Ministro do STJ nega liminar de Flávio Bolsonaro que pedia anulação de investigação do esquema de rachadinha; bandido rico troca delegado

Ministro Félix Fischer rejeitou pedido impetrado pela defesa do senador Flávio Bolsonaro para que fossem anulados todos os atos do juiz Flávio Itabaiana no âmbito do inquérito que apura um esquema de “rachadinha” envolvendo o parlamentar Ministro Félix Fischer e Flávio Bolsonaro (Foto: Gustavo Lima/STJ | Ag. Senado) O ministro do Superior Tribunal de Justiça … Leia Mais




Lava Jato denuncia ex-advogado da família Bolsonaro por lavagem de dinheiro

Frederick Wassef, advogado de Jair e Flávio Bolsonaro Reprodução Em desdobramento da Operação E$quema S, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta sexta-feira (25), o ex-presidente do Sesc Rio de Janeiro, Orlando Diniz; o empresário Marcelo Cazzo e os advogados Luiza Nagib Eluf, Marcia Carina Castelo Branco Zampiron e Frederick Wassef. Veja denúncia na íntegra: Segundo o MPF, eles … Leia Mais


TRF-2 suspende investigação sobre ex-assessor de Flávio Bolsonaro que recebeu vazamento de Operação Furna da Onça; tais brincando

O advogado Victor Granado Alves teria se encontrado com o delegado da Polícia Federal que passou as informações da operação para Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução | Pedro França/Agência Senado) O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) concedeu, nesta quarta-feira, 23, habeas corpus suspendendo a investigação sobre o advogado Victor Granado Alves, ex-assessor do senador … Leia Mais


Aos 20 anos, Carlos Bolsonaro comprou apartamento e pagou em dinheiro vivo, diz jornal


O vereador Carlos Bolsonaro. Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro

O VEREADOR CARLOS BOLSONARO. FOTO: CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

Outra prática investigada pela Justiça é a autodoação feita pela família do presidente para sustentar campanhas políticas

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) realizou a compra de um imóvel em 2003 e pagou o valor de 150 mil reais em dinheiro vivo. À época, com 20 anos, o filho do presidente já ocupava uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

A informação foi divulgada pelo Estado de S. Paulo, que teve acesso a escritura do imóvel que fica na Rua Itacuruçá, na Tijuca, e ainda pertence ao parlamentar. O documento diz que o apartamento foi pago em “moeda corrente do País, contada e achada certa”.

Carlos  é investigado por suspeita de nomear no seu gabinete funcionários que lhe repassariam, totalmente ou em parte, seus salários. Ao todo, 11 servidores estão sob investigação do Ministério Público. A maioria é ligada a Ana Cristina Siqueira Valle, que não é mãe de Carlos, mas foi casada com o pai do vereador.

Fazer uma compra e pagar em dinheiro vivo não é considerado crime, mas costuma ser apontada como indício de suposta lavagem de recursos, já que não deixa rastro no sistema financeiro se não passar por um banco.

Dinheiro vivo sustentou campanhas da família Bolsonaro

Outra prática investigada pela Justiça é a autodoação em dinheiro vivo feita pela família Bolsonaro para sustentar  campanhas.

No total, foram injetados 100 mil reais em espécie nas campanhas eleitorais da família de 2008 a 2014 —corrigidos pela inflação, os valores chegam a 163 mil.

As transações foram descobertas pelo jornal Folha de S. Paulo nos processos físicos das prestações de contas entregues à Justiça Eleitoral.

Reportagens e dados obtidos por órgãos de investigação mostraram que a família do presidente, especialmente na figura do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), já movimentou mais de 3 milhões em dinheiro vivo nos últimos 25 anos.

Entre as operações em espécie, segundo as apurações, estão a compra de imóveis, a quitação de boletos de planos de saúde e da escola das filhas de Flávio, o pagamento de dívidas com uma corretora e depósitos nas contas da loja da Kopenhagen da qual o senador é dono.


Fuga de Flávio Bolsonaro da acareação do MP é destaque no Jornal Nacional (VÍDEO)


O telejornal exibiu vídeo em que o filho de Jair Bolsonaro aparece dançando ao som de uma música homofóbica ao lado do apresentador Sikêra Jr

(Foto: Reprodução)

 “O senador Flávio Bolsonaro, do Republicanos, não compareceu à acareação com o empresário Paulo Marinho hoje no Rio”, disse a apresentadora Renata Vasconcellos, do Jornal Nacional, da TV Globo, na abertura da reportagem que exibiu nesta segunda-feira (21) o vídeo em que Flávio aparece ao lado do apresentador Sikêra Jr., da Rede TV!.

 

Na matéria, o telejornal destacou que Flávio não compareceu à acareação que pretendia esclarecer o vazamento da Operação Furna da Onça ao senador. A reportagem enfatizou que o filho de Jair Bolsonaro justificou a ausência por conta de “agenda oficial no Amazonas”.

O JN apontou que Flávio não quis dar detalhes sobre a agenda, mas que “divulgou algumas coisas” nas redes sociais. No Instagram, ele publicou fotos ao lado de Sikêra, que foi entrevistado pelo irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para canal no YouTube. Um compromisso que, em tese, não exigia a presença de Flávio.


” Atiraram de fuzil nas costas do meu irmão” diz parente do pedreiro morto


O pedreiro Francisco Paulo de Carvalho, de 57 anos, morreu após ser baleado durante um confronto entre policiais militares e criminosos no Rio de Janeiro - Arquivo pessoal

 

 

 O pedreiro Francisco Paulo de Carvalho, de 57 anos, morreu após ser baleado durante um confronto entre policiais militares e criminosos no Rio de JaneiroImagem: Arquivo pessoal

Tatiana Campbel

Um pedreiro de 57 anos morreu após um confronto entre a Polícia Militar e criminosos do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no fim da tarde de ontem. Francisco Paulo de Carvalho estava em uma lanchonete quando foi atingido nas costas. O homem chegou a ser levado por familiares para o hospital, mas não resistiu. Na ação, um outro morador e um policial militar ficaram feridos.

Ao longo da manhã e tarde de hoje, familiares do pedreiro estiveram no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para fazer o reconhecimento do corpo. O irmão da vítima, Francisco Alves de Carvalho, acusou a PM de atirar contra o pedreiro e disse que os agentes se recusaram ajudar no socorro.

“Nós conseguimos pegar a cápsula que atingiu ele e só vamos devolver quando a Polícia Civil nos chamar pra prestar depoimento. Atiraram de fuzil nas costas do meu irmão. Na hora, meu sobrinho ainda perguntou para os policiais se eles não iriam socorrê-lo, e os PM’s falaram que ‘isso acontece’. Atiraram nele covardemente. Sempre fomos muitos batalhadores e acontece isso. Ele era uma pessoa muito querida, sempre trabalhou como pedreiro, sempre trabalhou com carteira assinada. Ele parou de trabalhar para comprar um lanche e foi nesse momento que ele foi atingido. Todos na comunidade conheciam e gostavam dele.”

Pelas redes sociais, moradores do Complexo do Lins relataram o intenso confronto. Uma moradora da região, que pediu para não ser identificada, falou que todos os dias acontecem tiroteios:

“Meu neto foi na padaria pra comprar um doce e quando ele chegou, começaram os tiros de fuzil. Na hora eu só pensei em sair correndo pra encontrar ele. Ele tem 11 anos, estava morrendo de medo. Foram muitos, mas muitos tiros mesmo. O sentimento de medo é constante. Eu só moro aqui por falta de opção. Se eu, adulta, já fico apavorada, imagina como estavam as crianças. Nós não temos paz”, declarou a moradora.

O outro morador baleado no confronto foi Ayrton Araújo Rangel. Ele está internado no Hospital Municipal Salgado Filho e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, segue em observação com quadro de saúde estável.

Polícia apura o caso

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MP investiga vídeos que indicam propina de R$ 100 mil ao governador Claudio Castro



Com perdão tributário, igreja de R.R. Soares se livra de dívida de R$ 37,8 milhões; César abrindo mão do que é seu


R.R. Soares é pai do deputado federal David Soares (DEM-SP), autor da proposta de perdão tributário

Romildo Ribeiro Soares
Romildo Ribeiro Soares (Foto: Igreja Internacional da Graça de Deus/Reprodução)

Portal Forum – A Igreja Internacional da Graça de Deus, do empresário R.R. Soares, é a terceira maior inadimplente entre instituições religiosas na lista da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Com a sanção da nova lei, que entrou em vigor nesta segunda-feira (14), a igreja deixará de pagar uma dívida de R$ 37,8 milhões em contribuições previdenciárias.

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter vetado parcialmente a emenda que dá perdão tributário às igrejas, especialmente o trecho relativo a débitos de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), as contribuições previdenciária foram mantidas por ele e já estão presentes na Lei 14.057. A informação é do Congresso em Foco.

R.R. Soares é pai do deputado federal David Soares (DEM-SP), autor da proposta de perdão tributário. Acima da Igreja Internacional da Graça de Deus na lista dos inadimplentes estão apenas a Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdomiro Santiago, com uma dívida de R$ 91,4 milhões, e a Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial, que deve à União R$ 99,2 milhões.


Funcionários fantasmas do clã Bolsonaro receberam quase R$ 30 milhões em salários


Ao menos 39 assessores possuem indícios de que não trabalharam de fato nos cargos, o que equivale a 13% de todos que já foram contratados pela família do presidente

Um levantamento realizado pela revista Época, publicado nesta sexta-feira (11), aponta que ao menos 39 funcionários que já passaram por gabinetes da família Bolsonaro possuem indícios de que não trabalharam de fato nos cargos. Juntos, eles receberam um total de 16,7 milhões em salários brutos, o que equivale a R$ 29,5 milhões em valores corrigidos pela pela inflação.

O levantamento também aponta que, do total pago aos 286 funcionários já contratados pelo presidente e seus três filhos mais velhos entre 1991 e 2019, 28% foi depositado na conta de servidores com indícios de serem fantasmas. Como já foi revelado pela imprensa, parte desses funcionários tinham outras profissões como cabeleireira, veterinário, babá e personal trainer.

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi o que mais empregou funcionários fantasmas. No grupo de pessoas que constaram como assessores, mas possuem indícios de que não atuavam nos cargos, 17 foram contratadas exclusivamente no gabinete do atual senador. Outros dez no de Carlos e três no de Bolsonaro.

Marcia Aguiar, esposa de Fabrício Queiroz, e Nathália Queiroz são dois exemplos de funcionárias fantasmas que hoje estão no centro das investigações contra Flávio. Cada uma das duas recebeu ao longo de uma década um total de R$ 1,3 milhão atualizados pela inflação, mas nunca tiveram crachá na Alerj.


Delegado investigado atendeu a ligação de Crivella no dia de operação


Prefeito do Rio de Janeiro ligou para Rafael Alves, irmão do ex-presidente da Riotur, perguntando o que estava acontecendo no órgão

Foto: Tomaz Silva/ Arquivo/ Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/ Arquivo/ Agência Brasil

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, ligou para o personagem central de um suposto esquema de pagamento de propinas na administração municipal no dia da operação da Polícia Civil. A surpresa é que o delegado Clemente Nunes Machado Braune, da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro, foi quem atendeu a ligação.

De acordo com informações do site do jornal O Globo, o prefeito evangélico ligou para Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves, ex-presidente da Riotur. A Operação Hades foi deflagrada em 10 de março pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil.

Quando ligou para o celular de Rafael, Crivella, ao ouvir um “alô”, perguntou o que estava acontecendo na Riotur. Ao ouvir o delegado, o prefeito desligou rapidamente. Uma análise do conteúdo do aparelho apreendido constatou proximidade entre os dois.

Segundo O Globo, Rafael Alves não tinha cargo na Riotur, mas utilizava uma sala do órgão, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, para receber os empresários interessados. A operação do suposto esquema teria começado nas eleições municipais de 2016, quando foi alegada a necessidade de arrecadar R$ 15 milhões para a campanha.

Rafael usava o argumento de que, se Crivella vencesse, ele ficaria com a presidência da Riotur e os doadores seriam compensados no governo em licitações e operações com o Fundo Especial de Previdência do Município, o Funprevi. Após a eleição, quem assumiu o órgão foi Marcelo Alves, mas Rafael teria passado a cobrar propina de empresários.

O prefeito ainda não se pronunciou sobre isso. O advogado de Rafael, João Francisco Neto, informou à publicação que ele está à disposição do Ministério Público desde dezembro de 2019 para esclarecer o que chamou de “equívocos e fragilidades” das acusações.