Vida boa mesmo é de Cachorro

“Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem” – Rui Barbosa.   Tem aquele humano cachorro, fiel e amigo do dono; tem o cachorro desumano traiçoeiro e feroz que rouba até alimento das escolas das pobres crianças e remédios nos hospitais; tem o abandonado nas ruas e favelas passando fome e … Leia Mais


Sujos como sanitários públicos

As agências bancárias deveriam ser obrigadas por lei a disponibilizarem luvas e máscaras aos seus clientes que utilizam os caixas eletrônicos porque são tão sujos quanto os banheiros públicos – segundo estudos feitos pela empresa britânica BioCote. Na Rodoviária de Vitória da Conquista, no entanto, os sanitários são mais limpos que os caixas ao lado. … Leia Mais


” E a Bíblia tinha razão” (Final)

(A INVASÃO ROMANA, O NASCIMENTO DE CRISTO E A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM) Em 1947 os beduínos do deserto encontraram rolos de pergaminhos e papiros na costa norte do Mar Morto. Através deste material foi traduzido o primeiro texto hebraico do Livro de Isaias (100 a.C). Assinala Werner Keller, que o Codex Vaticanus e o Codex … Leia Mais


E a Bíblia tinha razão (IV)

Nos últimos capítulos de “e a Bíblia tinha razão”, Werner Keller fala da volta voluntária dos judeus da Babilônia no reinado de Ciro; de Alexandre Magno, da Macedônia; da influência grega na cultura dos povos; do cruel e sanguinário Herodes e suas construção; do nascimento de Cristo; e da destruição total de Jerusalém pelos romanos … Leia Mais


Ladrão que rouba ladrão

A concorrência entre ladrões no Brasil está acirrada e deixando o mercado saturado. A competição não está moleza pra ninguém. Tem até meliante aí com medo de perder o emprego. O setor também sofre com a crise. Todas as cidades foram loteadas. Noutro dia, um ladrão disse para o outro: Cara se manda que este … Leia Mais


Como gado no Curral


“Uma sociedade em que os trabalhadores são tratados como máquinas… não pode ser concebida como uma civilização” – Mahatma Gandhi.
Fazer o quê, né? Seja o que Deus quiser. É assim que reage nosso povo cansado e sofrido, tão explorado e massacrado, diante dos sacrifícios criminosos impostos pelos governantes, luxuosamente acomodados em suas suntuosas mesas de oferendas de inocentes aos seus deuses do capital.
Não adianta nada denunciar e dar entrevista, seu moço! Temo pela minha vida. Não existe mais esperança de punição dos culpados. É o que mais se ouve de vítimas de crimes e assassinatos praticados por policiais e executores de morte contra cidadãos.
No cotidiano, como gado em curral, eles burocratizam mais e mais nossas vidas, inventando recadastramentos eleitorais biométricos, documentos novos de identidade, habilitação de motoristas, provas de vida, renovações de papéis no SUS e INSS, entre outras tantas trancas, sob alegação de tornar o sistema cruel mais moderno, seguro e mais fácil.
Como os governos e os políticos “representantes” roubam nosso dinheiro, por sadismo mesmo, essa corja passa o tempo todo criando mudanças burocráticas e empurra o povo para um curral apertado, sem nenhuma estrutura física e humana. Os serviços são precários, sem espaço e de péssima acomodação, formando longas filas de sofrimentos, choros e lamentações.
Ao negarem recursos para montar ou ampliar uma estrutura digna de atendimento, eles transformam a vida do cidadão num verdadeiro inferno de Dante. Acreditando no que dizem, de que a medida é para melhorar, e com medo das ameaças de punição se não comparecerem ao local de registro para renovar o documento e provar de que ainda vivem, idosos, doentes, mulheres grávidas e até crianças se amontoam como bichos em grades, lutando desesperadamente para serem atendidos.
Contra o povo estão praticando atos de vandalismo, violência e crimes hediondos numa sociedade esgarçada de mortos-vivos. O mais espantoso e revoltante é que nos matadouros destas filas só se vê pobres submissos aos caprichos dessa gente. Nada de engravatados da elite burguesa que há mais de 500 anos suga nosso sangue como vampiros.
Vendo todo este terror do outro lado, o Ministério Público e a Justiça, privilegiados e abonados com suas benesses, calam-se e nada fazem para intervir e exigir que os governos proporcionem condições humanas e dignas de atendimento, suspendendo todos os procedimentos, enquanto não houver tratamento justo e respeitoso.
Na maioria dos casos, a mídia só mostra o horror, e pouco cobra dos responsáveis pelo atentado macabro. Faz a parte do seu papel pela metade. Enquanto isso, o povo toma seu cálice amargo de sangue em longas esperas nas filas intermináveis. (mais…)


A Tarde e os impressos na Bahia


Bons tempos quando o centenário jornal “A Tarde” era um dos maiores do Norte e Nordeste e líder absoluto na capital baiana em termos de circulação e preferência dos leitores.
Entre as décadas de 60, 70 e 80 Salvador contava com grandes impressos como Diário de Notícias, Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia e, posteriormente, o Correio, sem contar pequenos semanários especializados que fechavam o círculo da informação nas áreas de esportes, política, economia, entretenimento, literatura, ciência, educação e cultura em geral.
Com grandes profissionais, esta foi praticamente a época de ouro do jornalismo baiano, juntando os velhos provisionados, no modo de dizer, com os novos saídos da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, da qual fui aluno e me formei.
Os “focas” aprendendo com os experientes e vice-versa. Um bom time de jornalistas bem reforçado. Não se trata simplesmente de saudosismo, mas a disputa era tão acirrada que o A Tarde foi obrigado a passar de vespertino para matutino para não perder espaço no mercado para os outros.
E isso eu estou falando dos meus tempos quando ingressei no jornal A Tarde em 1973 como revisor. Nem se sonhava com a internet. Comandavam nas redações as máquinas de datilografia, o telefoto, o fotolito e a impressão a quente do teletipo.
Sem muitos recursos técnicos, os impressos caprichavam no conteúdo e na fidelidade da notícia. Hoje se tem muita tecnologia e os impressos pecam na qualidade de suas reportagens. A Tarde reinava na capital e no interior, tanto que se dizia que só nele a informação virava verdade, mas os outros chegavam perto na concorrência.
No interior do estado, a mídia impressa, pejorativamente chamada de “caipira”, também era destaque nos principais centros como Vitória da Conquista que hoje, infelizmente, não tem um diário, Juazeiro, Feira de Santana e Itabuna que ainda mantém seus diários e Ilhéus. Grandes jornais em Conquista, por exemplo, entraram para a história, como O Conquistense, A Palavra, A Conquista, O Avante, O Combate, o Sertanejo, entre outros.
Como o foco é o “A Tarde” onde atuei por 34 anos, lembro muito bem dos anos 70, 80 e 90 quando a direção da empresa, sob o comando do saudoso administrador Arthur D´Almeida Couto e Jorge Calmon (Jornalismo) fortaleceram o jornal no interior através da estruturação das suas sucursais. Criaram até o slogan: “O Jornal do Interior.”
Com a morte de Arthur Couto no início dos anos 90 houve um enfraquecimento, mas a política de interiorização se manteve, inclusive com a expansão do “Caderno dos Municípios.” Antes as notícias do interior eram divulgadas em páginas diárias. No entanto, muitos fatos importantes chegavam a ser manchetes de 1ª, 2ª, e 3ª, páginas. (mais…)


A roda da insensatez humana


O homem para se evoluir precisa resgatar a harmonia do passado para recuperar seu sentido de viver. As tecnologias de hoje nos agridem, embaçam nossas vistas, nos iludem com o mágico falso, com deuses de ouro e com o mito de que somos uma raça superior e civilizada.
Não entendo patativa de arquitetura e engenharia, mas nossas cidades, cheias de edifícios, viadutos por todos os lados, arranha-céus, asfaltos escaldantes, concretagens, carros buzinando e soltando gás carbônico de suas descargas, são feias e desumanas. Não inspiram poesia, felicidade e paz de espírito. Evaporam estresse e são sufocantes.
Somos imbecis de nós mesmos e cretinos que pensam que somos evoluídos porque algum “pensador” disse isso em alguma aula ou palestra. Na insensatez do inconsciente, nos achamos inteligentes porque sabemos citar alguns filósofos gregos, tiranos e césares imperadores.
Vivemos num mundo e num Brasil esbagaçado, com “líderes” da pior espécie que estão roubando o fio da esperança que nos ligaria a um humanismo mais real, justo e igualitário. Como no tempo dos Selêucidas de Antíaco IV, em Judá e Israel (168 anos A.C.) estão cortando nossas liberdades e nos impondo severos castigos.
Dentro do nosso consciente inconsciente, entendemos que somos livres só porque podemos xingá-los e avacalhá-los depois de umas cervejas na mesa de um bar. Após o porre, saímos todos felizes por, aparentemente, termos dados nosso recado retórico e esboçado reação.
Cada um em seu quadrado arrota, esbanja e disputa sabedoria. Depois se recolhe ao insignificante de sempre à sociedade dominadora que endeusa o consumismo e aniquila o ser. Tudo fazemos para sermos integrantes comportados desse sistema perverso, colocando nossos espíritos a serviço do diabo.
Curtimos, nos embebedamos em festas de comes e bebes. É só alegria, prazer e badalação nas redes sociais, mas, no outro dia, na labuta imperiosa da sobrevivência, a cidade feia continua intragável, sem alma e desumana como sempre. A rotina da família e das obrigações do dia a dia vão criando uma crosta cinzenta no córtice do nosso cérebro. É o sinal de alerta, mas seguimos em frente! (mais…)


Tanajuras e tropas de cargas


Jeremias Macário é jornalista

Adaptado pelo meu amigo e conterrâneo Wilson Aragão, um dos maiores compositores da Bahia e do Brasil, “Tanajura” é uma antiga cantiga de meninos do sertão baiano, intitulada “Galinha Gorda”. Ouvindo esta semana o seu CD “Capim Guiné” (Uma Guerra de Facão) lembrei de imediato na relação entre aumento de impostos para engordar a cambada lá de cima e o contribuinte-consumidor.
Quando a chuva se levanta no sertão, as tanajuras (formigas voadoras) costumam cair nos terreiros e ai a meninada alegre canta “Cai, Cai Tanajura, na Panela da Gordura”. Com toda sua sabedoria, Aragão recolheu o folclore e fez uma linda canção. Cá com meus botões logo pensei: Tanajuras somos nós e a Panela da Gordura são os três poderes que vivem com suas mordomias às nossas custas.
Para tripudiar com nossas caras – o Brasil tem que fazer uma guerra de facão – o Mordomo de plantão diz que o povo compreende o último aumento de impostos do Pis/Confins dos combustíveis. A música fala de espetar as tanajuras e jogá-las na panela da gordura. Pois é, somos espetados todos os dias pelo “quintos dos infernos” e só lamuriamos. Quando o brasileiro vai virar, de verdade, a mesa?
Os que já passaram e agora o Mordomo com seus rebanhos selvagens de leitões, hienas, gaviões, urubus dos carros pretos são os verdadeiros assaltantes e vândalos deste país, loteado pelas capitanias hereditárias da política e dos cargos onde avós e pais vão passando suas heranças malditas para os filhos, irmãos, tios, sobrinhos, primos até a parentes distantes.
Eles são os predadores, nós as tanajuras e os jumentos de tropas de cargas. Somos também gado e boiada levados ao matadouro. Vejo este povo, que já paga altos impostos, tão solidário para ajudar aos mais necessitados que vivem em extrema pobreza, mas tão resignado e indiferente que não se rebela contra a escorcha e os desmandos.
Com o nosso sentimentalismo tupiniquim, acudimos os miseráveis para preencher a lacuna deixada pelos governos do Estado através de campanhas de doações de todo tipo e espécie, mas o quadro lastimável continua e piorar a cada ano. Não somos indignados ao ponto de reverter e mudar a triste realidade. Então, muita coisa está errada. É triste ver este povo vivendo eternamente de esmolas. (mais…)


Coitada da nossa democracia!


Um lado endurece o discurso e o palavreado dizendo que a Justiça deu um duro golpe na democracia e na Constituição Federal. O outro aperta o cerco, compra votos dos deputados para mudar um relatório e afirma que o Congresso Nacional garantiu a democracia e fortaleceu a Constituição. Coitada da nossa democracia que é obrigada a tomar tapas diários neste corredor polonês de maus caráteres, corruptos e criminosos.
A população brasileira fica acossada em meio a tantos espetáculos de quinta categoria, ouvindo os cínicos falarem de ética e moral. O mordomo recebe os convidados de Drácula distribuindo sacos de sangue extraídos do povo que pena nos corredores dos hospitais. Sem educação e segurança, o cidadão se torna vítima das balas dos marginais da segunda categoria, porque a primeira desfila solta de terno e gravata.
A jararaca que já destilou seu veneno e deixou o ambiente contaminado, espalhando o caos, promete voltar para se vingar dos “eles” que se posicionaram contra os “nós”. Interessante que até há pouco tempo os mordomos e os jararacas estavam unidos como siameses, em laços de amor, comendo do nosso almoço e da nossa janta, adquiridos com suor e lágrimas.
Transformaram o Congresso num prostíbulo de baixo nível cheio de cafetões que recebem milhões em troca dos nossos corpos e de nossas almas. Fizeram da democracia uma prostituta só deles, banalizando sua alta concepção e princípio de ser ela somente do povo. Mordomos e jararacas têm suas caravanas de defesas, enquanto o Brasil é jogado na vala dos horrores e dos ratos de esgoto.
Todos eles nos afrontam todos os dias, nos pisoteiam e nos jogam fora como cascas de bananas. São os maiores baderneiros e vândalos da nossa pátria que torram mais de 10 bilhões de reais por ano com suas mordomias e benesses, sem contar as propinas que recebem por fora. (mais…)


No país onde provas são indícios


Hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor! Lembro disso quando era moleque na minha pequena cidade do interior e o palhaço do circo perguntava aos meninos que seguiam atrás dele se naquele dia ia ter mesmo espetáculo. Era uma forma de anunciar o show e atrair mais gente para o circo. O Brasil virou um circo, mas, sem nenhuma graça!
Não adianta ficar estarrecido e revoltado. Você está no país onde provas não existem. Não passam de simples indícios. Cada um faz sua avaliação político-partidária e pronto. Aqui temos um circo montado onde tem espetáculos todos os dias, com uma produção inesgotável de grandes atores dos disfarces, dos efeitos especiais e da cafajestagem.
Estamos sim no país onde gravações, assinaturas próprias e filmagens dos criminosos não são provas. Elas não passam de suspeitas. O cara é filmado como um rato com malas cheias de granas e, mesmo assim, a imagem não constitui prova. A assinatura do indivíduo e a gravação de voz são negadas e o fundo do poço da política é mais embaixo. Nunca se chega lá.
O senador monta um esquema para receber dois milhões de reais de propina de um empresário e depois diz que era um empréstimo. Ora, se era um empréstimo legal precisava fazer uma operação clandestina para receber o dinheiro? É que ele acha que toda nação é burra, que só têm idiotas e otários. O outro ia levar os 500 mil pra quem? Para seu patrão, é claro!
O legislativo e o executivo, em torno de suas corporações, conseguiram a maior façanha do mundo que foi de tornar impossível quaisquer elementos de provas. Ficam masturbando as ideias, batendo enquanto pode toda nojeira no liquidificador e as provas terminam sendo engavetadas como indícios sem provas. No final, o réu vira um coitado inocente perseguido por forças malignas. (mais…)


“Mais água é Conquista”


Ainda não se tem um projeto e nada saiu do papel além das ideias. Mais uma vez, como na novela do aeroporto cujas obras do Terminal de Passageiros só agora estão saindo, depois de muitos anos de debates, a questão é sobre a falta de água em Vitória da Conquista onde o anúncio da licitação do projeto da Barragem do Catolé foi adiado porque o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) não concedeu a licença ambiental.
No meio dessa polêmica nasce o Movimento “Mais Água É Conquista”, liderado pelos empresários José Maria e Luciano Bonfim que defendem trazer água da Barragem de Anagé para abastecer a cidade. Segundo eles, o reservatório é subutilizado, sem contar que os custos e o impacto ambiental são bem menores que os da Barragem do Catolé. Também conta o tempo dos serviços e outros benefícios à população.
De acordo com José Maria, a capacidade de Agua Fria I e II, em Barra do Choça, é de 6.000.000 de metros cúbicos, enquanto Anagé tem 367 milhões de metros cúbicos, suficientes para atender a demanda por longos anos de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia com mais de 350 mil habitantes. (mais…)