A Conquista dos donos da cultura

A princípio, já sei, antecipadamente, que não serei apenas criticado, mesmo porque discordar faz parte da natureza humana e do debate democrático aberto a todos. Entretanto, muitos irão soltar impropérios e flechas venenosas com conotações depreciativas contra minha pessoa, do tipo rancoroso, imbecil, provocador e frustrado. Com minha idade avançada, já não me importo mais … Leia Mais


Um samba chamado Brasil

Numa mistura caricata, estereotipada, folclórica e mitológica entre o passado e o presente, com seus personagens aventureiros, “heróis”, reis, rainhas, princesas, oportunistas e populistas que protagonizam nossa história, o nosso querido Brasil é um fabuloso tema de enredo para o desfile de uma Escola de Samba na Sapucaí do Rio de Janeiro. Com sucesso nacional … Leia Mais


Cai produção de alunos com deficiência no ensino fundamental e universitário

No Brasil, por incompetência e guiados pelos vícios de seguir a lei simplista do menor esforço, os governos tentam resolver os problemas crônicos da sociedade através de decretos e portarias, como acontecem, principalmente, nas áreas da educação e da segurança pública, sem dar o devido suporte estruturante. É uma forma demagógica encontrada para enganar, agradar … Leia Mais


Uma licença para o trabalho escravo

O Brasil está conseguindo um feito inédito no cenário internacional que é retroceder aos tempos arcaicos do patriarcalismo das capitanias hereditárias e dos senhores de engenhos com a figura dos coronéis da “Casa Grande e Senzala”, de Gilberto Freyre, onde o senhor todo poderoso era o dono de tudo, além da terra e dos escravos, … Leia Mais


Ensino Confessional é retrocesso

É correto você catequizar uma criança para uma determinada religião? É certo as escolas darem aulas específicas de religião, ou apenas estabelecerem uma disciplina sobre história geral das religiões? E o ensino religioso confessional nas escolas públicas foi a decisão acertada do Supremo Tribunal Federal (STF)? Pelo resultado, a laicidade do Estado no Brasil não … Leia Mais


Gastos com vereadores e transparência enganosa


Sem contar as 1.807 câmaras de vereadores que nem prestaram contas ao Tesouro Nacional no ano passado, o povo brasileiro gastou R$11,6 bilhões com estes parlamentares de 3.761 dos 5.569 municípios. É muita grana que poderia está sendo investida em educação, saúde, saneamento, transporte público e segurança.
Além do volume alto de recursos, onde vereadores em muitas casas votam seus próprios salários, nomeiam amigos e parentes, outra situação grave é a falta de transparência, ou quando existe alguma divulgação em seus sites, os dados são incompletos, confusos e enganosos, dificultando a compreensão do contribuinte, a grande maioria leiga em questões contábeis.
Todo eleitor, por exemplo, tem o direito de saber, com bastante clareza, qual salário mensal do seu vereador, benefícios que recebe da tal verba de indenização, quantos assessores ele possui em seu gabinete, nomes de cada um deles, critérios de nomeação e suas respectivas remunerações mensais. Afinal de contas o dinheiro é dos impostos pagos pelos contribuintes.
A maioria das câmaras brasileiras não expõe essas informações precisas, como a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista em seu portal de comunicação com o público, apesar de ter avançado em outros quesitos no que tange a transparência, isto em relação aos dois últimos anos. A comunidade precisa ser bem mais esclarecida. (mais…)


Vida boa mesmo é de Cachorro


“Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem” – Rui Barbosa.

  Tem aquele humano cachorro, fiel e amigo do dono; tem o cachorro desumano traiçoeiro e feroz que rouba até alimento das escolas das pobres crianças e remédios nos hospitais; tem o abandonado nas ruas e favelas passando fome e sede como muitos humanos; e tem o cachorro de luxo que vive paparicado, numa mordomia sem igual, de fazer inveja à maioria dos brasileiros que passam privações. Na outra encarnação, se é que existe, confesso que quero ser o de luxo.

  Cachorro agora não é mais cachorro, como antigamente, é um filho e melhor que o humano. Não azucrina a cabeça dos pais. Para os afortunados, o pet shop faz parte da família. Humano pode comer transgênico, mas cachorro não. Agora são rações especiais grain-free (livres de grãos). Para algumas raças, o alimento tem que ser vitaminado para a pelugem. Para eles, os cachorros, roupas de festa, pastas de dente com sabor, casinha no formato de Casa Branca dos Estados Unidos, sapatos para não queimar as patas e tapete gelado para se refrescar.

  Nos tempos atuais de tantas inversões de valores, onde o homem está mais preocupado em salvar as baleias e as tartarugas do que o planeta e a si mesmo do monstro da indiferença e do apego ao consumismo supérfluo, onde criaram uma série de mimos e confortos para cães e gatos com tratamento vip, o baiano Valdick Soriano, na maior das suas fossas, não cantaria: Eu não sou cachorro não, pra viver tão humilhado e desprezado. Cantaria: Eu quero ser um cachorro pra viver tão bem cuidado.

  É sério! Não é conversa fiada não! Já observou a linha de produtos entre roupas, sapatos, brincos, sabonetes, cosméticos em geral, remédios caros, comidas, vitaminas, brinquedos, doces e bibelôs criados pela indústria capitalista para satisfazer os cachorros de ricos e madamas que vivem em seus apartamentos e mansões? Não existe crise para o setor de pets shops. O faturamento das empresas só faz crescer porque a cada dia inventam um novo produto para os privilegiados, tipo Classe A. (mais…)


Sujos como sanitários públicos


As agências bancárias deveriam ser obrigadas por lei a disponibilizarem luvas e máscaras aos seus clientes que utilizam os caixas eletrônicos porque são tão sujos quanto os banheiros públicos – segundo estudos feitos pela empresa britânica BioCote. Na Rodoviária de Vitória da Conquista, no entanto, os sanitários são mais limpos que os caixas ao lado.
Existe até uma proposta de lei de um vereador de São Paulo para que as instituições financeiras coloquem álcool em gel nas áreas dos caixas. Segundo os mais entendidos no assunto, a higienização com álcool em gel pode eliminar 99% dos germes. E como controlar a circulação das notas fora dos caixas?
Enquanto nada disso aconteça, quem vai deixar de ir aos caixas eletrônicos tirar sua grana para o sustento? Ninguém, é claro, porque dinheiro é dinheiro e, infelizmente, não se vive sem o deus do capitalismo, que tem provocado tantas desgraças e criado monstros da corrupção.
Geddel, por exemplo, não importa com isso e nem está aí, ou deve usar máscaras e luvas especiais para visitar suas queridas espécies nas malas. Coitadinhas delas, presas e solitárias naquele apartamento, sem tomar sol! E os que entopem os bolsos, sacolas e cuecas! Nem estão aí para doenças! Eles querem é mais!
Não são somente os caixas. O danado rola de mão em mão transportando uma pesada carga invisível de bactérias, mas, quem quer saber disso? O que interessa é que, visivelmente, o bicho passa alegria, alívio e serve até para baixar o estresse das pessoas da lida sufocante do dia a dia.
Não importa, lá está todo mundo correndo atrás de uma “bendita” nota. É um bom tranquilizante para preocupação com dívidas. Nem precisa procurar psicólogo ou analista. Tem gente que levanta da cama e dá um tapa na depressão. (mais…)


” E a Bíblia tinha razão” (Final)



(A INVASÃO ROMANA, O NASCIMENTO DE CRISTO E A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM)
Em 1947 os beduínos do deserto encontraram rolos de pergaminhos e papiros na costa norte do Mar Morto. Através deste material foi traduzido o primeiro texto hebraico do Livro de Isaias (100 a.C). Assinala Werner Keller, que o Codex Vaticanus e o Codex Sinacticus, do século IV d.C. são as redações bíblicas mais antigas. O Codex Petropolitanus foi escrito em hebraico primitivo em 916 d.C. Diz o autor que esses manuscritos pouco revelaram sobre a vida e a obra de João Batista (o nobre) e de Jesus.
De volta à nossa narrativa histórica anterior contada por Keller, Israel viveu um período de tranquilidade, mas por pouco tempo, pois os romanos, através de Pompeu e suas legiões entraram em Jerusalém em 63 a. C., e Judá tornou-se província dos novos donos. Na época, o grego, com suas cidades na Jordânia (Decápolis), tornou-se língua mais falada na região.
Em 44 a.C. César foi assassinado, ano em que surgiu um planeta no céu, mesma coisa aconteceu depois do suicídio de Nero, em 66 d.C. Bem antes disso, porém, no ano 40 a.C. Herodes, o tirano e cruel, foi nomeado rei da Judeia. Ele praticou muitas atrocidades e veio a morrer por volta do ano 4 a.C. Herodes se achava um messias e ficou muito atordoado e mais sanguinário ainda quando ouviu boatos do nascimento de um rei que decretaria o fim do império romano.
O historiador judeu Flávio Josefo que viveu na época narra todos os acontecimentos, inclusive a destruição total de Jerusalém, em 70 d. C. Como não existe até hoje uma data precisa sobre o nascimento de Cristo, os achados dão conta de que o messias tenha vindo ao mundo entre 6 ou 7 a.C., em meio a uma perseguição feroz de Herodes aos recém-nascidos.
Baseado em fontes históricas, o escritor Houston Chamberlain chegou a divulgar (sua interpretação foi rejeitada) que o pai de Jesus teria sido um ariano guerreiro das legiões romanas chamado de Panthera. Miriam, sua mãe, teria sido repudiada pelo marido carpinteiro. Não foram encontradas provas da fuga de Maria, Jesus (mais citado como Nizireu que nazareno) e José para o Egito.
O certo mesmo é que Cristo veio em meio ao um turbilhão político e social, de desconfianças de todos os lados, rebeliões e animosidade entre as diversas tribos. O povo estava em polvorosa com a invasão dos romanos e as arbitrariedades de Herodes que governava a Judéia.
Quanto ao dia natalino de 25 de dezembro foi, na verdade, a data escolhida pelo catolicismo que substituiu o grande dia de festa romano, o chamado dia do nascimento do invicto, decretado pelo imperador Justiniano, em 354 d.C., após sofrer pressão dos cristãos. Era comemorado o solstício, o último dia das saturnais quando se celebrava uma semana de carnaval. (mais…)


E a Bíblia tinha razão (IV)


Nos últimos capítulos de “e a Bíblia tinha razão”, Werner Keller fala da volta voluntária dos judeus da Babilônia no reinado de Ciro; de Alexandre Magno, da Macedônia; da influência grega na cultura dos povos; do cruel e sanguinário Herodes e suas construção; do nascimento de Cristo; e da destruição total de Jerusalém pelos romanos no ano de 70 d.C., uma carnificina sem igual na história da humanidade.
Por volta de 625 a.C. o neobabilônico das tribos dos caldeus, Nabopolasar destruiu Nínive, e o rei Josias baniu os cultos em Jerusalém. No Irã, os medos e os neobabilônicos dividiram o império. Em 597 a.C., o rei Nabuconodosor exterminou a Casa de David e levou o rei Joaquim e seu povo para a Babilônia (segundo versões, apenas notáveis foram deportados). Mesmo assim, o fato marcou o começo da história dos judeus.
Nunca se construiu tanto como no reinado de Nabuconodosor, basta citar os Jardins Suspensos, como uma das sete maravilhas do mundo, a Torre de Babel (a cidade tornou-se grandiosa e maior centro de cultura e civilização), 53 templos para os grandes deuses Marduck, Nergal, Abad, Instar, Afrodite (cada mulher tinha que sentar-se ao seu lado dela no santuário e entregar-se a um estranho) e outros.
Na época, Judá continuou província vassala, mas os israelenses que foram para Babilônia mudaram de atividades, tornando-se astutos comerciantes e lojistas, ao invés de artesãos, artistas e camponeses. Entre os medos, no Irã, governava Astiages que perdeu o torno para seu próprio neto Ciro em 553 a.C.
Conta a lenda que Ciro nasceu de dois sonhos, um da mãe Mandané, filha de Astiages, a qual viu sair dentro do seu útero uma torrente de água que invadiu o mundo. Os magos interpretaram que nasceria um menino que tomaria seu reino. Com medo, Astiages deu sua filha em casamento para um persa de nome Cambises. (mais…)


Ladrão que rouba ladrão


A concorrência entre ladrões no Brasil está acirrada e deixando o mercado saturado. A competição não está moleza pra ninguém. Tem até meliante aí com medo de perder o emprego. O setor também sofre com a crise. Todas as cidades foram loteadas. Noutro dia, um ladrão disse para o outro: Cara se manda que este ponto já tem dono.
Os mais malandros estão alugando e terceirizando áreas, e aí o bandido tem que se virar para não ter prejuízo no final do mês. Como a situação está difícil, estão até adiando férias e folgas. Muitos ficam sem o décimo terceiro e outros benefícios. Tem ladrão demais no mercado. Muitos estão até tomando cursos de profissionalização para enfrentar as disputas.
Quando o cidadão não tem dinheiro na carteira, relógio, celular, e objetos valiosos, tem marginal fazendo acordo na boa com o cliente, do tipo vá em casa ou ao banco pegar a grana, dando desconto no assalto e até recebendo via cartão de crédito. O negócio é faturar, não perder a clientela para não ficar desempregado.
No alto Planalto de Brasília, a concorrência também é pesada, mas a coisa lá é bem diferente porque todos estão bem empregados com bons cargos e mordomias. No entanto, lá também tem organização criminosa e todos os pontos estão loteados e demarcados. Deputados, senadores e executivos se reúnem sempre para estabelecer princípios. Mesmo assim tem muita gente quebrando as regras e roubando ladrão.
Uma coisa muito marcante neste mercado de ladrões é o machismo. As mulheres sempre são jogadas de escanteio, alijadas mesmo do processo, principalmente em Brasília. Sempre estão dizendo que não sabiam de nada. Apenas gastavam em restaurantes e lojas de luxo com joias e roupas.
Viu na semana passada na televisão aquele diálogo: Oi, Pati, sou eu, a Tici! Estou ligando para dar meu apoio e dizer que estou do seu lado. Na festa que promovemos para nossos esposos tudo correu normal. Não houve nada de acerto de propinas e corrupção. Ingênuas! Nem sabiam que ficaram de fora dos esquemas dos 10 milhões de reais! (mais…)


Como gado no Curral


“Uma sociedade em que os trabalhadores são tratados como máquinas… não pode ser concebida como uma civilização” – Mahatma Gandhi.
Fazer o quê, né? Seja o que Deus quiser. É assim que reage nosso povo cansado e sofrido, tão explorado e massacrado, diante dos sacrifícios criminosos impostos pelos governantes, luxuosamente acomodados em suas suntuosas mesas de oferendas de inocentes aos seus deuses do capital.
Não adianta nada denunciar e dar entrevista, seu moço! Temo pela minha vida. Não existe mais esperança de punição dos culpados. É o que mais se ouve de vítimas de crimes e assassinatos praticados por policiais e executores de morte contra cidadãos.
No cotidiano, como gado em curral, eles burocratizam mais e mais nossas vidas, inventando recadastramentos eleitorais biométricos, documentos novos de identidade, habilitação de motoristas, provas de vida, renovações de papéis no SUS e INSS, entre outras tantas trancas, sob alegação de tornar o sistema cruel mais moderno, seguro e mais fácil.
Como os governos e os políticos “representantes” roubam nosso dinheiro, por sadismo mesmo, essa corja passa o tempo todo criando mudanças burocráticas e empurra o povo para um curral apertado, sem nenhuma estrutura física e humana. Os serviços são precários, sem espaço e de péssima acomodação, formando longas filas de sofrimentos, choros e lamentações.
Ao negarem recursos para montar ou ampliar uma estrutura digna de atendimento, eles transformam a vida do cidadão num verdadeiro inferno de Dante. Acreditando no que dizem, de que a medida é para melhorar, e com medo das ameaças de punição se não comparecerem ao local de registro para renovar o documento e provar de que ainda vivem, idosos, doentes, mulheres grávidas e até crianças se amontoam como bichos em grades, lutando desesperadamente para serem atendidos.
Contra o povo estão praticando atos de vandalismo, violência e crimes hediondos numa sociedade esgarçada de mortos-vivos. O mais espantoso e revoltante é que nos matadouros destas filas só se vê pobres submissos aos caprichos dessa gente. Nada de engravatados da elite burguesa que há mais de 500 anos suga nosso sangue como vampiros.
Vendo todo este terror do outro lado, o Ministério Público e a Justiça, privilegiados e abonados com suas benesses, calam-se e nada fazem para intervir e exigir que os governos proporcionem condições humanas e dignas de atendimento, suspendendo todos os procedimentos, enquanto não houver tratamento justo e respeitoso.
Na maioria dos casos, a mídia só mostra o horror, e pouco cobra dos responsáveis pelo atentado macabro. Faz a parte do seu papel pela metade. Enquanto isso, o povo toma seu cálice amargo de sangue em longas esperas nas filas intermináveis. (mais…)