O argumento da força, não pode vencer a força do argumento

Artigo originalmente escrito em 10 de novembro de 2012 Minha politizada família conquistense, têm coisas sobre as quais nós, por compromisso com a sociedade, não podemos nos silenciar, porque a omissão nesses casos pode ser criminosa. As eleições deste ano em Vitória da Conquista são um exemplo disso: aconteceram coisas que precisam de melhores explicações … Leia Mais




A passagem de R$2,80 e o modo sub-reptício da (política)


Escrito em 17 de julho de 2015

O valor hoje é 3,30 reais, vale ou não vale?

 

Paulo Nunes- 5

Vitória da Conquista possui 45 conselhos que ajudam a administração municipal na organização do município. Mesmo que não sejam deliberativos, colaboram, esclarecem e é lógico que as decisões do prefeito consideram a opinião dos conselhos, cada um com sua devida importância na administração. Um desses conselhos é o Conselho Municipal de Transportes, a quem cabe analisar as planilhas de custos desse serviço público. Esse Conselho decidiu pelo último aumento da tarifa para o transporte coletivo da cidade e estabeleceu o valor de R$ 2,80. Evidentemente, compete ao prefeito municipal em exercício, eleito em assembleia popular regulamentada em lei, vetar, modificar e aprovar o valor estabelecido pelo Conselho. Saliente-se que a responsabilidade dos estudos feitos pelo Conselho garante a segurança dos dados que orientam o prefeito municipal em sua decisão. Lastreado nessas informações, o prefeito Guilherme Menezes aprovou o aumento da tarifa que começou a vigorar no dia 1º de julho.

É interessante frisar que a cidade dispõe de 160 ônibus novos circulando, veículos adaptados para portadores de necessidades especiais, com câmeras de segurança e horários controlados rigorosamente pela Prefeitura. Segundo dados fornecidos pela própria Prefeitura, são  em média, 100 mil pessoas diariamente transportadas em Conquista, o que representará, em tese, uma receita de R$ 2..800.000 por mês. Porém, desse montante é necessário abater os valores dos passageiros que pagam metade da passagem e dos passageiros que nada pagam e, desse montante, subtrair ainda o pagamento dos insumos, tais como combustível, salários, impostos, peças, além do cálculo do desgaste dos veículos e o pagamento das parcelas devidas à Prefeitura em função da outorga pela licitação ganha. Todos nós gostaríamos de utilizar o transporte coletivo pagando o mínimo possível, mas não podemos exigir de quem se propõe a fornecer o serviço que nada receba por isso. Que o valor é caro para alguns temos certeza que sim e cabe ao governo administrar esse conflito, adequando as condições e as necessidades das partes. (mais…)


Enfim o Topo


Por Paulo Nunes*
 “artigo escrito em 2 de Novembro de 2002″

Vivemos num país onde por quatrocentos anos gente foi escravizada, onde se impôs aos negros a submissão, a humilhação, a subserviência e, desta maneira, pessoas foram colocadas como se utensílios fossem. Ao libertarmos os negros, os deixamos sem eira nem beira. Aí então, só os artistas prosperaram com a música, a costura, o artesanato, enfim, com atividades que não dependem direta e necessariamente do capital. Nossa administração política libertou os negros, mas negou-lhes as condições básicas de progresso humano, como a escola, a habitação e, fundamentalmente, a propriedade da terra, enquanto abria os portos à imigração italiana e japonesa. Além do mais, aos trabalhadores que chegavam da Europa e Ásia, pagavam em dinheiro por seu trabalho, assinando inclusive contratos, enquanto que aos negros pagavam com a alimentação e nada mais.

A Coroa Português fazia dos habitantes da Colônia uma espécie de sub-raça. Depois veio o Império e aí então para se formar a Marinha e o Exército, os pobres e negros foram convocados, mas nunca passariam do posto de capitão. A Guerra do Paraguai deu status político aos oficiais das duas armas, que atendendo aos anseios do povo, derrubaram o Império e criaram a República e começaram a governar alternando com civis, desde que obedientes às Armas e ao mando político agrário nacional.

Apesar de algumas conquistas populares, sem tanta consistência, o povo não se sentia contemplado nem com o Império, nem tampouco com a República. Na verdade, o povo só sentiu algo de bom, por ironia do destino, no governo de um ditador: o presidente Getúlio Vargas. Outra ironia: apesar de ditador e militar de araque, foi o mais popular presidente do Brasil. Muita turbulência e a Segunda Guerra Mundial leva outra vez os militares ao poder. É deposto o ditador, um militar de verdade assume e mais tarde o ditador retorna nos braços do povo. Apesar da confiança popular expressada nas urnas, tenta calar à bala a oposição, provoca uma violenta reação política e militar e acaba suicidando-se. (mais…)


VLT: a chegada do velho novo bonde em Conquista e a “VAN” clandestina


Paulo Nunes é jornalista

Encravada no Alto Sertão da Bahia, Vitória da Conquista não foi agraciada com o bonde do passado, mas, obstante a isso, jamais perdeu o bonde do futuro. Nossa cidade tem hoje 310 mil habitantes, bem distribuídos no território parecido com uma bacia. Cidade erguida com ruas estreitas e carroçáveis, se vê, na modernidade, na obrigação de construir ruas cada vez mais largas para que o fluxo de veículos não sofra atraso e, consequentemente, a economia não seja prejudicada. Em meio a essa necessidade premente, surgem ideias, das mais complexas às mais simples. A administração atual tenta adequar os espaços públicos, ruas e avenidas ao fluxo de automóveis que cresce numa velocidade estonteante. A oposição, por utopia (ou ignorância mesmo), tenta também, a seu modo, trazer ideias que parecem modernas e aplicáveis, mas que estão longe do alcance das finanças públicas municipais.

A administração pública trabalha com orçamento, e esse instrumento é que determina a capacidade de investimento da Prefeitura, do estado ou do país para um ou quantos anos mais. Portanto, as ideias de melhorias sociais de uma nação podem surgir, mas jamais dissociadas do quanto de tributo deve ser arrecadado para as obras futuras, pois dinheiro do governo é o dinheiro arrecadado das pessoas através de seus tributos pagos e não dos tributos presumidamente lançados como débitos.

Na eleição de 2012, o candidato da oposição ao governo municipal apareceu com a ideia de, em seu governo (caso fosse eleito) implantar o sistema de VLT – Veículo Leve sobre Trilhos e, com isso, resolveria o problema do transporte coletivo em Conquista. Como não sabia o que falava, não conhecia o serviço e seus custos, foi dizimado pelo candidato oposto e, consequentemente, perdeu o debate e qualquer chance de eleição, pois não era interessante para o eleitor (que pagaria os custos da ideia), ter na Prefeitura alguém que falasse pela boca dos outros e, mesmo tendo a chance de estudar o problema, prefere de maneira contumaz, enaltecer as qualidades acadêmicas de quem lhe sopra aos ouvidos. Isso não é prudente ao príncipe. O empresário José Maria Caires escreveu um artigo, mostrando algumas vantagens do VLT, sem, contudo, analisar os custos operacionais, presentes e futuros, da obra. Enxerga o equipamento como necessário, mas não urgente.veja aqui
Apesar de ser um bonde, aposentado no passado, o VLT volta com força aos grandes centros sociais do mundo. Meu prezado Zé Maria, claro, como bom conquistense, não imagina que a verba de 1,4 bilhão correspondente a 1% do capital que o Ministro das Cidades pretende usar na mobilidade urbana. Muito bom o raciocínio, pois dá para sentir a pureza do sonho do ilustre empresário. Todavia, política é algo muito mais complexo do que se imagina. O Secretário de Comunicação da Prefeitura, em resposta ao artigo de José Maria, recheou a discussão, trazendo à baila os custos da importante obra e a inviabilidade momentânea, devido a quantidade de passageiros por linha e a capacidade de endividamento do município em relação aos custos da obra se realizada fosse – os custos estimados seriam em torno de R$ 60 milhões por km construído.veja aqui (mais…)


Bitelo veta secretária de Pereira


Paulo Nunes
Paulo Nunes

Humilhado por Geanne Oliveira numa reunião realizada na casa do ex-vereador Edivaldo Ferreira para tratar a composição da chapa proporcional do PMDB com o DEM, o deputado que é conhecido no ramo da propina da Odebrecht como Bitelo não esqueceu a desfeita. Bitelo, apesar de contar ali com a concordância do hoje prefeito eleito Pereira, enfrentou a resistência do anfitrião e da presidente do PMDB em Conquista, Geanne Oliveira. A rechaça que sofreram seus propósitos fez com que Bitelo afirmasse nunca ter sido tão humilhado na vida e que o episódio atingia inclusive a honra de seu pai ao ouvir uma citação do anfitrião, retirou-se da casa e jurou vingança.
Caso Pereira perdesse as eleições, certamente seria escanteado por Bitelo e por seu guia, Babel. Mas Pereira ganhou e ganhou bem a prefeitura de Vitória da Conquista, vindo a se tornar a maior liderança de direita na cidade. Isso porque as outras lideranças, com todo respeito, não conseguem passar da Câmara de Vereadores. E como voto não se despreza, tanto Bitelo quanto Babel se reaproximaram do eleito, abrindo-lhe, inclusive, as portas da Brasília amarela, permitindo que Pereira pudesse saborear vinhos de 800 reais a garrafa e anunciasse, em seu programa eleitoral, a falsa emenda que viabilizaria a construção da barragem do rio Catolé.bitelo-2
De acordo com o discurso de campanha de Pereira, essa emenda fictícia não seria o único ganho para a cidade. Com a “chegada” de Temer ao poder, também estaria garantido o novo aeroporto que, nas palavras de Pereira, não saíra até então do papel, muito embora segunda-feira passada o secretário de Aeroportos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, recebido pelo atual prefeito Guilherme Menezes, tenha realizado a vistoria final da primeira etapa da obra que corresponde a 86% da obra. Mas seguindo a lógica do eleito, então esse aeroporto só será inaugurado por FHC, visto que o presidente de Pereira já caiu. (mais…)


O PSB E SEU DESTINO


 

 

(O PSB – Partido Socialista Brasileiro – de Vitória da Conquista vive um grande dilema provocado pela força das circunstâncias, e não por qualquer desejo de mudança de hábito; precisa apenas de coragem; tomara que tenha; fará muito bem a Conquista)

 

Nos anos 80 o PSB tomou forma em Vitória da Conquista. Três jovens (Genivan Neri, Gildelson Felício e

Paulo Nunes
Paulo Nunes

José Carlos Rocha), idealistas e participantes de movimentos estudantis secundaristas, davam à sociedade conquistense uma ideia da boa política, conduzida pela força da juventude, fundamental  em qualquer luta.

O tempo passou e em tentativas eleitorais a cargos legislativos nenhum dos três teve resultado positivo, o que foi lamentável, pois todos os três são preparados para a prática política. Mesmo assim, sob o comando dos “meninos”, o partido abriu espaços a políticos famosos na cidade, como Coriolano Sales, Murilo Mármore e José Pedral.

“Os meninos” fizeram história quando resolveram expulsar do partido nada mais nada menos que o maior líder político de Conquista hoje e, naquela época, mais ainda: Pedral Sampaio. Esse fato gerou a frase de Pedral: “Os meninos” já querem ganhar antes de disputar”. Gildelson reagiu e disse a Pedral: “Me respeite, que eu não sou menino”. Pedral, velha raposa, retrucou: “Esse rapaz, que não gosta de ser chamado rapaz, quando tiver velho, vai querer e ninguém o chamará”. Fatos da política conquistense.

O PSB continuou sua caminhada, mas infelizmente não manteve a ousadia e os ideais daqueles três jovens dos anos 80. Lamentavelmente aderiram a política de resultados e se acomodaram com cargos de segundo escalão no governo de Pedral, de Murilo Mármore e até de Guilherme Menezes. Com isso perdeu a condição de convencer a população de Conquista de suas atitudes políticas. Essa troca da luta política por coordenações e secretarias para componentes da parte cartorial do partido distanciou o PSB da disputa pela Prefeitura de Conquista. (mais…)


O Brasil não é mais uma fazenda da UDN


pauloNunes de chapéu
Paulo Nunes é jornalista

Eu falava com minha amiga Niêta Correia que, às vezes, sou mal compreendido nesse Face, quando digo que o problema do Brasil não é o roubo da Petrobrás, pois esse podemos recuperar o dinheiro e colocar os culpados na cadeia.
Já a* UDN, como digo, nunca morre. Pois é, o Satanás reage forte, simplesmente porque quer tratar o Brasil como sua fazenda e os pobres como gado. Isso não vamos permitir mais.
Minha posição, em momento algum, foi a de defender marginais, ladrões ou qualquer coisa que o valha. Disse a ela que nosso principal problema é o pagamento dos juros da dívida externa, que, no meu entender, pagamos demais e estamos devendo meio trilhão de dólares. Como não temos o dinheiro para pagar, amortizamos e esse pagamento impede o país de crescer, pois, matematicamente, falta o dinheiro.
Claro que temos outros problemas agregados a esse. A roubalheira, por exemplo. Mas essa, se houver fiscalização forte, estanca. Já o pagamento da dívida externa, é uma “sofrência de Pablo”.
A direita conquistense lê pouco ou nada, e, por isso, escolhe um mote e ataca com pau, pedra, xingamentos etc. Quero deixar claro que a minha opção por Dilma, nada tem a ver com o partido da Dilma, tem a ver com o que sei: o que representa Aécio e sua turma. Isso eu sei, quando estudei o Brasil Colônia Brasil Império começo da República.
Para os ricos udenistas o Brasil e os brasileiros não são e nunca foram prioridades, pois, ao explorarem a população, podem viver em qualquer lugar do Mundo. O Brasil sempre será sua fazenda e o povo seu gado. Eu conheço essa gente. Já falei na ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, grupo de militares de alta patente e de civis reacionários, que são frustradas porque sonharam em serem militares das epopeias históricas mundiais. (mais…)


Lula no ministério é fundamental ganhar a luta


O ex-presidente Lula deve chegar ao ministério de Dilma. Em princípio, a sua chegada viria colocar uma certa ordem no governo, já que se sabe que a Presidente da República, ao que parece, não tem o pulso necessário para conduzir as mudanças que precisam acontecer. E evidentemente que esse enfraquecimento vem de todo esse lema de escândalos envolvendo personagens do governo. Claro que uma situação dessa enfraquece qualquer pessoa. E é notório que há uma dificuldade de articulação das palavras de Dilma, sobretudo quando ela está em público.
Ora, a chegada de Lula, com sua experiência e com sua capacidade de negociação política, algumas coisas poderão ser modificadas. Fundamentalmente na questão da economia. Eu não sou nenhum expert em economia para falar, mas entendo que, se a política do primeiro governo, foi de criar a movimentação do dinheiro que está disponível e parado nos bancos oficiais do Brasil – recursos do fundo de garantia, recursos do FAT – que possam, esses recursos, movimentar a economia no sentido mais simples, que foi o que alavancou os quatro primeiros anos do governo Lula e que deu um resultado extremamente positivo para o Brasil.
O outro lado da questão é que, mesmo que possa parecer que seria uma fuga do processo – o que é ridículo raciocinar desta forma – porque eu entendo muito que, se o Juiz Sérgio Moro é honesto, o ministro Teori Zavascki não é diferente. Passar para a população a ideia de que, chegando ao STF, alguém que tenha culpa no cartório deixa de tê-la, é uma tolice imaginar isso. Muito pelo contrário. Ai, sim, é que a investigação ficaria ainda mais forte.Lula 2
Agora, analisando este lado político, lado jurídico-político, é fácil notar que se está numa guerra. E, em se tratando de guerra, você tem que usar as armas necessárias para vencê-la. Eu não estou aqui, falando que você deve usar a sabotagem. Porém, se, numa guerra, alguém está fazendo sabotagem, você tem que sobrepor a esta sabotagem. E onde é que eu quero colocar as questões da sabotagem: Não é dado a nenhum juiz julgar ninguém fora da lei. E nem tentar dissimular a lei para aplicá-la a João diferente de Francisco. Senão, vejamos. Qualquer estudante de direito sabe que o direito é territorial. Que quer dizer isto? Quer dizer que as pessoas que cometem crimes na Bahia, essas pessoas devem pagar o crime na Bahia. Se cometeu em São Paulo, é julgado em São Paulo; ainda que os crimes sejam considerados federais, como é o caso do tráfico de drogas, como é o caso do desvio de dinheiro de repartições públicas federais, empresas federais e assim por diante. (mais…)