebidas por ser a água, por exemplo, a matéria-prima mais cara nesse tipo de produção. De acordo com o site O Joio e o Trigo, o próprio Tasso Jereissati é dono da empresa Solar, detentora do engarrafamento e distribuição dos produtos Coca-Cola no Nordeste e em parte do Centro-Oeste.

“A forma como foi aprovado no Senado mostra que eles têm uma urgência em tocar esse assunto para frente e é preciso resistir porque poderemos ter aumento de tarifa e, consequentemente, diminuição da qualidade da água”, adverte o geógrafo à jornalista Marilu Cabañas. Reportagem da RBA mostra ainda que a privatização irá ampliar a desigualdade no acesso ao saneamento básico.

Ouça a íntegra da entrevista



Privatização, preço do serviço e blocos de municípios: saiba o que muda de fato com a MP do Saneamento


Uma das principais dúvidas é o ponto que trata da obrigatoriedade ou não de privatização dos serviços ofertados; texto, que abre concorrência no setor, deve ser votado no Plenário da Câmara nesta semana

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Prevista para ser votada nesta semana no Plenário da Câmara, a MP do Saneamento, se aprovada, mudará a forma como os municípios ofertam os serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto. 

O texto determina que a regulamentação do setor, hoje uma atribuição dos municípios, se torne responsabilidade do governo federal, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA). Ela ficaria responsável por regular as tarifas cobradas e estabelecer mecanismos de subsídio para populações de baixa renda.
Outro ponto prevê que os contratos de saneamento passem a ser estabelecidos por meio de licitações, facilitando a criação de parcerias público-privadas, as chamadas PPPs. Para entender melhor, listamos pontos da proposta para explicar o que muda de fato no setor com a MP 868/2018.

Privatização é obrigatória?

Uma das principais dúvidas em relação ao texto é o ponto que trata da obrigatoriedade ou não de privatizar os serviços ofertados. O fato é que a MP prevê apenas garantir a proposta mais vantajosa sobre serviços de saneamento, em termos de economia e de qualidade, exigindo que seja feita uma concorrência para definir o melhor preço necessário à universalização do serviço. As empresas estatais podem ser mantidas, livres para participarem das concorrências, desde que se mostrem mais eficientes que as empresas privadas que participarem da licitação.

Segundo Fernando Marcato, professor de Direito da FGV-SP, o modelo concorrencial vai permitir que a iniciativa privada tenha a oportunidade de ampliar os investimentos no setor de saneamento, ofertando melhores serviços para a população. Ele lembra, no entanto, que o contrato de concessão para empresas privadas não é algo automático.

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Cirurgia robótica otimiza tratamento do Câncer de Rim


Menor risco de hemorragias e recuperação mais rápida beneficiam o paciente enquanto visão 3D ampliada facilita trabalho do cirurgião

Ao ouvir falar em cirurgia robótica, a maioria das pessoas que tem alguma ideia do que ela seja costuma associá-la à cirurgia de próstata, porque foi nesse tipo de tratamento que a técnica revelou, inicialmente, suas vantagens. Contudo, o robô que chegou a Salvador este ano também pode favorecer o tratamento de tumores que atingem outros órgãos, como o rim. A visão tridimensional e mais nítida, além da liberdade e delicadeza de movimentos proporcionadas pela tecnologia, dão ao médico mais precisão durante o procedimento. Além disso, a utilização do robô representa menos riscos de complicações, menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida para o paciente.
O câncer de rim é uma doença agressiva que exige tratamento imediato. De acordo com o uro-oncologista Nilo Jorge Leão, o tumor é muito resistente a outras terapias como radio e quimioterapia e, por isso, a forma habitual de tratar a doença é por meio de cirurgia. “Operar de forma minimamente invasiva, ou seja, através de cirurgias com cortes pequenos – videolaparoscopia ou cirurgia robótica – é sempre melhor, sobretudo pela recuperação mais rápida”, frisou o médico.
Há algum tempo, a remoção completa do rim era a primeira opção para a maioria dos pacientes que tinha um tumor no órgão. “A nefrectomia parcial era indicada apenas para tumores muito pequenos. Hoje em dia, a cirurgia robótica permite, em muitos casos, remover toda a lesão de forma precisa, preservando o restante do rim. O método garante, ainda, menor risco de hemorragias”, explicou Nilo Jorge. Já existem estudos garantindo os ganhos da nefrectomia parcial para a qualidade de vida do paciente. Pesquisas relacionam a nefrectomia total à insuficiência renal crônica, diabetes e doenças cardiovasculares.
Laparoscopia x Robótica – Durante a nefrectomia (parcial ou total), para que o rim não sofra uma esquemia, ou seja, deficiência ou ausência de suprimento sanguíneo e, consequentemente, de oxigênio, o procedimento precisa ser feito em até 30 minutos, o que não é tão simples em uma videolaparoscopia, ainda que esta técnica amplie em duas vezes a imagem vista pelo médico. Já na cirurgia robótica, a redução do tempo de cirurgia é facilitado porque o robô aumenta a visão do cirurgião em 10 vezes. “Na cirurgia robótica, operamos através de um console, uma espécie de joystick, com uma série de recursos que incluem, além da visualização em três dimensões, a ampliação da imagem do campo cirúrgico em alta definição, o que permite a visualização de microestruturas e a filtragem de tremores das mãos. A precisão é muito maior”, detalhou Nilo Jorge Leão.
O robô utilizado em cirurgias oncológicas para tratamento de diversos tipos de tumor, entre eles o de rim, chegou ao Hospital Santa Izabel em janeiro e começou a operar em março deste ano. A tecnologia já estava disponível há mais tempo no eixo Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul e nos estados do Ceará, Pernambuco e Pará. Até então, o uro-oncologista Nilo Jorge Leão tinha que ir a São Paulo ou a algum desses outros estados para realizar cirurgias robóticas. (mais…)


MP do Saneamento deve ser votada no Plenário da Câmara na próxima semana


Texto amplia concorrência e abre espaço para investimentos no setor; projeto perde vigência em 3 de junho e precisa ainda passar por análise no Senado

Foto: Ciete Silvério/Governo de SP

A Medida Provisória 868/2018, que altera o Marco Legal do Saneamento, deve ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana. Isso porque ela tramita em caráter de urgência, já que a proposta perde a validade no dia 3 de junho. A principal mudança na lei é ampliação da concorrência e a abertura para investimentos privados no setor, de forma a possibilitar a universalização dos serviços.

Deputados e senadores já sinalizaram serem favoráveis à aprovação da MP. No início do mês, a matéria recebeu o aval da comissão mista formada no Congresso. Relator do texto no colegiado, o senador Tasso Jereissaiti (PSDB-CE) defende que os esforços são para ofertar um serviço de melhor qualidade para os brasileiros. “É necessário mudar. Deixar como está é um crime e fizemos com o intuito de alcançar isso”, avalia.

O foco da MP é mudar o modelo atual de contratos de gestão o de concessão de serviços, semelhante ao que ocorre com os aeroportos brasileiros. Dessa forma, os municípios abrirão licitações para escolher o melhor prestador de serviços pela população, que poderão ser executados tanto por empresas públicas como privadas.

O parecer de Jereissati estabelece que os contratos em vigor poderão ser executados até o fim, mas os municípios terão de abrir concorrência quando eles se encerrarem. Segundo a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), a alteração na lei vem para cobrir o buraco deixado pelo sistema atual de gestão do saneamento e está “bem amarrada” para levar os serviços até os brasileiros. “O que essa MP vem trazer é, com toda certeza, um novo momento para a questão do saneamento básico, que diz questão à saúde e às outras vertentes que vão se desenvolver a partir dela”, pondera.

A preocupação da senadora é justificada pelos números do saneamento no Brasil. São cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso a água tratada. Isso equivale a toda população do Canadá sem água potável. Além disso, quase metade da população não tem serviço de coleta de esgoto. O reflexo na saúde de adultos e crianças em 1.935 dos 5.570 municípios brasileiros é perceptível. Nessas cidades foram registradas epidemias ou endemias ligadas à falta de saneamento básico, como dengue e diarreias.

Atraso na universalização

Estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), estima que no atual ritmo de investimentos, o Brasil deve atrasar pelo menos em três décadas a meta do Plano Nacional de Saneamento básico, que é de universalizar os serviços de água e esgoto no país o que ocorreria somente após 2060. (mais…)


Bahia gasta, por habitante, 42% a menos que a média nacional com saneamento básico


MP do Saneamento, em discussão no Congresso, cria condições para a ampliação de investimentos no setor; comissão especial votará texto nesta terça (7)

Foto: Wikipedia

O saneamento básico ainda está longe de ser uma realidade para boa parte da população da Bahia. De acordo com os últimos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, apenas 37,6% da população local tem coleta de esgoto. Em relação ao abastecimento de água, somente 79,7% dos baianos são atendidos no estado.

Em 2017, os municípios da Bahia receberam R$ 464 milhões em investimentos, em serviços de água e esgoto. Esse valor, no entanto, ainda é baixo quando comparado com a média nacional. No estado, o aporte representa R$ 30,30 por habitante, 42,3% a menos que o gasto médio nacional de R$ 52,53 por habitante.

Para tentar resolver esse problema, que não é exclusividade das cidades baianas, o Congresso Nacional discute a atualização do marco legal do saneamento básico.

Nesta terça-feira (7), a comissão especial que analisa a Medida Provisória 868/2018, conhecida como MP do Saneamento, votará o parecer do relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Depois, o texto deve seguir para aprovação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Estímulo ao investimento

Com a mudança proposta na MP, os serviços de saneamento passam a ser tratados como concessões de serviços públicos. Na prática, cada município poderá fazer um leilão e escolher a melhor proposta, por exemplo, com maior volume de investimentos por uma menor tarifa. Essa proposta poderá ser apresentada tanto por empresas privadas quanto por companhias públicas.

Pela legislação atual, os municípios celebram contratos de gestão, na maioria das vezes com companhias estaduais – embora isso também possa ser feito com empresas privadas. Com a MP, o contrato de gestão deixa de existir, tornando obrigatória a concessão, com espaço para a melhor proposta.

De acordo com a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), o segmento privado tem 6% de participação no mercado de saneamento, muito abaixo dos 70% detido pelas companhias estaduais e dos 24% mantidos por companhias municipais de saneamento. Na Bahia, a empresa estadual, a Embasa, é responsável pelos serviços de água e esgoto em 366 dos 417 municípios.

Para Percy Soares Neto, diretor de relações institucionais da ABCON, não há solução para o saneamento que não envolva a coordenação entre recursos públicos e privados. “O setor de saneamento tem um impacto direto no cotidiano das pessoas e, ao melhorar o marco regulatório, por meio do que está exposto na MP, o país cria condições de atrair mais investimento para ampliar os serviços de saneamento básico”, argumenta.

Blocos de municípios

A MP do Saneamento permite, ainda, que estados possam definir “microrregiões”, com a criação de “blocos de municípios”, para atrair o interesse da iniciativa privada.

Entre os critérios que poderão ser utilizados estão o pertencimento à mesma bacia hidrográfica, vizinhança geográfica ou mesmo uma combinação entre localidades superavitárias e deficitárias.

Na avaliação da diretora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joisa Dutra, a proposta traz mais fôlego aos municípios. “Essa é uma grande fronteira que a gente tem para enfrentar do ponto de vista de desenvolvimento sustentável. O quadro é mais favorável a partir daqui: o quadro para atribuição, para prestação de serviços, regulação e, que isso se reflita em metas, condições mais adequadas de fiscalização e ganhos de eficiência”, ressalta.

O presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, afirma que o ponto central dos problemas enfrentados pelos estados é a falta de dinheiro para aplicar em saneamento básico. “Nós temos um problema de dinheiro, mas também nós temos um problema de gestão. Nós temos poucas empresas de saneamento superavitárias. É um passo importante essa MP”, avalia.

A proposta

A Medida Provisória 868/2018 foi publicada em dezembro de 2018 e atualmente está sob análise de uma comissão mista do Congresso Nacional, ou seja, de deputados e senadores. Os parlamentares têm até 3 de junho para aprovar a medida, data em que a MP perde a validade.

O presidente da comissão mista, que analisa o tema, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), afirma que as mudanças no setor de saneamento não podem ser interrompidas, uma vez que o problema tem impacto na saúde da população.

“O saneamento por muitas vezes foi ignorado ou passado num segundo plano. Nós não cumprimos metas, não temos como política pública prioritária, e isso naturalmente tem um impacto na vida das pessoas. O mais importante disso é tratar do tema, avançar com o tema, e achar um caminho do meio para que o Brasil possa ter uma política de saneamento clara, transparente, objetiva e rápida”, defende.