A passagem de R$2,80 e o modo sub-reptício da (política)

Escrito em 17 de julho de 2015 O valor hoje é 3,30 reais, vale ou não vale?   de julho de 2015 | 0:59 às 12:59 AM Vitória da Conquista possui 45 conselhos que ajudam a administração municipal na organização do município. Mesmo que não sejam deliberativos, colaboram, esclarecem e é lógico que as decisões … Leia Mais


Enfim o Topo

Por Paulo Nunes* “artigo escrito em 2 de Novembro de 2002″ Vivemos num país onde por quatrocentos anos gente foi escravizada, onde se impôs aos negros a submissão, a humilhação, a subserviência e, desta maneira, pessoas foram colocadas como se utensílios fossem. Ao libertarmos os negros, os deixamos sem eira nem beira. Aí então, só … Leia Mais


VLT: a chegada do velho novo bonde em Conquista e a “VAN” clandestina

Encravada no Alto Sertão da Bahia, Vitória da Conquista não foi agraciada com o bonde do passado, mas, obstante a isso, jamais perdeu o bonde do futuro. Nossa cidade tem hoje 310 mil habitantes, bem distribuídos no território parecido com uma bacia. Cidade erguida com ruas estreitas e carroçáveis, se vê, na modernidade, na obrigação … Leia Mais



Bitelo veta secretária de Pereira

Humilhado por Geanne Oliveira numa reunião realizada na casa do ex-vereador Edivaldo Ferreira para tratar a composição da chapa proporcional do PMDB com o DEM, o deputado que é conhecido no ramo da propina da Odebrecht como Bitelo não esqueceu a desfeita. Bitelo, apesar de contar ali com a concordância do hoje prefeito eleito Pereira, … Leia Mais


O PSB E SEU DESTINO


 

 

(O PSB – Partido Socialista Brasileiro – de Vitória da Conquista vive um grande dilema provocado pela força das circunstâncias, e não por qualquer desejo de mudança de hábito; precisa apenas de coragem; tomara que tenha; fará muito bem a Conquista)

 

Nos anos 80 o PSB tomou forma em Vitória da Conquista. Três jovens (Genivan Neri, Gildelson Felício e

Paulo Nunes
Paulo Nunes

José Carlos Rocha), idealistas e participantes de movimentos estudantis secundaristas, davam à sociedade conquistense uma ideia da boa política, conduzida pela força da juventude, fundamental  em qualquer luta.

O tempo passou e em tentativas eleitorais a cargos legislativos nenhum dos três teve resultado positivo, o que foi lamentável, pois todos os três são preparados para a prática política. Mesmo assim, sob o comando dos “meninos”, o partido abriu espaços a políticos famosos na cidade, como Coriolano Sales, Murilo Mármore e José Pedral.

“Os meninos” fizeram história quando resolveram expulsar do partido nada mais nada menos que o maior líder político de Conquista hoje e, naquela época, mais ainda: Pedral Sampaio. Esse fato gerou a frase de Pedral: “Os meninos” já querem ganhar antes de disputar”. Gildelson reagiu e disse a Pedral: “Me respeite, que eu não sou menino”. Pedral, velha raposa, retrucou: “Esse rapaz, que não gosta de ser chamado rapaz, quando tiver velho, vai querer e ninguém o chamará”. Fatos da política conquistense.

O PSB continuou sua caminhada, mas infelizmente não manteve a ousadia e os ideais daqueles três jovens dos anos 80. Lamentavelmente aderiram a política de resultados e se acomodaram com cargos de segundo escalão no governo de Pedral, de Murilo Mármore e até de Guilherme Menezes. Com isso perdeu a condição de convencer a população de Conquista de suas atitudes políticas. Essa troca da luta política por coordenações e secretarias para componentes da parte cartorial do partido distanciou o PSB da disputa pela Prefeitura de Conquista. (mais…)


O Brasil não é mais uma fazenda da UDN


pauloNunes de chapéu
Paulo Nunes é jornalista

Eu falava com minha amiga Niêta Correia que, às vezes, sou mal compreendido nesse Face, quando digo que o problema do Brasil não é o roubo da Petrobrás, pois esse podemos recuperar o dinheiro e colocar os culpados na cadeia.
Já a* UDN, como digo, nunca morre. Pois é, o Satanás reage forte, simplesmente porque quer tratar o Brasil como sua fazenda e os pobres como gado. Isso não vamos permitir mais.
Minha posição, em momento algum, foi a de defender marginais, ladrões ou qualquer coisa que o valha. Disse a ela que nosso principal problema é o pagamento dos juros da dívida externa, que, no meu entender, pagamos demais e estamos devendo meio trilhão de dólares. Como não temos o dinheiro para pagar, amortizamos e esse pagamento impede o país de crescer, pois, matematicamente, falta o dinheiro.
Claro que temos outros problemas agregados a esse. A roubalheira, por exemplo. Mas essa, se houver fiscalização forte, estanca. Já o pagamento da dívida externa, é uma “sofrência de Pablo”.
A direita conquistense lê pouco ou nada, e, por isso, escolhe um mote e ataca com pau, pedra, xingamentos etc. Quero deixar claro que a minha opção por Dilma, nada tem a ver com o partido da Dilma, tem a ver com o que sei: o que representa Aécio e sua turma. Isso eu sei, quando estudei o Brasil Colônia Brasil Império começo da República.
Para os ricos udenistas o Brasil e os brasileiros não são e nunca foram prioridades, pois, ao explorarem a população, podem viver em qualquer lugar do Mundo. O Brasil sempre será sua fazenda e o povo seu gado. Eu conheço essa gente. Já falei na ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, grupo de militares de alta patente e de civis reacionários, que são frustradas porque sonharam em serem militares das epopeias históricas mundiais. (mais…)


Lula no ministério é fundamental ganhar a luta


O ex-presidente Lula deve chegar ao ministério de Dilma. Em princípio, a sua chegada viria colocar uma certa ordem no governo, já que se sabe que a Presidente da República, ao que parece, não tem o pulso necessário para conduzir as mudanças que precisam acontecer. E evidentemente que esse enfraquecimento vem de todo esse lema de escândalos envolvendo personagens do governo. Claro que uma situação dessa enfraquece qualquer pessoa. E é notório que há uma dificuldade de articulação das palavras de Dilma, sobretudo quando ela está em público.
Ora, a chegada de Lula, com sua experiência e com sua capacidade de negociação política, algumas coisas poderão ser modificadas. Fundamentalmente na questão da economia. Eu não sou nenhum expert em economia para falar, mas entendo que, se a política do primeiro governo, foi de criar a movimentação do dinheiro que está disponível e parado nos bancos oficiais do Brasil – recursos do fundo de garantia, recursos do FAT – que possam, esses recursos, movimentar a economia no sentido mais simples, que foi o que alavancou os quatro primeiros anos do governo Lula e que deu um resultado extremamente positivo para o Brasil.
O outro lado da questão é que, mesmo que possa parecer que seria uma fuga do processo – o que é ridículo raciocinar desta forma – porque eu entendo muito que, se o Juiz Sérgio Moro é honesto, o ministro Teori Zavascki não é diferente. Passar para a população a ideia de que, chegando ao STF, alguém que tenha culpa no cartório deixa de tê-la, é uma tolice imaginar isso. Muito pelo contrário. Ai, sim, é que a investigação ficaria ainda mais forte.Lula 2
Agora, analisando este lado político, lado jurídico-político, é fácil notar que se está numa guerra. E, em se tratando de guerra, você tem que usar as armas necessárias para vencê-la. Eu não estou aqui, falando que você deve usar a sabotagem. Porém, se, numa guerra, alguém está fazendo sabotagem, você tem que sobrepor a esta sabotagem. E onde é que eu quero colocar as questões da sabotagem: Não é dado a nenhum juiz julgar ninguém fora da lei. E nem tentar dissimular a lei para aplicá-la a João diferente de Francisco. Senão, vejamos. Qualquer estudante de direito sabe que o direito é territorial. Que quer dizer isto? Quer dizer que as pessoas que cometem crimes na Bahia, essas pessoas devem pagar o crime na Bahia. Se cometeu em São Paulo, é julgado em São Paulo; ainda que os crimes sejam considerados federais, como é o caso do tráfico de drogas, como é o caso do desvio de dinheiro de repartições públicas federais, empresas federais e assim por diante. (mais…)


Vitória da Conquista: O Progresso existe porque tem um começo, um meio e um fim: não há geração espontânea


Paulo Nunes e Jeremias macário

Atualizada em 3 de abril de 2013

originalmente escrita em 2010

1973 – Após a cassação do prefeito José Pedral em 1964, finalmente a esquerda volta ao poder político administrativo do município de Vitória da Conquista. As reformas de base iniciadas em 1963 foram atrasadas pela cassação, mas entre 1964 e 1973. Os governos da direita também realizam algo em benefício do município. Afinal, não se pode acusar de descalabro os prefeitos Orlando Leite, Fernando Spínola e Nilton Gonçalves, figuras ilustres, trabalhadoras e preocupadas com o progresso do município. Dentro das possibilidades que dispunham na época, realizaram a construção do centro comercial varejista da Praça da Bandeira, da estação rodoviária municipal, do Centro Integrado Navarro de Brito, entre outras. A subseqüente posse de Jadiel Matos como prefeito, o encaminhamento de Elquisson Soares para a Assembléia Legislativa e de Antônio José Nascimento para a Câmara Federal, assim como a aproximação do governo municipal com o Partidão, favorecia o município nas conquistas de verbas federais, mesmo no governo militar. Com a maioria esmagadora de vereadores apoiando a administração, aliada à competência do secretariado jovem (representado entre outros por Sebastião Castro, Sahid Suffi e Fernando Eleodoro), foi possível estabelecer um grande projeto de crescimento social, econômico e político da comuna conquistense. O município avança na educação com a construção de várias escolas na Zona Rural e implantação de cursos de aperfeiçoamento para professores leigos. Avança na saúde com a aquisição de unidades móveis de saúde para que médicos e dentistas pudessem atender a população nos 11 distritos e nos 280 povoados. Um grande programa de pavimentação beneficia os bairros periféricos Alto Maron, Cruzeiro, Guarani, Jurema. Tem início o sistema de esgotamento sanitário e a implantação da EMBASA, que levaria água tratada para toda a cidade. É inaugurado o primeiro jornal diário no município: Tribuna do Café.

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A REVITALIZAÇÃO DO COMÉRCIO DE CONQUISTA: Empresários querem dinheiro do povo para lucrarem mais


Paulo Nunes- 5O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), arrecadado pelos governos estaduais, incide sobre a comercialização de produtos e serviços. O comerciante recebe este imposto do consumidor para entregar ao Governo do Estado. Não sai um centavo do seu bolso nessa transação. O ISS (Imposto sobre Serviços), arrecadado pelos governos municipais, incide sobre a prestação de serviços no município. A parte paga pelo consumidor do serviço deve ser entregue a Prefeitura. Também não sai um real do bolso do empresário
Quando a vida não vai bem sempre a culpa é do governo. O modelo capitalista adota essa característica como tradição e desta forma os ricos sempre ficam mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Em geral, os governos sempre tiveram a tendência de fortalecer o empresariado, não porque esse paga imposto, mas porque mantém parte da população empregada e tira do governo esse encargo.

A Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista puxou para si a responsabilidade de discutir o tema, embora não seja daquela Casa atribuição de ampliar privilégios de uma classe social em detrimento de outras. Na segunda-feira, 26 de maio, vários representantes do comércio e políticos discutiram, com veemência, o “sexo dos anjos”, e apontaram soluções das mais diversas possíveis (desde que o capital seja público, como dizia meu pai: “o velho vício de fazer cortesia com o chapéu alheio”).

Vejamos algumas posições, dignas de uma análise mais aguçada das pessoas que não só pensam, mas que principalmente interpretam ideias. O presidente da Casa, vereador Fernando Jacaré, disse: “A luta para que o centro da cidade se torne um lugar mais atrativo e continue gerando renda e aquecendo a economia local é uma bandeira de toda a Câmara”. Na verdade, a nosso entender, a bandeira da Câmara deve ser o bem estar de toda a comunidade e a geração de renda tem que seguir em todas as direções, visando cada vez mais incluir os mais pobres no aproveitamento das benesses da cidade e não só o centro.

Já o vereador Andreson Ribeiro falou da problemática da descentralização do comércio com os lojistas dos bairros periféricos e afirmou que “uma das principais atividades da cidade é o comércio, sendo gerador de emprego e renda”. Disse que alguns lojistas estão descrentes, mas ressaltou que é preciso que os comerciantes estejam envolvidos e engajados na luta por uma melhoria da infraestrutura e de ações de incentivo para o fomento do comércio. “Temos que nos mobilizar para que o centro não fique esvaziado”. Aqui, um equívoco: A descentralização do comércio é algo natural que oportuniza aos comerciantes comunitários também participarem da vida econômica da cidade e, via de regra, tornando os produtos mais baratos ao consumidor.

Por sua vez, a vereadora Irma Lemos afirmou: “A batalha pela revitalização do centro comercial é antiga”. Falou ainda que os vereadores se mobilizaram para que todos os empresários e comerciantes participassem do momento de debate para melhorar a estrutura oferecida no centro da cidade. Demonstrou preocupação com o pequeno empresário que não pode migrar para os novos centros comerciais e relembrou que, desde 2002, tem se preocupado e encaminhado ao poder público indicações para que o centro seja reformulado, destacando problemas como o desnível das calçadas. “O respaldo dos impostos para investir tem. Queremos o retorno deste dinheiro”, afirmou. Outro equívoco. Não podemos parar de girar a máquina do progresso e do bem estar de toda a comunidade porque o “pequeno empresário” que se instalou no centro da cidade teria dificuldade de se mudar; os desníveis das calçadas são de responsabilidade do proprietário do imóvel, que é muito mais preocupado com seu lucro do que com o bem estar do seu visitante. Ademais, engana-se a vereadora ao dizer que há respaldo financeiro e que o dinheiro tem que retornar para o local como investimento. De maneira nenhuma é assim que deve ser. Primeiro, porque quase nenhum comerciante paga imposto devidamente. Essa é uma grande ilusão colocada na cabeça dos incautos. Os comerciantes, na verdade, repassam aos consumidores todos os impostos recolhidos e, muitas vezes, ficam, de maneira ilegal e imoral, com o dinheiro do Governo para si.

A Presidente da Associação Comercial e Industrial de Vitória da Conquista, Cláudia Melo Dutra, disse que tem sido cobrada pelos empresários e comerciantes a respeito dos interesses locais, onde a realidade não condiz com o porte e o crescimento da cidade, nem ao menos com a carga tributária imposta aos comerciantes. “Quem paga imposto e gera emprego é sempre muito desvalorizado. Não vemos incentivos que tire dos ombros a pressão que nos é imposta”, afirmou. Cláudia relembrou que chegou a apresentar um projeto arquitetônico de revitalização do centro da cidade, elaborado por entidades ligadas ao comércio, mas que nada foi feito e o projeto foi para a gaveta. “Não me importa qual partido representa a cidade, mas que exista respeito com os comerciantes”, disse, demonstrando insatisfação sobre a falta de continuidade do projeto que envolveu várias entidades e pesquisas realizadas para elaboração do projeto. No nosso modesto entendimento, o Centro Comercial de Vitória da Conquista tem as mesmas condições dos comércios dos bairros ou até condições melhores. Entendemos mais: Se os comerciantes melhorassem suas lojas, capacitassem seu pessoal, seria algo mais atrativo para suas vendas do que apresentar projeto arquitetônico ao Poder Público. Numa coisa concordamos com a presidente quando ela diz que “quem paga imposto e gera emprego é sempre muito desvalorizado”. Afinal, se o imposto é pago pelo consumidor e o lojista apenas gerencia esse imposto, quem então é desvalorizado, o lojista ou o consumidor que, ao consumir, enriquece o lojista e gera emprego para ele?

O empresário João Luiz, representante da Federação do Comércio, disse que “Conquista está em um crescimento irreversível e afirmou que nada foi feito ainda por falta de vontade política”. Informou que a Prefeitura não cedeu a Praça 9 de Novembro para que fosse adotada por algum empresário, fato que não foi compreendido pela Federação do Comércio. Falou que os comerciantes investem na estrutura de suas lojas, mas a Prefeitura não faz o mesmo com o espaço público. Aqui, cabe uma reflexão: Se formos comparar a qualidade do espaço público que envolve o centro de nossa cidade diríamos que as lojas não correspondem a qualidade do espaço, embora o ilustre afirme que há investimento significativo na infraestrutura das mesmas. Nas lojas de confecções, os provadores de roupa sequer possuem um ventilador para garantir o bem estar dos clientes, isso para não falar dos sanitários.

Já o presidente da CDL de Vitória da Conquista, Marcos Alberto Oliveira, parece não gostar da República na hora de dividir o bolo da economia. Ele falou sobre os investimentos feitos pela Prefeitura nos centros comerciais dos bairros periféricos, e a falta de investimentos no centro da cidade. Citou ainda a burocracia e a morosidade do poder público em tomar iniciativas para sanar as dificuldades de estrutura no centro da cidade. Leiam a sua observação: “Nós somos uma causa social, pois geramos emprego e renda para o município. Temos que reivindicar. Não entendemos o porquê de tanto investimento nos bairros periféricos da cidade e nada é feito pelo centro da cidade”. Aquela velha história: geramos emprego e renda. Ora, os comerciantes dos bairros periféricos, partindo dessa premissa enganosa, também não seriam geradores de emprego e renda e também não seriam uma causa social ou tudo é uma questão geográfica? Infelizmente, os ideais republicanos são meras mentiras quando se trata de pão. Todos querem, mas só alguns se preocupam em compartilhar. Cabe ao poder público estabelecer esse equilíbrio e hoje, na modernidade da vida republicana, criar as condições de inclusão social de todos os segmentos, dividindo, de maneira equitativa entre os moradores da cidade, o capital arrecadado e fazendo-o repartir por todos. Não é possível, nos dias atuais, concentrar comércio num só lugar. A cidade já não é mais a roçaliana dos anos 50. José Pedral iniciou essa descentralização e espalhou a economia da cidade, manteve a maior feira no centro e adequou o comércio primário na periferia, e ao redor dele já se tem um comércio significativo. Resta à administração atual dotar uma feira coberta também nos bairros Jatobá, URBIS V no Zabelê e VI, no Espírito Santo, para que a cidade não sofra.

O Centro Comercial de Conquista não comporta mais comércio de produtos de grande porte, como madeireiras, lojas de eletrodomésticos e construção civil. Cabe ao empresário buscar novos caminhos. A ideia é migrar para os bairros, os bancos já fizeram isso, algumas lojas de material de construção também, e assim deve acontecer com outros segmentos. O centro ficará restrito ao setor cultural. Esse é um processo irreversível. Não se pode colocar no centro da cidade o dinheiro do imposto arrecadado da cidade toda. Afinal, o centro da cidade já consumiu muito investimento. No solo do centro já houve três pavimentações, os imóveis já foram vendidos e revendidos e alugados e “realugados” com grandes lucros. Enfim, entendemos que um governo que tenta dar à periferia da cidade o mesmo que deu aos privilegiados do centro é governo republicano e jamais poderia ser questionado neste sentido, pois está fazendo o correto. A iluminação que recebe o centro tem que ser a mesma da periferia. O esgoto da região central tem que ser igual ao da região periférica. A escola localizada no centro tem que ser igual a localizada na periferia, pois o povo é igual. Não é o dinheiro que o fará diferente. Não há nenhuma graça em ser feliz sozinho. Após analisar essa audiência pública, fiquei muito triste em saber como pensa uma determinada casta de nossa cidade. Tentei achar no latim algo que pudesse significar o que li da ata da Câmara. Confesso que não achei um sinônimo adequado.


EXCLUSIVO: Nadjara pode ser opção tucana em Conquista


O Tucano pode avermelhar
O Tucano pode avermelhar

Caiu como uma bomba nos meios políticos conquistenses a visita da ex-candidata a deputada federal pelo PSB na eleição de 2014, advogada Nadjara Régis, ao gabinete do deputado Hérzem Gusmão. Na verdade a visita foi ocasional. Nadjara estava na Assembleia Legislativa quando foi procurada por um assessor do deputado Gusmão que solicitou que ela se dirigisse ao gabinete do deputado para uma visita de cortesia.

O conteúdo da conversa ali travada não sabemos, outrossim, sabemos que a ex-procuradora do município no governo petista foi sondada pela alta cúpula tucana para que disputasse as eleições de 2016 como protagonista na chapa majoritária. Sondagem semelhante teria sido feita ao ex-vereador Alexandre Pereira. Como se trata de sondagens da oposição, e a oposição em Conquista, apesar de muitas siglas, no fundo é um partido só, o deputado Hérzem Gusmão teve conhecimento dessas “bicadas tucanas” e como tem a maior densidade eleitoral entre as lideranças de oposição, sonhou numa composição de chapa com Nadjara.

Não podemos negar que foi uma atitude de muita inteligência, já que, com todo respeito aos integrantes da chapa de oposição em Conquista desde 2008, o resultado final de uma chapa com a militante política que é Nadjara, preparada e antenada com a visão de mundo e de prestígio político em todas as camadas sociais da cidade, fortaleceria a chapa peemedebista.
A busca por espaço político é natural e a convergência de políticos não é inédita, nem no Brasil, nem na Bahia e muito menos em Conquista. Quem não se lembra da convergência entre Sarney e Ulysses Guimarães em 84, da convergência de ACM e Josaphat Marinho em 86?
Em Conquista, por exemplo, em 1962 o comunista sangue puro Jesus Gomes dos Santos convergiu com Gérson Sales e disputou a eleição contra seu ex- companheiro de ideias e de militância, José Pedral. Mais adiante, assistimos a convergência entre Sebastião Castro e Margarida Oliveira, adversários na disputa pela Prefeitura de Conquista em 82, na época os dois tiveram praticamente a mesma quantidade de votos, mais adiante ainda, a convergência entre Pedral e Margarida, adversários na disputa pela Prefeitura em 82 diretamente e indiretamente em 88. Nada disso impediu que os dois disputassem juntos, Pedral como prefeito e Margarida como vice, as eleições de 92.
Enfim, quando ACM, sentiu que nos seus quadros não havia ninguém que pudesse competir em igualdade com Waldir Pires, buscou na oposição seu adversário Josaphat Marinho e aliado de Waldir Pires; Gérson Sales, em 62, ao perceber que em seus quadros ninguém venceria Pedral, buscou nas hostes pedralistas “JESUS”. Pedral, sentindo as dificuldades que a eleição de 92 lhe traria, pelos reflexos da administração Murilo Mármore, marcada pela quebra do Brasil em 90, buscou na oposição os votos de Margarida Oliveira e isto é tão verdade, haja vista a espetacular votação alcançada por Guilherme Menezes na época, frisamos que na época a eleição se decidia num só turno.
Agora o PSDB sabe que não possui quadros com condições de disputar a Prefeitura de forma competitiva, busca a jovem advogada, tão bem votada nas eleições de 2014 e que rompera com seu antigo grupo político. (A história nos ensina sobre a famigerada alternância de poder, porém, é bom lembrar que a história também nos ensina que poder não é cedido, é tomado. E que castelo não se invade, se não tiver ninguém de dentro pra abrir a porta).
Nadjara tem alguns atributos que a oposição não tem: ela conhece o adversário, portanto, sabe que não pode menosprezá-lo, conhece os problemas da cidade, os projetos do adversário, sabe das possíveis soluções e sabe também dos projetos que não poderão ser executados, evitando que se fale nos projetos inexequíveis, elencados pela oposição na campanha passada; sabe, por exemplo, o que é factível para o orçamento, evitando as promessas de devaneios dos “militontos”. Além de, com sua cultura, qualificar o debate político.
Ademais, a oposição sabe que seu principal nome em densidade eleitoral não consegue uni-la de forma geral e irrestrita, além da possibilidade real da derrota no Tribunal Superior Eleitoral.

Do outro lado, sabe-se que os principais partidos da aliança vitoriosa da última eleição, estão dispersos com as candidaturas postas o PC do B, dessa vez, lança o candidato Fabrício Falcão, nome já consagrado em duas eleições para a Câmara de Vereadores e outras duas para a Assembleia Legislativa, portanto um nome forte; Pelo PSB deve ser candidato o ex-vereador Alexandre Pereira, figura de excelente reputação e prestígio político na cidade.
De modo, que mesmo com o quadro mais forte dessa disputa eleitoral, o deputado José Raimundo Fontes, que está na frente eleitoralmente em todas pesquisas até aqui realizadas, sabe-se que o segundo turno é inevitável e mais ainda, que o próximo governo, se for do PT, será numa coalizão mais ampla, onde os partidos aliados, participarão tanto administrativamente do governo, como politicamente, como hoje ocorre com governo Dilma Roussef.
Paulo Nunes


A passagem de R$ 2,80 e o modo sub-reptício da ” política”


Paulo Nunes- 5Uma das vantagens mais interessantes da hipocrisia, vício preferido dos parlapatões, é o baixo custo do ataque vil, sem nenhum compromisso com a verdade. A rigor, fazendo a conta na ponta do lápis, a hipocrisia não custa nada quando se considera que o hipócrita jamais pretende cumprir suas promessas, nem se comportar com as virtudes que atribui a si mesmo diante do público numa eleição. Encerrada a disputa à qual se submeteu, dará por zeradas todas as dívidas que parecia estar contraindo quando tinha que pedir votos aos eleitores. A disputa pela Prefeitura de Vitória da Conquista torna-se uma oportunidade grande para aventureiros administrativamente despreparados, mas muito bem articulados na arte de desconstruir, sem qualquer dado concreto, toda atividade que envolva a administração municipal. Sempre apresentam uma solução em outra cidade do Brasil para que sirva de exemplo para nossa cidade. Todas as iniciativas de obras e serviços apresentadas pelo governo de situação não são adequadas, na visão do adversário irresponsável.

Vitória da Conquista possui 45 conselhos que ajudam a administração municipal na organização do município. Mesmo que não sejam deliberativos, colaboram, esclarecem e é lógico que as decisões do prefeito consideram a opinião dos conselhos, cada um com sua devida importância na administração. Um desses conselhos é o Conselho Municipal de Transportes, a quem cabe analisar as planilhas de custos desse serviço público. Esse Conselho decidiu pelo último aumento da tarifa para o transporte coletivo da cidade e estabeleceu o valor de R$ 2,80. Evidentemente, compete ao prefeito municipal em exercício, eleito em assembleia popular regulamentada em lei, vetar, modificar e aprovar o valor estabelecido pelo Conselho. Saliente-se que a responsabilidade dos estudos feitos pelo Conselho garante a segurança dos dados que orientam o prefeito municipal em sua decisão. Lastreado nessas informações, o prefeito Guilherme Menezes aprovou o aumento da tarifa que começou a vigorar no dia 1º de julho.

É interessante frisar que a cidade dispõe de 160 ônibus novos circulando, veículos adaptados para portadores de necessidades especiais, com câmeras de segurança e horários controlados rigorosamente pela Prefeitura. Segundo dados fornecidos pela própria Prefeitura, são  em média, 100 mil pessoas diariamente transportadas em Conquista, o que representará, em tese, uma receita de R$ 2..800.000 por mês. Porém, desse montante é necessário abater os valores dos passageiros que pagam metade da passagem e dos passageiros que nada pagam e, desse montante, subtrair ainda o pagamento dos insumos, tais como combustível, salários, impostos, peças, além do cálculo do desgaste dos veículos e o pagamento das parcelas devidas à Prefeitura em função da outorga pela licitação ganha. Todos nós gostaríamos de utilizar o transporte coletivo pagando o mínimo possível, mas não podemos exigir de quem se propõe a fornecer o serviço que nada receba por isso. Que o valor é caro para alguns temos certeza que sim e cabe ao governo administrar esse conflito, adequando as condições e as necessidades das partes. O que não é concebível é que sem nenhum dado, nenhum estudo e, principalmente, sem nenhuma responsabilidade, alguém conteste o aumento sem analisar as variáveis envolvidas, como observamos em opiniões contrárias ao último acréscimo.

A Prefeitura encaminhou um projeto à Câmara de Vereadores reduzindo o ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – do valor de 5% para 2%, com o fim de manter a tarifa num preço mais acessível à maioria da população. A oposição e alguns vereadores da situação condicionaram a aprovação da redução do imposto à manutenção do valor da passagem em 2,40 por um ano. Em nota pública, a Câmara de Vereadores agregou ao rol de condições a reforma do terminal de ônibus, a concessão do Passe Livre Estudantil e a implementação do Bilhete Único. Ora, a geração de novas despesas anularia a economia conseguida com a redução do imposto. A medida não reduziria o custo das empresas e não haveria, então, reflexo positivo no valor das passagens que era o fim da proposta do Executivo. O dinheiro economizado não seria suficiente para implementar as mudanças propostas. Muito embora sintamos que alguns pensam estar agindo de forma correta e acreditam estar ajudando os usuários do transporte coletivo com a medida tomada, os vereadores não resolveram a situação, mas complicaram ainda mais esse sério problema que afeta diretamente o proletariado da nossa cidade.embora sentimos que alguns pensam que estão agindo de forma correta e acreditam que estão ajudando os usuários do transporte coletivo com a medida tomada.
Na cena entra, então, o deputado faz tudo, resolve tudo, entende de tudo e resolve simplesmente defenestrar todos os integrantes do Conselho de Transporte que votaram a favor do aumento da tarifa e colocar no céu os conselheiros que votaram contra, mesmo sabendo da necessidade, em função dos custos demonstrados, de se estabelecer o aumento. Como faz todos os dias em sua rádio, providenciou seu verbo mal colocado para desmoralizar o prefeito municipal, atribuindo a este, adjetivos que são perfeitamente cabíveis ao agressor contumaz.
Infelizmente não temos o áudio onde o parlamentar deu as justificativas mais humilhantes ao voto dos conselheiros que aprovaram o aumento, algo de envergonhar qualquer homem de bem, uma vez que coloca como vassalos todos os votantes favoráveis ao aumento, que tanto quanto os contrários merecem o nosso respeito. Afinal, se há um Conselho é para que este se manifeste em conformidade com seu convencimento, ou seja, com sua ciência e consciência e devem, seus membros, serem respeitados nesse particular, principalmente porque não cabe ao deputado nenhuma ilação sobre a conduta moral dos conselheiros no exercício de seus mandatos, pois não há na sociedade nenhum reconhecimento legal à crítica do ilustre senhor. Na opinião colocada pelo deputado em relação aos conselheiros no exercício de seus votos, todos que votaram pelo aumento seriam safados e a vestal seria o Excelentíssimo Senhor Deputado. Entretanto, é bom lembrar que em Roma, vez por outra aparecia uma vestal parida.