Ladrão que rouba ladrão

A concorrência entre ladrões no Brasil está acirrada e deixando o mercado saturado. A competição não está moleza pra ninguém. Tem até meliante aí com medo de perder o emprego. O setor também sofre com a crise. Todas as cidades foram loteadas. Noutro dia, um ladrão disse para o outro: Cara se manda que este … Leia Mais


Como gado no Curral

“Uma sociedade em que os trabalhadores são tratados como máquinas… não pode ser concebida como uma civilização” – Mahatma Gandhi. Fazer o quê, né? Seja o que Deus quiser. É assim que reage nosso povo cansado e sofrido, tão explorado e massacrado, diante dos sacrifícios criminosos impostos pelos governantes, luxuosamente acomodados em suas suntuosas mesas … Leia Mais


A Tarde e os impressos na Bahia

Bons tempos quando o centenário jornal “A Tarde” era um dos maiores do Norte e Nordeste e líder absoluto na capital baiana em termos de circulação e preferência dos leitores. Entre as décadas de 60, 70 e 80 Salvador contava com grandes impressos como Diário de Notícias, Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia e, posteriormente, … Leia Mais


A roda da insensatez humana

O homem para se evoluir precisa resgatar a harmonia do passado para recuperar seu sentido de viver. As tecnologias de hoje nos agridem, embaçam nossas vistas, nos iludem com o mágico falso, com deuses de ouro e com o mito de que somos uma raça superior e civilizada. Não entendo patativa de arquitetura e engenharia, … Leia Mais


Tanajuras e tropas de cargas

Adaptado pelo meu amigo e conterrâneo Wilson Aragão, um dos maiores compositores da Bahia e do Brasil, “Tanajura” é uma antiga cantiga de meninos do sertão baiano, intitulada “Galinha Gorda”. Ouvindo esta semana o seu CD “Capim Guiné” (Uma Guerra de Facão) lembrei de imediato na relação entre aumento de impostos para engordar a cambada … Leia Mais


Coitada da nossa democracia!


Um lado endurece o discurso e o palavreado dizendo que a Justiça deu um duro golpe na democracia e na Constituição Federal. O outro aperta o cerco, compra votos dos deputados para mudar um relatório e afirma que o Congresso Nacional garantiu a democracia e fortaleceu a Constituição. Coitada da nossa democracia que é obrigada a tomar tapas diários neste corredor polonês de maus caráteres, corruptos e criminosos.
A população brasileira fica acossada em meio a tantos espetáculos de quinta categoria, ouvindo os cínicos falarem de ética e moral. O mordomo recebe os convidados de Drácula distribuindo sacos de sangue extraídos do povo que pena nos corredores dos hospitais. Sem educação e segurança, o cidadão se torna vítima das balas dos marginais da segunda categoria, porque a primeira desfila solta de terno e gravata.
A jararaca que já destilou seu veneno e deixou o ambiente contaminado, espalhando o caos, promete voltar para se vingar dos “eles” que se posicionaram contra os “nós”. Interessante que até há pouco tempo os mordomos e os jararacas estavam unidos como siameses, em laços de amor, comendo do nosso almoço e da nossa janta, adquiridos com suor e lágrimas.
Transformaram o Congresso num prostíbulo de baixo nível cheio de cafetões que recebem milhões em troca dos nossos corpos e de nossas almas. Fizeram da democracia uma prostituta só deles, banalizando sua alta concepção e princípio de ser ela somente do povo. Mordomos e jararacas têm suas caravanas de defesas, enquanto o Brasil é jogado na vala dos horrores e dos ratos de esgoto.
Todos eles nos afrontam todos os dias, nos pisoteiam e nos jogam fora como cascas de bananas. São os maiores baderneiros e vândalos da nossa pátria que torram mais de 10 bilhões de reais por ano com suas mordomias e benesses, sem contar as propinas que recebem por fora. (mais…)


No país onde provas são indícios


Hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor! Lembro disso quando era moleque na minha pequena cidade do interior e o palhaço do circo perguntava aos meninos que seguiam atrás dele se naquele dia ia ter mesmo espetáculo. Era uma forma de anunciar o show e atrair mais gente para o circo. O Brasil virou um circo, mas, sem nenhuma graça!
Não adianta ficar estarrecido e revoltado. Você está no país onde provas não existem. Não passam de simples indícios. Cada um faz sua avaliação político-partidária e pronto. Aqui temos um circo montado onde tem espetáculos todos os dias, com uma produção inesgotável de grandes atores dos disfarces, dos efeitos especiais e da cafajestagem.
Estamos sim no país onde gravações, assinaturas próprias e filmagens dos criminosos não são provas. Elas não passam de suspeitas. O cara é filmado como um rato com malas cheias de granas e, mesmo assim, a imagem não constitui prova. A assinatura do indivíduo e a gravação de voz são negadas e o fundo do poço da política é mais embaixo. Nunca se chega lá.
O senador monta um esquema para receber dois milhões de reais de propina de um empresário e depois diz que era um empréstimo. Ora, se era um empréstimo legal precisava fazer uma operação clandestina para receber o dinheiro? É que ele acha que toda nação é burra, que só têm idiotas e otários. O outro ia levar os 500 mil pra quem? Para seu patrão, é claro!
O legislativo e o executivo, em torno de suas corporações, conseguiram a maior façanha do mundo que foi de tornar impossível quaisquer elementos de provas. Ficam masturbando as ideias, batendo enquanto pode toda nojeira no liquidificador e as provas terminam sendo engavetadas como indícios sem provas. No final, o réu vira um coitado inocente perseguido por forças malignas. (mais…)


“Mais água é Conquista”


Ainda não se tem um projeto e nada saiu do papel além das ideias. Mais uma vez, como na novela do aeroporto cujas obras do Terminal de Passageiros só agora estão saindo, depois de muitos anos de debates, a questão é sobre a falta de água em Vitória da Conquista onde o anúncio da licitação do projeto da Barragem do Catolé foi adiado porque o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) não concedeu a licença ambiental.
No meio dessa polêmica nasce o Movimento “Mais Água É Conquista”, liderado pelos empresários José Maria e Luciano Bonfim que defendem trazer água da Barragem de Anagé para abastecer a cidade. Segundo eles, o reservatório é subutilizado, sem contar que os custos e o impacto ambiental são bem menores que os da Barragem do Catolé. Também conta o tempo dos serviços e outros benefícios à população.
De acordo com José Maria, a capacidade de Agua Fria I e II, em Barra do Choça, é de 6.000.000 de metros cúbicos, enquanto Anagé tem 367 milhões de metros cúbicos, suficientes para atender a demanda por longos anos de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia com mais de 350 mil habitantes. (mais…)


Devolvam nosso São João


“É um pecado organizar uma programação cheia de artistas sem ligação com a nossa história. É preciso manter a nossa identidade. Querem transformar nosso São João em um show de horrores, em um festival de breganejo” – desabafa o forrozeiro Alcymar Monteiro que neste ano está homenageando Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
“A programação é cheia de cantores que não têm relação nenhuma com a nossa tradição. Não pode acontecer o que vem acontecendo, os cantores do forró tradicional, xote, baião ficam fora da grade de atrações. Essa responsabilidade é das autoridades públicas, dos prefeitos e secretários de cultura” – outro grito de desabafo do artista Genival Lacerda. Elba Ramalho também entrou no protesto com o sonoro “Devolva o meu São João”.
Com o argumento fajuto e esfarrapado de que é disso que o povo gosta, o que não é verdade, mas uma negação da nossa cultura nordestina, os prefeitos empurram os safadões, sertanojos, os arrochas, os pagodes, as lambadas e até o axé music nos palcos e barracões das festas juninas com altos cachês, muitos dos quais superfaturados.
É uma pena ver uma tradição secular advinda da mistura portuguesa-europeia, da africana e indígena na vestimenta, na comida, nas cantorias, nas bebidas e nos costumes do fogaréu morrendo como a Asa Branca que foge do sertão por causa da seca. Como no canto de Patativa do Assaré, é uma “Triste Partida” que deixa para trás a terra e os pertences mais estimados do nordestino.
O nosso São João do interior foi invadido por uma legião de bárbaros esfomeados por dinheiro, com seus rebolados e bumbuns de fora hipnotizando um povo desprovido de conhecimento e saber cultural que, por isso, é iludido por esses falsos artistas. São uns oportunistas conluiados com os prefeitos que só pensam em capitalizar votos. (mais…)


O Brasil é um caso mal resolvido


Sabe daquele caso de separação mal resolvido, do homossexual que não consegue sair do armário, do cara que se faz de machão, mas sempre dá aquela desmunhecada, da pessoa que não realizou seu sonho e ficou frustrada, do pobre que tenta imitar o rico e fica todo endividado e inadimplente, da transa mal resolvida e da história repetida?
Pois é, assim é o nosso Brasil, um país mal resolvido desde a chegada da Nau Cabral e da Carta de Caminha. Mal resolvido que ainda aguarda seu futuro desde os tempos remotos até os dias atuais. Cheio de promessas, medos e esperanças que vive na base do agora vai sair do atoleiro. Dessa vez vai dar certo! É o país do agora vai!
É como o gay que não sai do armário; não tem uma identidade definida e tem pavor de se achar; vive de preverseu desenvolvimento, mas ainda não o encontrou; se declara como uma das potências econômicas do mundo, mas não passa de um pobre coitado, sempre emergente; e, com suas trapalhadas é motivo de piadas e sempre está ridículo na fita. Serve até de bobo das cortes dos outros, sempre no muro das lamentações.
Tem reis, rainhas e heróis idolatrados da música e dos esportes, muitos dos quais nem deveriam servir de exemplo para a mocidade por serem levianos e alienados, sem contar que são passageiros, aventureiros e oportunistas. Na política, que deveria ser a saída para encontrar seu rumo como nação, é uma lástima e uma vergonha.
Desde os tempos coloniais com as capitanias hereditárias até o império, o povo sempre bancou as mordomias, inclusive amantes e prostitutas dos seus mandatários. Vive de alimentar a promiscuidade. A Inconfidência Mineira, os levantes, as rebeliões e as revoltas quase não tiveram a participação popular. O grito de independência, às margens do Rio Ipiranga, decretado por D. Pedro I, virou caso de chacota. (mais…)


Agora é na base do vale tudo


O resultado do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já era previsível no meu ponto de vista. A surpresa veio na fala dos ministros que votaram contra a cassação da chapa Dilma-Temer ao reconhecerem que os crimes são graves, exemplo do Gilmar Mendes, mas, diante da situação política, decidiram pela absolvição do réu.
Gilmar Mendes disse mais ainda, que o Tribunal não estava ali para decidir sobre cassação. Então pergunto: para quê, então, armaram o circo por quatro dias? Para fazer o povo de bobo da corte e dar um atestado de agora estamos mesmo entrando na fase mais suja do vale tudo na política para se manter na presidência? Qual, então, a função deles ali?
Estamos entrando no nível mais tenebroso, mais macabro e obscuro do túnel, no inferno propriamente dito dos demônios e na última vala dos horrores. As provas apresentadas pelo relator Herman Benjamim foram claras como água cristalina. Deu para se ver, com toda nitidez, todo lodo, todo lamaçal do fundo do poço.
Mesmo assim, os quatro magistrados contra preferiram mentir para si mesmos, emporcalhando de vergonha a toga que vestiram no Tribunal do Circo mambembe tupiniquim. Com argumentos torpes e abusando das contradições, o Gilmar Mendes se postou o tempo todo como um político ou advogado de defesa e, em nenhum momento, como um juiz de verdade.
Entendo que um Tribunal é para julgar e não para fazer conjecturas de que uma decisão contra ou a favor pode comprometer a governabilidade e agravar mais ainda a crise política do país. Não cabe e não compete a um Tribunal resolver isso, mas sim o Congresso e o povo através de eleições diretas. Foi mais um caso mal resolvido, levando mais ainda o Brasil ao precipício.
Pelo resultado, em nome da crise, criada e arquitetada pelos próprios malfeitores, acoberta-se o crime cometido, o ilícito e a ilegalidade praticada nas eleições de 2014. Então, não resta mais nada, a não ser o vale tudo. O juiz pode, então, soltar o maior criminoso porque a comunidade a qual ele pertence está dividida e, dessa forma, o procedimento evitaria que os ânimos sejam mais acirrados. Cabe ao juiz fazer, unicamente, seu papel.
Com a falácia da governabilidade, cada um enganou a nação e a si mesmo, escondendo o que está por detrás de tudo isso. Primeiro, eles constrangeram a si mesmos, às suas famílias e, por resto, o povo. Acontece que o malfeito dessa gente não o constrange mais, não o incomoda mais e nem causa remorso na consciência, se é que ainda existe.
Sobre outro ângulo, convenhamos que o Tribunal votasse a favor da cassação. Neste caso, o mais indicado seria eleição indireta pelo Congresso, cujos “representantes” ou parlamentares, sem moral, iriam nomear um nome que faz parte da mesma cumbuca, com rabos sujos. O país continuaria na tormenta. Mesmo assim, não seria justificativa para o Tribunal Eleitoral aprovar o vale tudo.


Como fica o sonhado reino do futuro?


Jeremias Macário

O foro privilegiado vai continuar por muito tempo, os parlamentares irão reinar através da moita da lista fechada dos partidos picaretas, candidato a governador, se perder, pode ficar como deputado, as mordomias e privilégios do Congresso Nacional, das 27 assembleias legislativas e das 5.560 câmaras de vereadores não serão extintos, os super salários da Hidra de três cabeças vão permanecer na engorda, o Fundo da “Derrocracia” receberá mais de dois bilhões de reais, os propineiros do caixa 2 eleitoral serão perdoados, a Operação Lava Jato vai para o espaço, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) embromar e não julgar a chapa Dilma-Temer, tudo pelo bem do sonhado reino do futuro que já tentou ser encantado.
Gostaria de saber quem é a ardilosa serpente que levou Adão e Eva à tentação no paraíso, levando todos depois para o Inferno de Dante Alighieri? O sistema, o capitalismo, a luxúria, a ganância, a gula, a vaidade? Bem, são tantos delatores e suspeitos! Vamos intimar a serpente? Se Deus enviasse hoje seu anjo à cidade sodomita do Planalto será que encontraria uns cinco do bem para serem retirados de lá antes que o Supremo mandasse arrasar tudo, não deixando pedra sobre pedra? Não esquente a cabeça, não se aperrei e não tema essas projeções dantescas porque, no final, todos viverão felizes para sempre no sonhado reino do futuro. (mais…)